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“Condição humana anda é um nome provisório para a novela que deve estrear no próximo mês de Novembro em Portugal. A nova produção da TVI tem parte da história a passar-se em Macau e as filmagens decorrem esta semana. Os protagonistas João Catarré e Sara Prata, e um dos vilões da novela, Diogo Infante, falam da sua experiência no território

É uma história de amores perdidos e reencontrados, recheada de negócios escuros, amor, e conflitos familiares. “Condição Humana” – ainda nome provisório – será a novela da TVI que tem Macau como parte do cenário.

O facto de alguns episódios serem aqui filmados permite a quem está em Portugal ter algum acesso ao território. “A história inicia-se em Macau, o que é um pretexto para mostrarmos este lado do mundo, por onde andamos, e acaba por ser um enquadramento e um cenário diferente daquele a que estamos habituados”, disse Diogo Infante, vilão de “Condição Humana”, num encontro ontem com os jornalistas.

Manuel, personagem interpretada pelo actor, está ligado a uma tríade. O papel é do seu agrado até porque “A ficção tem esta liberdade poética que permite adaptar um pouco as realidades às circunstâncias da narrativa”, referiu.

Por ouro lado, sente-se bem no papel de vilão, porque lhe permite entrar naquilo que não é na realidade. “Adoro fazer os maus, são mais sumarentos, são personagens cheias de contraste”, ilustra o actor português.

Terra mutante

Não é a primeira vez que Diogo Infante está no território e as alterações de Macau não lhe foram indiferentes. Esteve por cá em 2002 e em 2011 para interpretar dois monólogos humorísticos e sente que cada vez que cá volta, “Macau está diferente”. “Em 2001 era bastante mais discreto, apesar de já ser um centro atractivo de jogo. Passados 16 anos é brutal a diferença. Há paisagens que já não reconheço”, salienta, sendo que continua a “ficar fascinado com os nomes das ruas em português”. Por outro lado, “as pessoas são muito gentis e não me sinto nada perdido. Sinto-me em casa e num outro planeta também”.

João Catarré interpreta João e a Sara Prata é Margarida. São o casal protagonista de “Condição Humana” e ao contrário de Diogo Infante, este é o seu primeiro contacto com o território. “Não sabia muito bem o que havia de esperar. Pensei que fosse mais pequeno e que ia sentir muito mais a sobrepovoação”, começa por dizer Sara Prata. No entanto, a realidade acabou por surpreender. Agora até “é engraçado o contraste das ruelas e os edifícios muito altos, e acabamos por não nos sentir claustrofóbicos”.

Já João Catarré não deixou de referir o cruzamento entre a parte histórica e a moderna de Macau como um “deslumbre”.

Esta é também uma oportunidade, refere o actor, de “perceber como as pessoas se comportam, que costumes têm, como é a sociedade e como funcionam as regras aqui, numa realidade muito diferente da nossa”.

Macau com potencial

O território é muito característico, refere Sara Prata, o que representa um cenário a ser aproveitado para filmagens. O facto de ser ainda desconhecido só traz mais-valias neste sentido, considera.

Para Catarré, a convivência entre diferentes religiões é um aspecto de relevo. “Aqui nada é discriminado” apontou o actor num lugar que, considera, “toda a gente se respeita”.

Para interpretar o papel de João, Catarré teve de aprender algum cantonês. Este é, talvez o maior desafio que encontrou no papel que está a representar. “Mas nada que não seja ultrapassável”, remata.

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