Águas pluviais | Obras de estação elevatória vão arrancar

Vai ser construída na zona do Cotai, mais concretamente no cruzamento da Avenida dos Jogos da Ásia Oriental com a Rua Marginal dos Jogos da Ásia Oriental, uma nova estação elevatória de águas pluviais, para aumentar a capacidade de drenagem das mesmas.

Segundo informações do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), a nova estação e box-culvert de águas pluviais vai ocupar uma área de 500 metros quadrados, dispondo a estação de oito bombas de água e uma capacidade de bombar a água de 37,6 metros cúbicos por segundo.

Tal equivale à possibilidade de aspirar, em cerca de 50 segundos, o volume de água de uma piscina padrão, “ajudando, assim, a melhorar a eficiência de drenagem de águas pluviais da box-culvert da Baía de Nossa Senhora da Esperança e do bairro antigo da Taipa durante marés altas e chuvas intensas”, descreve o IAM.

O plano de drenagem foi recentemente apresentado ao Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais e ao Conselho Consultivo de Serviços Comunitários, tendo sido já lançado o concurso. Prevê-se um baixo impacto no trânsito, uma vez que “a área da estação elevatória não envolve nem abrange vias rodoviárias e ciclovias existentes”.

A próxima fase do projecto “será a construção de uma pequena estação de bomba de reforço de águas pluviais numa esquina do Estádio da Taipa, para aliviar a pressão da estação elevatória de águas pluviais existente no Pai Kok e acelerar a drenagem de águas pluviais”. Neste sentido, “prevê-se também que o processo de concurso seja lançado ainda este ano”.

2 Abr 2025

SAAM | Lucros subiram 15 por cento em 2018

[dropcap]O[/dropcap]s lucros líquidos da Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (SAAM) cresceram 15 por cento no ano passado para os 89 milhões de patacas, em comparação com o período homólogo.

A informação foi avançada ontem pela empresa que explicou o aumento nos ganhos “essencialmente” com as “obras de colocação de redes e dos serviços de abastecimento de água”.

Também no ano passado o consumo total de água cresceu para os 90,94 milhões de metros cúbicos, um acréscimo de 2,8 por cento face ao ano transacto. A maior proporção do consumo foi na península de Macau, com 62,6 por cento, seguida pelas Ilhas com 36,4 por cento.

28 Mar 2019

Exigidos limites à criação de novos aterros

[dropcap style=’circle’]A[/dropcap] Associação CrossBorder Environment Concern defende que as obras de construção dos novos aterros em Macau pioraram o ambiente e o estado da ecologia marinha, esperando que o Governo limite os espaços que podem vir a ser conquistados ao mar.
Wei Hanyan, dirigente da associação, disse ao Jornal do Cidadão que o plano dos novos aterros vai conquistar ao mar 350 hectares de terrenos, uma área maior face a toda a dimensão do território de Macau. Para controlar as consequências negativas para o ambiente, o fundador da associação sugere que sejam elaborado o limite das áreas que podem ser roubadas ao mar, tendo defendido que a proporção não deve ser superior a 10% da área marítima.

Inevitabilidades

O responsável acha que será “inevitável” que as obras dos novos aterros venham a influenciar o ambiente envolvente e a ecologia marinha, apontando que não foi analisada a sobrecarga que os novos aterros vão provocar na canalização da zona. Wei Hanyan referiu ainda o relatório de impacto ambiental da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), que não mencionou o fluxo da água e do ar, bem como o ambiente marítimo antes e depois da conquista ao mar dos terrenos. O responsável preocupa-se que a qualidade da água da zona do Delta do Rio das Pérolas possa ficar prejudicada.
Wei Hanyan acrescentou que as obras dos novos aterros ficam apenas a 10 quilómetros de distância da zona nacional de protecção natural dos golfinhos brancos chineses, sendo que as obras poderão destruir o ambiente ecológico dessa zona, o que levará à morte dos golfinhos.

27 Ago 2015