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A nova fronteira entre Macau e o Interior, conhecida como Qiangmao, aposta em vários equipamentos para transportes públicos, com o objectivo de encorajar os residentes a deixarem o carro em casa

 

O Governo vai dotar a nova fronteira com o Interior da China de todos os equipamentos necessários para o funcionamento dos transportes públicos, de forma a oferecer alternativas ao transporte individual. A garantia sobre o novo edifício que vai ligar a zona da Ilha Verde a Qingmao foi deixada pelo director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng, em resposta a uma interpelação de Ella Lei.
“Segundo o estudo do seu planeamento, o novo acesso fronteiriço entre Guangdong e Macau será equipado de estação do metro ligeiro, paragem de autocarros, praça de táxis, auto-silo público, zona de tomada e largada de passageiros destinada a autocarros de turismo, entre outros equipamentos de tráfego. Estão ainda previstos acessos pedonais públicos e equipamentos de travessia pedonal de ligação aos terrenos vizinhos”, começa por explicar Li Canfeng.
“Pretende-se, deste modo, incentivar a população a usar outros tipos de transporte, em alternativa ao veículo particular, atenuando a pressão do tráfego rodoviário nesta zona”, é acrescentado na resposta à interpelação da deputada.
Ella Lei tinha-se mostrado preocupada com o facto da fronteira estar localizada junto à Ilha Verde e ao Fai Chi Kei, zonas com uma grande concentração de pessoas, o que poderia original problemas de intensificação do trânsito numa área já problemática.

Sem compromisso

Em relação aos andamentos das obras, que se pretende que estejam finalizadas em 2023, o director não respondeu com certeza à data concreta, nem quis comprometer-se com um prazo para terminar os trabalhos.
Porém, fez um ponto de situação. “Além do início das obras de demolição do Mercado Abastecedor Nam Yue, que segundo o projectado estarão concluídas no 2.º trimestre de 2018, foi igualmente dado início à elaboração do projecto de concepção preliminar para a empreitada de construção do lado de Macau. A intenção é que a obra das fundações com estacas seja iniciada ainda em 2018”, explicou.
A elaboração do projecto do posto fronteiriço de Qingmao foi adjudicado ao Grupo Gaungdong Nam Yue, a troco de 106 milhões de patacas. Os pagamentos serão feitos até 2020, tendo começado no ano passado.
Já sobre o plano para o desenvolvimento dos terrenos envolventes do novo edifício, Li Canfeng diz que o Governo ainda está a elaborar o documento, que só será tornado público “em tempo oportuno”.

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