PARTILHAR
A China criticou ontem as “ameaças e chantagens” de Washington, na véspera da entrada em vigor nos Estados Unidos de taxas alfandegárias sobre vários produtos chineses, que podem marcar o início de uma guerra comercial

 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou taxas alfandegárias de 25 por cento sobre um total de 34.000 milhões de dólares (29 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, a partir de sexta-feira, numa retaliação contra o alegado roubo de tecnologia por parte do país asiático.

Pequim ameaçou retaliar ao aumentar as taxas alfandegárias sobre vários produtos norte-americanos, mas o porta-voz do ministério chinês do Comércio disse ontem que a China vai esperar para ver o que Washington fará.

“A China não se curvará perante ameaças e chantagens, nem será abalada na sua determinação em defender o comércio livre global”, afirmou Gao Feng, em conferência de imprensa, ressalvando que “a China nunca disparará o primeiro tiro”.

“Mas se os Estados Unidos impuserem taxas, a China será forçada a reagir, na defesa dos interesses fundamentais da nação e do povo”, acrescentou.

Gao Feng lembrou que os impostos afectarão também empresas estrangeiras a operar no país asiático, incluindo norte-americanas. “Cerca de 59 por cento dos produtos sobre os quais serão aplicadas taxas alfandegárias são fabricados por empresas estrangeiras na China, muitas delas norte-americanas”, detalhou.

O porta-voz considerou que Washington “está a atacar a cadeia de investimentos em todo o mundo, a abrir fogo contra todos, inclusive si próprio”.

Donald Trump ameaçou ainda subir os impostos sobre 450 mil milhões de dólares (quase 385 mil milhões de euros) de bens chineses, ou 90 por cento das importações norte-americanas oriundas da China. Investidores temem uma guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta, à medida que Pequim ameaça retaliar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here