Perdas com burlas em apps disparam nos primeiros meses do ano

Entre Janeiro e Abril deste ano, registaram-se em Macau 18 casos de burlas por intermédio de aplicações de mensagens instantâneas. O montante das perdas já é mais de 40 por cento superior a todo o ano passado, de acordo com dados facultados ao HM pelas autoridades policiais

 

Ao longo dos primeiros quatro meses do ano, as autoridades policiais de Macau registaram 18 casos de burla por intermédio de aplicações de telemóvel, que resultaram em perdas totais de 152.523 patacas. O montante total das perdas entre Janeiro e Abril de 2019 revela uma tendência preocupante, uma vez que representa uma subida de 41 por cento em relação ao ano inteiro de 2018.

Durante o ano passado, fonte da Polícia Judiciária revelou ao HM ter recebido 29 casos de burlas cometidas em aplicações de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, Line, Telegram ou WeChat.

A evolução da frequência e consequência deste tipo de crime não tem sido linear, pelo menos nos últimos três anos. Em 2017, as autoridades de Macau registaram um total de 64 burlas através de aplicações de mensagens instantâneas, que resultaram em danos totais de 130.206 patacas. Entre 2017 e o ano passado, o número de burlas desceu 54,7 por cento, enquanto que o montante perdido, que passou de 130.206 para 108.203, desceu 16,9 por cento.

O que se passa

Até ao final de Abril do corrente ano, as autoridades de Macau registaram quatro casos de burlas no WhatsApp, contra um caso único durante 2018. Número pouco significativo quando comparado com a realidade na outra região administrativa especial, que registou perdas consideráveis em 2018. Um total de 592 casos de burlas por intermédio do WhatsApp levaram a prejuízos na casa dos 6.4 milhões de HKD. Aliás, o aumento vertiginoso de casos levou a polícia da região vizinha a adoptar uma postura de alerta, apesar de não terem, até agora, detido qualquer suspeito.

Nos primeiros três meses deste ano, o South China Morning Post revela que mais de 150 Hongkongers foram defraudados em cerca de 2.7 milhões HKD só no WhatsApp.

A forma mais usual de defraudar as vítimas acontece quando o burlão se faz passar por amigo ou familiar do usuário de WhatsApp e lhe pede palavras-passe para aceder à conta do burlado. O objectivo é conseguir dados para usar crédito depositado nas contas da aplicação, dinheiro que pode ser utilizado para comprar bens em lojas de conveniência. Normalmente, depois de conseguidas as palavras-passe, os burlões vendem essa informação online.

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