FHO Racing | Peter Hickman nega encerramento

Peter Hickman, quatro vezes vencedor do Grande Prémio de Motos de Macau, desmentiu os rumores que alegavam que a equipa FHO Racing, da empresária de Macau Faye Ho, teria encerrado as portas e estaria ausente na grelha de partida do Campeonato Britânico de Superbikes (BSB) e do Grande Prémio de Macau em 2025

 

Peter Hickman vai para a quinta temporada no campeonato britânico com a FHO Racing, no entanto, antes do arranque da temporada, surgiram alguns rumores a circular no paddock sobre o futuro da equipa. Nos últimos anos, a FHO Racing tornou-se numa das equipas de topo no Campeonato Britânico de Superbikes e em provas de estrada, como o TT da Ilha de Man ou o Grande Prémio de Macau.

Em Novembro passado, a equipa anunciou que contava com Peter Hickman e Davey Todd, vencedor da atribulada última edição do Grande Prémio de Motos de Macau, no Campeonato Britânico de Superbikes. Faye Ho disse na altura que “para 2025 e também para o Grande Prémio de Macau deste ano, temos uma equipa muito forte, com o Davey a juntar-se ao Pete e ao Michael a bordo das BMW. Temos dois pilotos super talentosos nas estradas para a próxima temporada, e com o Davey a dar o salto para a classe Superbike, depois de ter conquistado o Campeonato de Superstock pela segunda vez, creio que teremos uma temporada forte. Mal posso esperar que a minha equipa regresse a Macau, adoro partilhar a minha cidade natal com a equipa e mostrar a todos os pontos de interesse, é um lugar tão especial para mim.”

Embora Hickman e Todd tenham marcado presença na apresentação da temporada da BMW Motorrad Motorsport, em Berlim, em meados de Janeiro, desde do mês de Novembro que a FHO Racing não dá notícias, o que tem gerado algum desconforto e dúvidas entre os fãs. Hickman estava a testar a sua BMW M1000RR da sua PHR Performance, em Espanha, quando respondeu com um contundente “não” a um comentário de um fã na rede social Instagram sobre o rumor do cessar de actividade da FHO Racing, um “não” que teve ampla repercussão na imprensa britânica especializada.

Não é a primeira vez

Após uma difícil temporada da sua equipa em 2024, no Campeonato Britânico de Superbikes, Faye Ho, a neta de Stanley Ho, teve que enfrentar rumores semelhantes em Setembro passado. Em Oulton Park, antes da corrida de abertura do “Showdown” de 2024, Faye Ho confirmou aos jornalistas que a FHO Racing ia continuar participar no Campeonato Britânico de Superbikes de 2025, “o que é uma boa notícia, mas qualquer coisa será anunciada a seu tempo. Mas estou feliz por estar de volta aqui e por ficar aqui, é um grande campeonato e adoro estar neste ambiente de corridas.”

Para aumentar a especulação entre os fãs, Hickman sugeriu nas redes sociais uma mudança de direção este ano, deixando no ar um anúncio sobre os seus planos para a North West 200 e TT da Ilha de Man. Em Espanha, o britânico terá testado com a sua moto sem qualquer referência e autocolantes da FHO Racing, ao passo que Todd mudou a sua foto de perfil nas redes sociais, para uma foto com uma mota da Milwaukee BMW by TAS Racing.

Fontes do mundo do motociclismo dizem-nos que o futuro da FHO Racing deverá ser conhecido nos próximos dias, mas uma coisa certa é que Hickman, independentemente da equipa, tem no seu programa desportivo a viagem até à RAEM no mês de Novembro, para tentar conquistar a quinta vitória no Circuito da Guia.

7 Fev 2025

Peter Hickman na “pole” provisória e deixa adversários a quase dois segundos 

[dropcap]N[/dropcap]as últimas quatro edições do Grande Prémio de Motos Peter Hickman (BMW S1000RR) ganhou três e assume-se como o natural candidato ao triunfo. Numa sessão de qualificação com 45 minutos, o britânico dominou por completo e com um tempo de 2:25.100, deixou Michael Rutter, segundo classificado, a mais de 1,7 segundos, e ainda se deu ao luxo de terminar mais cedo.

“Já tinha um bom tempo, uma afinação satisfatória, não precisava de ser mais rápido e por isso não valia a pena ficar na pista a dar mais voltas. Não fazia sentido forçar mais”, afirmou Hickman, que voltou para as boxes quando faltavam cerca de 10 minutos para o fim.

O britânico recusa que a vitória seja um dado garantido, mas reconhece que tem mais para dar: “Amanhã [hoje] e no sábado [amanhã] os outros pilotos vão andar mais rápido. Mas eu também tenho mais para dar”, explicou o piloto da BMW.

No segundo lugar ficou Michael Rutter (Honda RC213V) com um tempo de 2:26.836, a 1,738 segundo do colega de equipa, que está na pole position provisória. O também britânico admitiu que a vitória está mais longe. “A verdade é que ele está muito à frente, mas era expectável. Tem estado a conduzir de forma fabulosa no Reino Unido”, apontou.

Rutter explicou ainda que precisa de rodar mais para ganhar ritmo. “Não tenho corrido muito, por isso vou ter de aproveitar a qualificação de amanhã [hoje] para aumentar o ritmo, mas ele [Hickman] é mesmo o principal favorito. Aliás é por isso que está na nossa equipa”, disse em tom divertido.

No terceiro lugar da grelha de partida está John McGuinness (Ducati V4 Panigale), com um tempo de 2:27.186, a 0,348 segundos de Rutter e 2,086 segundos da pole position.

O português André Pires teve uma prestação desapontante, devido aos problemas com a Yamaha R1, e ocupa o 24.º lugar provisório da grelha, a mais de 10 segundos da frente. “A estabilidade da mota não está a ajudar e a electrónica não está a permitir que ande rápido, porque está muito sensível. É algo que acontece porque este circuito tem muitas lombas, ao contrário dos tradicionais, mas vamos desmontar a mota e descobrir o que está errado”, disse André Pires.

A segunda sessão de qualificação está agendada para as 7h30 de hoje e a corrida vai ter lugar amanhã às 15h55.

15 Nov 2019

Motociclismo | Peter Hickman ganhou corrida encurtada por acidente

O piloto britânico de 31 anos superiorizou-se à concorrência, apesar de um arranque mal-conseguido, e alcançou o terceiro triunfo em quatro anos, à frente de Michael Rutter

 

[dropcap]P[/dropcap]eter Hickman (BMW) venceu o Grande Prémio de Macau em motos pela terceira vez, numa corrida que foi encurtada em quatro voltas, após um acidente entre os concorrentes Ben Wylie (Bimoto) e Phillip Crowe (BMW), na curva dos Pescadores. Hickman demorou 19:31.386 para percorrer as oito voltas e terminou da melhor forma os três dias da competição, em que foi quase sempre o mais rápido.

“Foi um fim-de-semana fantástico para mim, para a equipa e para a Faye [Ho]. É o primeiro Grande Prémio dela como responsável por uma equipa e felizmente conseguimos ganhar”, afirmou Peter Hickman, após a vitória com as cores da formação da sobrinha de Stanley Ho.

O britânico foi também questionado sobre se ambicionava alcançar oito vitórias, tal como Michael Rutter, o piloto com o recorde de triunfos no Circuito da Guia. “Para alcançar esse registo e poder igualar o Michael ainda vou ter de regressar mais alguns anos. Acho que ele já compete aqui há 15 anos por isso vai ser muito complicado igualá-lo. Vou encarar as corridas ano-a-ano”, acrescentou.

Apesar de ter demonstrado um ritmo muito forte na qualificação, Hickman foi ultrapassado logo na partida, o que fez com que estivesse até à quarta volta em segundo lugar. No final, considerou natural ter sido ultrapassado e elogiou as partidas do colega de equipa: “O Michael [Rutter] teve uma partida muito melhor do que a minha. Normalmente ele arranca melhor do que eu porque é muito consistente quando está na parte suja da pista”, contou.

Voa baixinho

O momento-chave da corrida chegou à quarta volta, quando o vencedor devolveu a ultrapassagem a Rutter, na Curva do Mandarim. Numa altura em que os dois pilotos da equipa Aspire-Ho se começavam a distanciar da luta pelo terceiro lugar, entre Martin Jessopp (Ducati), Danny Webb (BMW) e Gary Johnson (Kawasaki), Hickman aproveitou para se isolar, posição que foi conseguindo manter.

No final, Rutter elogiou o desempenho do colega de equipa: “Fiquei um bocado chocado quando cheguei à Curva do Mandarim em primeiro lugar. Normalmente ele arranca muito bem, mas percebi que ele tinha errado na trajectória da primeira curva”, começou por explicar. “E estava tudo a correr bem até que ele passou por mim a voar e começou a criar uma certa distância. Nessa altura limitei-me a seguir atrás dele. Ainda pensei tentar forçá-lo a cometer um erro, mas ele teve um desempenho excelente”, sublinhou.
No final, os dois primeiros acabaram separados por 0,795 segundos.

Inalcançáveis para Jessopp

Em terceiro lugar ficou Martin Jessopp a 7.434 segundos do primeiro classificado. Esta foi a posição em que o piloto arrancou mas deixou-se surpreender no arranque, caindo para quinto. “Nunca entrei em pânico com o arranque, porque sabia que era possível recuperar. Este ano tive uma abordagem diferente, com uma moto nova. Por isso tive uma abordagem relaxada”, comentou Jessopp. “Mas para ser sincero a diferença para os dois da frente era demasiado grande. Nunca pensei dizer isto após um Grande Prémio de Macau, mas sinto que quero correr já amanhã, uma vez que sabemos o que precisamos de fazer para melhorar e tentar encurtar distâncias”, frisou.

Após o acidente na curva dos pescadores, e cujas imagens foram omitidas pela organização da prova, Ben Wylie foi transportado para o hospital, onde permaneceu para ser observado. O piloto esteve sempre consciente. Quanto a Phillip Crowe, o piloto foi observado logo no local, e recusou ser transportado para o hospital, dizendo que se sentia bem.

 

Rutter admite regresso

“Há 15 anos que me fazem essa pergunta”. Foi esta a resposta em tom divertido de Michael Rutter, após ser questionado sobre a hipótese de se retirar do motociclismo e deixar de correr em Macau. O britânico de 46 anos mostrou vontade de regressar e partilhou alguma nostalgia: “Hoje quando estava no pódio senti mesmo que aprecio o Grande Prémio. Olho para todos os arranha-céus e recordo-me de quando participei pela primeira vez, em 1994, e em que subir ao pódio era apenas um sonho”, contou o piloto de 46 anos, também conhecido como The Blade. “Neste momento fizemos a primeira prova com esta excelente moto e para ser justo a moto foi fantástica. Se fosse alguém com menos 20 anos a conduzi-la o resultado talvez fosse outro. Mas a moto tem uma boa base para evoluir, sabemos o que temos de fazer e acho mesmo que vou regressar”, acrescentou.

19 Nov 2018