Administração | Obras para escritórios no segundo trimestre

Foram ontem abertas as propostas do concurso público para a obra da superestrutura de um edifício de escritórios para a administração no ZAPE. Foram recebidas 28 candidaturas e os trabalhos devem arrancar no segundo trimestre deste ano, após as obras para fundações e caves, que devem terminar em Março

 

 

 

Foi ontem dado mais um passo para a construção do edifício de escritórios para a Administração Pública no lote Q-1 no ZAPE, com a abertura das propostas apresentadas ao concurso público para a construção da superestrutura.

A Direcção dos Serviços de Obras Públicas revelou que foram apresentadas 28 propostas e que as obras devem começar no segundo trimestre deste ano, depois de terminados os trabalhos de fundações e caves. Das 28 propostas apresentadas, apenas uma foi excluída. Os preços propostos variam entre cerca de 309 milhões de patacas e cerca de 351 milhões de patacas, enquanto os prazos oscilam entre 618 e 625 dias de trabalho.

As autoridades adiantaram que o andamento da construção de fundações e caves está a decorrer como previsto e deve terminar em Março.

O prédio será construído num terreno na esquina da Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues e a Rua do Terminal Marítimo, nas imediações do Hotel Jai Alai, e faz parte de um conjunto de cinco projectos pensados para acrescentar uma área superior a 130 mil metros quadrados para os serviços públicos da RAEM. A ideia é reduzir as despesas públicas em arrendamentos.

 

Produto final

O edifício ficará localizado num terreno com uma área de implantação de cerca de 2.770 metros quadrados, terá 12 pisos de altura e três pisos em cave e o prazo máximo de execução da superestrutura é de 650 dias de trabalho.

As obras anteriores, de fundação de caves, foram adjudicadas à Companhia de Fomento Predial Sam Yau por cerca de 79,3 milhões de patacas., enquanto os trabalhos de projectista ficaram a cargo da Luís Sá Machado, Conceição Perry e Isabel Bragança Arquitectos, por 10 milhões de patacas. O controlo de qualidade foi adjudicado ao Laboratório de Engenharia Civil de Macau por 1,1 milhões de patacas, enquanto a fiscalização ficou a cargo de Fernando Cardoso Botelho -Fcb – Gabinete de Engenharia por 5,8 milhões de patacas.

O Laboratório de Engenharia Civil de Macau foi mais uma vez a entidade escolhida para a monitorização das estruturas periféricas, por mais de 1,7 milhões de patacas. Finalmente, a apreciação e verificação do projecto no âmbito de engenharia electromecânica foi entregue ao Instituto Para o Desenvolvimento e Qualidade, Macau por 1,1 milhões de patacas.

No total, a fase de construção de fundações e caves custou 99 milhões de patacas.

17 Jan 2026

LAG 2020 | Ho Iat Seng promete terrenos para escritórios “de luxo”

[dropcap]O[/dropcap] Executivo vai colocar terrenos em hasta pública para a construção de escritórios de “luxo”. O objectivo foi traçado por Ho Iat Seng e passa por atrair as grandes empresas do Interior, através da baixa carga fiscal da RAEM, que pretendem dar o salto para investir nos mercados internacionais.

“Muitas empresas das regiões à nossa volta querem estabelecer-se em Macau, devido à nossa carga fiscal baixa. Estas empresas não vão mudar as linhas de produção para Macau, mas podem arrendar escritórios”, começou por explicar o Chefe do Executivo.

Porém, a qualidade dos escritórios não cumpre os padrões internacionais procurados por muitas dessas empresas, o que faz com que seja necessário fazer obras em novos terrenos: “Vamos vender os terrenos em hasta pública para a construção de escritórios de luxo. Assim estas empresas podem estabelecer-se em Macau”, apontou.

No entanto, as alterações não serão apenas ao nível das instalações físicas. Ho salientou também a necessidade de haver uma Internet mais rápida e de satisfazer mais a população. Neste sentido, o Chefe do Executivo explicou que Macau tem a vantagem de ser um território pequeno o que faz com que a instalação da tecnologia 5G seja relativamente simples.

22 Abr 2020

Cooperação | Associações tradicionais abrem escritórios na China

[dropcap style=’circle’]D[/dropcap]uas associações tradicionais com representação política no hemiciclo, a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a União Geral das Associações de Moradores de Macau (Kaifong), têm planos para expandir a sua representação no interior da China. A FAOM já tem um escritório em Zhuhai e, de acordo com a imprensa chinesa, Leong Sun Iok, deputado ligado a esta associação, justifica a presença na cidade vizinha com os oito mil residentes da RAEM que lá vivem. Também os Kaifong planeiam abrir um gabinete na cidade de Zhongshan, noticiou ontem o jornal Ou Mun.

3 Set 2018

Governo diz-se em posição passiva face a rendas de escritórios

[dropcap style=’circle’]A[/dropcap] Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) disse que nada pode fazer em relação aos valores dos arrendamentos dos escritórios para os serviços públicos, porque existem sistemáticas trocas de proprietários. O Governo prevê a criação de um complexo perto do Terminal do Pac On para o grupo de forças de segurança, ainda assim, diz, não pode estar em constante alteração dos seus departamentos públicos.
Iong Kong Leong, director da DSF, indicou, numa resposta a uma interpelação do deputado Chan Meng Kam, que apesar dos aumentos das rendas, o Governo prefere ficar nas mesmas instalações por questões de facilidade logística. Há departamentos, diz, que não querem estar sempre a mudar as suas instalações, pois isso traz várias desvantagens à população. Por tudo isto, o Governo está de “mãos atadas”.
Chan Meng Kam argumentou, na sua interpelação, que as despesas de renda da instalações onde estão alojados os serviços públicos devem ser incluídas nas despesas orçamentadas. Só assim, diz, a população terá a noção real da despesas de cada departamento. A DSF diz concordar com a sugestão e o Governo já está a estudar essa hipótese, garante. O departamento acrescentou ainda que actualmente 17 secções públicas estão em escritórios arrendados em edifícios privados, mas que a maioria dos departamentos funciona em prédios públicos.

Mais complexos

Sobre as instalações administrativas governamentais, a DSF referiu que o Governo vai recuperar o terreno O1, situado ao lado do Terminal Pac On, para construir um complexo governamental. O espaço terá multifunções, servindo de escritórios e armazéns. Além disso, o Executivo vai ainda construir outro prédio para o sector da segurança, no terrenos E1 dos Novos Aterros. “Será publicada a informação com a área e calendário de trabalhos o mais depressa possível”, garantiu o director.
As reacções surgem depois de Chan Meng Kam apontar o dedo ao Governo na aplicação do erário público. O deputado considera que são feitos demasiados gastos nos arrendamentos, por isso, é preferível que o Governo construa escritórios para não mais ter de pagar rendas.

8 Jun 2016