Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Nova alternativa vai ser criada em Foshan O automobilismo no núcleo urbano do Delta do Rio das Pérolas vai contar com uma nova infraestrutura permanente, após ter sido anunciado o primeiro circuito fixo na cidade de Foshan, situada a cerca de 120 quilómetros de Macau O anúncio oficial foi divulgado na primeira semana do ano. Fruto de um investimento liderado pelo Benchmark Global Group, o projecto visa assinalar um marco relevante para Guicheng, o centro urbano do distrito de Nanhai, consolidando Foshan como um polo internacional de consumo desportivo e estimulando o desenvolvimento de elevado nível nas áreas da cultura, do desporto e do turismo. O Benchmark Global Group já havia desenvolvido, em Sanshan, projectos de referência em parceria com a Key Capital, RDM e outras entidades, incluindo o Guangfo Florentia Village, a Zona Artística One Times, o Hilton Hampton Hotel e a Chimei Art School. Segundo o comunicado, “o circuito pretende atrair um público mais jovem e dinamizar a zona envolvente”. Inspirado na experiência bem-sucedida do Tianjin V1 Auto World, cujo traçado é utilizado em competições locais, o Circuito Internacional V1 Guangfo ambiciona criar um parque automóvel integrado, combinando a pista de corridas, a cultura motorizada e entretenimento temático. O complexo ocupará cerca de 141.666,7 m² e contará com todas as infraestruturas de apoio necessárias. Conforme os documentos do concurso, o terreno situa-se na Avenida Sanlongwan, na zona sul, e na Rua Gangzhong, a oeste, com um período de arrendamento de vinte anos e destinação prevista para parque automóvel ecológico e desportivo. O projecto inclui também uma pista de kart com pelo menos 1,1 km, enquanto o circuito principal deverá atingir o Grau 2 da FIA, permitindo receber competições promovidas pela Associação Geral-Automóvel de Macau-China (AAMC). O empreendimento pretende “reforçar o ecossistema emergente de consumo e entretenimento de Guicheng”, complementando os polos comerciais circundantes e potenciando as funções urbanas da Zona Internacional de Cooperação em Inovação Científica e Tecnológica do Lago Wenhan. Os residentes e visitantes beneficiarão de experiências de lazer mais diversificadas e sofisticadas. Foshan integra-se entre as cidades-piloto nacionais dedicadas a novos formatos e modelos de consumo, promovendo inovação e dinamização económica. O Circuito Internacional V1 Guangfo representará um exemplo concreto da aplicação destas directrizes, apostando em cenários de consumo diversificados e no crescimento sustentável do sector. Outras opções Na Grande Baía, o desporto motorizado tem-se centrado no Circuito Internacional de Zhuhai (ZIC) e no Circuito Internacional de Guangdong (GIC), em Zhaoqing, mas diversos projectos recentes indicam um esforço crescente para expandir a rede de infraestruturas, incluindo a possível construção do Circuito Internacional Zhuhai Chaoyue, em Doumen, com investimento inicial de 250 milhões de renminbis e certificação FIA de Grau 3. Em 2024, antes do regresso do Grande Prémio da China de Fórmula 1 em Xangai, Guangzhou anunciou planos de construir um circuito de Grau 1, apto a receber provas da disciplina rainha. Até agora, não surgiram novas informações sobre este projeto, que se pretendia ser o segundo circuito de Fórmula 1 na China, O primeiro, em Xangai, foi inaugurado em 2004, pois o Circuito Internacional Zhuhai, o primeiro circuito permanente chinês e idealizado para receber a Fórmula 1, nunca recebeu a homologação máxima da FIA. Outros projectos idealizados em Hong Kong e Shenzhen não ganharam forma até agora.
Hoje Macau China / ÁsiaFoshan | Construída réplica de Macau por 1,5 mil milhões de yuan A cidade chinesa de Foshan construiu uma réplica de Macau, um investimento de cerca de 1,5 mil milhões de yuan, anunciaram ontem as autoridades locais. A construção em Foshan, localizada a cerca de uma centena de quilómetros de Macau, ficou concluída na terça-feira e deverá abrir ao público em meados do próximo ano. As autoridades sublinharam que este é o primeiro projecto de integração comercial, cultural e turística ao estilo Macau-Português na vizinha província de Guangdong. A cidade de Macau em Foshan cobre uma área que ronda os cinco quilómetros quadrados e é constituída por dois grandes grupos: residencial e o distrito comercial ao “estilo Macau-Português”. Está planeada a introdução de comércio a retalho, gastronomia luso-macaense, actividades culturais, entre outros negócios, com a aposta em atracções turísticas que recuperam essencialmente o centro histórico de Macau e que vão desde as Ruínas de São Paulo até à calçada portuguesa, mas também a Rua do Cunha, situada na ilha da Taipa. Foshan é uma das cidades da área da Grande Baía, o projecto de Pequim de construir uma metrópole mundial que integra Macau, Honk Kong e nove cidades chinesas da província de Guangdong. Foshan tem uma área de quase quatro mil quilómetros quadrados e 9,5 milhões de habitantes, de acordo com o Censo de 2020. Por toda a China, partes de grandes cidades foram transformadas para se assemelharem a destinos ocidentais e cidades inteiras foram inspiradas ou construídas à imagem de locais emblemáticos estrangeiros, tal como Paris (Tianducheng), Hallstatt (Luoyang), Florença (Tianjin e Foshan), Hallstattan (Cantão), Londres (Suzhou), Manhattan (Tianjin), Reino Unido (Songiang), Amesterdão e Países Baixos (Pudong) e Veneza (Dalian).
Hoje Macau Grande BaíaFoshan | Sectores de actividade económica crescem 9,8 por cento Os dados estatísticos lançados em Abril, relativos ao primeiro trimestre, cimentam já Foshan como uma das cidades com o melhor desempenho económico do Delta do Rio das Pérolas. Alguns sectores de actividade económica da cidade tiveram um aumento no valor de produção na ordem dos 9,8 por cento em termos anuais, com indústrias a crescer cerca de oito por cento A economia parece florescer para os lados de Foshan, naquela que é já uma das cidades mais promissoras, em matéria de desenvolvimento económico, do projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Segundo o portal Foshan International, alguns sectores de actividade na cidade chinesa, como é o caso de agricultura, agropecuária, pesca e florestas registaram um valor de produção de 11.002 mil milhões de yuan, o que representa um crescimento de 9.8 por cento em termos anuais. Segundo o mesmo portal, estes números revelam que a produção alimentar “é suficiente para a cidade combater a pandemia”. O fornecimento de carne e ovos foi suficientes, com aumentos na produção de 58.1 e 123.3 por cento, respectivamente. Os números, que são relativos ao primeiro trimestre, mostram que indústrias de alta escala em Foshan tiveram um valor de produção na ordem dos 128.253 mil milhões de yuan, um aumento de oito por cento. “A maior parte das empresas em Foshan teve um bom desempenho, com um valor agregado de 58.795 mil milhões de yuan, um aumento de 12.9 por cento”, face ao primeiro trimestre do ano passado, revelou o mesmo portal. No primeiro trimestre registaram-se 1.801 novas empresas registadas na cidade, um aumento de 53,3 por cento, sendo que nas áreas das manufacturas e alta tecnologia registaram-se, respectivamente, crescimentos de 9,8 por cento e 13,1 por cento face a 2021, respectivamente. “Com a continuação da pandemia, as indústrias relacionadas com a ‘economia do lar’ registaram maiores crescimentos, tal como os sectores do gás, mobílias e bebidas, com crescimentos de 29,7, 14,4 e 15 por cento, respectivamente.” Além disso, sectores como o dos transportes, saúde e trabalho social e transmissão de informações registaram importantes crescimentos. Entre Janeiro e Fevereiro as empresas ligadas a estes sectores tiveram um valor de actividade de 18,64 mil milhões de yuan, um aumento de 7,5 por cento. De um total de dez categorias industriais, sete registaram “um crescimento positivo, tal como as empresas de transportes e serviços de Internet, com taxas de crescimento na ordem dos 33,3 e 18,5 por cento, respectivamente”. Confiança na carteira O portal Foshan International revela ainda que “as medidas para estabilizar o crescimento provaram ser efectivas na melhoria da qualidade de vida da população e a sua confiança em prol de um futuro promissor”. No primeiro trimestre deste ano, os rendimentos per capita foram, na cidade, de 19,747 yuan, um aumento anual de 5.3 por cento. Foram registadas mais de 70 mil entidades de mercado, um aumento, em termos anuais, de 38.39 por cento, incluindo cerca de 50 mil novos negócios por conta própria. O crescimento de Foshan não pode estar dissociado do crescimento da própria província onde se insere. Isto porque Guangdong teve um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5.1 por cento no primeiro trimestre. Este valor é “de 0.3 a 1.8 mais elevado do que as taxas a nível nacional e provincial, respectivamente”, lê-se ainda na notícia. Em Guangdong sectores como o da indústria e agricultura “registaram um momento de forte crescimento”, sendo que a indústria começou a registar uma ligeira recuperação para momentos pré-pandemia.
Andreia Sofia Silva Grande Baía28 milionários de Foshan na lista dos mais ricos deste ano O ranking dos mais ricos do mundo, o Hurun Global Rich List 2022, foi recentemente divulgado e inclui 28 bilionários de Foshan, entre eles o magnata He Xiangjian, fundador do Midea Group, com uma fortuna avaliada em 225 mil milhões de yuan, e Yang Huiyan, empresária na área do imobiliário e tida como uma das mulheres mais ricas da China A China marca passos na mais recente lista dos mais ricos do mundo divulgada a 17 de Março. Segundo o portal Foshan International, há 28 bilionários naturais desta cidade na lista, incluindo nomes bem conhecidos do mundo empresarial como He Xiangjian e Yang Huiyan. Por sua vez, a cidade de Foshan surge em 21º lugar em termos de número de bilionários, com um total de 1.133, ultrapassando as cidades de Suzhou e Ningbo. O Hurun Global Rich List 2022 destaca a carreira de He Xiangjian, que, com 80 anos de idade, possui uma fortuna avaliada em 225 mil milhões de yuan, ocupando o sexto lugar dos mais ricos na China e a 35ª posição a nível mundial. O fundador do Midea Group, empresa fundada em 1968 que é hoje o maior fabricante mundial de electrodomésticos e outros aparelhos, começou com apenas 23 colaboradores da cidade de Beijao, na província de Guangdong. A empresa foi crescendo e tem hoje milhares de colaboradores em todo o mundo, estando lista na bolsa de valores de Shenzhen. O Midea Group possui um total de 200 subsidiárias, incluindo a Kuka, empresa de robótica alemã. Apesar de manter a fortuna, He Xiangjian deixou as operações da empresa em 2012, tendo passado a pasta para o seu filho, He Jianfeng, que é hoje director do Midea Group. A empresa enveredou, entretanto, pelo mercado imobiliário, sendo que He Jianfeng é também director da Midea Real Estate Holding. O portal Foshan International avança que o Midea Group gerou, nos primeiros meses de 2021, receitas no valor de 261.3 mil milhões de yuan, um acréscimo de 21 por cento em termos anuais. A empresa ocupa hoje a posição 198 no ranking Hurun Global 500, relativo ao ano de 2021, e que lista as empresas mais importantes a nível mundial. Formação em Ohio Outro nome que surge na lista é o de Yang Huiyan, que a Forbes aponta ter uma riqueza, juntamente com a família, avaliada em 20.6 mil milhões de dólares americanos. Formada na Universidade do Estado do Ohio, a jovem detém 57 por cento da Country Garden Holdings, uma empresa que opera no ramo do imobiliário. Esta posição accionista foi cedida pelo seu pai, Yeung Kwok Keung, em 2007. No entanto, e segundo a Bloomberg, essa posição aumentou para 61 por cento, segundo informação da bolsa de valores de Hong Kong datada de 26 de Novembro do ano passado. Os negócios da Country Garden Holdings são sobretudo realizados em Hong Kong. De frisar que esta empresa nasceu com base em três offshores sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas: a Concrete Win, Golden Value Investments e Genesis Capital Global. Sozinha, Yang Huiyan detém um total de 1.5 mil milhões de acções através destas três empresas. A família de Yang tem estado ligada ao negócio, como é o caso da sua irmã, que desde 2007 está no conselho da administração da empresa. Yang Huiyan preside ainda à Bright Scholar Education Holdings, uma empresa chinesa ligada ao ramo da educação que passou a estar listada na bolsa de valores de Nova Iorque em 2007. Em 2018, Yang Huiyan era considerada a mulher mais rica da China, tendo conseguido fazer dois mil milhões de dólares americanos em apenas 96 horas com vendas no ramo imobiliário, segundo o South China Morning Post.
Andreia Sofia Silva Grande BaíaFoshan | Inovação é palavra de ordem em zona de desenvolvimento tecnológico Depois de um período de consulta pública sobre o projecto governamental de captação de investimento, as autoridades de Foshan já têm traçados os objectivos para este ano para expandir a Zona Nacional de Desenvolvimento Industrial e de Alta Tecnologia de Foshan. Captação de talentos e aposta na inovação são as linhas orientadoras Foshan, uma das cidades integrantes do projecto Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, tem apostado os seus recursos no fomento da Zona Nacional de Desenvolvimento Industrial e de Alta Tecnologia de Foshan (Foshan National Hi-tech Development Zone). Depois de um período de consulta pública iniciado em Julho do ano passado a propósito do plano governamental de captação de investimentos, as autoridades estão apostadas na abertura, este ano, de duas áreas inovadoras integrantes desta zona, os parques industriais para a inovação de talentos e desenvolvimento industrial (Foshan-China Talent Innovation Lighthouse Industrial Park e Dobei Zhanxin Industrial Park). Segundo o jornal China Daily, o objectivo destas zonas é “reforçar a oferta de serviços em áreas como a tecnologia, talentos e recursos”, bem como melhorar “o nível de inovação e desenvolvimento da competividade”. A Zona Nacional de Desenvolvimento Industrial e de Alta Tecnologia de Foshan é hoje tida como uma das áreas piloto escolhidas pelas autoridades chinesas para o desenvolvimento da inovação empresarial. Esta localização disponibiliza apoio e consultoria a 82 empresas que são tidas como as mais inovadoras do tecido empresarial chinês. No ano passado esta zona destinada ao desenvolvimento empresarial e industrial introduziu 128 talentos de alta qualidade, sendo que 80 por cento detém posições de topo. Em prol da captação de pequenas e médias empresas para esta zona, as autoridades têm lançado diversos programas de investimento industrial e outros produtos financeiros que possam ser atractivos para quem ali deseja investir. Só no ano passado esta zona representou um valor de 502.41 mil milhões de yuan, com um crescimento anual de 13,32 por cento, segundo o China Daily. Indústrias de topo Além destas apostas, a Zona Nacional de Desenvolvimento Industrial e de Alta Tecnologia de Foshan pretende reforçar os seus serviços online e organização de feiras de negócios para ajudar as empresas a “conectarem-se com mercados importantes em vários níveis”. Segundo o portal Foshan International, o plano de investimentos proposto pelas autoridades locais visa “atingir um desenvolvimento sustentável e de elevada qualidade”, existindo um compromisso para criar “um sistema de incentivos bem desenvolvido para atrair projectos de topo”. Desta forma, as políticas a implementar deverão focar-se “nas indústrias líderes a nível regional” que apresentam “menos custos em matéria de recursos”, com boas perspectivas de futuro e que possam trazer benefícios para a zona. Além dos sectores financeiro e de alta tecnologia, pretende-se desenvolver áreas como a biomedicina, saúde, indústria de serviços, electrónica e outras indústrias emergentes, como é o caso de veículos ecológicos ou robótica. O projecto em causa prevê financiamentos que podem ir até aos 30 milhões de yuan, consoante a natureza do projecto.