Doca dos Pescadores | Aniversário da RUC celebra-se este sábado

A discoteca DD3 Verandah, na Doca dos Pescadores, prepara-se para acolher este sábado a festa de aniversário da RUC – Rádio Universidade de Coimbra. O evento, que arranca às 23h, conta com um DJ Set com nomes locais ligados à rádio, nomeadamente “Bate-Ficha”, o “DJ Sleppy” e ainda “Tongrim”. Margarida Sajara, locutora da TDM Rádio Macau, é a convidada especial.

Os bilhetes custam 180 patacas e dão direito a três bebidas. A RUC celebrou 39 anos de existência no passado dia 1 de Março, sendo que em Portugal o programa de celebrações está recheado com diversas emissões nos estúdios da rádio universitária.

O ano de 1986 marca a data em que o Centro Experimental de Rádio passou a ser RUC, sendo, até aos dias de hoje, uma rádio local de Coimbra, mas também um espaço de aprendizagem para jovens radialistas e locutores, muitos deles saído dos cursos superiores de jornalismo ou comunicação social.

O programa do 39º aniversário tem como grande destaque o espectáculo com “Telectu”, marcado para o dia 29 de Março no Teatro Académico Gil Vicente. Segundo informações da RUC, os “Telectu” são um projecto original “mais velho do que a própria rádio, pois remonta a 1982, marcando para sempre a música experimental em Portugal”.

Também haverá iniciativas na Casa das Artes Bissaya Barreto, entre outros espaços. A Festa de Aniversário da RUC decorreu em Coimbra no dia 1, com uma festa ao ar livre na Praça da República.

11 Mar 2025

Dança | Sofitel com festa dedicada aos anos 50

“Grease Lightning Swing Dance” é a festa temática de celebração dos sons do jazz dos anos 50 devidamente acompanhados pelos passos de dança que caracterizam a época. O evento realiza-se no Sofitel, no próximo dia 22 de Setembro, e promete uma divertida viagem no tempo

[dropcap style=’circle’]O[/dropcap]“Grease Lightning Swing Dance” é um “novo episódio de uma série de eventos que se centram na dança e na sua alegria”, começa por dizer Joana Soares, uma das organizadoras da iniciativa. O conceito é o de uma festa temática, dedicada ao som e à dança dos anos 40/50, quando o jazz e a alegria se confundiam nas pistas. O objectivo é levar aos residentes um estilo que não tem muita representação no território. “Decidimos fazer esta festa porque o swing dance é ainda relativamente novo em Macau e pensamos que é um estilo que acaba por ser do agrado de toda a gente por ser muito divertido”, acrescenta Joana Soares.

Para que a festa seja completa, a organização convida os participantes a vestirem-se a rigor. “Não é difícil, basta uma vista de olhos por qualquer filme dos anos cinquenta e a panóplia de outfits é variada e sempre apropriada”, conta. O estilo pode variar entre o mais fiel aos clássicos de época, até aos mais arrojados com toques do rock´n roll que emergia na mesma altura.

Aulas incluídas

Que não se inibam os que pensam que não sabem acompanhar a música com os passos de dança mais apropriados. A organização pensou em tudo e antes da festa vai decorrer uma aula em que pelo menos os movimentos básicos são assegurados para abrilhantar a pista. “A entrada que é de 200 patacas e inclui uma aula, e só depois começa a festa” , disse Joana Soares. A ideia é que quando a música tenha início, todos tenham o mínimo conhecimento para dançarem e, “acima de tudo, se divertirem”. Para ajudar à festa, o ingresso, que custa 200 patacas, dá aos participantes o direito a bebidas grátis.

Primeiros passos

O swing dance é um género que tem ganho popularidade crescente um pouco por todo o mundo. No continente não há cidade que não tenha os seus núcleos que se reúnem religiosamente quase todos os dias, e em Hong Kong as festas acontecem, pelo menos, três vezes por semana. Em Macau, este tipo de eventos é ainda um pouco desconhecido, ou pelo menos pouco promovido. Para Joana Soares, a razão é o desconhecimento. “Penso que há muito pouca gente a dançar este género e talvez ainda ninguém tenha tido a iniciativa de promover eventos deste tipo em que as pessoas também começam a aprender a dançar”, contou ao HM.

Por outro lado, “Macau é uma cidade muito pequena e com uma grande parte da população flutuante, que vai e vem, e talvez por isso não exista muito investimento neste tipo de iniciativas para que se tornem mais permanentes”, apontou a responsável.
Para Joana Soares, a escassez de eventos sociais de dança não se limita apenas ao Swing. “Não é muito comum existirem festas temáticas e é por isso que decidimos juntarmo-nos e tentar organizar esta alternativa de divertimento”, explicou.

A iniciativa partiu de um grupo de amigos que gosta de dar uns passos dança. Joana Soares quer, desta forma, cativar o público para festas temáticas em que a dança é rainha. A ideia não é aplicada apenas ao swing dance, mas a outros estilos como a salsa.

A responsável espera que esta seja a primeira de várias festas e, apesar de ainda não existirem em Macau aulas de swing, que “através do seu ensino integrado em eventos, as pessoas se comecem a interessar mais”.

O facto de este ser um estilo com cada vez mais adeptos por todo o lado deve-se, por um lado, à simplicidade dos passos, “que não são muito complicados” e fáceis de aprender. Por outro lado, é muito divertido e fluído, por se tratar de “uma dança feliz que dá vontade de mexer para acompanhar a música”, aponta a organizadora.

7 Set 2018