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Os investidores na empresa de junkets Dore voltaram a manifestar-se pela perda do dinheiro “depositado” na sala VIP do Wynn, que sofreu um desfalque após o desvio de dinheiro alegadamente levado a cabo por uma funcionária da empresa. Os investidores consideram “injusto” que o Governo ainda não tenha resolvido a questão, mas que tenha já anunciado uma revisão à lei para impedir este tipo de investimento, que, recorde-se, é ilegal.
“Procuramos justiça” era o slogan que se podia ler no cartaz colocado em frente à Assembleia Legislativa, com os investidores a reivindicarem a recuperação do dinheiro que, no total, poderá ascender aos 500 milhões de dólares de Hong Kong.
O porta-voz queixou-se ao HM que a empresa assumiu que o dinheiro das vítimas era o que tinha sido desviado e descartou a responsabilidade para a trabalhadora que desviou o dinheiro, “fazendo de conta que nada aconteceu e continuando a operar a sala VIP”.
Os manifestantes pediam ajuda ao Governo e ao Gabinete de Ligação do Governo Central, criticando ainda as investigações das autoridades.
“Desde Setembro até agora, já passaram dois meses mas não há nenhuma resposta depois de nos termos queixado a vários serviços públicos. No âmbito da lei, o depósito de dinheiro não é legal, mas a situação já existe há mais de dez anos nas salas VIP de Macau, é um segredo público que o Governo não desconhece, porque é que não controlou isso antes e só agora quer a revisão da lei? É tarde demais, já aconteceu o caso. Como vamos resolver isso?”, questionou.

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