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(Saul Loeb/Pool via AP)

China e União Europeia (UE) condenaram ontem as acções unilaterais e proteccionistas no comércio internacional, numa referência às políticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, que atingem Pequim e os países europeus.

“As duas partes acordaram em opor-se ao unilateralismo e ao proteccionismo” nas relações comerciais, afirmou o vice-primeiro-ministro chinês Liu He, após reunir-se com o vice-presidente da Comissão Europeia para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, Jyrki Katainen. Numa declaração conjunta à imprensa, em Pequim, Liu afirmou que a China e a UE querem evitar que essas práticas “tenham impacto na economia global” ou inclusive que resultem numa “recessão”.

A reunião entre responsáveis económicos da UE e da China ocorre depois de o Governo dos EUA ter anunciado nas últimas semanas taxas alfandegárias sobre importações oriundas dos dois blocos económicos. Em represália, Pequim e Bruxelas adoptaram também taxas alfandegárias sobre produtos oriundos dos EUA.

Liu lembrou que a China e o bloco europeu defendem um sistema de comércio multilateral centrado na Organização Mundial do Comércio (OMC) e baseado em regras.

Katainen afirmou que as questões comerciais foram amplamente abordadas durante a reunião, mas recordou que “é preciso fazer mais do que falar”. “É preciso demonstrar que o actual sistema comercial é justo e beneficia ambas as partes”, afirmou. Katainen aludiu às diferenças comerciais que a UE mantém com a China, incluindo a dificuldade no acesso ao mercado chinês por parte de empresas e produtos europeus, ou as preocupações geradas pelo programa “Made in China 2025”.

A iniciativa de Pequim inclui a atribuição de subsídios a empresas chinesas de alta tecnologia, visando transformar o país numa potência tecnológica, capaz de competir nos sectores de alto valor agregado, e é também a principal fonte de tensões entre a China e os EUA.

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