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Dias depois de vários jornalistas de Hong Kong terem sido barrados na fronteira, após a passagem do tufão, eis que as autoridades locais decidiram barrar mais uma cidadã da região vizinha.

Segundo o website Hong Kong Free Press, que cita o jornal Apple Daily, Helena Wong, deputada do campo pró-democrata do Conselho Legislativo (LegCo), foi proibida de entrar em Macau por constituir “uma ameaça à segurança interna e estabilidade”.

A deputada referiu que foi a primeira vez que viu ser-lhe negada a entrada na RAEM, tendo prometido que iria endereçar uma carta a Chui Sai On, Chefe do Executivo. “Isto é uma piada e traz grandes prejuízos para a imagem de Macau”, referiu Helena Wong.

Ao HM, o porta-voz do gabinete do Chefe do Executivo adiantou que Chui Sai On remete o seu comentário para as palavras proferidas nos últimos dias por Wong Sio Chak, secretário para a Segurança, “nada mais tendo a acrescentar”.

Esta semana, após a proibição de entrada de jornalistas de Hong Kong, Wong Sio Chak referiu que “ninguém gostaria de ter a sua entrada proibida no território independentemente da sua profissão e não estamos concentrados numa só profissão”. “São casos confidenciais e que não podem ser divulgados o que também é conforme a lei”, acrescentou.

Segundo o mesmo portal de informação, Helena Wong frisou que iria discutir o assunto com Carrie Lam, Chefe do Executivo de Hong Kong, e levá-la a reflectir sobre o descontentamento que este tipo de decisões pode originar junto da população de Hong Kong.

A deputada deslocou-se a Macau no âmbito de uma visita de intercâmbio organizada pelo Instituto Politécnico de Hong Kong e pela Universidade de Macau. Na fronteira, Helena Wong terá sido interceptada pelos agentes do Serviço de Migração, tendo sido levada a preencher documentos com dados pessoais. Todos os seus colegas conseguiram entrar no território.

Alta frequência

Desde Dezembro do ano passado que este tipo de casos têm sido mais frequentes, sobretudo nas vésperas da realização de visitas oficiais de governantes da China às duas regiões administrativas especiais.

O Governo nunca admitiu a existência de uma lista negra de pessoas que estão proibidas de entrar em Macau. À Lusa, a Polícia de Segurança Pública disse apenas, em Janeiro deste ano, que as informações estatísticas das “recusas de entrada” são considerados como “dados de informações reservados”, pelo que “não há lugar à sua divulgação”.

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