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Foto: Pedro André Santos

Pedro André Santos

A selecção de futebol de Macau perdeu ontem com a congénere da Índia por 2-0, no Estádio da Taipa, numa partida que marcou a estreia no seleccionador Chan U Meng. Apesar do resultado, a formação do território deixou uma imagem claramente positiva

O Estádio de Macau, na Taipa, foi ontem palco do terceiro jogo da fase de grupos da Taça da Ásia que colocou frente a frente Macau, último classificado, e a Índia, líder do grupo A. Dado o ranking das duas selecções, bem como dos resultados das outras duas partidas do grupo, esperava-se que a formação da RAEM jogasse à defesa, uma estratégia de resto assumida previamente pelo novo seleccionador Chan U Meng. De recordar também a ausência nos convocados de elementos mais influentes, nomeadamente Nicholas Torrão, Edgar Teixeira e Filipe Duarte, antevendo-se ainda maiores dificuldades para a selecção local.

No entanto, e apesar da derrota por 2-0 frente a uma formação com andamento muito superior, os comandados de Chan U Meng mostraram-se bastante eficazes a defender, concedendo a posse de bola à selecção da Índia que, apesar de jogar praticamente no meio-campo adversário, poucas ocasiões claras de golo criou na primeira parte, para além de um remate fora da área que embateu com estrondo na trave. Macau perdeu a timidez a partir dos 20 minutos de jogo, procurando causar algum perigo na área adversária, embora sem grande sobressalto.

O empate ao intervalo acabou por moralizar a formação da RAEM, acreditando que poderia levar um ponto deste difícil confronto.

Carta mágica

No entanto, a Índia acabou por lançar um “joker” ao intervalo, com a entrada de Balwant Singh, que acabou por fazer o primeiro golo da partida à passagem do minuto 56, com uma cabeçada sem hipóteses para o guarda-redes Ho Man Fai.

A selecção local não baixou os braços e fez entrar o avançado Leong Ka Hang, que se juntou na frente a Leonel Fernandes. O jogou começou a ganhar outro ritmo, com as duas equipas a procurarem marcar, embora com a Índia a manter a mesma toada da primeira parte, pressionando a formação da RAEM que, em contra-ataque, tentava surpreender o adversário. Numa altura em que Índia procurava “matar” o jogo, Leong Ka Hang por pouco que não se isolava, valendo um corte “in extremis” do defesa indiano, estavam decorridos 76 minutos.

O lance contagiou a bancada, que não se cansou de apoiar a formação do território, muito por culpa de um grupo de meia dúzia de estrangeiros que impunham bandeiras de Macau e da Irlanda do Norte, chegando mesmo a iniciar uma pequena “hola mexicana” que se “alastrou” na secção onde se encontravam os adeptos locais.

Esperava-se que os minutos finais fossem de “tudo ou nada”, numa altura em que mais um avançado (Lucy Lei) se preparava para entrar, mas uma falha defensiva acabou por resultar no segundo golo da Índia, novamente por intermédio de Balwant Singh, deitando por terra as aspirações de um empate para a selecção local.

Apesar de pouco ter mostrado a nível ofensivo, como de resto já se esperava, Macau deixou uma imagem bastante positiva no confronto com a Índia, que por certo esperaria ter muito mais facilidades antes desta partida. Uma derrota com sinais positivos para o novo seleccionador da RAEM, que não passou ao lado do público local, que muito aplaudiu a “sua” equipa no final do jogo.

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