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Os deputados da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas mostraram ter dúvidas sobre a implementação efectiva de uma rede de gás natural em Macau, uma vez que ainda não foi celebrado qualquer contrato que assegurasse o fornecimento desta fonte de energia. Em 2007, foi celebrado, entre o Governo e a Sinosky um contrato de concessão para a importação de gás natural. No entanto, este tem a duração de 15 anos e passado já mais de metade do prazo, ainda nada foi feito no sentido de potenciar esta fonte de energia na região. “Esse prazo já passou de metade e ainda não foi celebrado um contrato de fornecimento a longo prazo de gás natural (…) duvidando-se assim da possibilidade de concretização da política de gás natural, lançada pelo Governo”, lamenta a Comissão, naquele que é o seu último relatório da presente sessão legislativa. Além disso, “alguns membros” deste grupo de trabalho frisaram que, “provavelmente existirão no mercado outras empresas com mais capacidade” para assegurar a aquisição de gás natural. Actualmente, apenas o complexo de Seac Pai Van e o campus da Universidade de Macau usufruem deste tipo de energia. Em suma, os deputados não parecem confiantes com o estabelecimento de um contrato com a Sinosky, referindo mesmo que querem saber, pelo Governo, qual o peso do gás natural no total de energias em Macau, já que hoje em dia representa apenas uma percentagem irrisória, de 0,13%.

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