Detidos 28 cidadãos estrangeiros em Díli suspeitos de actividade ilegal ‘online’

A Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) de Timor-Leste deteve ontem, em Díli, 28 estrangeiros, a maioria dos quais chineses, por suspeita de actividade ilegal de jogo ‘online’ e burla informática.

“A operação, realizada em conjunto com o Serviço Nacional de Inteligência Estratégica começou às 02h00 e permitiu identificar e deter os 28 suspeitos, indiciados por desenvolverem actividades num centro de burla informática e jogo ‘online’ na referida área da cidade de Díli”, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa.

No comunicado, a PCIC explica que os cidadãos chineses suspeitos de praticarem jogo ilícito em Timor-Leste já têm um “historial de envolvimento em actividades semelhantes no Myanmar, Camboja e Laos”.

“A operação da madrugada de hoje (ontem) insere-se no âmbito da investigação e dos esforços contínuos da PCIC no combate a redes de crime organizado transnacional suspeita de desenvolver atividades de burla informática e jogo ilegal ‘online’ em território nacional”, acrescenta-se no comunicado.

As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 300 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em actividades ilegais ‘online’, sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.

 

Más influências

Em Setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por actividades criminosas organizadas.

Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas ‘online’, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.

Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, “essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos”.

 

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