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Para Rita Santos, dirigente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública, há ainda “uma discriminação muito grande” entre homens e mulheres em Macau

Por ocasião da celebração do Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) organizou uma palestra no passado sábado intitulada “Direitos e Regalias das Mulheres de Macau”. Ao HM, Rita Santos, dirigente da ATFPM, garantiu que em Macau ainda há “uma discriminação muito grande”, inclusivamente a nível salarial.
“Veja-se na Assembleia Legislativa, quantas mulheres há? E nos principais cargos, quantas mulheres há? Na Função Pública quantos directores são mulheres? E no sector privado a maioria são homens que lideram os cargos de chefia. E se forem mulheres, questionam-se as relações de proximidade que possam ter”, referiu.
O debate focou-se ainda na nova Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica, que já determina que esta deve ser crime público. No encontro várias mulheres contaram a violência de que foram vítimas no seio do casamento. “Todas as mulheres consideram que a violência doméstica deve ser um crime público, quanto a isso já não há nenhuma dúvida. Muitas das mulheres também trabalham fora de casa e questionam porque é que em Macau continua a existir esse pensamento [da subjugação da mulher], porque já não é como antigamente, em que o marido é que trabalhava e sustentava a casa. Hoje as rendas são tão caras, e com a inflação também, que as mulheres têm de trabalhar fora de casa e enfrentar pressões da família e da sociedade”, disse Rita Santos.
A questão da amamentação foi outro dos assuntos abordados. “Todas sabem que o leite materno é muito saudável para as crianças, mas não existe nenhuma protecção da parte do Governo. Nem na Função Pública há espaços dignos para que as mães possam retirar o seu leite”, atirou a dirigente, acrescentando que a ATFPM, desde o estabelecimento da RAEM, tem estado a lutar o aumento da licença de maternidade para 90 dias para o sector privado à semelhança da legislação vigente na China e na Função Pública em Macau. “Todas mulheres [do privado] apoiaram a referida luta”, lê-se num comunicado.

CCP reuniram com novo bispo

Os membros do Conselho das Comunidades Portuguesas José Pereira Coutinho e Armando de Jesus estiveram reunidos com o novo bispo de Macau, Stephen Lee. Segundo um comunicado, “os conselheiros sugeriram maior investimento na qualidade educativa dos jovens locais por muitos deles poderem vir a desempenhar importantes funções de responsabilidade em Macau”. Stephen Lee terá destacado a criação de um “grupo de trabalho para se inteirar sobre a questão da educação nas escolas católicas bem como incentivar no ensinamento dos valores de família e de entreajuda”.

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