EventosCinema | Quatro coproduções portuguesas em destaque no festival de Hong Kong Hoje Macau - 19 Mar 2026 Quatro coproduções portuguesas vão integrar o cartaz do Festival Internacional de Cinema de Hong Kong, que vai decorrer entre 1 e 12 de Abril. “O Riso e a Faca” de Pedro Pinho, “Magalhães” de Lav Diaz, “Amílcar” de Miguel Eek e “Last night I conquered the city of Thebes” de Gabriel Azorín juntam-se ao clássico de Manoel de Oliveira “Aniki-Bóbó” De acordo com a programação do Festival Internacional de Cinema de Hong Kong (HKIFF, na sigla em inglês), divulgada na terça-feira, a categoria Cinema do Mundo inclui o filme “O Riso e a Faca”, a segunda longa-metragem de ficção do realizador português Pedro Pinho. A coprodução entre Portugal, Brasil, França e Roménia foi candidata aos Goya 2026 – prémios espanhóis de cinema – de melhor filme europeu e aos prémios europeus de cinema de 2026 da Academia Europeia de Cinema. “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho, com Sérgio Coragem, Cléo Diára e Jonathan Guilherme no elenco, estreou-se em Maio no Festival de Cinema de Cannes, em França, valendo à actriz um prémio de representação na secção “Un Certain Regard”. Na secção Mestres e Autores, vai ser exibido “Magalhães”, do realizador filipino Lav Diaz, sobre o navegador português Fernão de Magalhães, que foi o candidato das Filipinas a uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Internacional. O filme, protagonizado pelo actor mexicano Gael García Bernal no papel do navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521), que encetou a viagem de circum-navegação e morreu nas Filipinas. “Magalhães”, com coprodução portuguesa pela Rosa Filmes, conta ainda com a participação da actriz Ângela Machado, no papel de Beatriz Barbosa, mulher do navegador, e dos actores Tomás Alves, Rafael Morais, Ivo Arroja e Valdemar Santos. Na companhia de mestres Na mesma secção, está o mais recente documentário do alemão Werner Herzog, “Ghost Elephants”, gravado em Angola, e que se estreou na 82.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Entre os documentários a exibir no HKIFF consta “Amílcar”, que resulta de um trabalho de cinco anos em torno do político africano independentista Amílcar Cabral, feito pelo realizador espanhol Miguel Eek. A coprodução entre Espanha, França, Suíça, Cabo Verde e Portugal, pela Lx Films, conta com direcção de fotografia de João Pedro Plácido, e está indicada para o prémio de melhor documentário ibero-americano no Festival de Cinema de Guadalajara, que vai decorrer em Abril. Na secção Caleidoscópio – Poesia em Movimento do HKIFF estará “Last night I conquered the city of Thebes”, de Gabriel Azorín, uma produção espanhola com a portuguesa Primeira Idade. O festival vai apresentar ainda vários filmes clássicos restaurados em 4K, incluindo “Aniki-Bóbó” (1942), primeiro filme do realizador português Manoel de Oliveira (1908-2015). O HKIFF inclui uma competição para curtas-metragens, os prémios Firebirds, e um dos nomeados é “Samba Infinito”, uma coprodução do Brasil e França, realizada pelo brasileiro Leonardo Martinelli.