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No próximo dia 11 de Fevereiro, o LMA acolherá uma celebração de rock clássico com a performance dos Lionrock Band, de Hong Kong, e o regresso dos locais Lavy. Até lá o cartaz será marcado pelo concerto dos Dirty Finger, banda chinesa de new wave e Julie Byrne, artista folk norte-americana

 

Os astros vão-se alinhar para levar ao palco da Coronel Mesquita duas bandas unidas pela amizade e o amor partilhado pelo rock n’ roll. Os conjuntos em questão são os Lionrock Band, que chegam da região vizinha e os locais Lavy, que regressam ao activo depois de um período de inactividade. O espectáculo está marcado para o dia 11 de Fevereiro, às 21 horas.

Os Lionrock Band, que vão apresentar ao público do LMA um alinhamento que será um misto de temas originais e versões de músicas conhecidas de rock clássico, têm na formação uma figura incontornável dos últimos 30 anos de música de Hong Kong, Wong Leung Sing. O músico pertenceu a uma banda seminal no panorama do rock clássico da região vizinha, os Blue Jeans. “Nos anos 80 eram muito famosos, tinham muitas músicas que foram autênticos fenómenos de popularidade”, contextualiza Vincent Cheong, que gere o LMA e é vocalista dos Lavy.

Wong contribuiu para a cena musical também escrevendo músicas para vários artistas, com destaque para a diva do cantopop Anita Mui. A cantora, que viria a morrer de cancro em 2003, era conhecida como a Madonna da Ásia.

Dia 11 de Fevereiro é também o dia que marca o regresso dos locais Lavy. “Há muito tempo que não actuamos, mas vamos tocar com a melhor banda com que poderíamos partilhar o palco”, explica Vincent Cheong.

O vocalista dos Lavy acrescenta ainda que a cumplicidade justifica-se por serem da mesma geração, amigos, daí a ideia ter surgido em forma de desafio: “Porque não fazer um evento de rock na onda do rock clássico juntos?”, questiona.

Modernos em palco

Mas antes disso, no dia 21 de Janeiro, vindos directamente de Xangai para o palco do LMA chegam os Dirty Finger. “Uma banda entre o post-punk e o new wave de uma famosa editora chamada Maybe Mars” que, de acordo com Vincent Cheong, “tem um som muito moderno”.

Há qualquer coisa de Franz Ferdinand nos Dirty Finger, rock roufenho com pratos de bateria que convidam a um passinho de dança, e um baixo saltitão que imprime movimento irresistível às ancas.

“A Maybe Mars é uma editora com que colaboramos e que já enviou algumas bandas ao LMA, a última foram os Sparrow”, conta Vincent Cheong.

A 8 de Fevereiro é a vez de Julie Byrne subir ao palco do 11º andar da Coronel Mesquita. A norte-americana, oriunda de Buffalo no Estado de Nova Iorque, “é uma artista de folk moderno que irá actuar a solo num concerto acústico”, contextualiza Vincent Cheong. A actuação será bem mais intimista do que as outras propostas do cartaz do LMA para os próximos tempos. Mas, claro, estamos a falar de uma casa que promove sempre a proximidade entre artistas e público.

Julie Byrne vem a Macau apresentar o seu último disco, “Not Even Happiness”, o segundo registo da cantora que mereceu aclamação da crítica que se dedica a álbuns que tendem a ficar esquecidos dos grandes públicos. “Not Even Hapiness” é um disco de folk contemporâneo que tem como pano de fundo temas como a natureza e assuntos do coração.

A cantora de Buffalo nasceu para a música ouvindo o seu pai tocar guitarra acústica. Quando tinha 17 anos, Julie Byrne começou a aprender o instrumento uma vez que o seu pai já não poderia tocar depois de lhe ter sido diagnosticado esclerose múltipla.

A música íntima da norte-americana promete aquecer quem se deslocar ao LMA no próximo dia 8 de Fevereiro, para mais uma noite de música ao vivo no palco da Coronel Mesquita, que abre o ano com propostas sólidas.

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