Creative Macau | Vincent Cheang apresenta nova exposição

Vincent Cheang, o rosto por detrás do espaço Live Music Association, apresenta esta quinta-feira uma nova exposição, intitulada “Dark Shards”. Trata-se de um projecto que revela ao grande público “pensamentos não expressos de dias agitados e inspirações despertadas pelas melodias da rádio”. A inauguração será acompanhada por uma actuação ao vivo

A galeria da Creative Macau acolhe, a partir desta quinta-feira, uma nova exposição. Trata-se de “Dark Shards” [Negros Fragmentos], uma exposição com trabalhos de Vincent Cheang Chi-Tat, artista e a figura por detrás do espaço Live Music Association, que depois de décadas a trazer música a Macau, funciona agora em Wanchai.

Na inauguração, que decorre entre as 18h30 e as 20h30, o público poderá ainda assistir a uma curta actuação de Vincent com os músicos Jun Kung e Chao Seng Lam. O próprio artista vai também fazer pinturas em simultâneo com a música, tratando-se de uma “colaboração ao vivo entre a música e a pintura”, disse Vincent Cheang ao HM.

Este trabalho fica depois exposto na Creative Macau, tratando-se, para Vincent Cheang, de um “trabalho escondido”, como se fosse “uma faixa escondida num CD”.

“Dark Shards” encara a arte como se fosse uma espécie de “vida em fragmentos”. Vincent Cheang encara a expressão artística não como “fruto de um cálculo deliberado, mas sim [o acto] de infundir criatividade em cada momento da vida, transformando assim a arte em registos fiéis da própria existência”.

Entre a dispersão e o início

Segundo uma nota da Creative Macau, “Dark Shards” transforma “pensamentos não expressos de dias agitados e inspirações despertadas pelas melodias da rádio, em fragmentos dispersos de escuridão”. O artista é descrito como um “coleccionador e maestro da noite”, que organiza estas melodias “e pedaços dispersos numa sequência rítmica, reorganizando o caos para forjar narrativas claras e significativas na tela”.

A ideia de “fragmentos” remete para a sensação de “estar disperso”, tratando-se de “o início de um renascimento após o fim”. Com estes trabalhos artísticos, a ideia é “explorar e encontrar a ressonância da nossa vida que perdura nestes fragmentos escuros e repletos de ritmo”.

Esta mostra surge depois de projectos como “Highway Star”, exposição apresentada em 2019; “Parallel Universe”, de 2022; “When Tat Chi Meets Chi Tat”, projecto de 2023, e “Synchronicity» da Art Macao”, do mesmo ano.

Vincent Cheang Chi-Tat é um artista que “alterna entre a estrutura disciplinada do trabalho de design e a liberdade ilimitada da expressão artística, sendo a criação o eixo central de toda a sua vida”.

Além disso, “a apresentação de um programa de rádio semanal de cinco dias confere à sua arte visual um ritmo musical natural e um fluxo tonal que definem o seu estilo característico”, é apontado.

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