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Aex-mulher de Steve Wynn voltou à carga contra o magnata do Jogo, tendo entregue em tribunal documentos que, garante, “mostra que a empresa [teve] anos de actividades empresariais [ilegais] e comportamentos imprudentes”. Elaine Wynn interpôs uma acção em tribunal contra o dono da Wynn, requerendo uma parcela de 10% (ou 7,2 mil milhões de patacas) da operadora, que detém um casino no território e está a caminho do segundo.
Elaine Wynn esteve no Conselho de Administração, mas foi retirada depois do divórcio. Agora, acusa o ex-marido de ter violado um “acordo entre accionistas”, de abusar da sua posição para “exercer um exagerado controlo interno” e ocultar informação aos restantes membros da direcção da empresa. A reunião de accionistas a que se refere Elaine foi a que decidiu a sua retirada da empresa.
Ontem, de acordo com a imprensa norte-americana, Elaine Wynn apresentou mais documentos em tribunal, com depoimentos de membros da direcção da Wynn, que alegam ilegalidades e comportamentos imprudentes dentro da operadora.
O magnata, que já se divorciou de Elaine duas vezes, afirma que as acusações “não passam de histórias distorcidas e mentiras para embaraçar Steve Wynn e os directores” da empresa.
Mas a ex-mulher contra-ataca e diz que estes testemunhos – que incluem depoimentos de Rober Miller, Boone Wayson e Ray Irani, antigos membros da direcção – “contêm novos factos que nunca foram dados a conhecer” a Steve Wynn.
“A nova queixa diz que Steve Wynn deixou a Wynn Resorts, intencionalmente, às escuras sobre algumas actividades. Ele teve comportamentos de sério risco e imprudentes, deixando-se vulnerável a alegação de má conduta e fez pagamentos de muitos milhões de dólares e utilizou recursos da empresa para que esses comportamentos ficassem em segredo, já que não os partilhou com os membros da empresa”, indica a imprensa.

Wynn prevê quebras nas receitas

A Wynn Macau anunciou ontem que estima uma queda das suas receitas de entre 13,07% e 14,4% no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo do ano passado. Em comunicado, a empresa do norte-americano Steve Wynn refere que dados preliminares apontam para receitas líquidas de entre 603 milhões e 613 milhões de dólares norte-americanos, contra os 705,4 milhões de dólares apurados nos primeiros três meses de 2015. O EBITDA ajustado (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) deve situar-se, de acordo com as estimativas da Wynn, no intervalo de entre 187 milhões e 195 milhões de dólares, após ter alcançado 212,3 milhões de dólares (186,6 milhões de euros ao câmbio actual) no mesmo período de 2015. Os casinos fecharam o primeiro trimestre do ano com receitas de 56.176 milhões de patacas, reflexo de uma queda, em termos anuais homólogos, de 13,3%. As “expectativas preliminares” da Wynn Macau surgem um dia depois de o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, ter afirmado que a variação nas receitas nos primeiros três meses do ano está “dentro dos limites previstos”.

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