Hoje Macau Manchete SociedadeK-Pop | Macau e Hong Kong aproveitam restrições no Interior Com a proibição informal dos concertos de K-pop no Interior, as regiões especiais aproveitam a oportunidade para promover o turismo. Em Macau, os resultados são mais limitados Os chineses do Interior sempre se deslocaram a Macau e Hong Kong à procura do que não encontram ali, desde oportunidades de trabalho a menos restrições, mas recentemente surgiu algo inusitado: concertos de K-Pop. Dez anos após a proibição informal de concertos de K-Pop na China continental, o género musical sul-coreano continua a mobilizar milhões de fãs chineses, garantem à Lusa fãs e académicos, com Macau e Hong Kong a serem as regiões onde os concertos são autorizados. A K-Pop é um género musical da Coreia do Sul, que combina pop, hip-hop, R&B e electrónica. Surgido nos anos 90, o género musical tornou-se um fenómeno global focado em grupos de ídolos, como o grupo masculino BTS ou o feminino Blackpink, presentes regularmente nas listas de músicas mais ouvidas e nos maiores festivais de música internacionais. No último mês, mais de 30.000 pessoas, a maioria do Interior da China, estiveram presentes no K-Spark. Cassie Yan, uma advogada de 32 anos da província de Fujian, que esteve presente em Macau para o festival, diz à Lusa que o seu fascínio pela K-Pop foi uma “parte marcante da vida escolar”. “Partilhar recortes de revistas nos intervalos, recomendar grupos uns aos outros, discutir os programas e visuais dos ídolos e até aprender coreografias tornou-se uma linguagem social comum”, descreve. A fã conta ainda como nos últimos 10 anos esta paixão se “traduziu cada vez mais em viagens”, seja para o exterior, seja para Macau e Hong Kong, porque as RAEs são os únicos locais onde concertos de artistas de K-Pop são permitidos. O investigador de sociologia na Universidade Kansai Gaidai em Osaka, Ingyu Oh, descreve à Lusa que, até 2016, a China funcionava como um os maiores mercados para a indústria, além de “viveiro de talentos, plataforma de marcas e infra-estrutura de digressões”, quando uma súbita proibição pós um fim a essa presença. Olá misseis, adeus K-pop Nesse ano, uma decisão por parte da Coreia do Sul de instalar um sistema norte-americano de defesa antimíssil foi visto por Pequim como uma ameaça à sua segurança, levando à imposição de uma proibição não-oficial sobre artistas, ‘shows’ e conteúdos de entretenimento sul-coreanos, mas também restringindo transmissões televisivas de concertos. “A proibição desmantelou o ecossistema”, explica Ingyu. “O que resta é um sistema sustentado na internet e sem acesso físico ao mercado”, acrescenta. Para o especialista, desde 2016, o consumo de conteúdos culturais sul-coreanos passou a ser “regulado de forma opaca e caso-a-caso”, funcionando como um instrumento de diplomacia por parte do Governo chinês. Algo semelhante aconteceu recentemente, com ‘performances’ de artistas japoneses, canceladas abruptamente desde Novembro do ano passado, depois da líder do Japão, Sanae Takaichi, ter afirmado no parlamento nipónico que o país poderia intervir no caso de uma invasão por parte da China a Taiwan. Apesar da proibição, Ingyu realça que o fenómeno K-Pop se manteve vivo na China com “uma economia de fãs intensamente organizada e sustentada digitalmente”. O especialista aponta que as importações de álbuns sul-coreanos atingiram quase 60 milhões de dólares em 2023, quase o dobro do ano anterior, impulsionadas sobretudo por compras ‘online’. Macau tem tentado usar concertos e eventos de entretenimento em grande escala como uma estratégia para diversificar a economia. Nos últimos anos, isso traduziu-se em concertos de bandas de K-Pop, realizados quase semanalmente. “Macau não é necessariamente o melhor lugar, mas é a opção mais equilibrada. Praticamente todos os grandes grupos em digressão mundial incluem Macau nos itinerários”, descreve Cassie Yen à Lusa. A fã considera que, comparada com Hong Kong e Taiwan, “Macau oferece melhor relação qualidade-preço, boa hotelaria e bons recintos”. Ainda assim, diz Ingyu, Macau e Hong Kong não conseguem satisfazer a procura maciça dos fãs chineses e, embora ofereçam visibilidade ao género, “não proporcionam nem estabilidade nem escala”, com concertos cancelados à última hora e, sobretudo no caso de Macau, com recintos limitados pela dimensão do mercado. Lucros difíceis Patricia Cheong, presidente da Associação Internacional das Indústrias Culturais e Desportivas de Macau, admite à Lusa que a actual capacidade de eventos de Macau “não é fácil para os organizadores terem lucros”. “Hong Kong tem mais vantagens para atrair artistas de topo, graças a recintos maiores, como o novo Estádio de Kai Tak”, sublinha, referindo-se a um novo espaço aberto na cidade em 2026 com capacidade para 50.000 pessoas. Quanto ao futuro, Ingyu vê poucas hipóteses de uma reabertura plena do interior da China, sugerindo que o que pode vir a acontecer é um “alívio selectivo e simbólico, mais do que uma normalização completa”. “Melhorias no tom diplomático podem produzir aberturas incrementais, mas um regresso total ao intercâmbio cultural pré-2016 é improvável, sem uma mudança estrutural mais ampla na geopolítica regional”, prevê o investigador.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEspectáculos | Cadeiras dobráveis geram cenas de violência O festival de Kpop no K-Spark in Macau foi um sucesso e os bilhetes esgotaram rapidamente. No entanto, os organizadores só disponibilizaram lugares sentados, o que espalhou a confusão entre os fãs O festival de Kpop no K-Spark in Macau, que decorreu no sábado no Local e Espectáculos ao Ar Livre, ficou marcado pela confusão criada com a colocação de cadeiras dobráveis à frente do palco, uma zona que normalmente é para lugares em pé. Ansiosos por estarem mais pertos dos ídolos, vários fãs não se coibiram de colocar as cadeiras móveis o mais à frente possível, perto do palco, o que gerou momentos de tensão, inclusive cenas de pancadaria. As imagens da confusão foram divulgadas pelos fãs nas redes sociais, com várias queixas, principalmente através da rede social Threads. Apesar de ser um lugar de concertos ao ar livre, os organizadores apenas disponibilizaram lugares sentados, mesmo em zonas que normalmente são para lugares em pé. A esperança era que as pessoas respeitassem o lugar onde as cadeiras móveis estavam colocadas. No entanto, pouco depois de se sentarem, os fãs perceberam que podiam mover as cadeiras mais perto do palco, porque não havia controlo. A situação gerou imediatamente mal-estar, porque quem respeitou o lugar onde tinham sido colocadas as cadeiras ficou com a visão para o palco bloqueada. E os momentos de tensão acabaram mesmo por gerar cenas de pancadaria, pelo menos num caso, que também foi divulgado online, com puxões de cabelos entre fãs, chapadas e empurrões. Concerto esgotado Apesar da confusão, o espectáculo foi um sucesso de vendas e os 30 mil bilhetes disponíveis esgotaram rapidamente. Os preços variavam entre as 799 patacas e 2.999 patacas. O espaço tem uma capacidade máxima para 80 mil pessoas, embora normalmente não seja totalmente utilizado, o que voltou a acontecer. O principal cabeça-de-cartaz foi o cantor coreano G-Dragon, cuja presença em Macau fica mais uma vez marcada por polémica. Em Junho do ano passado, durante outra passagem pelo território, os concertos foram alvos de uma operação contra a contratação ilegal de trabalhadores não-residentes. Em causa, esteve o facto de três mulheres do Interior, envolvidas na equipa de vendas dos organizadores, terem contratado cerca de 68 estudantes, igualmente do Interior, que aproveitaram os vistos para trabalhar, o que constitui uma situação ilegal. Daesung foi o segundo cantor mais popular do evento, também ele coreano e colega de G-Dragon no grupo de Kpop Big Bang, embora ambos tivessem actuado a solo. Os outros artistas, foram os grupos P1Harmony, Kiss of Life e Kiiikiii.
Andreia Sofia Silva EventosConcerto | Grupo EXO actua no Galaxy a 22 e 23 de Maio “EXO Planet #6 EXhOrizon (Macau)” é o nome do espectáculo, em dose dupla, que o Galaxy Arena traz aos fãs da “boys-band” sul coreana. Os EXO actuam nos dias 22 e 23 de Maio no território, mostrando porque são um dos grupos mais famosos do meio. Juntos desde 2012, o álbum de estreia revelou-se um sucesso instantâneo A Coreia do Sul é um país pródigo em colocar no mercado musical novos talentos, sobretudo ligados à música pop e em grupos de jovens rapazes e raparigas com rostos perfeitos, numa verdadeira indústria. O K-Pop, ou pop coreano, já é conhecido em todo o mundo, com legiões de fãs em vários países, e os EXO enquadram-se, definitivamente, num dos grandes nomes a reter deste universo da música coreana. Os fãs de Macau terão a oportunidade de os ouvir, incluindo o público que os pode ouvir pela primeira vez, em dois concertos no Galaxy Arena agendados para os dias 22 e 23 de Maio. A estreia dos EXO deu-se em 2012, sendo conhecidos pelas suas performances em palco cheias de coreografias capazes de encantar o público. O seu primeiro álbum de estúdio vendeu mais de um milhão de cópias, sendo que o conceito por detrás da banda é que cada membro tem uma espécie de “super-poder” dentro de um “universo” muito concreto. No Galaxy Arena, a audiência poderá ver e ouvir “um novo capítulo” deste universo EXO, que “tem como tema o ‘Horizonte’, simbolizando um novo começo”, descreve-se na apresentação oficial do espectáculo. Novo álbum na estrada Inicialmente, os EXO eram formados por 12 rapazes, mas actualmente são nove os que fazem parte do grupo: Xiumin, Suho, Lay, Baekyun, Chen, Chanyeol, D.O., Kai e Sehun. Além de cantarem em coreano, também o fazem em mandarim e japonês, decerto a pensar chegar a um público mais vasto e a outros mercados discográficos da Ásia. Os EXO acabam também de lançar um novo álbum, que decerto poderá ser ouvido no Galaxy Arena. Trata-se de “REVERXE – The 8th Album”, que inclui faixas como “Crown”, que deu origem a um videoclip filmado numa casa antiga, cheio de adrenalina e efeitos especiais; “Back it Up”, “Crazy”, “Suffocate”, “Moolight Shadows”, “Back Pocket”, “Touch & Go”, “Flatline” e “I’m Home”, também uma canção escolhida para a produção de um videoclip. O último álbum de estúdio lançado pelo grupo aconteceu em 2023, intitulando-se “EXIST – The 7th Album”. Na plataforma digital Spotify, os EXO têm mais de seis milhões de ouvintes por mês. Numa crítica ao disco de Robin Murray, para a plataforma ClashMusic, lê-se que “REVERXE” é um bom regresso da banda às grandes canções. Trata-se de um regresso dos EXO “em plena forma”, tratando-se de um trabalho discográfico que “combina as habilidades individuais dos membros para criar algo inovador”, lê-se no artigo. “Crown”, a faixa que deu origem ao single de lançamento, é descrito como um “um tema pop cativante com um toque verdadeiramente ousado”. Citados no artigo da ClashMusic, os EXO explicaram a escolha desta canção, o que a tornou “especialmente significativa”. “É uma canção que personifica quem somos como EXO — e, em última análise, os EXO-Ls são a nossa coroa. Estamos orgulhosos e felizes por sermos os EXO, e agora só queremos aproveitar este momento com os nossos fãs e criar memórias duradouras juntos”, pode ler-se.
Andreia Sofia Silva EventosK-Pop | Mark Tuan actua no Studio City em Março Mark Tuan, cantor do grupo de K-Pop GOT7, actua em Macau a 28 de Março no concerto “Silhouette: The Shape of You FANCON ENCORE”, apresentando as canções do novo álbum com o mesmo nome. Os bilhetes estão à venda desde sexta-feira O Studio City Event Center acolhe, no dia 28 de Março, aquele que promete ser um grande espectáculo para os amantes de K-Pop. Trata-se da actuação de Mark Tuan, membro do famoso grupo GOT7, que vem apresentar o concerto “MARK TUAN – Silhouette: The Shape of You FANCON ENCORE”, que visa “celebrar a evolução musical de Mark, oferecendo uma visão intimista de uma jornada pessoal de crescimento” do músico no universo dos espectáculos e dos discos, descreve um comunicado do Studio City. Os bilhetes estão à venda desde sexta-feira, 13, com valores a variar entre as 899 e 2.199 patacas, sendo que todos os titulares dos ingressos podem ter acesso a uma oferta adicional, nomeadamente um poster autografado e “a oportunidade de participar numa sessão ‘Hi-Bye’, oferecendo uma experiência interactiva que vai além das expectativas”, é revelado. O espectáculo, num formato mais próximo dos fãs, mostrará como Mark Tuan tem, na qualidade de cantor e compositor, “continuado a expandir as fronteiras musicais”, desenvolvendo “um estilo distinto nos últimos anos que combina rock alternativo com influências pop”. Há muito que Mark Tuan anda com esta digressão na estrada, terminando agora em Macau. Tal espectáculo irá “enriquecer ainda mais o panorama do entretenimento ao vivo da cidade, proporcionando ao público experiências culturais de alta qualidade”, descreve o Studio City. Canções na berra Esta constitui também uma oportunidade para Mark Tuan apresentar o seu segundo miniálbum, “Silhouette”, que traz o single principal carregado de emoção, “Sunsets and Cigarettes”; e uma “terna serenata” de nome “Pretty Little Picture”. Segue-se a música “visionária” de nome “Autopilot”. Este disco é como “um diário privado”, captando “a transição [de Mark Tuan] e a transformação através da música e das imagens, oferecendo um vislumbre do caminho a seguir na sua evolução musical”. Os GOT7 nasceram na Coreia do Sul em 2014, sob alçada da JYP Entertainment, e contam com sete cantores, um deles Mark Tuan, que se tem destacado numa carreira a solo.
João Santos Filipe EventosPop | Festival de Música leva músicos, dançarinas e Kana Momonogi ao Lisboeta Mandopop, pop alternativo, criadores de Youtube, as cheerleaders Rakuten Girls e a actriz pornográfica Kana Momonogi. O Festival WMW de Música DJ realiza-se amanhã e promete um dia de Verão com “diversão sem limites” Um dia de Verão para “desfrutar dos sons cativantes e da diversão sem limites”. É desta forma que o Festival WMW de Música de DJ é apresentado. O evento realiza-se amanhã, pelas 18h, no espaço H853 do Hotel Lisboeta Macau, e além de DJs e cantores também traz ao território as cheerleaders profissionais Rakuten Girls e Kana Momonogi, popular actriz japonesa de filmes para adultos. Em termos musicais, a animação fica de WINNI, Arrow Wei, Wendy Wander e WackyBoys, todos provenientes de Taiwan. WINNI é uma cantora que mistura o pop com rock melódico com três álbuns lançados, entre os quais “Wonder Girl, Problem Girl”, com o tema “If time paused”. Além disso, é conhecida por ser apresentadora em plataformas online com conteúdos sobre jogos electrónicos. Por sua vez, Arrow Wei além de cantar é especialista em tocar guitarra e apresenta um estilo musical abrangente, que varia entre o folk indie, folk rock e o pop. Com cinco álbuns lançados, o mais recente em Abril deste ano com o título “Like Me”, a cantora licenciada em finanças tem como temas mais conhecidos “I still don’t understand it”, “How are you?” e “I don’t care who you kissed”. Wendy Wander é uma banda independente que se caracteriza por um estilo alternativo, entre o pop indie, com músicas mais melódicas e suaves, e o bedroom pop, uma tendência mais recente, onde as criações têm lugar num ambiente mais íntimo, longe dos grandes estúdios, possibilitada pela era da digitalização e o acesso fácil ao software de produção musical através de um computador. Activo desde 2018, o quinteto formado por Jiang Yang (vocalista e baixista), Zheng Ni (vocalista e guitarrista), Wei Xiang (guitarrista), Li Yaoru (teclas) e A Rui (baterista) lançou dois álbuns “Spring Spring”, em 2020, e “Lily”, em 2021, cujos temas vão poder ser ouvidos no espaço H853. A outra aposta a nível musical é o grupo de youtubers WackyBoys, formado em 2012, e conhecido pela criação de vídeos com um teor cómico, cujo estilo pode variar entre o pop ou até o hiphop. Com mais de 1,64 milhões de seguidores no youtube e 858 milhões de visualizações, o grupo inicialmente formado por Zhuang Yaoxuan, Yu Sunsheng e Lin Yizhen, goza de grande popularidade em Taiwan, entre os mais jovens. Dança profissional Além da música, uma das grandes atracções do Festival WMW de Música DJ são as Rakuten Girls, grupo profissional de cheerleaders ligado à equipa de Basebol Rakuten Monkeys, constituído por jovens provenientes de Taiwan, Japão e Coreia do Sul. Inicialmente criado como LamiGirls, além de animarem o estádio de Basebol Taoyuan, o grupo dedica-se à produção de vídeos de dança e de apresentação das diferentes membros no youtube, onde conta com mais de 20,3 milhões de visualizações. Em Macau, as Rakuten Girls vão contar com várias representantes, e a performance terá como líder Rina, que além de dançarina é igualmente modelo. Outras das presenças anunciadas entre o grupo são as de Yuhi, Galin, Linda, Aviva, Ava Wu, entre outras. Por último, o festival promete ainda a presença da actriz pornográfica, cantora e criadora de conteúdos online Kana Momonogi, de 26 anos. A japonesa fazia parte do extinto grupo musical Ebisu Muscats 1.5, que tinha a particularidade de todas as 30 membros serem actrizes pornográficas. No entanto, Momonogi vem a Macau para apresentar os trabalhos a solo como cantora, que cria desde 2017. Os bilhetes para o evento encontram-se à venda nos locais habituais e variam entre as 188 patacas e as 1388 patacas, sendo que os ingressos mais caros permitem tirar fotografias com os vários artistas.
João Luz EventosK-Pop | BamBam estreia-se a solo numa digressão que passa por Macau BamBam, membro da popular boys band sul-coreana GOT7, vai passar por Macau para um concerto no Lisboeta no próximo dia 30 de Setembro. A actuação no Cotai está integrada na primeira tournée mundial a solo do artista de origem tailandesa. Na bagagem traz um disco a solo, “Sour & Sweet”, um registo autobiográfico Após várias partilhas nas redes sociais de imagens que evocam atmosferas alienígenas, o mistério em torno do futuro próximo da carreira de BamBam dissipou-se com o anúncio da tournée “Area 52”. Esta será a primeira vez que o membro da boys band sul-coreana GOT7 se aventura em palco sem os companheiros de grupo em concertos que o vão levar aos quatro cantos do mundo. Porém, para já, entre as escassas cinco datas anunciadas desponta Macau, com um concerto marcado para o Lisboeta no dia 30 de Setembro, um sábado. Os bilhetes ainda não estão à venda e a única coisa que se sabe sobre a tournée “Area 52” é que, antes de Macau, BamBam irá actuar no Olympic Hall em Seul, no dia 16 de Setembro, e no Smart Araneta Coliseum em Manila, no dia 22 de Setembro. Após a passagem pela sala do Cotai, BamBam leva o seu espectáculo ao vivo ao palco da Mega Star Arena em Kuala Lumpur, no dia 15 de Outubro, e ao Thunderdome Stadium em Banguecoque, no dia 28 de Outubro. Até agora, estas são únicas datas conhecidas da primeira tournée mundial do jovem artista. Em termos musicais, o K-Pop tem sido o habitat natural de BamBam em toda a sua carreira, que agora se lança num projecto a solo, seguindo as pisadas dos seus colegas dos GOT7 (Jinyoung, Jackson Wang, Mark Tuan, Jay B, Kim Yugyeon e Choi Young-jae). A incursão pela carreira a solo compreende-se também pelo período de inactividade em que estão os GOT7 nos últimos anos. Importação tailandesa Nascido em Banguecoque, em 1997, BamBam começou muito cedo a interessar-se pelo pop produzida na Coreia do Sul, com particular fascínio por Rain, um músico, bailarino, actor sul-coreano, de quem é fã deste tenra idade. Depois de assistir a vários concertos do ídolo, BamBam, nascido Kunpimook Bhuwakul, começou aos 10 anos de idade a dar os primeiros passos para aprender a dançar e cantar. A evolução técnica levou-o a integrar o colectivo de dança We Zaa Cool, que trabalhou com artistas como Lisa da popular banda Blackpink. O destino da Coreia do Sul estava traçado no seu GPS pessoal, principalmente após se destacar como vencedor do prémio de dança Thailand Rain Cover Dance Competition em 2007. Três anos depois estaria a viver na Coreia do Sul e a assinar um contrato com o grande conglomerado de entretenimento JYP Entertainment, uma autêntica máquina de produção de grupos e artistas de K-pop, com tentáculos a estenderem-se à China e Japão. No início de 2014, BamBam seria um dos rostos selecionados para formar os GOT7. A vida num disco No passado mês de Março, o artista lançou o primeiro disco a solo, “Sour & Sweet”, que apresenta ao público um olhar mais íntimo sobre a vida do jovem tailandês. A faixa de abertura do disco, “Feather”, tem como fio condutor a explosão emocional da chegada de BamBam ao aeroporto de Incheon quando se mudou para a Coreia do Sul, e a última música, “Wings”, desenha um retrato da sua vida actual, que “ganhou asas” com a popularidade dos GOT7. De uma pena que atravessa a distância entre Banguecoque e Incheon, até um par de asas que permite a BamBam voar pela primeira vez a solo numa tournée mundial, “Sour & Sweet” será por certo o ponto fulcral das actuações do rapper tailandês.
João Luz SociedadeBlackpink criticadas após agradeceram ao público de Macau Depois dos concertos na Galaxy Arena, nos passados dias 20 e 21 de Maio, o popular grupo feminino Blackpink recorreu às redes sociais para agradecer o entusiasmo do público, provocando a ira de cibernautas no Weibo. Em primeiro lugar, a banda de K-Pop dirigiu-se ao público local como “macaenses”, apesar de ser claro que se estariam a referir à população de Macau. Na segunda-feira a publicação no Weibo foi corrigida para “macaense” para Macau, o que não apaziguou a ira dos cibernautas que exigiram ser tratados como chineses. “Ficámos profundamente emocionadas pelos nos BLINKs (fãs) de Macau esta semana. Obrigado a todos pelo apoio sentido, somos verdadeiramente abençoadas por vos termos. 520 (20 de Maio, a data do primeiro concerto na Galaxy Arena) para sempre, BLINKs”. Muitas dores A polémica chegou mesmo ao Global Times, que fez eco dos mais de 7000 comentários, referindo que alguns internautas criticaram o uso da palavra “macaense” como um termo frequentemente usado pelos “media ocidentais”, enquanto os média chineses usam “residentes de Macau”, afirma o Global Times. Outros internautas acusam as Blackpink de intencionalmente evitarem a palavra “chineses” ou “China” ao lado de Macau, demonstrando um comportamento desrespeitoso em relação ao facto da RAEM fazer parte da China. As sugestões de boicote às Blackpink foram frequentes na caixa de comentários da publicação da banda. Também não faltaram comentários a afirmar que a população de Macau, Hong Kong e Taiwan é chinesa. Ao contrário das reacções negativas no Weibo, a mesma publicação no Facebook da banda dirigida ao público de Macau apenas originou mensagens de agradecimento e devoção dos fãs. Dos mais de 130 mil likes na publicação, mais de 86 mil são “adoro” e apenas oito de “ira”.
João Santos Filipe EventosGalaxy Arena | Blackpink com dois concertos a 20 e 21 de Maio “Blackpink in your area” é a frase utilizada pela girl band em todos os videoclips e em Maio o mote torna-se realidade para quem vive em Macau. No âmbito da digressão “Born Pink” o grupo tem dois concertos marcados para a nova Galaxy Arena A banda Blackpink vai actuar nos dias 21 e 21 de Maio na Arena Galaxy no âmbito da digressão “Born Pink”. A informação foi revelada ontem pela concessionária de jogo Galaxy. Os bilhetes começam a ser vendidos a 5 de Fevereiro. A girl band constituída pelas cantoras Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa é actualmente uma das mais famosas a nível mundial do pop coreano. Desde o início da actual digressão, em Outubro do ano passado, que a banda visitou cidades internacionais como Los Angeles, Londres, Paris. Além disso, neste fim-de-semana vai fazer uma paragem em Hong Kong, para três espectáculos, na Arena AsiaWorld. Em Macau, o local escolhido para os dois concertos é a nova Arena Galaxy, no hotel e casino com o mesmo nome, que tem capacidade para cerca de 16 mil pessoas. Os preços ainda não são conhecidos. A venda ao público dos ingressos começa a 5 de Fevereiro e antecipa-se que os bilhetes esgotem rapidamente, uma vez que apesar da enorme popularidade no grupo no Interior, as Blackpink nunca actuaram no outro lado da fronteira. O concerto deverá assim atrair muitos turistas, porque é uma das poucas oportunidades que os fãs do Interior têm para assistir tão perto de casa a uma actuação das Blackpink. No caso de os interessados fazerem parte do clube oficial de fãs das Blackpink em Macau, as vendas começam um dia antes a 4 de Fevereiro. Do regresso Esta é a segunda vez que Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa vão actuar em Macau. No Verão de 2019, antes da pandemia e do encerramento da RAEM ao mundo, a girl band sul-coreana actuou na Arena do Cotai, no hotel e casino Venetian. Em 2019, a performance contou com a presença de mais de 10 mil fãs e o espectáculo ficou marcado pelos problemas físicos da líder do grupo, Jennie. Como consequência das dificuldades, a cantora falhou o “encore”, que apenas contou com a participação de Jisoo, Rosé e Lisa. A actuação desse ano fez parte da digressão “In Your Area World Tour” que ao longo de 36 espectáculos contou com uma assistência de mais de 472 mil pessoas e 56 milhões de dólares americanos em receitas só com a venda de bilhetes. Prémios e distinções Formado em 2016, o grupo sob a alçada da produtora YG Entertainment estreou-se no mesmo ano, com o álbum “Square One”, constituído pelos hits “Boombayah” e “Whistle”. As duas músicas depressa se tornaram bastante populares e chegaram à liderança dos tops de vendas coreano e chinês. A verdadeira afirmação mundial chegou em 2019, com a entrada no mercado norte-americano. Nesse ano, com o lançamento do álbum Square Up, as Blackpink estrearam-se com o 55.º lugar do chart mais popular americano, o Billboard Hot 100. Ao mesmo tempo, as jovens foram somando colaborações com outras artistas bem conhecidas, principalmente do público mais jovem, como Lady Gaga, Selena Gomez, Dua Lipa ou Cardi B. Com tanto sucesso, chegaram também inúmeros prémios, não só na Coreia do Sul, mas principalmente a nível mundial. Só nos MTV Video Music Awards, as quatro jovens da coreia contam com oito nomeações e duas vitórias, nas categorias de melhor música de versão (2020), com a música “How You Like That” e de melhor concerto no metaverso (2022). As plataformas digitais são mesmo o “reino” da banda, que em 2020, com a estreia do videoclip “How You Like That” entrou para o Livro do Guinness, ao bater alguns recordes, como o do vídeo com maior número de visualizações nas primeiras 24 horas no YouTube e maior número de visualizações na estreia de um vídeo. Os recordes foram posteriormente batidos, mas a banda continua a ser aquela com o maior número subscritores no YouTube.
Tânia dos Santos Sexanálise VozesMulheres mortuárias, k-pop e o sexo [dropcap]V[/dropcap]i uma notícia algures que a Coreia do Sul está a formar cada vez mais mulheres em estudos mortuários. Mulheres mortuárias não é coisa que abunda por aqueles lados, mas a crescente procura está a exigir uma quebra na tradição: já não precisa de ser um trabalho exclusivo aos homens. Pensei que esta procura inesperada (e tão específica) por mulheres mortuárias no país fosse um sinal de mudança. Uma análise mais cuidada mostra uma narrativa muito mais complexa do que uma viragem para a igualdade de género no ramo. Parece que a crescente procura por mulheres mortuárias se deve ao crescente número de suicídios entre as mulheres jovens no país. As famílias das vítimas têm procurado mulheres para tratarem do corpo, e para manterem os seus segredos e desconfortos lá escondidos. A Coreia do Sul está bem alta nos rankings mundiais do suicídio, e estima-se que o suicídio entre mulheres continue a aumentar. A tradição, a produção cultural e as dinâmicas das redes sociais podem estar a contribuir para isso. Para provar a tendência são os muitos artistas k-pop que se suicidaram nos últimos tempos – em 2019, no espaço de dois meses, suicidaram-se três. O “lado negro do k-pop” tornou-se mais visível e parece estar sobre escrutínio. Num país patriarcal como a Coreia do Sul, as artistas k-pop têm que encarnar um misto de inocência e disponibilidade sexual. Têm que ser sexy, bonitas e puras, e se não o são, a indústria e os fãs desempenham a sua função de policiamento. A Sulli, que acabou por se suicidar em Outubro de 2019, era alvo de escândalos recorrentes porque frequentemente não usava soutien. Isto é preocupante a dois níveis: para os artistas que se vêm amordaçados por expectativas da indústria, e para a sociedade que assiste, participa e é influenciada por estas dinâmicas. Um artigo de 2017 mostra que o consumo recorrente de k-pop pode contribuir de forma positiva para a crescente desigualdade de género. Não admira. A crescente popularidade deste género musical (e os seus derivados) parece produzir representações muito inflexíveis de homens, mulheres e do sexo. Na Coreia do Sul, não é por acaso que as operações plásticas estão ao rubro. Não é por acaso que as violações, abusos e assédios não são tratados com a gravidade que merecem. Não é por acaso que se estejam a exigir mais mulheres mortuárias – e era aqui que gostaria de voltar. A exigência de mais mulheres mortuárias, bem pode ser uma oportunidade para a igualdade de género neste ramo profissional, mas é um sintoma de toda a parvoíce que culmina – e é apresentada em esteróides – na cultura popular. As medidas necessárias são tomadas para que o corpo, que trabalhou para ser perfeito, fique protegido dos olhos julgadores e críticos. O corpo continua a precisar da protecção desse outro, até na morte. Não poderia existir consciência mais plena que as pessoas não estão autorizadas a mostrarem-se de forma honesta. Para que a conversa não seja tendenciosa, é importante ressalvar que o suicídio entre os homens é bastante maior, até na Coreia do Sul. Chamam-lhe epidemia silenciosa (uma epidemia que mobiliza poucos recursos comparada com outras epidemias mais virulentas…). Mas a fonte para esta disparidade continua a ser a mesma: as expectativas e categorias de género que ditam uma qualquer ignorância de que o sofrimento – vinda da desadequação social – é coisa que só as mulheres sabem sentir e identificar. Só desconstruindo os macro e micro- processos sistémicos da morte, do suicídio, e destes jogos representacionais que a cultura pop contemporânea nos traz, é que percebemos que não há vilões bem definidos. Há, sim, processos de vilificação que andam a assolar o mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaKim Jong-un “recebe calorosamente” artistas sul-coreanos [dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] líder da Coreia do Norte “recebeu calorosamente” uma delegação de 120 artistas sul-coreanos, que participaram no Domingo, num espectáculo em Pyongyang, noticiou a agência oficial norte-coreana KCNA. Kim Jong-un “recebeu calorosamente a delegação sul-coreana e expressou a sua alegria por esta visita a Pyongyang” de músicos, dançarinos e praticantes de artes marciais, escreveu a KCNA, que publicou várias imagens do espectáculo, realizado no Grande Teatro do Este, perante cerca de 1.500 pessoas. O evento acontece num período de apaziguamento entre as duas Coreias, após cerca de dois anos de um aumento da tensão na península devido à realização de testes nucleares e balísticos por parte do regime de Pyongyang. Os Jogos Olímpicos de Inverno, que decorreram em Fevereiro na Coreia do Sul, criaram um ambiente de apaziguamento entre as duas Coreias. A 27 de Abril, o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, vão reunir-se, na primeira cimeira entre as duas Coreias em 11 anos. Para Maio é aguardada um encontro inédito entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. Em outro sinal de pacificação, os exercícios militares anuais conjuntos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, que começaram este fim-de-semana e que todos os anos são encarados por Pyongyang como uma manobra de provocação, foram este ano encurtados para um mês. Este ano, os dois aliados optaram pela não utilização de armas estratégicas, enquanto Kim Jong-un afirmou compreender o compromisso assumido por Seul e Washington para a realização destes exercícios militares. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e a sua mulher assistiram ao primeiro espectáculo de artistas sul-coreanos em Pyongyang em mais de uma década, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. O evento acontece num período de apaziguamento entre as duas Coreias após cerca de dois anos de uma escalada devido à realização de testes nucleares e balísticos por parte do regime de Pyongyang. Cento e vinte sul-coreanos, incluindo cantores de música pop, dançarinos e praticantes de artes marciais, chegaram no Sábado à capital da Coreia da Norte.
Victor Ng Perfil PessoasKane Ao Ieong, cantor | Cidadão Kane [dropcap style≠’circle’]S[/dropcap]eguir uma fantasia e concretizá-la é algo que não está ao alcance de todos. Kane Ao Ieong é uma das pessoas que leva exactamente a vida com que sonhou desde que era miúdo. “Quando estudava na escola secundária queria muito ser cantor”, lembra o jovem de 23 anos. Para concretizar a aspiração que tinha desde tenra idade, o artista local começou a participar em vários concursos de canto e a habituar-se a pisar o palco. Mas a paixão pela música era uma evidência bem antes de se atrever a subir a um palco ou a entrar em competições de canto. O pai de Kane Ao Ieong trabalhava junto de um local com karaoke. Portanto, a visão de pessoas a pegar no microfone a lançar-se em versão de canções populares foi algo que sempre esteve presente no quotidiano do jovem. Passou a ser uma ocupação de tempos livres, sempre que podia insistia com a família para o levarem a cantar no karaoke. O hábito rapidamente tornou-se paixão, com uma forte tendência a transformar-se num modo de vida. Para dar forma a este sonho, o jovem decidiu que, para levar as coisas mais a sério, teria de ter aulas de canto, uma condição essencial à evolução que projectava. Através dos concursos de canto em que entrou em Macau, foi conhecendo mais cantores e artistas locais, pessoas com aspirações e sonhos semelhantes. Hoje em dia, Kane Ao Ieong é cantor a tempo inteiro e o seu projecto musical levou-o a assinar contrato com a editora Easy Music. As sonoridades nas quais se gosta de expressar são muito assentes no R&B e nas influências da pop da Coreia do Sul. O jovem de Macau ainda se dedica à representação e à música clássica e, numa perspectiva mais contemporânea, anima festas como MC. À medida que a sua carreira avança, Kane enfrenta “o stress da necessidade de ter de evoluir e chegar a palcos maiores”. O artista considera que Macau é uma terra com grande margem de crescimento no que toca às artes de palco, mas é difícil furar e chegar a mais gente. Até bem recentemente achava que havia poucas oportunidades para os cantores locais encontrarem o seu espaço num panorama musical muito pequeno. Nesse aspecto, Kane é da opinião que “o desenvolvimento do sector da música em Macau é muito limitado, funciona de uma forma muito lenta”. Ainda assim, o jovem cantor está contente porque sente que cada vez mais a população da cidade aprecia as vozes dos artistas locais. Apesar de a abertura ser progressiva, os projectos musicais de Macau começam a ter público. Aula coreana Numa tentativa de acrescentar algo às suas performances, Kane Ao Ieong fez-se à estrada e partiu para a Coreia do Sul para estudar canto e dança. O artista considera que os coreanos estão no caminho certo no que à música pop asiática diz respeito. “Nos últimos tempos o público de Macau, Hong Kong e Taiwan, virou-se para a música coreana”, revela. No entendimento do cantor, este fenómeno de popularidade deve-se ao profissionalismo da produção musical da Coreia do Sul, que exporta artistas e bandas de grande qualidade. “O meu objectivo é cantar cada vez melhor, juntar a dança à minha música e trazer o que há de bom da pop da Coreia do Sul para Macau”, projecta Kane. Os tempos que passou em solo sul coreano fizeram-no enfrentar carências de interpretação que tinha, além de o terem despertado para o papel da dança num contexto pop. A experiência foi tão enriquecedora que o jovem de Macau pondera visitar outro país com a finalidade de ir buscar influências exteriores e evoluir como performer. Um dos frutos da sua passagem pela Coreia do Sul é a colaboração que tem na forja com uma rapper coreana que espera que venha a acrescentar algo novo no contexto do panorama musical de Macau. Kane Ao Ieong vê neste projecto uma oportunidade para colocar cá fora tudo o que aprendeu na formação que teve e dar um novo rumo à música que tem vindo a fazer. Ou seja, dar ritmo às melodias mais lentas e emocionais que têm dominado o seu repertório. O resultado desta coligação musical deve estar concluído ainda este ano e será um novo passo na carreira de Kane Ao Ieong.