Macau vai ter museu dedicado à literatura

O Governo vai criar um Museu da Literatura de Macau. A ideia foi discutida na última reunião do Conselho para as Indústrias Culturais, tendo sido referido, segundo um comunicado, que a criação desse museu “continuará a promover o progresso da cena literária local e a apoiar o aparecimento de jovens escritores de Macau”.

Além disso, foi anunciado que o Governo vai lançar, a partir de Maio e até final deste ano, o “Serviço de Coordenação de Pedidos de Filmagens”. A iniciativa vai estar sob alçada do Instituto Cultural (IC).

Na prática, caberá ao IC a coordenação da recepção dos pedidos de filmagens e consultas sobre o assunto, ficando encarregue de encaminhar os pedidos para os diversos departamentos, que depois darão uma resposta ao candidato ou entidade requerente da filmagem. O serviço tem, para já, carácter experimental, mas, “depois de revisto e melhorado”, será lançado oficialmente em 2018. Para implementar esta medida, o IC irá trabalhar em conjunto com nove entidades públicas.

Gastronomia e outras indústrias

Na mesma reunião do Conselho, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, explicou ainda que o processo de candidatura de Macau a “Cidade Gastronómica” da Rede das Cidades Criativas da UNESCO “está a avançar”, tendo sido proposta a criação de um grupo especializado para “analisar este assunto e pronunciar-se no que respeita a recomendações”.

Os três grupos de trabalho que compõem o Conselho defenderam ainda uma “revisão do actual quadro da política para o desenvolvimento das indústrias culturais”, tendo sido pedido ao Governo que disponibilize “um número adequado de recursos para desenvolver as indústrias, com potencial para se desenvolverem como tal”.

Neste âmbito, o Instituto Politécnico de Macau apresentou “uma estratégia para desenvolvimento de talentos no que respeita a cultura e a criatividade”, através da Escola de Artes e do Centro Pedagógico e Científico para as Indústrias Culturais e Criativas da instituição de ensino superior.

No encontro, Alexis Tam apontou que “o reconhecimento do desenvolvimento das indústrias culturais ajudará na reabilitação dos bairros antigos da cidade e a disponibilização de recursos para a cultura e histórias locais”, sendo “um meio de estimular os turistas a melhor conhecerem a comunidade local e a optimizar recursos turísticos”.

Os três grupos de trabalham recomendam ainda que o Executivo “estabeleça um mecanismo regulatório relativamente ao leilão de antiguidades e obras de arte, de modo a permitir que esta indústria cresça em ambiente harmonioso”.

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