China / ÁsiaEducação | Timor-Leste e Portugal vão reforçar número de professores Hoje Macau - 25 Jun 2026 Os ministros da Educação de Timor-Leste e de Portugal anunciaram o reforço do número de professores do projecto Centro de Aprendizagem e Formação Escolar. O anúncio foi feito depois do encontro ministerial realizado ao abrigo da visita a Portugal do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão O Centro de Aprendizagem e Formação Escolar, conhecido como Escolas CAFE, terá o corpo docente reforçado. O anúncio foi feito durante um encontro realizado, na terça-feira, entre o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a ministra da Educação timorense, Dulce Soares, que integra a delegação liderada pelo primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, que se encontra a realizar uma visita de trabalho a Portugal até amanhã. No encontro, a ministra informou que está em curso um “concurso especial destinado ao recrutamento de 200 professores timorenses para aquelas escolas, defendendo o reforço da formação contínua e do acompanhamento pedagógico daquelas profissionais”, pode ler-se na informação do executivo. Fernando Alexandre afirmou que Portugal “pretende reforçar” a cooperação na área da Educação e anunciou que no próximo ano serão 150 professores portugueses a leccionar nas escolas CAFE. O projecto dos Centro de Aprendizagem e Formação Escolar ou as escolas CAFE, começou em 2014, e já está presente nos 14 municípios timorenses, e prevê-se a extensão daqueles estabelecimentos de ensino para os postos de administrativos do país. As escolas CAFE, onde as aulas são dadas por professores portugueses e timorenses, são, actualmente, frequentadas por mais de 11.100 alunos timorenses. Aposta na continuidade O CAFE tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e a formação complementar dos professores timorenses. Naquelas escolas, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas de tétum, a outra língua oficial de Timor-Leste. A ministra Dulce Soares reiterou também a importância de assegurar a continuidade do projecto e esclareceu que o diploma ministerial actualmente em preparação pelo Ministério da Educação relativo ao CAFE tem como único objectivo regular o funcionamento interno daquelas escolas no contexto do sistema educativo timorense e não visa alterar o protocolo em vigor existente entre os dois países.