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A moeda chinesa voltou ontem a subir ligeiramente face ao dólar norte-americano, pelo terceiro dia consecutivo, confirmando a estabilização do yuan após a súbita e acentuada desvalorização de 4,6% registada na semana passada.
Segundo as cotações do banco central chinês, ontem de manhã, um dólar valia 6,3966 yuan, menos 0,0003 do que na véspera e menos 0,0009 do que sexta-feira passada.
O euro também desceu, para 7,0816 yuan – menos 0,0127 do que na segunda-feira passada.
Pelas regras do Banco Popular da China, o yuan pode variar diariamente até 2% face às principais moedas internacionais.
Na semana passada, entre terça e quinta-feira, a moeda chinesa desvalorizou sucessivamente 1,9%, 1,6% e 1,1% face ao dólar norte-americano, na maior descida do género desde 1994.
As autoridades chinesas caracterizaram a desvalorização do yuan como uma medida destinada a “reflectir melhor o mercado”, no âmbito de um processo de “ajustamento” que já estará “basicamente concluído”
“O valor do yuan voltou gradualmente aos níveis do mercado depois das quedas nos dias anteriores, e permanecerá uma moeda forte a longo prazo, sem bases para uma persistente e substancial desvalorização”, afirmou Zhang Xiaohui, vice-governador adjunto do Banco Popular da China, na quinta-feira passada.
O mesmo responsável disse que “havia um fosso de 3% entre a cotação do yuan e as expectativas do mercado”.
A desvalorização do yuan foi considerada também uma forma de aumentar a competitividade das exportações chinesas, cujo valor, em Julho passado, diminuiu 8,3% em relação a igual período de 2014.
A União Europeia e os Estados Unidos são os principais destinos das exportações chinesas.
 

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