Trânsito | Conselheiros pedem medidas imediatas após atropelamento

Vários membros do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central pediram medidas para reforçar a segurança rodoviária, de forma garantir a integridade de condutores e peões

A necessidade de implementar medidas de segurança junto das passadeiras marcou a reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, que se realizou na quarta-feira. Após o atropelamento mortal na semana passada de uma criança de 10 anos, vários conselheiros abordaram o assunto nas intervenções antes da ordem do dia.

De acordo com o jornal Cheng Pou, o membro do conselho Leong Kim Kio foi um dos presentes a abordar a questão da segurança rodoviária para indicar que recentemente tem ocorrido “uma vaga de acidentes com peões em várias zonas de Macau”. Para justificar estas ocorrências, o interveniente atribuiu responsabilidades aos condutores e aos peões. Em relação aos que dirigem os veículos acusou-os de terem por hábito não ceder prioridade nas passadeiras, nem sequer abrandar a velocidade dos veículos. No que diz respeito aos peões, Leong indicou que tanto os residentes como os turistas estão demasiado focados nos seus telemóveis, pelo que atravessam as estradas sem terem o cuidado de garantir que o fazem em segurança.

O conselheiro defendeu assim a instalação nas passadeiras de sistemas de avisos aos peões, para que se foquem na estrada, em vez dos telemóveis. O responsável pediu que se siga o modelo de Hong Kong, com sinais sonoros e também luzes e marcações na estrada, para alertar melhor os peões de que estão a atravessar uma passadeira, assim como indicações pintadas no solo a indicar “olhe para a esquerda” e “olhe para a direita”.

Em relação às medidas para os veículos, Leong pediu a instalação de semáforos com a cor amarela intermitentes nas rectas e proximidades das escolas para lembrar os condutores que devem reduzir a velocidade.

Diferenças regionais

Por sua vez, a conselheira Tam Nga Lei, ligada à Associação dos Moradores, defendeu que “que as diferentes interpretações das regras de trânsito e os hábitos de circulação” nas várias regiões estão a dar origem a “problemas cada vez mais graves”.

Tam acusou os condutores de fora de apenas saberem obedecer aos semáforos e “ignorarem por completo” qualquer marcação na estrada, como passadeiras ou sinais indicativos de cedências de passagem. A conselheira considerou que todas as pessoas que tiraram a carta fora de Macau devem “frequentar” um curso online, que inclui um teste escrito, para poderem conduzir na RAEM.

Em relação às passadeiras, Tam Nga Lei defendeu a instalações de mais sinais luminosos, a pensar nas travessias da estrada à noite, mas também de pinos a separar as diferentes vias de trânsito, para impedir ultrapassagem antes das passadeiras.

Também o conselheiro Tam Chi Hou abordou o assunto, defendendo a instalação de sinais de zonas perigosas e riscos de atropelamento junto de passadeiras e cruzamentos com mais acidentes.

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