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Em Macau teimamos em não ter uma “silly season”, e por mais forte que o sol bata nas cabeças que não estejam “protected with umbrellas” (ora aqui está um produto imune às crises e que vende todo o ano: “umbrellas”!), não dá para ficar mais “silly” do que o habitual – pode-se mesmo dizer que nem uma “silly season” digna desse nome Macau consegue produzir, mantendo-se o ano inteiro numa constante “silliness”. Em matéria de “stuffing sausages” para fechar a edição da imprensa, é “the same thing the whole year”, e “what’s the big deal” se o que não for dito hoje pode sair na edição de amanhã? Não há nada de muito importante que aconteça agora em “London town, for example” que não se fique logo a saber cinco minutos depois “in the freaking Papua New Guinea”, portanto “who cares, whatever”. Tempos houve em que para se ficar a saber de um golo numa partida de futebol “in real time” era necessário sintonizar um aparelho que captava hondas hertzianas, das quais era necessário encontrar uma que estivesse dar o relato, enquanto agora basta “checking the livescore.com”. Digam lá se não é “fudging awesome”, mesmo tendo em conta que a mensagem é muito mais personalizada quando transmitida pelo saudoso Jorge Perestrelo?
O problema é que aqui não se “vai a banhos”, ou seja, os mesmos tipos que aparecem na televisão em Novembro ou em Abril são os mesmos de agora, em pleno Agosto. “Nothing changes, same crap”. Reparem no “timing” da notícia de que o Governo enviou para o CCAC aquele famigerado processo da permuta de terrenos, onde se suspeita terem sido cometidas ilegalidades: no início do mês de Agosto! O Ocidente fala da corrupção na Ásia e no resto do mundo “with a mouth full” porque não têm que andar a vasculhar no fertilizante natural que é a corrupção com um calor destes, “God damn it”! A corrupção, o tráfico humano, a pirataria “and such” combate-se “as seen on TV”, com “gloves and detective hats”, e gabardines, tudo muito “Sherlock Holmes meets James Bond meets the FBI and sh*t”. Queria ver o que diria a Scotland Yard ou a Interpol se tivessem passar “the whole damn day” debaixo deste calor e humidade, secando depois debaixo do artificial frio polar dos “air-conditioners”. Ia ser ser “hilarious”.
Como se não houvesse “better things to talk about”, falou-se durante o último mês de “what the do” com o edifício do antigo Hotel Estoril – “a real pain in the butt”, desculpem-me a sinceridade. Suspeito que o tal edifício, que fora atirado “to the dogs” e andou tantos anos “completely forgotten” pertenceu em tempos à SJM, e agora está na posse do Governo, “I couldn’t care less”, mas pela conversa parece que pertence a toda a gente, tantas são as cabeças que debitam as sentenças. “In the end” acredito que vai prevalecer a máxima “money talks and bullsh*t walks”, mas no entretanto não tenho visto ninguém falar da autoria do tal painel que alguns querem ver deitado fora, qual “dirty diaper” (no programa de rádio do canal chinês das manhãs dedicada à peixeirada houve quem tivesse sugerido que a imagem no painel é “pornográfica”, “imagine that”). É possível que tenha sido eu “who was distracted”, e não escutei “a living soul” referir que o autor da peça é Oseo Acconci – “enough said”. Não é bem a mesma coisa que um Picasso, “but”…
“Last but not least”, a polémica que envolveu os Serviços de Saúde da RAEM, que rejeitaram a candidatura de uma médica natural de Macau e “made in Coimbra”, que tivemos conhecimento “in first hand” através deste mesmo “newspaper”. Só posso dizer que o enredo é um tanto ou quanto confuso, mais com contornos de “pissing contest” do que outra coisa, mas “nonetheless” não pude deixar de ficar apreensivo com a facilidade com que se “cry wolf” – falo do factor da “descriminação” com base na origem da candidata, que foi a primeira lebre solta antes que se soubesse mais “about the story”. Pessoalmente não tenho muita razão de queixa, e já me habituei a ser olhado como um “alien”, “here and there”, mas não excluo na totalidade a possibilidade de isto acontecer pontualmente. “But seriously, people”, isto nunca seria feito de forma tão descarada, tão “in your face”. Até porque para essa tarefa requer-se alguma imaginação, “something special”, e aqui já sabemos o que a casa gasta: nem uma “silly season” das pequeninas, nem que fosse só para sentirmos saudades “of being normal”. E assim concluo: “I’ll be damned!”.

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