Tóquio 2020 | Estados Unidos passam China e rubricam ‘tri’ no medalheiro

Os Estados Unidos precisaram de aguardar pelo 16.º e derradeiro dia dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 para subirem pela primeira vez à liderança da tabela de medalhas, replicando Londres2012 e Rio2016.

Depois de ter visto o anfitrião Japão e a China dominarem ao longo de duas semanas, a ‘Team USA’ materializou hoje o ‘assalto’ ao topo, servindo-se, tal como sucedera na véspera, das prestações nas modalidades de pavilhão, desta feita no setor feminino.

Tóquio2020 concedeu 339 títulos e os Estados Unidos venceram 39, contando ainda 41 pratas e 33 bronzes, para um total de 113 medalhas, contra 38 ouros em 88 pódios da China, segundo, 27 em 58 do Japão, terceiro, e 22 em 65 da Grã-Bretanha, quarto.

Essa fasquia é mais modesta desde os 36 títulos ‘selados’ pelos norte-americanos em Pequim2008, a última edição em que falharam o topo do medalheiro, à qual também não será alheia a maior diversidade de sempre no somatório de delegações premiadas (93).

Numa visão global, a ‘Team USA’ dominou a tabela de medalhas pela 18.ª ocasião em 29 edições de Jogos Olímpicos e repetiu a vantagem tangencial relativamente aos anfitriões de Atenas1896 (11 contra 10 da Grécia) e Estocolmo1912 (25 contra 24 da Suécia).

Partindo hoje com menos dois ouros, a ultrapassagem à China começou a encaminhar-se com o expectável quarto pleno seguido no basquetebol, mercê do 55.º triunfo consecutivo da seleção feminina sobre o surpreendente Japão, por 90-75.

Se Sue Bird, de 40 anos, e Diana Taurasi, de 39, regressam a casa com um quinto ouro olímpico, os Estados Unidos alcançaram o nono título em 12 possíveis e já replicaram o ‘heptacampeonato’ exercido pela equipa masculina entre Berlim1936 e México1968.

Inédito foi o triunfo no torneio feminino de voleibol, com a ‘Team USA’, bronze há cinco anos, a reverter o desfecho das finais em Pequim2008 e Londres 2012 e impor-se ao Brasil, por 3-0, horas depois de a Sérvia ter assegurado o último lugar do pódio.

Perante o terceiro dia da China em ‘branco’ em Tóquio2020, os americanos arrebataram ainda a prova feminina de ‘omnium’ em ciclismo de pista, com Jennifer Valente a somar 124 pontos, à frente da japonesa Yumi Kajihara e da holandesa Kirsten Wild, enquanto Maria Martins concluiu a prestação de Portugal no sétimo posto e com direito a diploma.

Outra nação sem novos títulos foi o Japão, que já tinha rubricado o melhor desempenho de sempre em Jogos Olímpicos, ao passo que a Grã-Bretanha conseguiu descolar no limite da Rússia, que competiu sob bandeira do seu comité, no ciclismo e no pugilismo.

Aos 33 anos, Jason Kenny tornou-se o primeiro britânico a somar sete ouros olímpicos, aos quais junta igualmente duas pratas, depois de ter revalidado o estatuto no ‘keirin’ masculino, à frente do malaio Azizulhasni Awang e do holandês Harrie Lavreysen.

O nono ‘metal’ permitiu a Jason Kenny ser o britânico mais premiado de sempre em Olimpíadas, seguido pelos ciclistas Chris Hoy (seis ouros e uma prata), Bradley Wiggins (cinco ouros, uma prata e dois bronzes) e Laura Kenny (cinco ouros e uma prata).

Já a compatriota Lauren Price impôs-se no peso médio feminino (69-75 kg), sendo que o pugilismo também ‘coroou’ no dia de despedida a irlandesa Kellie Harrington quanto ao peso leve (57-60 kg), bem como o cubano Andy Cruz e o uzbeque Bakhodir Jalolov nas categorias masculinas de peso leve (57-63 kg) e peso pesado (+91 kg), respectivamente.

Depois de ter perdido no sábado a prova individual na ginástica rítmica, a representação russa deslizou no concurso geral por equipas, ao ser inferior aos 92.100 pontos somados pela Bulgária, com a Itália em terceiro, desfazendo uma hegemonia de duas décadas.

Fim de semana de sonho viveu a França, ao juntar ao título masculino no voleibol um inédito pleno no andebol, já que venceu a final feminina frente ao Comité Olímpico da Rússia, por 30-25, ‘vingando’ o desaire no Rio2016, tendo a Noruega fechado o pódio.

No ciclismo de pista, a canadiana Kelsey Mitchell sobrepôs-se à concorrência no ‘sprint’ feminino, deixado para trás a ucraniana Olena Starikova e Wai Sze Lee, de Hong Kong.

A derradeira decisão em Tóquio2020 incidiu na competição masculina de polo aquático, com a Sérvia a ‘bisar’ pela primeira vez como país independente, ao bater a Grécia, por 13-10, logo após a Hungria, recordista de troféus, com 17, ter consumado o bronze.

8 Ago 2021

Tóquio 2020 | Halterofilista El-Bakh ganha primeiro ‘ouro’ olímpico de sempre do Qatar

O halterofilista catari Fares El-Bakh venceu este sábado a medalha de ouro na final da categoria de menos 96 quilos nos Jogos Olímpicos de Tóquio2020, batendo um recorde olímpico e tornando-se o primeiro campeão olímpico do Qatar.

Na fase decisiva, o atleta levantou 225 quilos no arremesso, novo recorde olímpico, acumulando 402 quilos no total, batendo a concorrência do venezuelano Vallenilla (prata) e do georgiano Pliesnoi (bronze).

El-Bakh, de 23 anos, ainda tentou bater o recorde mundial do arremesso, mas na última tentativa não conseguiu levantar os 232 quilos. Esta é a sexta medalha olímpica do Qatar, a segunda no halterofilismo, depois do bronze de Saif Asaad em menos de 105 quilos em Sidney2000.

1 Ago 2021

Tóquio 2020 | Ginasta Simone Biles desiste da final de solo

A atleta Simone Biles desistiu de participar na final olímpica de solo em Tóquio2020, depois de já abdicado das finais do concurso completo e de dois aparelhos (salto e paralelas assimétricas), anunciou hoje a Federação Norte-americana de Ginástica.

“Simone [Biles] retira-se da final de solo, na segunda-feira, e tomará mais tarde uma decisão sobre a participação na final de trave [marcada para terça-feira]”, informou o organismo federativo, revelando que a ginasta não defenderá o título conquistado no Rio de Janeiro.

A ‘estrela’ da ginástica mundial, que no Rio2016 conquistou cinco medalhas, quatro de ouro (por equipas, no concurso completo individual, no salto e no solo) e uma de bronze (trave), começou por desistir na terça-feira a meio do concurso por equipas, depois de um salto abaixo das suas expectativas.

A ginasta, de 24 anos, considerada uma das melhores de sempre, justificou a decisão com fragilidade psicológica. Biles disse querer manter a sua sanidade e revelou ter menos confiança em si do que tinha anteriormente.

A revelação da ginasta provocou várias reações de apoio um pouco de todo o lado, e o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, considerou na sexta-feira que Biles foi “corajosa” ao falar abertamente dos seus problemas psicológicos.

1 Ago 2021

Tóquio 2020 | Mais ouro para o Japão no judo no dia do bronze do português Jorge Fonseca

O Japão voltou hoje a ser dominador no torneio de judo dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 com a conquista de mais duas medalhas de ouro, no dia em que Jorge Fonseca deu o bronze a Portugal nos -100 kg.

Fonseca, bicampeão mundial da categoria e segundo do ‘ranking’ mundial, falhou a final depois de perder com o sul-coreano Cho Guham, mas assegurou a 25.ª medalha para o desporto português em Jogos Olímpicos, terceira no judo, ao bater o canadiano Shady Elnahas por waza-ari.

O atleta de 28 anos sucede a Telma Monteiro (-57 kg) no Rio2016, e Nuno Delgado (-81 kg) em Sydney2000, que também conquistaram o bronze. Menos sorte teve Patrícia Sampaio, que, nos -78kg, foi eliminada na segunda ronda pela alemã Anna-Maria Wagner, atual campeã mundial, terminando no grupo das nonas classificadas.

No Nippon Budokan, Aaron Wolf (-100kg masculinos) e Shori Hamada (-78kg femininos) subiram ao mais alto lugar do pódio e deixaram o Japão com oito medalhas de ouro no judo, 10 no total (uma de prata e uma de bronze). Os nipónicos apenas falharam as medalhas em duas das 12 categorias já disputadas.

Wolf, filho de mãe japonesa e pai norte-americano, bateu na final o sul-coreano Cho Guham, ‘carrasco’ de Jorge Fonseca, por ippon, num combate que demorou mais de cinco minutos.

O russo Niiaz Iliasov juntou-se a Jorge Fonseca, que o havia derrotado nos quartos de final, no terceiro lugar do pódio também com a medalha de bronze.

Por seu lado, numa final entre antigas campeãs mundiais, Shori Hamada venceu a francesa Madeleine Malonga, também por ippon, em 1.08 minutos.

Na sua estreia em Jogos Olímpicos, Patrícia Sampaio ainda bateu a venezuelana Karen León, por ippon, na primeira ronda, mas acabou por cair frente Anna-Maria Wagner, que viria a conquistar a medalha de bronze. A portuguesa, de 22 anos, cedeu por ippon a 1.45 do fim, quando já tinha uma desvantagem de waza-ari. A restante medalha de bronze foi para a brasileira Mayra Aguiar.

29 Jul 2021

Tóquio 2020 | Japão mantém-se líder e já superou os 12 ouros no Rio2016

O Japão superou as 12 medalhas de ouro alcançadas no Rio2016 apenas ao quinto dia de competições dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao chegar às 13, para se manter no topo da tabela de ‘metais’, acima das 12 da China.

Os anfitriões terminaram a noite de quarta-feira com superioridade face ao rival asiático no concurso completo individual masculino de ginástica artística, uma vez que Daiki Hashimoto contabilizou 88.465 pontos para superar Ruoteng Xiao e o russo Nikita Nagornyy.

Num dia assinalado pelo regresso do basebol ao programa olímpico 13 anos depois, os anfitriões chegaram aos 22 ‘metais’, enquanto a China, segunda classificada do medalheiro, com 27, descolou dos Estados Unidos, ‘donos’ de 11 títulos em 31 pódios.

Já os Países Baixos foram a nação mais premiada nas derradeiras 24 horas, com oito medalhas – duas de ouro, três de prata e três de bronze, entre ciclismo, judo e remo -, suplantando o recorde de sete que durava há quase 92 anos, desde Amesterdão1928.

Os Estados Unidos abriram o dia com novo cetro perdido pela nadadora Katie Ledecky para Ariarne Titmus, desta feita nos 200 metros livres femininos, valendo um novo recorde olímpico, de 1.53,50 minutos, volvidos dois dias da vitória da australiana nos 400 livres.

Siobhan Haughey, de Hong Kong, superou a canadiana Penny Oleksiak na luta pelo segundo posto, face ao quinto da ex-campeã e ao sétimo da italiana Federica Pellegrini, recordista do mundo, a caminho da reforma após disputar a quinta final consecutiva.

Katie Ledecky redimiu-se na inédita prova dos 1.500 metros livres e celebrou o primeiro dos cinco ouros ambicionados em Tóquio2020, ao relegar, com 15.37,34 minutos, a compatriota Erica Sullivan e a alemã Sarah Kohler para os restantes lugares do pódio.

Os 200 metros estilos femininos foram arrebatados pela japonesa Yui Ohashi, com 2.08,52 minutos, na sequência do título dos 400 estilos, afirmando-se na sucessão da húngara Katinka Hosszu, tricampeã olímpica recordista mundial, que foi apenas sétima, figurando atrás das norte-americanas Alex Walsh, segunda, e Kate Douglass, terceira.

O húngaro Kristof Milak, campeão e recordista mundial nos 200 mariposa, somou o seu primeiro ouro olímpico, ao vencer com 1.51,25 minutos e estabelecer nova marca olímpica, que estava na posse do ‘lendário’ Michael Phelps desde Pequim2008, com a prata cedida ao japonês Tomuru Honda e o bronze a ser para o italiano Federico Burdisso.

Nos 4×200 metros livres, a Grã-Bretanha impôs-se em 6.58,58 minutos ao Comité Olímpico da Rússia e à Austrália, deixando os Estados Unidos, que somavam quatro cetros olímpicos, imediatamente fora das medalhas em estafetas masculinas e femininas.

A sessão vespertina nas piscinas conduziu a novos máximos olímpicos nas eliminatórias femininas dos 100 metros livres (52,13 segundos) e dos 200 bruços (2:19.16 minutos).

Chizuru Arai assinou o habitual triunfo diário do Japão no judo através da categoria feminina de -70 kg, batendo por ‘waza-ari’ a austríaca Michaela Polleres na final, após a repartição do terceiro lugar pela holandesa Sanne van Dijke e pela russa Madina Taimazova, que acabou a competir com o olho direito roxo, inchado e quase fechado.

Já a hegemonia nipónica nas variantes masculinas foi travada pelo georgiano Lasha Bekauri, graças ao ‘waza-ari’ aplicado na final de -90 kg disputada com o alemão Eduard Trippel, num pódio fechado pelo uzbeque Davlat Bobonov e o húngaro Krisztian Toth.

Os seis títulos atribuídos no remo produziram quatro recordes olímpicos e duas novas marcas mundiais, ambas no ‘quadruple-scull’, especialidade na qual a embarcação masculina dos Países Baixos finalizou os 2.000 metros ao cabo de 5:32.03 minutos, abaixo do anterior máximo da Ucrânia, ficando acima da Grã-Bretanha e da Austrália.

A China venceu a final feminina, com 6.05,13 minutos, ‘pulverizando’ o recorde mundial que era detido há sete anos pela Alemanha, para se impor à Polónia e à Austrália.

O evento feminino da vertente de ‘double-scull’ foi ganho pela Roménia, com 6:41.03 minutos, à frente da Nova Zelândia e dos Países Baixos, enquanto a prova masculina ‘coroou’ a França, ao gastar 6:00.33 para bater a concorrência holandesa e da China.

A Austrália dominou as variantes do quatro sem timoneiro, com as campeãs mundiais a deixarem para trás Países Baixos e Irlanda, ao fim de 6:15.37 minutos, e a formação masculina a adiantar-se a Roménia e Itália, em 5:42.76, para regressar aos triunfos na especialidade 25 anos depois, interrompendo o ‘pentacampeonato’ da Grã-Bretanha.

No ciclismo de estrada, o esloveno Primoz Roglic venceu o contrarrelógio masculino, ao cumprir os 44,2 quilómetros na Pista Internacional de Fuji em 55:04.19 minutos, sobre o holandês Tom Dumoulin, novamente vice-campeão, e o australiano Rohan Dennis.

Depois de festejar a prata na prova de fundo pensando que tinha sido a vencedora, a holandesa Annemiek van Vleuten chegou ao primeiro cetro olímpico, em 30:13.49 minutos, suplantando a suíça Marlen Reusser e a compatriota Anna van der Breggen.

Quanto aos saltos para a água, a China recuperou a hegemonia na prova masculina de trampolim sincronizado a três metros, a única que perdera no Rio2016 aos pés da Grã-Bretanha, graças a 467.82 pontos, bem distante dos Estados Unidos e da Alemanha.

O evento de sabre por equipas masculinas esteve ausente da última edição dos Jogos Olímpicos, mas a Coreia do Sul soube conservar a medalha de ouro registada em Londres2012, ao bater na final a Itália, ao passo que a Hungria terminou o pódio.

As Ilhas Fiji revalidaram o título masculino alcançado na estreia olímpica do râguebi de ‘sevens’, ao bater na final a ‘vizinha’ Nova Zelândia, por 27-12, chegando à segunda medalha de ouro olímpica da sua história, com a Argentina a ocupar o terceiro posto.

A alemã Jessica von Bredow-Werndl juntou a prova individual de ensino em equestre ao cetro no concurso por equipas obtido na véspera, com 91,732% pontos, à frente da compatriota Isabell Werth, também ‘vice’ no Rio2016, e da britânica Charlotte Dujardin.

Novo recorde olímpico também foi definido no halterofilismo, com o chinês Zhiyong Shi a levantar um acumulado de 354 quilos para ser bicampeão nos 73 kg masculinos e ficar acima do venezuelano Julio Mayora Pernia e do indonésio Rahmat Erwin Abdullah.

O dia encerrou com a atribuição dos primeiros títulos no basquetebol 3×3, modalidade em estreia no evento multidesportivo, tendo a Letónia vencido o Comité Olímpico da Rússia na final masculina, por 21-18, com a Sérvia em terceiro, enquanto os Estados Unidos derrotaram as russas no torneio feminino, por 18-15, num pódio concluído pela China.

29 Jul 2021

Tóquio 2020 | Ginasta Simone Biles renuncia à final individual do concurso completo

A ginasta Simone Biles não vai participar na final individual do ‘all-around’ dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 para “concentrar-se na sua saúde mental”, anunciou esta quarta-feira a Federação norte-americana de ginástica.

“Após uma avaliação médica, Simone Biles retirou-se da final individual do ‘all-around’ dos Jogos Olímpicos de Tóquio, para poder concentrar-se na sua saúde mental. Simone continuará a ser avaliada diariamente para determinar se participa ou não nas finais dos eventos individuais da próxima semana”, lê-se no comunicado publicado pela federação na rede social Twitter.

Biles, de 24 anos, considerada uma das melhores ginastas de sempre, tinha desfalcado na terça-feira a seleção dos Estados Unidos em plena final feminina por equipas de Tóquio2020, tendo justificado posteriormente a sua decisão com problemas de saúde mental.

“Assim que piso o praticável, sou só eu e a minha cabeça a lidarmos com demónios […]. Tenho de fazer o que é melhor para mim e focar-me na minha sanidade mental e não comprometer a minha saúde e o meu bem-estar”, afirmou a tetracampeã olímpica de ginástica artística no Rio2016.

Simone Biles, que no Rio2016, além da medalha de ouro por equipas, conquistou também os títulos olímpicos no concurso completo e em dois aparelhos (salto e solo), qualificou-se para as cinco finais individuais dos Jogos Tóquio2020.

Em Tóquio2020, a norte-americana procurava tornar-se na primeira ginasta a defender com sucesso o título olímpico no concurso completo em mais de 50 anos, mais precisamente desde a checoslovaca Vera Caslavska em 1968.

“Apoiamos plenamente a decisão da Simone e aplaudimos a valentia que teve em priorizar o seu bem estar. A sua coragem mostra, uma vez mais, por que ela é um modelo para tantos”, termina o comunicado da federação norte-americana.

29 Jul 2021

Tóquio 2020 | Japão tem novo ouro no judo mas perde domínio absoluto na prova masculina

O Japão somou ontem mais uma medalha de ouro, a sexta, no torneio de judo dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, mas perdeu o ‘monopólio’ no concurso masculino, com a Geórgia a acabar com o domínio absoluto dos nipónicos.

Na prova feminina de -70 kg, a japonesa Chizuru Arai conquistou pela primeira vez o ouro em Jogos Olímpicos, com Portugal a ficar novamente longe dos combates pelas medalhas, depois de Bárbara Timo ter caído na segunda ronda.

Em -90 kg masculinos, após triunfos nipónicos nos primeiros quatro dias de prova, o campeão europeu Lasha Bekauri, da Geórgia, ocupou o lugar mais alto do pódio, e ‘vingou-se’ das derrotas de Vazha Margvelashvili e Lasha Shavdatuashvili, finalistas em -66 kg e -73 kg, respetivamente.

Mesmo assim, a combater em ‘casa’, o Japão leva seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze e apenas falhou o pódio em duas categorias.

No Budokan, Chizuru Arai, bicampeã mundial em 2017 e 2018, chegou à final com três vitórias por ‘ippon’, e, depois de um combate de 17 minutos com a russa Madina Taimazova, nas ‘meias’, e bateu a austríaca Michaela Polleres, com um ‘waza ari’ logo no início para assegurar o ouro.

Taimazova, de apenas 22 anos, acabaria por assegurar o bronze, numa das imagens que vai ficar na história destes Jogos Olímpicos, ao combater com o olho direito roxo, inchado e quase fechado.

A atleta russa teve mesmo que sair do combate com Arai apoiada pelo árbitro e pelo seu treinador, tal o desgaste que sofreu, acabando depois por ganhar forças para conquistar o último lugar do pódio, ao bater a croata Bárbara Matic, atual campeã mundial.

Matic foi a responsável pela eliminação de Bárbara Timo na segunda ronda, vencendo a portuguesa por ‘ippon’, a cerca de dois minutos do final do combate.

Na primeira ronda, Timo tinha vencido a jamaicana Ebony Drysdale Daley, 59.ª do mundo, que foi eliminada após sofrer três castigos. Sanne van Dijke, dos Países Baixos, assegurou igualmente o bronze.

O quinto dia de competição no Budokan terminou com Lasha Bekauri, de 21 anos, a festejar a sua primeira medalha de ouro em Jogos Olímpicos, depois de vencer na final Eduard Trippel, da Alemanha, com um ‘waza ari’, nos primeiros instantes do combate. Krisztián Tóth, da Hungria, e Davlat Bobonov, do Uzbequistão, conquistaram o bronze.

29 Jul 2021

Tóquio 2020 | Ginasta Daiki Hashimoto ‘retém’ no Japão ouro no concurso completo

O japonês Daiki Hashimoto conquistou esta quarta-feira a medalha de ouro no concurso completo de ginástica artística de Tóquio2020, prolongando a hegemonia do país organizador dos Jogos Olímpicos na prova ‘all-around’ individual.

Hashimoto concluiu o concurso com um total de 88,465 pontos, ultrapassando no último aparelho o chinês Xiao Ruonteng (88.065 pontos) e o russo Nikita Nagornyy (88.031), graças a um exercício próximo da perfeição na barra fixa.

Aos 19 anos, Hashimoto tornou-se o mais jovem campeão olímpico, sucedendo ao compatriota Kohei Uchimura, vencedor da medalha de ouro no concurso completo em Londres2012 e Rio2016 e considerado um dos maiores ginastas de sempre, que optou por não defender o título em Tóquio.

O jovem atleta nipónico abordou o sexto e último aparelho no terceiro lugar, atrás de Xiao e Nagornyy, mas não acusou a inexperiência, nem a pressão, efetuando um exercício exemplar, que lhe valeu a pontuação de 14,933, mantida mesmo depois de um protesto da delegação chinesa.

O Japão também tinha protestado a pontuação de Hashimoto na prova de argolas, com idêntico desfecho, mas o novo campeão olímpico, que até esse momento tinha liderado a competição, manteve-se nas ‘proximidades do ouro’ e conseguiu mesmo arrebatá-lo na última oportunidade.

‘Pendurado’, imóvel, na barra fixa, o ginasta nipónico sabia exatamente o que precisava para subir ao lugar mais alto do pódio: uma pontuação de 14,533. Cinco movimentos vertiginosos sobre o aparelho e uma saída segura depois, Hashimoto nem precisou do veredicto dos juízes para celebrar.

Hashimoto permitiu ao Japão desforrar-se da derrota imposta pela Rússia – e por Nagornyy – na final por equipas e fazer esquecer a ausência de Uchimura, que se lesionou no ombro durante as qualificações e decidiu disputar o acesso à barra fixa.

29 Jul 2021

Tóquio 2020 | Japão mantém domínio absoluto no judo masculino com novo ouro

O Japão manteve esta terça-feira o domínio absoluto no torneio masculino de judo dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com nova medalha de ouro, agora em -81 kg, categoria em que português Anri Egutidze foi eliminado no seu primeiro combate.

No Budokan, Takanori Nagase bateu na final Saeid Mollaei, da Mongólia, e deu o quarto ouro ao Japão na prova masculina, depois dos triunfos em -60 kg, -66 kg e -73 kg.

Ao todo, no judo, os anfitriões já levam cinco medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, com o Kosovo e a França a conseguirem impedir o mesmo domínio nipónico na competição feminina. Pela primeira vez, o Japão não conquistou hoje nenhuma medalha na prova feminina.

Nagase, bronze no Rio2016 e campeão mundial em 2015, precisou apenas de 1.43 minutos para bater por ‘wara ari’ Mollaei, que ficou com a medalha de prata.

Nascido no Irão, Mollaei compete desde 2019 pela Mongólia, depois de ter renunciado ao seu país natal, por ter sido obrigado pelos seus treinadores a perder o combate da meias-finais do Mundial2019, de modo a evitar um duelo com o israelita Sagi Muki na final.

Isento na primeira ronda, o português Anri Egutidze foi eliminado logo no seu primeiro combate, frente ao austríaco Shamil Borchashvili, que viria a conquistar a medalha de bronze.

O judoca português, medalha de bronze nos Mundiais disputados em junho, perdeu no ‘ponto de ouro’ – prolongamento após os quatro minutos iniciais de combate -, com Borchashvili a impor-se por ‘waza-ari’. O belga Matthias Casse também arrecadou o bronze.

Na competição feminina, em -63 kg, a francesa Clarisse Agbegnenou, prata no Rio2016 e pentacampeão mundial, conquistou a sua primeira medalha de ouro, depois de bater na final a eslovena Tina Trstenjak, por ‘waza ari’. Maria Centracchio, da Itália, e Catherine Beauchemin-Pinard, do Canadá, ficaram com o bronze.

28 Jul 2021

Tóquio 2020 | Biles culpa “demónios na cabeça” por abandono da prova por equipas

A ginasta norte-americana Simone Biles justificou hoje com problemas de saúde mental a saída prematura da prova por equipas feminina de ginástica artística dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, afirmando que tem lutado contra “demónios na cabeça”.

“Assim que piso o praticável sou só eu e a minha cabeça a lidarmos com demónios (…). Tenho de fazer o que é melhor para mim e focar-me na minha sanidade mental e não comprometer a minha saúde e o meu bem-estar”, afirmou a tetracampeã olímpica de ginástica artística no Rio2016.

A norte-americana Simone Biles desfalcou hoje a seleção dos Estados Unidos em plena final feminina por equipas de Tóquio2020, aparentemente devido a lesão.

Biles, de 24 anos, considerada uma das melhores ginastas de sempre, ausentou-se por momentos durante o concurso por equipas, acompanhada pelo médico da seleção dos Estados Unidos, regressando algum tempo depois para abraçar as colegas Grace McCallum, Sunisa Lee e Jordan Chiles.

Pouco tempo depois, a Federação Norte-americana de Ginástica informou que Biles seria substituída durante o resto da final, “por razões médicas” – após ter efetuado apenas a prova de salto -, e submetida a “exames médicos”, sem revelar detalhes sobre a possível lesão.

Simone Biles, que no Rio2016, além da medalha de ouro por equipas, conquistou também os títulos olímpicos no concurso completo e em dois aparelhos (salto e solo), está qualificada para as cinco finais individuais dos Jogos Tóquio2020.

A Rússia conquistou a medalha de ouro na prova por equipas feminina de ginástica artística em Tóquio2020, um título que escapava há 29 anos, quebrando a hegemonia dos Estados Unidos, que arrecadaram a prata.

28 Jul 2021

Tóquio 2020 | Atiradores Jiang e Pang dão à China primeiro ouro por equipas mistas

Os atiradores Jiang Ranxin e Pang Wei garantiram hoje à China o primeiro ouro olímpico de sempre no estreante evento em Tóquio2020 de pistola de ar a 10 metros por equipas mistas, no Asaka Shooting Range.

Jiang Ranxin, de 21 anos, e Pang Wei, de 35, impuseram-se na final por 16-14 à dupla russa a competir sob bandeira do seu comité olímpico, formada por Vitalina Batsarashkina, de 24, e Artem Chernousov, de 25, que ficou com a medalha de prata.

No duelo para chegar à medalha de bronze venceu a dupla ucraniana formada por Olena Kostevych, de 36 anos, e Oleh Omelchuk, de 38, que derrotou por 16-12 a equipa mista sérvia constituída por Zorana Arunovic, de 34, e Damir Mikec, de 37.

Pang Wei e Jiang Ranxin, que participa pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, garantiram o bronze nos eventos individuais da pistola de ar a 10 metros durante o fim de semana.

O atirador Pang Wei garantiu nos quartos Jogos em que participa a segunda medalha de ouro olímpica da sua carreira, após ter subido ao lugar mais alto do pódio em Pequim2008. No Rio2016, Pang Wei terminou no terceiro lugar.

27 Jul 2021

Tóquio 2020 | Anfitrião Japão sobe ao topo do medalheiro ao terceiro dia

O anfitrião Japão subiu esta segunda-feira à liderança do medalheiro dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao somar as mesmas três medalhas de ouro vencidas pelas representações britânica, americana e russa no terceiro dia, para se isolar com oito.

Entre os 21 títulos atribuídos, a Grã-Bretanha tocou pela primeira vez o lugar mais alto do pódio em solo nipónico, enquanto a China terminou uma série de 18 dias seguidos com pelo menos uma medalha de ouro olímpica, num evento em que 51 países já foram galardoados.

Os chineses ainda são a nação mais medalhada, com seis ‘ouros’ em 18 ‘metais’, mas não evitaram a descida da primeira à terceira posição da tabela, dando lugar ao Japão, seguido bem de perto pelos Estados Unidos, que aportam sete ‘ouros’ em 14 ‘metais’.

O país mais laureado de sempre no evento multidesportivo mundial fechou a jornada matinal de natação a vencer a final dos 4×100 metros livres masculinos, com 3:08.97 minutos, numa estafeta iniciada pela ‘estrela’ Caeleb Dressel, que se estreou em Tóquio2020, diante de Itália e Austrália, que travaram uma renhida luta pela ‘prata’.

Já a norte-americana Katie Ledecky perdeu a sua primeira final individual olímpica, após ‘limpar’ quatro seguidas, entre Londres2012 e Rio2016, onde fora a mais medalhada, ao ser destronada nos 400 livres, distância em que é recordista mundial, pela australiana Ariarne Titmus, de 20 anos, com 3:56.69 minutos, sendo a chinesa Li Bingjie terceira.

O britânico Adam Peaty prolongou o ‘reinado’ nos 100 metros bruços, distância na qual detém os 16 melhores registos da história, ao precisar de uns modestos 57,37 segundos para bater o holandês Arno Kamming, ‘prata’, e o italiano Nicolò Martinenghi, ‘bronze’.

Contra todas as expectativas, a canadiana Margaret MacNeil arrebatou os 100 mariposa femininos, com 55,59 segundos, à frente da chinesa Yufei Zhang, medalha de prata, e da australiana Emma McKeon, ‘bronze’, perante o sétimo posto da sueca Sarah Sjöstrom, recordista mundial e detentora do título olímpico, ainda a debelar uma lesão no cotovelo.

Esta jornada de natação conduziu ainda a novas marcas olímpicas femininas nas meias-finais dos 100 metros costas, que caiu pela quarta vez em dois dias, e dos 1.500 estilos, prova em estreia.

Outra surpresa surgiu nos saltos para a água, já que os britânicos Thomas Daley e Matty Lee negaram o quinto título seguido à China, segunda, na prancha sincronizada a 10 metros masculina, com 471,81 pontos, ficando o Comité Olímpico da Rússia em terceiro.

Os chineses deslizaram ainda num inédito torneio de pares mistos de ténis de mesa, ao perderem na final com o Japão, por 3-4, deixando o terceiro lugar na posse de Taipé.

No dia de estreia do râguebi de ‘sevens’, o ciclista britânico Thomas Pidcock venceu a prova de ‘cross country’, ao concluir destacadamente os 28,25 quilómetros em 1:25.14 horas – face à desistência do holandês Mathieu van der Poel, um dos favoritos – com o suíço Mathias Flueckiger a ser segundo e o espanhol David Valero Serrano em terceiro.

Kristian Blummenfelt ‘carimbou’ o primeiro ‘ouro’ norueguês em Tóquio2020, ao isolar-se na última volta da corrida para concluir a prova masculina de triatlo em 01:45.04 horas, adiantando-se ao britânico Alex Yee, ‘prata’, e ao neozelandês Hayden Wilde, ‘bronze’.

O Japão fez o ‘pleno’ nas provas de rua de skate, com Nomiji Nishiya, de 13 anos e 330 dias, a ser a quarta campeã mais nova em Jogos de verão, face à brasileira Rayssa Leal, de 13 anos e 203 dias, a mais jovem laureada desde Berlim1936, e à nipónica Funa Nakayama, de 16 anos, que fechou o pódio com menor média etária das Olimpíadas.

Igual ‘dobradinha’ assinaram os Estados Unidos nas provas de tiro ‘skeet’, com Amber English a vencer a ex-campeã italiana Diana Bacosi, renovando o recorde olímpico vigente, ao acertar em 56 dos 60 alvos, tendo a chinesa Wei Meng sido terceira.

Com apenas um alvo errado e uma nova marca olímpica renovada, Vincent Hancock resgatou o título perdido no Rio2016 e chegou ao inédito ‘tricampeonato’ diante do dinamarquês Jesper Hansen, ‘prata’, com o kuwaitiano Abdullah Alrashidi a ser ‘bronze’.

No tiro com arco houve nova demonstração de superioridade da Coreia do Sul, que dominou o concurso de equipas masculinas e derrotou na final o Taipé, por esclarecedores 6-0, ao passo que o último lugar do pódio foi obtido pelo Japão.

O judo proporcionou o título feminino de -57 kg à kosovar Nora Gjakova, vencedora por ‘ippon’ na final disputada com a francesa Sarah Leonie Cysique, depois de a canadiana Jessica Klimkait, campeã mundial, e a japonesa Tsukasa Yoshida dividirem o ‘bronze’.

Após três ‘ouros’ e uma ‘prata’, o terceiro dia de ‘glória’ dos anfitriões nos ‘tatamis’ foi amparado por Shohei Ono, que bateu por ‘waza-ari’ o georgiano Lasha Shavdatuashvili para assinar uma inédita ‘dobradinha’ na categoria masculina de -73 kg, enquanto o terceiro posto coube ao sul-coreano Changrim Na e ao mongol Tsogtbaatar Tsend-Ochir.

Antes dessa prova, o sudanês Mohamed Abdalrasool abdicou do combate com o israelita Tohar Butbul, que terminou em sétimo, dois dias depois de uma decisão similar do argelino Fethi Nourine frente ao mesmo adversário, em “apoio à causa palestina”.

Novo recorde olímpico estabeleceu a halterofilista Hidilyn Diaz na categoria feminina de -55 kg, ao levantar 224 quilos para dar uma inédita medalha de ouro às Filipinas, colocando-se à frente da chinesa Qiuyun Lião e da cazaque Zulfiya Chinshanlo.

A Rússia, a competir sob bandeira do seu comité olímpico, voltou a triunfar no concurso masculino por equipas na ginástica artística, 25 anos depois, com 262.500 pontos, após duas vitórias do Japão, campeão no Rio2016, que foi segundo, e três da China, terceiro.

Se esgrima trouxe uma final russa no sabre individual feminino, com Sofia Pozdniakova a impor a terceira derrota olímpica seguida a Sofya Velikaya e a francesa Manon Brunet a concluir o pódio, Ka Long Cheung, de Hong Kong, destronou o italiano Daniele Garozzo no florete masculino, cujo ‘bronze’ foi para o checo Alexander Choupenitch.

O Comité Olímpico da Rússia também saiu vitorioso na vertente masculina de -80 kg do taekwondo, na qual Maksim Khramtcov venceu o jordano Saleh Elsharabaty, com o egípcio Seif Eissa e o croata Toni Kanaet a repartirem louros pelo terceiro lugar.

Na prova feminina de -67 kg, a croata Matea Jelic superou a britânica Lauren Williams, ficando a egípcia Hedaya Malak e a costa-marfinense Ruth Gbagbi em terceiras.

O esloveno Benjamin Savsek ‘selou’ o primeiro ‘ouro’ nas provas de canoagem ‘slalom’ em Tóquio2020, ao ganhar na categoria C-1 masculina, com 98,25 segundos, sendo perseguido pelo checo Lukas Rohan, ‘prata’, e pelo alemão Sideris Tasiadis, ‘bronze’.

Para a história dos torneios olímpicos de basquetebol entrou a espanhola Laia Palau, ‘vice’ no Rio2016, que se tornou a atleta mais velha de sempre, com 41 anos e 319 dias, ao participar no triunfo sobre a Coreia do Sul, por 73-69, no início do evento feminino.

27 Jul 2021

Tóquio 2020 | Telma Monteiro eliminada na categoria de menos 57 quilos

A judoca portuguesa Telma Monteiro foi hoje eliminada na segunda ronda da categoria de -57 kg dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao perder com a polaca Julia Kowalczyk, em combate disputado no Nippon Budokan.

Telma Monteiro, medalha de bronze no Rio2016, havia batido Kowalczyk no único combate que tinham realizado, em 2020, mas hoje perdeu já no ‘golden score’, ao somar o terceiro castigo com 9.31 minutos de combate.

A judoca lusa, de 35 anos, competia nos seus quintos Jogos Olímpicos e em Tóquio2020 repete a classificação de Pequim2008, com um nono lugar, resultante de uma vitória e uma derrota na competição.

26 Jul 2021

Tóquio 2020 | Mais de metade da região de Tóquio assistiu à cerimónia de abertura

Mais de metade das famílias residentes na área metropolitana de Tóquio, na ordem de 56%, assistiram pela televisão à Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, apesar de uma forte oposição à realização do evento.

De acordo com os dados, foi a segunda maior audiência na região para uma Cerimónia de Abertura dos Jogos, que decorrem à porta fechada devido à pandemia de covid-19, e foi superada apenas pela organização de Tóquio em 1964.

A empresa de audiências Video Research Ltd indica que 56,4% das famílias na ‘Grande Tóquio’ assistiram em direto à cerimónia, na qual a tenista Naomi Osaka acendeu a pira olímpica e o imperador Naruhito declarou abertos os Jogos.

A Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos Tóquio1964 foi, na ocasião, acompanhada na televisão por 61,2% das famílias na região da capital japonesa, e, ainda em comparação, a cerimónia do Rio2016 por 23,6%, de Londres2012 por 24,9% e de Pequim2008 por 37,3%.

A sondagem foi efetuada junto de 2.700 famílias da região Canto, que incluiu Tóquio e mais seis prefeituras, mas as audiências a nível nacional deverão ser divulgadas ainda hoje.

26 Jul 2021

Tóquio 2020 | Tenista japonesa Naomi Osaka vence no regresso à competição

A tenista Naomi Osaka, número dois mundial, venceu ontem a chinesa Saisai Zheng, por 6-1 e 6-4, na primeira ronda de Tóquio2020, que marcou o regresso da japonesa após a desistência de Roland Garros, em maio.

Naomi Osaka, que acendeu a chama olímpica na cerimónia de abertura Tóquio2020, desistiu de Roland Garros na sequência de polémica gerada pela sua decisão de boicotar as conferências de imprensa do ‘major’ francês, para alertar para o tema da saúde mental.

Após a desistência de Roland Garros e de ter ficado de fora de Wimbledon, Osaka decidiu fazer uma pausa a bem da sua saúde mental e revelou ter lidado com uma depressão que a deixou vulnerável e ansiosa.

Na sua primeira partida em quase dois meses, a japonesa, de 23 anos, afastou com facilidade a chinesa Zheng Saisai, 52.ª do ‘ranking’ mundial, por 6-1 e 6-4, na primeira ronda do torneio feminino de ténis de Tóquio2020.

A partida de Naomi Osaka com Zheng Saisai estava originalmente programada para abrir o torneio no sábado, mas foi transferida para hoje devido ao papel desempenhado pela tenista na cerimónia de abertura de sexta-feira dos Jogos.

26 Jul 2021

Tóquio 2020 | China conquista o ouro na primeira prova de mergulho

A China conquistou ontem com facilidade a primeira prova de saltos para a água dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com a dupla Shi Tingmao e Wang Han a arrecadarem a medalha de ouro na prancha sincronizada a três metros feminina.

A dupla chinesa somou 326,40 pontos e garantiu o primeiro lugar do pódio com 25,62 de vantagem sobre Jennifer Abel e Melissa Citrini-Beaulieu (300,78), que deram a medalha de prata ao Canadá, e à frente das alemãs Lena Hentschel e Tina Punzel (284,97), bronze.

Shi Tingmao já tinha conquistado o ouro no Rio2016, na altura fazendo equipa com Wu Minxia. A China conquistou 37 das 48 medalhas de ouro nos saltos para a água nos últimos sete Jogos Olímpicos

26 Jul 2021

Tóquio 2020 | Presidente do Comité Olímpico pede “recepção calorosa” aos atletas

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, pediu hoje aos japoneses “uma recepção calorosa” aos atletas que vão participar nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que decorrerão sob fortes restrições devido à pandemia de covid-19.

“Peço ao povo japonês que dê uma calorosa saudação de boas-vindas aos atletas de todo o mundo, que superaram tantos desafios, e treinaram afincadamente para este momento”, afirmou o presidente do COI.

Bach fez este pedido no final de um encontro com o primeiro-ministro nipónico, Yoshihide Suga, e responsáveis do comité organizador, no qual foi informado de alguns detalhes do evento, que começa em 23 de julho.

“As medidas sanitárias para os atletas estão a ser aplicadas e estão a funcionar”, afirmou Thomas Bach, dando como exemplo o caso de em 8.000 testes ao novo coronavírus realizados à chegada a Tóquio foram detetados apenas três infeções.

O presidente do COI referiu ainda que 85% dos residentes na Aldeia Olímpica – atletas e técnicos – chegarão ao Japão já vacinados.

Bach considerou que os Jogos Tóquio2020, que terminam em 08 de agosto, “serão históricos por diversas razões” e terão “milhões e milhões de pessoas frente aos ecrãs”, uma vez que a competição será disputada à porta fechada.

14 Jul 2021

Covid-19 | COI decide em quatro semanas se adia ou não os Jogos Olímpicos de Tóquio

O Comité Olímpico Internacional (COI) vai deliberar num período de quatro semanas sobre a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, devido à pandemia de Covid-19, com o adiamento na agenda, mas não o cancelamento, revelou o organismo.

Através de um comunicado, o presidente do COI, Thomas Bach, esclarece que estão vários cenários em discussão, contudo o cancelamento não é uma hipótese, apesar da rápida propagação do novo coronavírus pelo Mundo, que deixou os atletas sem condições para se preparem para o evento, previsto para se realizar entre 24 de julho e 9 de agosto.

“O COI, em cooperação com o Comité Organizador de Tóquio2020, as autoridades japonesas e o Governo Metropolitano de Tóquio, iniciará conversações detalhadas para concluir a avaliação da rápida evolução do panorama global da saúde e o seu impacto nos Jogos Olímpicos, incluindo a hipótese de adiamento. O cancelamento não está em agenda”, refere a nota.

Nos últimos dias, o organismo responsável pelos Jogos tem sido pressionado por vários comités e federações, que defendem o adiamento do evento, por considerarem que existe risco para a saúde e bem-estar dos atletas.

A entidade acredita que dentro de quatro semanas terá uma decisão final e agradece a solidariedade dos comités e federações.

“O COI está confiante de que essas discussões serão concluídas nas próximas quatro semanas, e agradece muito a solidariedade e colaboração dos comités olímpicos nacionais e federações internacionais por apoiar os atletas e adaptar a planificação dos Jogos”, concluiu.

23 Mar 2020

JO | Tóquio2020 cria grupo de trabalho para lidar com o surto do coronavírus

A organização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 anunciou hoje a criação de um grupo de trabalho para lidar com o surto do coronavírus, a menos de seis meses do início das provas, e realçou que o evento “decorrerá conforme previsto”.

O objectivo deste grupo de trabalho é “analisar a situação e tomar as medidas necessárias para garantir que os Jogos Olímpicos sejam seguros para atletas e público”, explicou o presidente do comité organizador do evento, Toshiro Muto.

“Quero deixar claro que os Jogos [Olímpicos Tóquio2020] serão organizados conforme o planeado”, disse em conferência de imprensa Toshiro Muto, que enfatizou que, “em vista da situação actual, não há problemas em organizá-los”.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou também que em nenhum momento foi considerado um possível adiamento dos Jogos Olímpicos devido ao surto de coronavírus, que surgiu na China e afectou mais de quarenta pessoas no Japão.

Toshiro Muto explicou que o grupo de trabalho integra responsáveis por Tóquio2020, do Executivo Nacional e do governo regional da capital japonesa, e disse que estará “em permanente consulta” com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comité Olímpico Internacional (COI).

“Vamos nos encontrar regularmente”, disse Muto, que destacou a necessidade de o grupo de trabalho “ser objectivo e manter a cabeça fria”, para “não criar um sentimento desnecessário de preocupação, já que o número de infecções é limitado por enquanto”.

O responsável pelo comité organizador acrescentou que as medidas contempladas se concentram na prevenção de infecções e acrescentou que, em princípio, “não incluirão acções que não foram aplicadas anteriormente em outras situações de alerta de saúde”.

A China elevou hoje para 563 mortos e mais de 28 mil infectados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detectado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 73 mortes e 3.694 novos casos. A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países, o último novo caso identificado na Bélgica terça-feira.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

6 Fev 2020

JO | Tóquio2020 cria grupo de trabalho para lidar com o surto do coronavírus

A organização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 anunciou hoje a criação de um grupo de trabalho para lidar com o surto do coronavírus, a menos de seis meses do início das provas, e realçou que o evento “decorrerá conforme previsto”.
O objectivo deste grupo de trabalho é “analisar a situação e tomar as medidas necessárias para garantir que os Jogos Olímpicos sejam seguros para atletas e público”, explicou o presidente do comité organizador do evento, Toshiro Muto.
“Quero deixar claro que os Jogos [Olímpicos Tóquio2020] serão organizados conforme o planeado”, disse em conferência de imprensa Toshiro Muto, que enfatizou que, “em vista da situação actual, não há problemas em organizá-los”.
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou também que em nenhum momento foi considerado um possível adiamento dos Jogos Olímpicos devido ao surto de coronavírus, que surgiu na China e afectou mais de quarenta pessoas no Japão.
Toshiro Muto explicou que o grupo de trabalho integra responsáveis por Tóquio2020, do Executivo Nacional e do governo regional da capital japonesa, e disse que estará “em permanente consulta” com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comité Olímpico Internacional (COI).
“Vamos nos encontrar regularmente”, disse Muto, que destacou a necessidade de o grupo de trabalho “ser objectivo e manter a cabeça fria”, para “não criar um sentimento desnecessário de preocupação, já que o número de infecções é limitado por enquanto”.
O responsável pelo comité organizador acrescentou que as medidas contempladas se concentram na prevenção de infecções e acrescentou que, em princípio, “não incluirão acções que não foram aplicadas anteriormente em outras situações de alerta de saúde”.
A China elevou hoje para 563 mortos e mais de 28 mil infectados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detectado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.
Nas últimas 24 horas, registaram-se 73 mortes e 3.694 novos casos. A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países, o último novo caso identificado na Bélgica terça-feira.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

6 Fev 2020

Tóquio2020 | Vírus na China ‘obriga’ à mudança da qualificação no futebol feminino

Os jogos de qualificação da zona asiática para o torneio feminino de futebol dos Jogos Olímpicos de 2020, previstos para Fevereiro em Wuhan, onde teve origem o coronavírus, novo vírus detetado na China, vão mudar de local. De acordo com a Confederação Asiática de futebol (AFC), os jogos da terceira fase de qualificação, entre 3 e 9 de Fevereiro, vão ser transferidos para Nanjing, na zona oriental e capital da província de Jiangsu.

Os jogos do grupo B de qualificação, agendados para a China, incluem a Austrália, China, Tailândia e Taiwan, enquanto que o grupo A, que decorre na Coreia do Sul, conta com os sul-coreanos, Vietname e Myanmar.

Antes desta decisão, a Federação de futebol de Taiwan chegou a ameaçar retirar-se da qualificação, caso os jogos se mantivessem em Wuhan, afirmado que a prioridade era a segurança das suas jogadoras.

Entretanto, um torneio de boxe, igualmente de qualificação para os Jogos de Tóquio2020 e também agendado para fevereiro em Wuhan, deverá mudar de local, segundo indicou a agência japonesa Kyodo.

A agência cita os organizadores, mas o novo local ainda não foi confirmado, com a Federação japonesa de boxe a aguardar por novas diretrizes do Comité Olímpico Internacional (COI).

Hoje, as autoridades chinesas apelaram à população para evitar multidões e encontros em espaços públicos, alertando que a nova doença, que se transmite pelas vias respiratórias e que infectou centenas e matou nove pessoas, se pode alastrar ainda mais.

O número de casos aumentou rapidamente desde que a nova pneumonia foi detectada no mês passado em Wuhan, no centro da China. No total, há 440 casos confirmados, em 13 jurisdições do país, anunciou o vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde, Li Bin. Nove pessoas morreram, todas na província de Hubei, cuja capital é Wuhan.

22 Jan 2020

Tóquio2020 | Vírus na China 'obriga' à mudança da qualificação no futebol feminino

Os jogos de qualificação da zona asiática para o torneio feminino de futebol dos Jogos Olímpicos de 2020, previstos para Fevereiro em Wuhan, onde teve origem o coronavírus, novo vírus detetado na China, vão mudar de local. De acordo com a Confederação Asiática de futebol (AFC), os jogos da terceira fase de qualificação, entre 3 e 9 de Fevereiro, vão ser transferidos para Nanjing, na zona oriental e capital da província de Jiangsu.
Os jogos do grupo B de qualificação, agendados para a China, incluem a Austrália, China, Tailândia e Taiwan, enquanto que o grupo A, que decorre na Coreia do Sul, conta com os sul-coreanos, Vietname e Myanmar.
Antes desta decisão, a Federação de futebol de Taiwan chegou a ameaçar retirar-se da qualificação, caso os jogos se mantivessem em Wuhan, afirmado que a prioridade era a segurança das suas jogadoras.
Entretanto, um torneio de boxe, igualmente de qualificação para os Jogos de Tóquio2020 e também agendado para fevereiro em Wuhan, deverá mudar de local, segundo indicou a agência japonesa Kyodo.
A agência cita os organizadores, mas o novo local ainda não foi confirmado, com a Federação japonesa de boxe a aguardar por novas diretrizes do Comité Olímpico Internacional (COI).
Hoje, as autoridades chinesas apelaram à população para evitar multidões e encontros em espaços públicos, alertando que a nova doença, que se transmite pelas vias respiratórias e que infectou centenas e matou nove pessoas, se pode alastrar ainda mais.
O número de casos aumentou rapidamente desde que a nova pneumonia foi detectada no mês passado em Wuhan, no centro da China. No total, há 440 casos confirmados, em 13 jurisdições do país, anunciou o vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde, Li Bin. Nove pessoas morreram, todas na província de Hubei, cuja capital é Wuhan.

22 Jan 2020

Tóquio 2020 | Bach destaca preparação “nunca vista” a um ano dos Jogos

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou ontem nunca ter visto uma cidade tão bem preparada a um ano de acolher os Jogos Olímpicos como Tóquio. “Nunca vi uma cidade tão bem preparada”, afirmou Bach, na capital japonesa, durante a sua intervenção num evento que analisa a evolução dos preparativos para os Jogos, que juntou autoridade regionais e nipónicas.

O presidente do COI destacou o “compromisso e cooperação” das autoridades nipónicas, tendo em vista 2020, mostrando-se confiante de que graças a isso os Jogos “vão ser um êxito para o Japão e para a comunidade olímpica”. “Vão ser uns jogos para o mundo, organizados pelo Japão e por uma equipa fantástica que inclui responsáveis políticos, desportistas e artistas”, referiu o alemão, reiterando que os Jogos devem “ser o único evento capaz de unir todos os países do mundo no tempo frágil em que se vive”.

Bach salientou a presença de “atletas de 206 delegações de todos os países do mundo e uma equipa de refugiados”, assinalando que “mais de metade da população mundial” vai seguir as competições.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, expressou a ambição de que os Jogos sirvam para dar um impulso à economia local e, em particular, na reconstrução e recuperação das zonas afectadas pelo sismo seguido de tsunami de 2011. É estimado que os Jogos Olímpicos tenham um impacto de 300 milhões de dólares na economia do Japão desde o momento da escolha da cidade até ao fim do legado, em 2030, calcula o Governo Metropolitano de Tóquio.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 vão ser disputados entre 24 de Julho e 9 de Agosto de 2020, enquanto os Paralímpicos entre 25 de Agosto e 6 de Setembro.

25 Jul 2019

Tóquio 2020 | Sugerido que atletas portugueses estagiem em Macau

Alexis Tam encontrou-se com o ministro da Educação português, em Lisboa. Além do desenvolvimento da iniciativa que junta escolas portuguesas e de Macau em projectos de intercâmbio, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura propôs a Tiago Brandão que os atletas nacionais estagiassem em Macau antes da sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020

 

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau sugeriu ao ministro da Educação português que os atletas lusos estagiem no território antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020.

Alexis Tam esteve reunido na sexta-feira com Tiago Brandão, em Lisboa, e afirmou que “a presença portuguesa nos Jogos Olímpicos de Tóquio pode beneficiar das instalações desportivas de qualidade para um período de adaptação importante em Macau devido ao fuso horário”, de acordo com um comunicado das autoridades do território.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura acrescentou ainda que os dois governantes “concordaram que o Ministério da Educação poderia ajudar a fazer a ponte entre os comités olímpico e paraolímpico portugueses e da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM)”.

Em relação à ciência e tecnologia, de acordo com a mesma nota, Portugal e Macau reiteraram para a “necessidade de promoção de projectos de investigação conjunta em áreas específicas de interesse mútuo”.

No papel

Na sexta-feira, ao abrigo de protocolos de geminação assinados, em Lisboa, ficou estipulado que dez escolas de Portugal e Macau, onde se ensina português e mandarim, vão passar a realizar projectos conjuntos, intercâmbios e partilha de experiências entre alunos e docentes.

A iniciativa envolve cinco duplas de escolas – uma de Portugal e outra de Macau -, incluindo, da parte portuguesa, escolas de Almada, Marinha Grande, Loulé, Coimbra e Braga.

A assinatura dos acordos, em que participaram representantes de todas as escolas, foi presidida por Alexis Tam, e pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão.

O protocolo pretende que as escolas possam estabelecer entre si “atividades de cooperação” baseadas na partilha entre alunos, docentes e órgãos de gestão “através de contactos regulares” que permitam “aumentar a compreensão e a amizade mútuas”.

O documento estipula como prioritários os domínios das Artes, Humanidades, Ciência, Tecnologia e Desporto, nos projectos e actividades de cooperação, bem como a utilização do português, mandarim e inglês.

Os protocolos de geminação foram assinados entre as escolas no âmbito do Acordo de Cooperação na área da Educação e Cultura rubricado entre Portugal e Macau e elevam para sete o número total de acordos desta natureza.

11 Fev 2019