Monte Carlo, 0 – Benfica, 4

São onze contra onze e no final ganha o Benfica, parece ser o tom deste campeonato. O Monte Carlo ainda ameaçou e, depois de estar a perder 1-0, teve várias oportunidades de chegar ao empate. A perda do melhor marcador do campeonato, logo aos 23 minutos, não ajudou os amarelos mas o resultado acaba por não ter discussão. Meireles marcou um golo para levantar qualquer estádio

OBenfica sabia que este jogo podia significar o desimpedimento da estrada para o título e começou logo ao ataque com três homens bem destacados na frente como foi o caso de Iuri, Leonel e Lei Kam Hong e, logo aos dois minutos e meio, Leonel já rematava por cima da barra. 
Sempre a pressionar muito alto, o Benfica nos primeiros cinco minutos de jogo praticamente não deixava o Monte Carlo passar muito além do meio campo mas, aos sete, uma arrancada de Amarildo, que passou por uma série de jogadores do Benfica, mostrava que a equipa amarela não vinha propriamente para ver a caravana passar. Todavia, ao querer fazer tudo sozinho, o nove do Monte Carlo acabaria travado em falta a cerca de 10 metros da meia lua. O livre daí resultante, marcado por Jackson, acabaria por esbarrar na barreira densa que o Benfica tinha montado. 
Aos 11 minutos mais uma entrada do irrequieto Amarildo pelo lado esquerdo do ataque do Monte Carlo viria a terminar com um remate do próprio já com pouco ângulo e junto ao poste, o que Rui Nibra acabou por defender com facilidade. Aos 15 minutos existe um golo anulado ao Benfica na sequência de um canto marcado por Edgar Teixeira, aparentemente por falta sobre o guarda-redes do Monte Carlo.
Cinco minutos depois e chegavam as más notícias para o Monte Carlo: ao tentar recuperar uma bola evitando que ela saísse do terreno de jogo, Amarildo coloca mal o pé e acaba a rebolar-se com dores na pista de tartan. Estava a ser o jogador mais perigoso dos canarinhos.
Aos 22 minutos o Benfica marcaria o primeiro. Uma bela jogada de envolvimento, com Iuri a iniciar a jogada, descobrindo Meireles no miolo que avançou sem hesitações para área vindo a servir Leonel que, sozinho frente ao guarda-redes, não hesitou e atirou a contar.
Nesta fase do jogo, o Monte Carlo ainda reagia bem e, aos 26 minutos, um livre resulta numa bola a pingar para a área que viria a obrigar Rui Nibra a sair a punhos para evitar males maiores. Logo no minuto seguinte, Neto que tinha entrado para o lugar de Amarildo rematava forte para uma boa defesa de Nibra. Só dava Monte Carlo nesta fase e pouco depois da meia hora um livre a meio do meio campo, por falta do trinco benfiquista Cuco, resulta num remate violento de Anderson com a bola a passar a rasar o poste da baliza encarnada.
Até ao final do primeiro tempo o Monte Carlo continuou a procurar o empate e por pouco não marcava outra vez após uma entrada pelo lado esquerdo: bola para o meio da área onde surgiu a rematar forte Iong Oi Chit mas sem sucesso.

Monte Carlo amarelou

O Monte Carlo entrou assanhado, tal como tinha acabado a primeira parte, e logo a abrir um centro de Neto do lado direito para o miolo da área isolava um colega na área que não marcaria por um triz.
O Benfica respondia aos 48 minutos com um remate de Filipe Aguiar na pequena área para uma defesa espectacular do guarda-redes do Monte Carlo, Ho Man Fai. Daí resultou um canto que terminaria com o central encarnado Filipe Duarte, a cabecear por cima da barra junto ao primeiro poste. Dois minutos depois e caberia a vez a Leonel ao falhar outro cabeceamento na área.
Agora os ataques do Benfica sucediam-se e o Monte Carlo parecia ter gasto o gás, o que os encarnados iam aproveitando para levar perigo para a área amarela. Foi assim que aos 55 minutos Edgar Teixeira, à entrada da pequena área, falhava mais um cabeceamento, desta vez sozinho frente ao frente ao guarda-redes. A bola saiu à figura de Ho Man Fai.
Corria o minuto 60 quando o Monte Carlo voltava a reagir através de uma boa subida de Cheang Cheng que centrava atrasado, servindo bem Chao Wai Ho que viria a consumar mais uma perdida para os homens de amarelo.
Aos 63 minutos um mau passe do guarda-redes do Monte Carlo permitia a recuperação do Benfica. A jogada termina com Lionel a rematar ao lado, de baliza aberta, pois o guarda redes do Monte Carlo já estava fora de cena.
Aos 65 minutos Neto perde mais uma oportunidade para o Monte Carlos ao não dar o melhor destino a um centro atrasado da esquerda fazendo a bola sair ao lado da baliza encarnada.
E como quem não marca arrisca-se a sofrer foi o que aconteceu. Vivia-se o minuto 66 e Nicky Torrão, que tinha acabado de entrar para o lugar de Lionel, dava o melhor seguimento a uma jogada iniciada do lado esquerdo do ataque do Benfica. Um centro de Filipe Aguiar ao segundo poste permitia o remate forte, quase à queima roupa, de Chan Man para uma excelente defesa de Ho Man Fai, praticamente por reflexo. Mas a bola era impossível de agarrar e sobrou para Nicky que fez o favor de a enviar lá para dentro.
Quatro minutos depois e chegava o momento do jogo com um golo fora de série de Meireles. Depois de recuperar a bola perto do grande círculo, após um mau passe dos jogadores amarelos, Meireles avançou mais uns passos e desferiu um remate portentoso a cerca de 10 metros da entrada da grande área. A bola arqueou e foi entrar próximo do ângulo superior direito da baliza de Ho Man Fai que ainda voou mas não teve qualquer chance. Um golo digno de figurar na lista dos melhores do ano à volta do mundo. Esfusiante de alegria, Meireles viria a celebrar o feito à Cristiano Ronaldo.
Aos 81’ um pontapé de alivio da defesa do Benfica acaba por não ser interceptado pelos homólogos do Monte Carlo que, por esta altura já demonstravam claros sinais de desconcentração e Nicky aproveitava para correr isolado para a baliza fechado a jogada com um remate por baixo das pernas do guarda redes do Monte Carlo que pouco podia fazer naquelas circunstâncias. Estava feito o quarto para o Benfica e o assunto definitivamente encerrado.
Com a chuva de golos do Benfica, o Monte Carlo, que já há muito tinha murchado, nunca mais foi visto a ameaçar Rui Nibra.
Este resultado mantém o Benfica sete pontos à frente do Sporting, que também goleou este fim de semana impondo-se à Polícia por 6-1, pelo que os encarnados já praticamente podem encomendar as faixas de campeão.

Henrique Nunes, Treinador do Benfica – “Penso que o campeonato está definido”

Depois de ter andado várias semanas a evitar embandeirar em arco, Henrique Nunes assumiu finalmente que o campeonato pode já estar no saco: “Antes deste jogo sabíamos que era importante ganhar, estávamos perto mas agora, depois deste brilhante jogo, penso que o campeonato está definido”, disse.
Em relação ao jogo, o treinador encarnado entende que estiveram perante “uma grande equipa” mas realça que “o Benfica deu uma demonstração de força e de vontade” e, por isso, foi “um vencedor justo”.
Em relação ao golo de Meireles, Henrique Nunes não tem dívidas que “foi belíssimo” o que “só veio dar mais brilho à exibição encarnada”, garantiu.

Cláudio Roberto, Treinador do Monte Carlo – “Resultado pesado demais”

Após o jogo, o treinador do Monte Carlo foi logo avisando que “ é preciso ter cuidado para avaliar o jogo”, porque, disse “apesar dos 4-0, o Monte Carlo teve volume de jogo para conseguir um resultado diferente”. De qualquer forma, admite que a sua equipa está noutro patamar pois, garante, “é difícil jogar de igual para igual com uma equipa profissional”. Esse facto “não serve de desculpa”, explica, mas considera que tem de ser realista e capaz avaliar o seu grupo de trabalho. Uma equipa que, diz Cláudio, “tem vindo a crescer com jogadores jovens, alguns da formação”.
Em relação à saída prematura de Amarildo, Cláudio Roberto explica que “perder um jogador deste nível, artilheiro do campeonato, faz falta”, mas foi logo adiantando que Neto, o jogador que o substituiu, “chegou agora, está a entrosar-se com a equipa mas precisa de tempo”, explicou.

Meireles, jogador do Benfica – “Só vi baliza”

Falámos também com Meireles, curiosos para saber como tinha sido armada aquela bomba: “dominei a bola, só vi baliza e correu bem”, disse humildemente o centro campista encarnado. Todavia, não surgiu por acaso porque, confessa, “vejo muitos vídeos para tentar fazer isto e desta saiu”. Em relação à celebração à CR7, Meireles explicou que “tento fazer sempre porque pretendo imitar o meu ídolo. É muito complicado mas de vez em quando dá para fazer uma coisa ou outra”, explicou, não se indo embora sem dar os “parabéns ao Monte Carlo” admitindo que o adversário lhes deu “muito trabalho”.

 

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