Acácio de Brito sai de Macau para assumir direcção da Escola Portuguesa de Luanda

O Conselho de Administração da Escola Portuguesa de Macau votou e pretendia renovar o mandato de Acácio de Brito como director da Escola Portuguesa de Macau, mas o destino do dirigente da instituição educativa deverá passar por Angola. A revelação foi feita por Fernando Alexandre, Ministro da Educação, à margem das celebrações do dia de Portugal na RAEM.

“A Escola Portuguesa de Macau está muito bem e quero deixar uma palavra de agradecimento ao professor Acácio Brito. Tivemos alguma turbulência no início, mas, neste momento, a escola está a funcionar muito bem”, afirmou Fernando Alexandre, de acordo com a Rádio Macau.

O ministro português revelou depois ter convidado Acácio de Brito para trabalhar no país africano: “Lancei pessoalmente um desafio ao Dr. Acácio Brito. Temos um grande desafio em Luanda, e o Dr. Acácio Brito deverá ficar a liderar a Escola Portuguesa de Luanda”, revelou. “O Dr. Acácio de Brito irá liderar a Escola Portuguesa de Luanda. Já fez um trabalho em Timor, fez agora aqui em Macau, e agora terá este novo desafio”, disse, segundo a Agência Lusa, para depois frisar que as escolas portuguesas no estrangeiro são “instituições importantíssimas” que o Governo tem vindo a valorizar.

O ministro sublinhou ainda que se trata de uma decisão estratégica e não relacionada com a “turbulência” inicial vivida na instituição.

Macau no vazio

Sobre o futuro da Escola Portuguesa de Macau, o ministro garantiu que “ainda não há nomes” e está a ser trabalhada “outra solução” em articulação com o Conselho de Administração, assegurando continuidade e expansão.

“A escola tem vindo a crescer, já ultrapassou os 800 alunos, quando foi projectada para 400. Há procura e o compromisso do Governo português – e estou certo também do executivo da Região Administrativa Especial de Macau – é de consolidar e expandir este projecto”, afirmou.

Fernando Alexandre prometeu ainda o total apoio do Governo ao envio de professores de Portugal para Macau, mas avisou que pode ser difícil atrair docentes: “Também há uma dimensão financeira [nas decisões dos professores], a situação em Portugal melhorou significativamente e é mais difícil atrair professores. Mas são decisões individuais”, atirou.

Associação de Pais “estupefacta”

Filipe Regêncio Figueiredo, presidente da Associação de Pais da Escola Portuguesa de Macau (EPM), disse ao HM que recebeu a notícia da saída de Acácio de Brito do cargo de director com “estupefacção”, não tendo proferido comentários por estarem em causa as celebrações do Dia de Portugal e não querer “criar quezílias”.

Acácio de Brito tinha sido reconduzido como director da EPM pela Fundação que gere a escola, mas aquando da visita do ministro Fernando Alexandre, foi anunciado que irá para a Escola Portuguesa de Luanda. Questionado pelo HM sobre a sua saída, Acácio de Brito não quis fazer qualquer comentário.

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