China / ÁsiaChina e Rússia concluem patrulha naval conjunta no Pacífico ocidental Hoje Macau - 30 Jul 2026 Uma força naval conjunta da China e da Rússia chegou ontem a Vladivostoque, no extremo oriente russo, após concluir uma patrulha no Pacífico iniciada a 13 de Julho, anunciou a agência oficial chinesa Xinhua. A flotilha integrou os contratorpedeiros chineses equipados com mísseis guiados Kaifeng e Anshan, o navio de reabastecimento Kekexilihu e a corveta russa Rezkiy, indicou a Xinhua. Os navios partiram de Qingdao, no leste da China, após o encerramento dos exercícios navais “Mar Conjunto-2026”, atravessando os estreitos de Miyako, Etorofu e Soya antes de chegarem a Vladivostoque. Durante a patrulha, as forças dos dois países realizaram exercícios de aterragem de helicópteros, operações anti-terroristas conjuntas, missões de busca e salvamento humanitário, inspecção e captura de embarcações, além de outros exercícios “orientados para condições reais de combate”. Pequim apresentou a missão como parte do plano anual de cooperação entre as Forças Armadas chinesas e russas, destinada a reforçar a capacidade de actuação conjunta e a responder de forma coordenada a “ameaças à segurança marítima”. A agência oficial chinesa acrescentou que a operação “não está relacionada com a actual situação internacional e regional”. A patrulha decorreu após os exercícios “Mar Conjunto-2026”, realizados em águas e espaço aéreo próximos de Qingdao e centrados, segundo a parte chinesa, na resposta conjunta a ameaças à segurança marítima. Essas manobras incluíram missões de reconhecimento conjunto, defesa anti-aérea e anti-míssil, ataques contra alvos marítimos e operações de salvamento submarino, envolvendo meios navais, submarinos, aéreos e de apoio. Nos últimos anos, China e Rússia intensificaram a cooperação militar através de exercícios navais, patrulhas aéreas conjuntas e contactos de alto nível entre os respectivos comandos, em paralelo com o estreitamento das relações políticas entre os Presidentes chinês e russo, Xi Jinping e Vladimir Putin, que, pouco antes da invasão russa da Ucrânia, em 2022, proclamaram uma parceria bilateral “sem limites”.