China | ONG pede justiça para abuso contra advogados dos direitos humanos

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap] organização não-governamental Chinese Human Rights Defenders (CHRD) apelou ontem a que os membros do regime chinês responsáveis pela repressão contra advogados dos direitos humanos sejam julgados por detenção arbitrária ou tortura.

“Os responsáveis devem prestar contas pela perseguição exercida pelo Governo chinês contra advogados dos direitos humanos”, afirmou a organização em comunicado, quando se cumprem três anos do início da “campanha 709”, que resultou na detenção de mais de 300 activistas chineses.

Desde então, vários advogados envolvidos em casos de direitos humanos ou civis tiveram as suas licenças profissionais suspensas ou retiradas.

No entanto, “nenhum polícia ou funcionário governamental foi investigado ou processado criminalmente pelo seu papel nas violações cometidas contra estes advogados”, afirmou a CHRD.

A organização denunciou a detenção arbitrária, o acesso negado a um advogado durante o período de detenção, prolongamento de prisão preventiva, tortura ou represália contra familiares. “A ausência tanto de justiça para as vítimas como de julgamento das autoridades que ordenaram ou levaram a cabo [estes abusos] acompanharam o aumento da perseguição a advogados”, acrescenta.

Em Maio, a CHRD apresentou provas para que fossem impostas sanções contra o antigo responsável pela polícia da cidade portuária de Tianjin, segundo a lei norte-americana que autoriza o Presidente dos EUA a bloquear ou retirar vistos e impor sanções a cidadãos estrangeiros que violem os direitos humanos.

Zhao Fei, que é agora membro do governo de Tianjin, era o responsável pela polícia local durante a campanha 709, e esteve envolvido em 19 casos de abusos graves, segundo a CHRD.

Em Dezembro de 2017, o Governo norte-americano puniu com sanções Gao Yan, funcionário da polícia de Pequim, por estar ligado à detenção e morte sob custódia da dissidente Cao Shunli, após lhe ter negado acesso a tratamento médico.

10 Jul 2018

Tecnologia | Fabricante de ‘smartphones’ Xiaomi na bolsa de Hong Kong

As acções do fabricante chinês de ‘smartphones’ Xiaomi caíram 2,9 por cento, na estreia na bolsa de Hong Kong, numa altura de crescentes fricções comerciais entre Washington e Pequim, que têm abalado as praças financeiras mundiais

 

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap]s acções da Xiaomi abriram com uma cotação de 16,5 dólares de Hong Kong (1,3 euros), abaixo dos 17 dólares previstos na oferta inicial.

O fundador da Xiaomi, Lei Jun, reconheceu que a saída em bolsa da empresa ocorre num “momento crítico” das relações comerciais entre a China e os Estados Unidos, motivado pela política de Pequim para o sector tecnológico, e que tem causado volatilidade nas bolsas em todo o mundo.

“Apesar das condições macroeconómicas, que estão longe de ser as ideais, acreditamos que uma grande empresa pode enfrentar o desafio e diferenciar-se”, disse.

Antes da saída em bolsa, a empresa previu fixar o seu valor de mercado em 54.000 milhões de dólares (46.000 milhões de euros), aquém da proposta inicial de 100 mil milhões de dólares (83 mil milhões de euros), que caso se confirmasse seria a maior oferta pública inicial dos últimos anos, a nível mundial.

Contra-corrente

A empresa, com sede em Pequim, é a quarta maior fabricante do mundo de ‘smartphones’ por quantidade de produção, segundo a unidade de pesquisa International Data Corp. A marca chinesa é já comercializada em Portugal em várias lojas, e também em espaços de venda próprios.

Na sexta-feira entraram em vigor nos Estados Unidos as taxas alfandegárias sobre um total de 34.000 milhões de dólares de bens importados da China. Esta é a primeira de uma série de medidas retaliatórias de Washington contra alegadas “táticas predatórias” por parte de Pequim, que visam desenvolver o sector tecnológico, nomeadamente forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia, em troca de acesso ao mercado chinês.

A China prometeu punir as exportações norte-americanas no mesmo valor, suscitando receios de uma guerra comercial total entre as duas maiores economias do mundo.

10 Jul 2018

Tailândia | Resgatadas oito das doze crianças presas em gruta

No domingo, as equipas de resgate conseguiram retirar quatro dos 12 elementos da equipa de futebol Wild Boars que ficaram presos na gruta Tham Luang, situada na província de Chiang Rai, no Norte da Tailândia. Ontem, até à hora do fecho da edição, foram resgatadas mais quatro crianças, antes das operações voltarem a ser suspensas

 

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap]s autoridades tailandesas confirmaram ontem que foram retirados mais quatro rapazes da gruta na Tailândia, num momento em que foram suspensas as operações de resgate do grupo. Citado pela AP, um oficial da marinha tailandesa confirmou que são oito o total de crianças resgatadas com vida da gruta.

As autoridades tailandesas têm recusado prestar informações aos jornalistas, mas várias testemunhas indicam que pelo menos quatro ambulâncias saíram hoje do perímetro de segurança em torno da zona de entrada na gruta.

As oito crianças que foram resgatadas na Tailândia estão bem de saúde, disseram ontem as autoridades numa conferência de imprensa.

Poucas horas depois de ter começado a segunda fase da operação de resgate, as autoridades tailandesas disseram que a chuva que caiu durante a noite não mudou o nível da água na gruta, onde quatro crianças e o treinador ainda permanecem. No total, ontem foram salvas quatro crianças.

“A segunda operação começou pelas 11h locais [de ontem]”, disse à imprensa o chefe da unidade de crise. Narongsak Osottanakorn, líder da equipa de resgate que tentou ontem retirar o grupo preso na gruta inundada assegurou que anunciaria “boas notícias em poucas horas”.

“Em poucas horas teremos boas notícias” para anunciar, garantiu. Os quatro primeiros rapazes a sair da gruta no domingo, numa operação urgente e perigosa, tiveram de mergulhar e atravessar diversas passagens apertadas e tortuosas da caverna.

Os jovens estão ainda a ser submetidos a diversos exames médicos no hospital e ainda não estão autorizados a entrar em contacto directo com a família. Devido ao perigo de infecções, só puderam ver os familiares através de uma divisória de vidro.

Manhã sem chuva

Uma manhã sem chuvas fortes, depois de uma noite que fez justiça ao tempo das monções que se vive neste período no Sudeste Asiático, afastou os piores receios das autoridades tailandesas.

Manteve-se o silêncio sobre a missão de resgate das crianças e do treinador que se encontram ainda aprisionados numa gruta em Mae Sai, bem como sobre o nível da água em algumas das passagens subterrâneas, mas nas declarações da manhã de ontem, o ministro do Interior da Tailândia disse haver expectativas quanto ao sucesso da missão.

Anupong Paojinda não só informou que são os mesmos mergulhadores que estão a tentar executar a extracção, uma vez que conhecem já o caminho, as condições da gruta e o que fazer, mas também que as crianças estão saudáveis, embora estejam a ser realizados exames médicos mais detalhados.

A cerca de dois quilómetros da gruta, cuja aproximação está proibida desde domingo a cerca de uma centena de jornalistas de uma dezena de países que estão ‘acampados’ num centro de imprensa improvisado pelas autoridades, é possível observar que pelo menos um helicóptero está a ser utilizado na missão e assiste-se a um corrupio de elementos que integram a operação de salvamento, que se dirigem ao espaço que fornece apoio logístico.

O grupo encurralado é composto por jogadores, com idades entre os 11 e os 16 anos, e o treinador, de 25 anos. Os 12 rapazes e o treinador foram explorar a gruta depois de um jogo de futebol no dia 23 de Junho.

Na altura, as inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, uma vez que o acesso ao local só é possível via mergulho através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

Nas operações de socorro participam 90 mergulhadores, 40 tailandeses e 50 estrangeiros. O local onde os jovens ficaram presos situa-se a cerca de quatro quilómetros da entrada da gruta, num complexo de túneis com zonas muito estreitas e alagadas pelas chuvas da monção que afectam a zona, o que obriga a que parte do percurso tenha de ser feito debaixo de água e sem visibilidade.

Grupos de quatro

A ministra dos Negócios Estrangeiros australiana disse acreditar que os jovens retidos numa gruta na Tailândia vão ser retirados em grupos de quatro. Em declarações ao canal de televisão australiano Nine Network, Julie Bishop saudou o resgato de quatro das crianças, no domingo, referindo que quase 20 australianos estão a participar na complexa operação de resgate na gruta inundada de Tham Luang, no norte da Tailândia.

“É altamente perigoso, é muito precário e os nossos pensamentos estão não apenas com os meninos, mas também com as equipes de mergulho e resgate que estão a ajudar”, disse Bishop. A ministra disse que as lições da operação inicial seriam aplicadas nas operações subsequentes.

“É uma notícia maravilhosa e estamos muito aliviados que os quatro meninos tenham sido retirados. Mas o facto de ter levado tantas horas sublinha o quão precária é toda essa missão”, afirmou na governante antes do resgate de mais cinco crianças.

Mergulhadores da Polícia Federal Australiana e da Força de Defesa, juntamente com o anestesista e mergulhador de cavernas Richard Harris, fazem parte da equipa australiana que está envolvida no resgate. Bishop disse que Harris estave envolvido na avaliação médica que determinou que os quatro primeiros meninos estavam aptos o suficiente para nadar para a liberdade.

Déjà vu

O drama do resgate dos mineiros na Tasmânia, Austrália, e no Chile está ‘vivo’ na mente dos povos daqueles países, tornando inevitável a comparação durante a cobertura dos ‘media’ que acompanham na Tailândia o dramático resgate das crianças presas numa gruta, sublinham jornalistas no local.

Antes da conferência de imprensa das autoridades tailandesas para actualizar a informação sobre o estado das crianças e do treinador de futebol presos numa gruta em Mae Sai, na província a norte de Chiang Rai, a jornalista que faz a cobertura para o Canal 12, no Chile, faz questão de destacar, em directo, o que aproxima estes dois casos, apesar da distância geográfica.

À agência Lusa, Flávia Cordella disse que “este caso na Tailândia tem muitas semelhanças com o que se passou no Chile em 2010 com os mineiros”.

“No nosso país tivemos cerca de 70 dias com 33 pessoas debaixo de terra, e todos olharam para o norte do país para assistir à melhor forma de [executar] o resgate”, explicou, salientando que, então, “também se trabalhou arduamente para salvar e para encontrar o melhor caminho” para as operações de socorro.

“Com estas crianças, a [história] é-nos muito próxima”, concluiu a jornalista daquele canal de televisão.

Mesmo 12 anos depois, o repórter do Canal Dez australiano Daniel Sutton garantiu que o drama dos dois mineiros aprisionados após um sismo sentido na Tasmânia ainda está muito ‘vivo’ na mente da população daquele país.

As operações, que demoraram cerca de 15 dias, e o facto de no caso da Tailândia envolver crianças justificam toda a atenção noticiosa mundial, defendeu. “Na mente de todos os australianos, neste momento, está o que aconteceu na Tasmânia há 12 anos. (…) Houve um pequeno sismo e a mina ruiu sobre eles: 14 conseguiram escapar, um morreu, mas dois ficaram presos dentro da mina. E levou duas semanas para esses dois homens serem resgatados”, recordou Sutton.

“Por isso, muitos de nós [australianos] pensamos hoje no que se passou na Tasmânia quando olhamos para estes jovens rapazes na Tailândia. O desfecho foi positivo para esses dois homens na Tasmânia e esperamos que o mesmo suceda aqui, na Tailândia”, disse, confiante.

As idades das crianças reforçam o interesse, acrescentou. “O facto de ter criado o impacto nas pessoas um pouco por todo o mundo e na Austrália é porque estamos a falar de crianças. Todos os países adoram crianças e não interessa em que parte do mundo é que estes rapazes estão. São crianças e precisam de estar em casa com as suas famílias”, sentenciou.

Reportagem de João Carreira, da agência Lusa (com edição)

10 Jul 2018

Coreia do Norte | Sanções vão continuar até à desnuclearização total

O secretário de Estado norte-americano garantiu ontem, em Tóquio, que as sanções em vigor contra Pyongyang vão continuar até à desnuclearização total da Coreia do Norte. Por seu lado, a diplomacia norte-coreana rejeitou as exigências apresentadas pelos Estados Unidos, que considerou “serem semelhantes às de um ladrão”

 

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap]pós dois dias de conversações entre Mike Pompeo e responsáveis de Pyongyang, o regime de Kim Jong-un considerou, no sábado à noite, que “os Estados Unidos estão a cometer um erro fatal se consideram que a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial da Coreia do Norte] deve aceitar exigência semelhantes às de um ladrão”, advertiram as autoridades, através da agência oficial norte-coreana KCNA.

No Japão, à saída de uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono, e sul-coreana, Kang Kyung-wha, Pompeo afirmou que as sanções vão ser mantidas até uma “desnuclearização completa e totalmente verificável”.

Para o chefe da diplomacia norte-americana, esta é uma “desnuclearização geral”, que engloba todos os tipos de armas. “Os norte-coreanos compreenderam isso, não houve contestação”, sublinhou.

“Apesar de nos sentirmos encorajados pelos progressos registados nestas conversações, estes avanços não justificam, por si só, uma diminuição do regime de sanções existente”, insistiu Mike Pompeo, destacando a importância de controlar a conclusão do processo. “Haverá uma verificação ligada à desnuclearização completa, foi isso que os Presidentes [Donald] Trump e Kim [Jong-un] acordaram”, na cimeira de Singapura, a 12 de Junho, acrescentou.

Acção & Reacção

Pompeo, que esteve também reunido com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, mostrou-se sereno, apesar da reacção do regime de Kim Jong-un. “O Presidente Trump e eu acreditamos que estes esforços para a paz valem a pena”, reiterou.

A Coreia do Norte classificou ontem como “extremamente lamentável” a atitude dos Estados Unidos durante as conversações mantidas estes dias em Pyongyang com o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, sobre a desnuclearização do regime norte-coreano.

Num comunicado, citado pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano denunciou igualmente o que caracterizou de “exigências gananciosas” por parte de Washington.

“A atitude norte-americana e as posições assumidas durante as conversações de alto nível na sexta-feira e sábado foram extremamente lamentáveis”, indicou a nota da diplomacia norte-coreana.

Após dois dias de conversações, que tinham como objectivo acordar um plano concreto de desnuclearização, Pyongyang esperava por parte de Washington “medidas construtivas para ajudar a construir confiança” após a cimeira histórica de Junho passado entre os líderes dos dois países, mas a atitude dos Estados Unidos foi “unilateral e forçada”, segundo o mesmo comunicado.

Duas verdades

A posição norte-coreana contrasta com as declarações também proferidas pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que considerou como “muito produtivas” as conversações mantidas estes dias sobre o programa nuclear de Pyongyang.

“São questões complexas, mas realizámos progressos em quase todas as questões centrais, em algumas fizemos muitos progressos, noutras ainda há trabalho a fazer”, afirmou Pompeo, no final das conversações em Pyongyang e antes de prosseguir viagem até Tóquio, mas sem adiantar mais pormenores. “O trabalho que conseguimos na via da desnuclearização completa, estabelecendo uma relação entre dois países, é vital para uma Coreia do Norte mais radiosa e para o sucesso que os nossos Presidentes exigem de nós”, prosseguiu o secretário de Estado norte-americano.

No comunicado divulgado no fim-de-semana, a diplomacia da Coreia do Norte referiu que o regime de Pyongyang reiterou o pedido para um desarmamento “gradual”, justificando que esse seria o caminho mais rápido para conseguir a desnuclearização da península coreana, uma vez que “rompia corajosamente com os métodos fracassados do passado”.

Também rejeitou as exigências apresentadas pelos Estados Unidos, que considerou “serem semelhantes às de um ladrão” e contrárias “ao espírito da cimeira” ocorrida no mês passado em Singapura entre os líderes norte-americano e norte-coreano, Donald Trump e Kim Jon-un.

9 Jul 2018

Japão | Confirmados mais de 70 mortos provocados por chuvas torrenciais

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap]s equipas de emergência japonesas continuam o resgate e busca de dezenas de desaparecidos nas inundações e desabamentos causados pelas chuvas torrenciais que fustigam o sul do país, registando-se já 73 mortos confirmados, segundo o governo nipónico.

De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pela televisão estatal NHK e citados pela agência EFE, continuam desaparecidas mais de 60 pessoas, temendo-se que o número de mortos aumente, devido à quantidade de vítimas que se encontram em situação de paragem cardio-respiratória. O porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, afirmou que foram recebidas mais de uma centena de chamadas alertando para que as chuvas estão a arrastar os automóveis e a provocar outros acidentes. Cerca de 40 helicópteros encontram-se em missões de socorro.

A agência meteorológica do Japão indicou que a precipitação ultrapassou um metro de altura após quase uma centena de horas em várias regiões, no valor mais alto desde que estes registos começaram a ser feitos em 1976.

A contagem das vítimas tem sido dificultada pelas vastas áreas afectadas por chuvas, inundações e aluimentos de terras. Mais de quatro milhões de habitantes receberam ordens para abandonarem as suas casas, instruções nem sempre respeitadas por, às vezes, ser já impossível ou demasiado perigoso seguir estas ordens. As autoridades alertaram para a ocorrência de aluimentos de terras mesmo depois da diminuição da chuva.

As zonas mais atingidas são as prefeituras de Okayama, Hiroshima e Ehime, onde várias pessoas foram encontradas mortas, na sequência de aluimentos de terras e inundações, de acordo com a agência noticiosa japonesa Kyodo.

O Japão não vivia um desastre assim desde Agosto de 2014, quando 77 pessoas morreram em Hiroshima devido às chuvas torrenciais.

9 Jul 2018

Tailândia | Confirmado resgate de quatro crianças presas em gruta

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] líder das operações de resgate do grupo preso numa gruta na Tailândia confirmou ontem que quatro das 12 crianças foram resgatadas, afirmando que a operação estaria temporariamente suspensa até à manhã de hoje.

O responsável e governador da região de Chiang Rai (onde fica localizada a gruta), Narongsak Osottanakorn, falava numa conferência de imprensa realizada no hospital para onde foram transportados os menores salvos até ao momento.

Segundo o governador, as equipas de resgate precisavam de pelo menos dez horas para preparar a próxima etapa da operação. “Está a ser mais bem-sucedido do que eu esperava. Todas as pessoas estão felizes”, declarou o governador, citado pelos ‘media’ internacionais.

Cinquenta mergulhadores estrangeiros e 40 mergulhadores tailandeses estão envolvidos na operação de resgate. Cada criança está a ser escoltada por dois mergulhadores.

No interior da gruta, na localização original, ainda permanecem oito menores e o treinador de futebol das crianças. A operação de retirada dos 12 jovens, com idades entre os 11 e os 16 anos, e do seu treinador de futebol, de 25 anos, presos numa gruta inundada no norte da Tailândia há 15 dias, começou ontem.

9 Jul 2018

Tailândia | Xi Jinping pede reforço nas buscas de 23 turistas desaparecidos

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] Presidente chinês pediu no sábado que seja feitos todos os esforços possíveis nas buscas pelos 23 turistas chineses desaparecidos num naufrágio, ao largo da ilha de Phuket, no sul da Tailândia.

De acordo com a agência oficial chinesa Xinhua, Xi Jinping pediu também medidas adicionais ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e aos diplomatas chineses na Tailândia. Pelo menos 33 turistas chineses morreram, na quinta-feira, quando a embarcação em que se encontravam naufragou durante uma tempestade ao largo da costa de Phuket, de acordo com o último balanço das autoridades tailandesas.

Ao mesmo tempo, apelou às autoridades tailandesas para não pouparem esforços na operação de busca, entretanto retomadas esta manhã. Xi pediu ainda às autoridades para alertarem agências de viagens e turistas relativamente aos riscos que podem correr durante as férias de Verão no país. A embarcação, com 105 pessoas bordo, incluindo 93 turistas, voltou-se e afundou-se ao ser atingida por ondas de cinco metros de altura.

9 Jul 2018

Comércio | Pequim quer aprofundar relações com Europa e fortalecer UE

A China propôs no sábado aos líderes de 16 países da Europa central e de leste o aprofundamento das relações comerciais, assegurando que Pequim não procura dividir a União Europeia (UE), que considera um aliado fundamental. A aproximação política e económica de Pequim aos mercados europeus aproveita as relações tremidas entre Washington e os países do velho continente

 

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, participou no sábado na capital búlgara na chamada cimeira 16+1, entre Pequim e países da Europa central e de leste, uma reunião anual que em edições passadas suscitou suspeitas de Bruxelas.

A China prometeu nestes encontros investimentos milionários em projectos de infra-estruturas na região, como parte da estratégia “New Silk Routes” (novas rotas da seda), de criação de novos mercados de exportação.

O primeiro-ministro, cujo país precisa do apoio da União Europeia (UE) nas suas “batalhas” comerciais com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sublinhou o apoio da China à integração europeia e ao respeito pelas normas comunitárias. O responsável salientou que aqueles que pensam que Pequim procura dividir e enfraquecer a UE estão enganados.

“Queremos ter uma Europa unida e estável que seja nossa parceira num mundo multipolar, espero que continuemos a desfrutar de sucesso e paz juntos”, disse Li aos jornalistas antes do encerramento da reunião, acrescentando: “Acreditamos que nos podemos complementar”.

Ventos de leste

O líder chinês afirmou também que a China considera positivo que mais Estados da Europa de leste entrem para a UE. Aos jornalistas disse ainda que a China vai abrir mais o mercado para importar produtos da região e assim impulsionar o desenvolvimento da Europa oriental.

A China reuniu-se em Sófia com líderes de 16 Estados da região, dos quais 11 fazem parte da UE.

Embora o investimento da China na região seja inferior a 4 por cento do total, aumentou significativamente nos últimos anos e Pequim também concedeu empréstimos para modernizar antigas infra-estruturas, como estradas e caminhos de ferro. O primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov, anfitrião da reunião, corroborou que o objectivo não é dividir a UE mas ajudar a Europa de leste e os Balcãs a modernizarem-se.

9 Jul 2018

Japão | Imperador retoma funções após ter cancelado os actos oficiais

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] imperador japonês de 84 anos, Akihito, retomou as suas funções ontem após três dias de descanso devido a uma anemia cerebral, informou a Agência da Casa Imperial do Japão. O governante foi forçado a cancelar actos oficiais na segunda, terça e quarta-feira, devido a náuseas e tonturas causadas por fluxo sanguíneo insuficiente no cérebro.

“Akihito começou a cumprir suas funções oficiais no ritmo habitual”, disse um porta-voz da Agência da Casa Imperial do Japão à France-Presse. Akihito, o 125º Imperador do Japão, governa desde Janeiro de 1989.

O imperador já tinha tido sérios problemas de circulação sanguínea no passado e em Fevereiro de 2012 foi sujeito a uma cirurgia por causa do estreitamento de duas artérias. Akihito deverá abandonar funções no final de Abril de 2019, sob uma lei especial que lhe permite abdicar a favor do seu filho mais velho, o príncipe Naruhito, de 58 anos.

6 Jul 2018

Timor-Leste | Lu-Olo cancela participação na cimeira da CPLP

O Presidente da República timorense cancelou a participação na cimeira da CPLP em Cabo Verde, este mês, mantendo a intenção de visitar Portugal ainda que esta deslocação não esteja ainda totalmente confirmada, segundo fonte da Presidência

 

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap] fonte confirmou que a decisão foi comunicada na quarta-feira numa carta que Francisco Guterres Lu-Olo enviou ao Parlamento Nacional – que tem que aprovar as deslocações do chefe de Estado ao estrangeiro – que altera um pedido anterior. Nesse novo texto, Lu-Olo mantém o pedido para a visita de Estado a Portugal – a sua partida está prevista para terça-feira – e cancela o pedido para a visita a Cabo Verde. “A decisão foi tomada porque, no actual contexto, ficaria muito tempo fora do país”, disse a fonte do gabinete de Lu-Olo.

A carta foi avaliada ontem na conferência de líderes das bancadas do parlamento que aprovaram o seu agendamento para debate e votação na sessão de segunda-feira do parlamento.

No entanto, fontes da oposição, admitem que essa autorização pode não ser dada devido ao impasse que permanece entre Lu-Olo e o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, sobre um grupo de membros do executivo, excluídos da tomada de posse do VIII Governo, no mês passado. “Veremos na segunda-feira”, disse um deputado da oposição.

Fonte da Presidência confirmou à Lusa que uma reunião de ontem entre o chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, e o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak para resolver o impasse sobre a tomada de posse de 11 elementos do executivo “terminou sem acordo”.

Taur Matan Ruak recusou-se a fazer qualquer declaração aos jornalistas depois do encontro. A mesma fonte explicou que não há marcada, para já, nova reunião entre os dois para sexta-feira, desconhecendo-se, para já, se haverá na segunda-feira a tomada de posse de algum dos membros que faltam da lista entregue em Junho por Taur Matan Ruak.

Avanços e recuos

O único avanço no impasse ocorreu ontem de manhã quando o Conselho Superior de Defesa e Segurança aprovou a proposta do Governo de exoneração do brigadeiro-general Filomeno Paixão de Jesus do cargo de vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, antes de este ocupar o cargo de ministro da Defesa.

“A decisão foi aprovada por unanimidade de todos os presentes e o Presidente vai agora assinar o decreto presidencial para essa exoneração”, disse, escusando-se a dizer quando Paixão tomará posse. “O diálogo [entre o Presidente e o primeiro-ministro] continua. Não posso falar nem em nome do PR nem do PM”, comentou.

Recorde-se que o VIII Governo começou a trabalhar quando ainda não estava completo e depois de o Presidente não ter dado posse a 11 dos 41 membros propostos pelo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.

Desde aí, tem-se mantido o impasse com o Presidente da República a não ceder na posição do primeiro-ministro que mantém a intenção de que todos os 11 tomem posse. Entre os nomes excluídos contam-se elementos centrais dos partidos da AMP e do organigrama do Executivo, incluindo o ministro de Estado e Coordenador dos Assuntos Económicos e o ministro das Finanças.

A decisão de Lu-Olo levou Xanana Gusmão, líder da AMP, a informar que não tomava posse como ministro de Estado e conselheiro do primeiro-ministro, tendo estado também ausente da cerimónia o ministro do Petróleo e Minerais, Alfredo Pires.

6 Jul 2018

Comércio | Pequim critica EUA na véspera de taxas entrarem em vigor

A China criticou ontem as “ameaças e chantagens” de Washington, na véspera da entrada em vigor nos Estados Unidos de taxas alfandegárias sobre vários produtos chineses, que podem marcar o início de uma guerra comercial

 

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou taxas alfandegárias de 25 por cento sobre um total de 34.000 milhões de dólares (29 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, a partir de sexta-feira, numa retaliação contra o alegado roubo de tecnologia por parte do país asiático.

Pequim ameaçou retaliar ao aumentar as taxas alfandegárias sobre vários produtos norte-americanos, mas o porta-voz do ministério chinês do Comércio disse ontem que a China vai esperar para ver o que Washington fará.

“A China não se curvará perante ameaças e chantagens, nem será abalada na sua determinação em defender o comércio livre global”, afirmou Gao Feng, em conferência de imprensa, ressalvando que “a China nunca disparará o primeiro tiro”.

“Mas se os Estados Unidos impuserem taxas, a China será forçada a reagir, na defesa dos interesses fundamentais da nação e do povo”, acrescentou.

Gao Feng lembrou que os impostos afectarão também empresas estrangeiras a operar no país asiático, incluindo norte-americanas. “Cerca de 59 por cento dos produtos sobre os quais serão aplicadas taxas alfandegárias são fabricados por empresas estrangeiras na China, muitas delas norte-americanas”, detalhou.

O porta-voz considerou que Washington “está a atacar a cadeia de investimentos em todo o mundo, a abrir fogo contra todos, inclusive si próprio”.

Donald Trump ameaçou ainda subir os impostos sobre 450 mil milhões de dólares (quase 385 mil milhões de euros) de bens chineses, ou 90 por cento das importações norte-americanas oriundas da China. Investidores temem uma guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta, à medida que Pequim ameaça retaliar.

6 Jul 2018

Negócios | Fosun cria filial de turismo e pede a sua cotação em Hong Kong

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] grupo chinês Fosun, que detém várias empresas em Portugal, anunciou ontem a constituição de uma filial para o sector do turismo, e solicitou a sua entrada na bolsa de Hong Kong.

Num comunicado enviado à praça financeira de Hong Kong, o grupo informa que recebeu aprovação dos reguladores para constituir uma nova filial, e que iniciou o processo para a sua cotação na bolsa, uma decisão que não depende da aprovação dos accionistas.

A empresa, que tem sede em Xangai, tem múltiplos investimentos nos sectores da saúde, turismo, moda, imobiliário e banca. Em Portugal, o grupo detém já a seguradora Fidelidade e a Luz Saúde, a maior participação no banco Millennium BCP e cerca de 5 por cento da REN (Redes Energéticas Nacionais).

A sua nova filial, designada Fosun Tourism and Culture Group (FTC), é constituída a partir de uma divisão da empresa dedicada a “oferecer aos clientes experiências de turismo e lazer” e “está comprometida sobretudo com o desenvolvimento, gestão e oferta de produtos de viagem, entretenimento e outros serviços culturais”, lê-se no comunicado. A filial estará ainda encarregue da gestão e operação de hotéis, resorts e destinos turísticos.

6 Jul 2018

Xi Jinping promete tornar o PCC mais forte com um “grande novo projecto”

[dropcap style≠’circle’]X[/dropcap]i Jinping pediu que todos implementem a linha organizacional do partido para a nova época de forma a tornar o PCC mais forte. A posição do presidente da China e presidente da Comissão Militar Central foi expressa na conferência nacional sobre trabalho organizacional, que aconteceu em Pequim entre terça e quarta-feira, escreve a Xinhua.

Xi pediu um maior esforço aos membros do PCC de forma a abrir novos caminhos no “grande novo projecto de construção do partido”. “Com a finalidade de sustentar e desenvolver o socialismo com características chinesas na nova época, o nosso Partido deve ter a coragem de realizar sua própria reforma para tornar-se mais forte”, indicou Xi. O presidente chinês sublinhou a importância de promover funcionários competentes que sejam leais ao partido, que tenham integridade moral e demonstrem um grande sentido de responsabilidade.

Além disso, Xi Jinping defende que devem ser tomadas medidas para atrair pessoas excelentes, patriotas e dedicadas, sublinhando a adesão ao princípio de seleccionar funcionários com base na integridade moral e competência profissional com prioridade conferida à integridade, e com base no respeito aos méritos. De acordo com as declarações de Xi, citado pela agência Xinhua, estes esforços visam assegurar uma forte garantia organizacional para sustentar e fortalecer a liderança integral do partido, e assim apoiar e desenvolver o socialismo com características chinesas.

“A capacidade de inovação, o poder de união e a energia de luta do partido foram fortalecidos significativamente, e o aumentou em muito o compromisso com o povo”, acrescentou o líder chinês.

Xi Jinping acrescentou ainda que devem ser feitos esforços “para construir um partido vibrante, com características marxistas, que esteja sempre à frente dos tempos, que goze do sincero apoio do povo, que tenha a coragem de realizar uma revolução interna e que seja capaz de superar todos os testes” do futuro.

No que toca ao poder do Comité Central do PCC, o presidente chinês entende que este deve ter a autoridade de ter a última palavra a respeito da tarefa fundamental das organizações locais do partido. Xinhua

6 Jul 2018

Resgate de equipa de futebol presa em gruta na Tailândia ameaçada pelas chuvas

[dropcap style≠’circle’]E[/dropcap]quipes de resgate tailandesas estão a correr contra o tempo para bombear água de uma gruta inundada para extrair 12 crianças e seu técnico de futebol com risco mínimo, disseram hoje as autoridades, quando se espera mais chuvas fortes.

Um bombeiro que trabalha na drenagem da água disse que algumas partes de uma passagem que leva a uma câmara onde os meninos e o técnico foram encontrados na segunda-feira, continuam inundadas até o teto, fazendo do mergulho a única saída possível.

“O que mais nos preocupa é o clima”, disse aos repórteres o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn.

“Não podemos correr o risco da termos uma outra inundação na gruta”, acrescentou.

Chiang Rai informou ainda que pediu à marinha tailandesa responsável pelos planos de extração para estimar o risco da operação.

A ideia passa por analisar o “tipo de prontidão [que] podemos ter hoje e decidir se podemos aproveitar essa oportunidade”, concluiu.

5 Jul 2018

Fukushima | Aprovada reactivação de central nuclear depois do tsunami de 2011

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] regulador nuclear japonês iniciou ontem o primeiro passo para a reactivação de uma central nuclear com quase 40 anos no Japão, afectada pelo terramoto e ‘tsunami’ de 2011 que desencadeou a crise nuclear de Fukushima.

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão deu ontem ‘luz verde’ para aumentar a vida útil da central nuclear de Tokai Daini, situada a 130 quilómetros a nordeste de Tóquio, na prefeitura de Ibaraki, contudo esta ainda terá de passar as próximas duas avaliações do regulador e obter as autorizações necessárias das autoridades locais.

Em 11 de Março de 2011, um terramoto de magnitude 9 na escala aberta de Ritcher e o posterior ‘tsunami’ arrasaram a região de Tohoku e causaram também na central de Fukushima Daiichi o pior acidente nuclear desde Chernobil (Ucrânia), em 1986. A central de Tokai Daini sofreu um apagão automático de emergência depois do tsunami que causou mais de 18 mil mortos e desaparecidos.

Dois dos três geradores de energia de emergência da central de Tokai Daini mantiveram-se operacionais e permitiram o arrefecimento do reactor nos dias a seguir ao desastre. A central, que foi desactivada depois do acidente, fez parte do apagão nuclear do Japão que se prolongou durante os anos seguintes à crise de Fukushima. Depois do acidente, o regulador nuclear japonês reforçou as regras e procedimentos de segurança, que em princípio proíbem o funcionamento de reactores com mais de 40 anos.

Segundo o regulador nuclear, entre as medidas apresentadas pela proprietária da central, a Japan Atomic Power, encontra-se o reforço das fontes de energia e a construção de diques costeiros, de modo a prevenir possíveis tsunamis com ondas de cerca de 17 metros.

A companhia proprietária da central não apresentou nenhum plano de evacuação em caso de emergência, o que afectaria cerca de 960.000 habitantes da área metropolitana japonesa.

A central recebeu ontem a primeira autorização, mas terá ainda de obter as aprovações seguintes nas duas avaliações a realizar pelo regulador em Novembro, quando a central completar 40 anos.

Tokai Daini também necessita de receber a autorização das autoridades municipais para iniciar as operações, o que não irá acontecer até 2021, ano em que se estima que as novas medidas de segurança estejam implementadas na sua totalidade.

5 Jul 2018

Malásia | Ex-governante vai responder por abuso de confiança

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] ex-primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, vai responder por três acusações de abuso de confiança, decidiu ontem um tribunal de primeira instância da Malásia, num caso de corrupção que envolve o desvio de um fundo de investimento estatal.

O ex-primeiro-ministro arrisca uma pena máxima de 20 anos de prisão por cada acusação. O procurador decidiu transferir o processo para o Supremo Tribunal de Justiça, devido à gravidade do caso. Najib Razak chegou ontem a um tribunal de Kuala Lumpur para enfrentar acusações decorrentes de uma investigação de corrupção, dois meses depois do escândalo que levou à sua derrota eleitoral.

Najib foi preso na terça-feira por uma transferência suspeita de 42 milhões de ringgit (8,1 milhões de euros) para as suas contas bancárias a partir da SRC International, uma antiga unidade do fundo de investimento estatal que, segundo investigadores norte-americanos, foi desviado por associados de Najib. O ex-primeiro-ministro arrisca uma pena máxima de 20 anos de prisão por cada acusação. Najib, de 64 anos, nega qualquer irregularidade e acusou o novo Governo de procurar “vingança política”.

5 Jul 2018

Baidu anuncia produção em massa do primeiro autocarro autónomo

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] gigante tecnológico chinês Baidu anunciou ontem que começou a produção em massa do primeiro autocarro totalmente autónomo e em operação comercial da China. Equipado com o Apollo 3.0, a mais recente versão da plataforma aberta do Baidu para condução autónoma, o Apolong vai circular na China e no exterior, disse o presidente e CEO Robin Li no Baidu Create 2018, a conferência anual da companhia para pesquisa de inteligência artificial (IA).

O veículo tem capacidade para fazer manobras sem motorista O autocarro será inicialmente usado em situações de last-mile (última etapa do transporte) em lugares turísticos, aeroportos e outras áreas fechadas.

O Apolong é desenvolvido em parceria com a fabricante de autocarros chinesa King Long e começará a operação comercial em diversas cidades como Pequim, Shenzhen, Xiongan, Wuhan e Pingtan. A produção dos veículos atingiu as 100 unidades na fábrica em Xiamen, na província de Fujian, segundo Li.

“Este ano marca o primeiro ano da comercialização para a condução autónoma. A partir da produção em massa do Apolong, podemos ver verdadeiramente que a condução autónoma está a dar grandes passos, levando a indústria de zero a um (de algo totalmente novo a um crescimento intensivo)”, disse Li.

O Baidu também está também atento aos mercados do exterior. A companhia fez uma parceria com a King Long e SB Drive, subsidiária em condução autónoma da japonesa SoftBank, para levar o Apolong para cidades nipónicas como Tóquio no início de 2019.

A gigante tecnológica também apresentou o Kunlun, o primeiro chip chinês de IA em nuvem, projectado para acomodar requisitos de alto desempenho de uma ampla variedade de cenários da IA, como centros de dados, nuvens públicas e veículos autónomos.

5 Jul 2018

Comércio | Batalha tecnológica com os EUA prossegue a todo o vapor

As autoridades norte-americanas afirmaram ontem que vão permitir à gigante de telecomunicações chinesa ZTE que retome alguns dos seus negócios nos Estados Unidos. Por seu lado, um tribunal chinês proibiu a empresa norte-americana Micron Technology de vender 26 tipos de chips no país

 

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] anúncio do Departamento de Comércio norte-americano faz parte de um acordo no qual a ZTE teve de pagar uma multa de mil milhões de dólares (860 milhões de euros) e substituir os seus executivos, depois de ter proibido as exportações de componentes destinados ao grupo.

Com sede em Shenzhen, no sul da China, a ZTE é responsável pelo desenvolvimento da infra-estrutura 5G no país asiático e umas das maiores fabricantes de ‘smartphones’ do mundo, mas depende de tecnologia norte-americana, como microchips e o sistema operacional Android.

A empresa chinesa pode a partir de agora fazer negócios com empresas norte-americanas, conseguindo assim assegurar o fabrico de telemóveis e dispositivos de segurança.

Em Abril passado, A ZTE suspendeu a maior parte das suas operações, face à decisão de Washington de proibir as exportações de componentes para a empresa, devido a declarações fraudulentas num inquérito sobre a investigação ao embargo imposto ao Irão e à Coreia do Norte.

A empresa paga a fornecedores norte-americanos cerca de 1,8 mil milhões de dólares anualmente.

A suspensão, em Abril, surgiu numa altura de crescentes disputas comerciais entre Pequim e Washington, suscitadas pela ambição chinesa no sector tecnológico. Washington acusou Pequim de obrigar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia em troca de acesso ao mercado chinês e ameaçou subir os impostos sobre 90 por cento das exportações chinesas para o país.

Macro-problema

Um tribunal chinês proibiu a empresa norte-americana Micron Technology de vender 26 tipos de chips no país, devido à infracção de patentes denunciada pela sua competidora taiwanesa United Microelectronis Corp (UMC), anunciou ontem a última.

A UMC, o segundo maior fabricante mundial de semicondutores, apresentou em Janeiro queixa conta as filiais da Micron na China por violação dos direitos de patentes dos seus chips DRAM (Memória Dinâmica de Acesso Aleatório) e de memória flash NAND.

Segundo um comunicado emitido ontem pela empresa, o Tribunal Popular Intermédio de Fuzhou, na província de Fujian, proibiu a Micron de vender aqueles dois produtos na China.

A firma norte-americana, cuja parte importante das receitas é oriunda da China, afirmou em comunicado que não recebeu “a ordem judicial preliminar mencionada nas declarações emitidas pela UMC” e que não faz comentários até receber o documento. Em Dezembro passado, a Micron processou a UMC nos EUA por violação dos direitos de propriedade intelectual dos seus chips DRAM.

O caso ocorre numa altura de crescentes disputas comerciais entre Pequim e Washington, suscitadas pela ambição chinesa no sector tecnológico.

5 Jul 2018

Transportes | Accionista chinês da TAP diz que presidente morreu após queda

[dropcap style≠’circle’]W[/dropcap]ang Jian, presidente e cofundador do grupo chinês HNA, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway, morreu após uma queda, durante uma viagem de negócios a França, divulgou ontem a empresa.

O empresário de 57 anos foi uma das figuras-chave na expansão do HNA, um dos maiores grupos privados chineses e um dos principais visados das advertências das autoridades chinesas sobre “investimentos irracionais” no estrangeiro, que podem “acarretar riscos” para o sistema financeiro do país.

Em Portugal, a empresa tem uma participação na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45 por cento da TAP. Uma das suas subsidiárias, a Capital Airlines, inaugurou em Julho de 2017 o primeiro voo directo entre a China e Portugal.

O grupo tem ainda importantes participações em firmas como a Swissport ou o Deutsche Bank.

A morte de Wang surge numa altura em que a empresa se está a desfazer de activos, visando resolver os seus problemas de liquidez e altos custos de financiamento. Só este ano, o HNA vendeu mais de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros) em activos.

Com uma participação de cerca de 15 por cento, Wang era um dos maiores accionistas do grupo. O outro cofundador, Chen Feng, também detém 15 por cento da empresa.

5 Jul 2018

Tailândia | Retirar equipa de futebol de caverna pode levar semanas

Os responsáveis pelas operações de resgate da equipa de futebol encontrada numa gruta no norte da Tailândia têm agora de decidir como retirar os meninos e o treinador da caverna parcialmente inundada, uma tarefa que pode levar semanas

 

[dropcap style≠’circle’]D[/dropcap]esfigurados e famintos, os meninos (entre 11 e 16 anos) piscaram os olhos com a chegada do facho de luz transportado pela primeira equipa de mergulhadores a encontrá-los, depois de 10 dias nas profundezas escuras de uma caverna parcialmente inundada na Tailândia. A caverna Tham Luang Nang Non fica na província de Chiang Rai e estende-se sob uma montanha por cerca de 10 quilómetros. Grande parte dela tem uma série de passagens estreitas que levam a amplas câmaras. O solo rochoso e lamacento faz várias mudanças na elevação ao longo do caminho.

O vídeo da descoberta destes meninos e do seu treinador (de 25 anos) pelos socorristas já foi visto milhões de vezes na internet. Nele, os 12 meninos e o treinador trocam breves palavras com o mergulhador britânico que os encontrou na noite de segunda-feira. A troca começa com um obrigado em uníssono pelas crianças tailandesas em inglês e prossegue com o aparecimento das equipas de resgate, que emergem das águas turvas da caverna. “Quantos são vocês?”, pergunta o britânico em voz alta, com a luz varrendo a escarpa lamacenta onde o grupo encontrou refúgio, longe dos meandros da rede subterrânea. “Treze”, responde em inglês um dos pequenos tailandeses, ao mesmo tempo que a lâmpada ilumina os meninos um por um, como se o mergulhador os contasse.

Alguns dos “javalis selvagens”, como se chama a equipa de futebol, colocaram as suas camisas vermelhas nos joelhos para tentar proteger-se do frio. Parecem abatidos, mas aqueles que se expressam parecem lúcidos, apesar dos longos dias sem comida.

O vídeo publicado na noite de segunda-feira na página oficial do Facebook da Marinha da Tailândia já foi visto 14 milhões de vezes. A conversa continua com murmúrios em tailandês, pontuados pelas palavras do mergulhador que os quer tranquilizar.

Um dos garotos pergunta em inglês hesitante se eles vão “sair”. “Não, não hoje (…) Somos dois, temos de mergulhar (…) Estamos a chegar, há muita gente a chegar, muita gente, nós somos os primeiros”. O mergulhador levanta as mãos para dizer ao grupo que está no subsolo há dez dias, acrescentando: “vocês são muitos forte”. Então, dá uma lâmpada ao grupo. A câmara de filmar treme e o som desaparece, mas o vídeo estabiliza. “Estou muito feliz”, disse um dos adolescentes. “Estamos felizes também”, responde o elemento das equipas de resgate. “Muito obrigado”, respondem os garotos.

Nas profundezas

Os mergulhadores britânicos Robert Harper, Richard Stanton e John Volanthen chegaram às crianças antes dos especialistas da marinha tailandesa. O Conselho Britânico de Resgate de Cavernas, que tem membros envolvidos na operação, estima que os garotos tenham percorrido cerca de dois quilómetros de caverna e estejam entre 800 metros e um quilómetro abaixo da superfície. Outras estimativas colocam os meninos até quatro quilómetros para dentro da gruta.

As autoridades tailandesas dizem que estão comprometidas a 100 por cento com a segurança destas crianças na altura de decidir como as retirar. Os meninos não parecem precisar de sair urgentemente da gruta por razões médicas.

De acordo com o coordenador nacional da Comissão Nacional de Resgate em Cavernas nos EUA e editora do Manual das Técnicas de Salvamento em Cavernas, a principal decisão agora é retirar as crianças ou alimentá-las ainda no interior.

Depois de uma pausa nos últimos dias, mais chuvas estão a caminho nesta época de monções. A previsão do Departamento Meteorológico da Tailândia para Chiang Rai indica chuva leve até sexta-feira, seguida por fortes chuvas a partir de sábado e pelo menos até dia 10 de julho. Essas tempestades podem elevar os níveis de água na caverna novamente e complicar qualquer possibilidade de retirada dos meninos.

Junto com os esforços de busca dentro da caverna, equipas de resgate têm procurado na montanha por outros caminhos possíveis para as cavernas.

As autoridades disseram que estes esforços continuarão e que retroescavadoras e equipamentos de perfuração foram enviados para a montanha, adiantando que criar um eixo grande o suficiente para extrair os meninos seria extremamente complicado e poderia levar muito tempo. O Conselho Britânico de Resgate de Cavernas disse que os garotos estão “localizados num espaço relativamente pequeno” e que “isso tornaria qualquer potencial tentativa de perfuração como um meio de resgate muito difícil”.

Enquanto isso, na web tailandesa, é a explosão de alegria. “Estou quase a chorar, vocês são tão corajosos e persistentes”, dizem os comentários dos internautas tailandeses na página do Facebook da Marinha.

4 Jul 2018

Japão | Universidade para mulheres vai aceitar transexuais em 2020

[dropcap style≠’circle’]U[/dropcap]ma universidade só para mulheres no Japão anunciou que vai aceitar alunos transexuais a partir de 2020, uma decisão rara no país, onde os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) estão ainda aquém de outros países desenvolvidos.

“É importante criar um ambiente no qual a sociedade, como um todo, aceite a diversidade e seja solidária com as pessoas transexuais”, declarou na ontem o ministro da Educação japonês, Yoshimasa Hayashi, em conferência de imprensa.

A decisão da Universidade Ochanomiz, em Tóquio, é uma abertura “provavelmente sem precedentes”, disse fonte do mesmo Ministério à agência France-Press (AFP). “As universidades precisam de tomar medidas para melhor compreender as necessidades das minorias sexuais, mesmo que depois a decisão pertença a cada estabelecimento”, acrescentou.

De acordo com o porta-voz da Universidade, a medida entra em vigor em Abril de 2020 e dirige-se a futuros estudantes nascidos homens, mas que se identificam como mulheres.

A secretária-geral da Aliança do Japão para a legislação LGBT, Akane Tsunashima, saudou a iniciativa, que considerou “um passo positivo em direcção a um ambiente de aceitação geral das minorias sexuais nas universidades”.

Os direitos dos LGBT no Japão são relativamente progressistas para os padrões asiáticos, mas continuam a não ter a mesma igualdade jurídica. De acordo com o instituto japonês de pesquisa LGBT, 8 por cento dos japoneses pertencem a minorias sexuais.

4 Jul 2018

Economia | Pequim pede aos Estados Unidos que não bloqueie as suas empresas

A China pediu ontem aos Estados Unidos que não especule com as empresas chinesas nem trave as suas operações, depois de Washington ter recomendado que seja negada uma licença à China Mobile para operar no país

 

[dropcap style≠’circle’]”A[/dropcap]pelamos aos EUA que abandonem a mentalidade da Guerra Fria e o jogo de soma nula, deveriam ver este assunto de forma correcta”, afirmou Lu Kang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, numa conferência de imprensa, em Pequim. Washington deve “oferecer um trato igualitário e um ambiente favorável para as empresas chinesas e fazer mais para promover a confiança mútua e cooperação”, algo que “serve o interesse de ambos os países”, acrescentou. Lu apelou às empresas chinesas que invistam nos EUA com respeito pelas leis chinesas, as regras internacionais e locais.

O comentário do porta-voz chinês surge depois de a Administração Nacional de Informação e Telecomunicações dos EUA, que está sob a tutela do Departamento do Comércio, ter apontado motivos de “segurança nacional”, para recomendar à Comissão Federal de Comunicações, uma agência independente, que trave a entrada no país da estatal chinesa China Mobile, a maior operadora de telecomunicações do mundo.

Segurança nacional

“Depois de uma significativa interacção com a China Mobile, as preocupações sobre o aumento de riscos para a ordem pública e segurança nacional não foram dissipadas”, afirmou em comunicado David J. Redl, o vice-secretário para as Comunicações e Informação do Departamento de Comércio.

Com cerca de 900 milhões de usuários, a China Mobile pediu em 2011 uma licença para operar nos EUA.

A Administração de Donald Trump anunciou, no mês passado, taxas alfandegárias de 25 por cento sobre um total de 34.000 milhões de dólares de importações oriundas da China, numa retaliação contra a falta de protecção dos direitos de propriedade intelectual das empresas norte-americanas no país asiático.

Washington acusa Pequim de exigir às empresas estrangeiras que transfiram tecnologia para potenciais concorrentes chinesas, em troca de acesso ao mercado chinês. Trump ameaça ainda limitar os investimentos chineses nos EUA.

4 Jul 2018

Equipas de basquetebol da Coreia do Sul em Pyongyang para jogo amigáveis

[dropcap style≠’circle’]A[/dropcap]s equipas feminina e masculina de basquetebol da Coreia do Sul estão a caminho da Coreia do Norte para jogarem uma série de jogos amigáveis, em mais uma demonstração do estreitamento das relações entre os dois países vizinhos.

Uma delegação sul-coreana, composta por jogadores, autoridades governamentais e jornalistas saiu ontem em dois aviões da base aérea de Seongnam com destino a Pyongyang por volta das 20h, de acordo com os órgãos de comunicação social presentes na delegação.

O ministro da Unificação sul-coreano, Cho Myoung-gyon, que lidera a delegação, afirmou esperar que ambas as partes “caminhem em direcção à paz”. O ministro preferiu não revelar pormenores sobre o itinerário que a delegação vai fazer enquanto estiver na Coreia do Norte, não confirmando também se vai ou não encontrar-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

As equipas masculinas e femininas dos dois países vão disputar quatro partidas, amanhã e quinta-feira, sendo que em duas destas partidas as equipas vão-se misturar com atletas dos dois países.

No dia 18 de Junho, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul reuniram-se na fronteira para discutirem colaborações no âmbito desportivo. A deslocação das equipas de basquetebol à Coreia do Norte foi uma das consequências desta reunião.

A outra, foi divulgada na semana passada, quando foi anunciado que as duas Coreias vão competir com uma equipa conjunta nas modalidades de canoagem, remo e basquetebol feminino nos Jogos Asiáticos que decorrem no final de Agosto na Indonésia.

Em mais um passo rumo ao desanuviamento das relações entre os dois países vizinhos, atletas das duas Coreias vão desfilar juntos na cerimónia de abertura dos Jogos que decorrem entre 18 de Agosto e 2 de Setembro.

O desporto tem sido um ‘trampolim’ para a reconciliação entre o sul e o norte. Os Jogos Olímpicos de Inverno que decorreram em Fevereiro na Coreia do Sul serviram de ponto de partida para o ambiente de apaziguamento que se vive actualmente.

4 Jul 2018

Um quinto dos jovens chineses é viciado em videojogos online

Cerca de 18 por cento dos jovens chineses dedicam-se a jogos online pelo menos quatro a cinco horas por dia, uma média que é considerada patológica. A conclusão é revelada por um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais

 

[dropcap style≠‘circle’]D[/dropcap] e acordo com um artigo publicado no jornal China Youth Daily nesta segunda-feira, um estudo sobre o comportamento online dos jovens chineses mostrou que 41,3 por cento consideram que o tempo que gastam em jogos online não é saudável mas é algo que não conseguem controlar. “O vício na internet é relevante para as nossas vidas. Quase um em cada cinco jovens já foi ou é susceptível a se tornar viciado em videojogos”, disse Zhou Huazhen, investigadora da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS, na sigla em inglês) e encarregada pela pesquisa. Zhou acredita que o estudo trouxe à tona resultados muito mais amplos e directos no estudo do vício na internet da China em comparação com casos individuais relatados pelos meios de comunicação social.

O estudo revela que cerca de 23,6 por cento dos jovens chineses jogam videojogos online pelo menos quatro dias por semana e 17,7 por cento o fazem todos os dias.

Outra das tendências demonstradas no estudo é que a percentagem dos estudantes que jogam online pelo menos quatro dias por semana cresce com a idade. 16,9 por cento para alunos do ensino básico, 21,3 por cento para estudantes da primeira fase do ensino secundário e 31,8 por cento para os da segunda.

 

Por sua conta

A facilidade de acesso a produtos digitais e a falta de supervisão dos pais são dois factores principais que impulsionam o aumento, de acordo com a investigadora que dirigiu o estudo. As crianças mais velhas precisam usar a internet com mais frequência do que as mais jovens, tanto para estudo como para a vida diária, bem como para satisfazer suas necessidades sociais, e os professores e os pais geralmente reduzem a supervisão do tempo que os filhos passam online à medida que as crianças crescem, acrescentou Zhou.

Zhang Shuhui, vice-presidente da CASS, fez uma pesquisa semelhante em 2010 na qual Zhou também colaborou, que mostrou que apenas 6,7 por cento dos alunos passavam mais de seis horas online de segunda a sexta-feira.

Zhang disse que, mesmo com pequenas diferenças nos parâmetros entre as pesquisas, os resultados de ambas as investigações mostram um vício crescente na internet dos jovens chineses.

No início de 2018, o vício em videojogos foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como uma desordem da saúde mental.

3 Jul 2018