João Luz Eventos MancheteAlbergue SCM | Exposição apresenta trabalhos do arquitecto He Jingtang Na próxima quarta-feira, o Albergue SCM acolhe uma a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A mostra centra-se nas obras de marcos académicos do arquitecto e académico chinês No próxima quarta-feira, dia 15, é inaugurada no Albergue SCM a exposição “Lugar, Cultura, Tempo — Design para um desenvolvimento de alta qualidade na China: Selecção de obras arquitectónicas de He Jingtang e da sua equipa”. A cerimónia que dará o pontapé de saída da mostra está marcada para as 18h30 de quarta-feira e estará patente ao público até 13 de Agosto na Galeria A2 do Albergue. Centrada no conceito central de “Lugar, Cultura, Tempo”, a mostra reúne uma selecção de obras arquitectónicas e os marcos académicos alcançados ao longo dos anos por He Jingtang e a sua equipa. A organização, a cargo do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, da Federação de Académicos de Guangdong e Instituto de Pesquisa e Design de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China, salienta que a iniciativa tem como objectivos a promoção da arte e cultura arquitectónicas e criar uma plataforma para o intercâmbio mútuo e o enriquecimento entre Macau e o Interior da China. He Jingtang nasceu em 1938 em Dongguan, na província vizinha de Guangdong. É arquitecto e membro da Academia Chinesa de Engenharia, e actualmente desempenha as funções de Reitor Honorário da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Tecnologia do Sul da China. Ao longo da carreira, He Jingtang especializou-se na concepção de edifícios com fins culturais, assim como no planeamento de campus, liderando equipas de profissionais responsáveis pela concepção e concretização de um grande número de edifícios emblemáticos com influência internacional. Vida cheia Entre os projectos mais emblemáticos de He Jingtang contam-se o Pavilhão da China na Exposição Mundial de 2010 em Xangai, a ampliação do Memorial às Vítimas do Massacre de Nanjing perpetrado pelos invasores japoneses (Local de Memória Público Nacional), o Centro Internacional de Conferências de Qingdao (sede principal da Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai), o Arquivo Nacional de Publicações e Cultura (Guangzhou), o Museu da China (Hainan) do Mar da China Meridional. Entre os projectos de espaços e edifícios dedicados ao ensino, destaque local para o Campus de Hengqin da Universidade de Macau no portfolio do académico e arquitecto. Outra das conquistas de He Jingtang, foi quebrar o monopólio de arquitectos estrangeiros na concepção de marcos nacionais chineses, liderando o caminho da criação arquitectónica com características chinesas, descreve a organização da exposição. Com uma vida de trabalho com arquitecto, académico e investigador, He desenvolveu a teoria “Dois Conceitos (conceitos holísticos e sustentáveis) e Três Características (lugar, cultura e tempo)”, que está no cerne dos trabalhos selecionados. A mostra pode ser visitada todos os dias das 12h às 19h, excepto às segundas-feiras em que o horário vai das 15h às 19h. A entrada é livre.
Andreia Sofia Silva EventosFotografia | “Outros Portos – Outros Olhares” para ver em Zhuhai A mostra “Outros Portos – Outros Olhares” é inaugurada hoje em Zhuhai, no The Moment Art Space, depois de uma primeira passagem por Portugal. A exposição itinerante que reúne trabalhos de cinco fotógrafas chega a Macau em 2027, com curadoria conjunta entre Macau, com a designer Clara Brito, Portugal e Pequim O The Moment Art Space, em Zhuhai, prepara-se para receber hoje, a partir das 18h30, a mostra de fotografia que vai passar por vários locais da Grande Baía, depois de uma primeira apresentação em Portugal. Trata-se de “Outros Portos – Outros Olhares”, patente na vizinha Zhuhai até 17 de Novembro, revelando ao público “um olhar feminista sobre identidade, resistência e transformação cultural”. A exposição “reúne uma narrativa visual de obras fotográficas de cinco artistas mulheres oriundas de Macau, de Portugal e da China Continental”, nomeadamente Mina Ao, Margarida Gouveia, Ting Song, Xing Danwen e O Zhang. Segundo os organizadores da exposição, cada fotógrafa “traz uma abordagem visual própria para reflectir sobre o papel da mulher na sociedade e na cultura, explorando temas como identidade, resistência e transformação dentro do pensamento feminista contemporâneo”. Propõe-se, assim, com “Outros Portos – Outros Olhares” uma “narrativa visual intensa e diversificada, construída através de registos documentais, reflexão pessoal e crítica cultural”. Nesta exposição, as “artistas envolvidas questionam ideias fixas sobre o que é ser mulher e desafiam os discursos predominantes nas suas sociedades”. No próximo mês a exposição estará patente em Shenzhen, encerrando-se depois em Macau em 2027. Os talentos de cada uma Na equipa de curadores está a designer Clara Brito, ligada a Macau e Portugal, e representante da Associação Cultural +853, sediada na RAEM. A designer está também ligada ao grupo “Tomorrow’s Heritage”. De Pequim, Gu Zhenqing colabora também na curadoria. Olhando para o rol de artistas, Ting Song “destaca-se como pioneira na arte digital” e “a primeira criptoartista a integrar o acervo de um museu nacional na China, tendo criado as primeiras obras chinesas com inteligência artificial e NFT vendidas em leilão”. A mostra da sua autoria “The Counter-Cyborg Cathedral and Bazaar” marcou “a primeira colaboração asiática entre humanos e inteligência artificial baseada em blockchain”. Ting Song já foi inclusivamente destacada nas listas “Forbes 30 Under 30” e “Gen.T Asia”, tendo participado na campanha “Dare”, da Chanel. “A sua obra combina tecnologia de ponta com estética tradicional para explorar a feminilidade digital e a construção da identidade, trazendo à exposição uma voz ousada, inovadora e profundamente actual”, destaca a organização da mostra. Quanto a Xing Danwen, Mina Ao e Margarida Gouveia, as suas imagens remetem para “formas de violência simbólica e material, oferecendo reflexões profundamente pessoais sobre autonomia e identidade”. Já O Zhang documenta “o legado das políticas de adopção na China, centrando-se na vida de mais de 55.000 meninas chinesas adoptadas por famílias americanas, levantando questões comoventes sobre pertença, troca cultural e identidade feminina”. Hoje haverá ainda uma mesa-redonda, com sessão de perguntas e respostas, moderada por Clara Brito, e que conta com a participação de curadores convidados e artistas da exposição.
Pedro Arede Manchete Política4 de Junho | Scott Chiang e Sulu Sou condenam recusa do IAM No seguimento da proibição da exposição fotográfica sobre o massacre de Tiananmen, Scott Chiang afirmou que o caso é demonstrativo do “aumento do controlo social em Macau” e que a partilha de espaço entre associações seria solução viável. O presidente do IAM José Tavares reafirma que a exposição foi rejeitada apenas porque todos os espaços estão ocupados O ex-presidente da Associação Novo Macau e possível candidato às próximas eleições legislativas, Scott Chiang, considera que a recusa do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) em autorizar a exposição fotográfica alusiva ao massacre de Tiananmen é demonstrativa do aumento do controlo social que o Governo tem vindo a aplicar sobre a população e que existem alternativas perante o argumento de falta de espaços disponíveis. Numa publicação no Facebook, Scott Chiang lembra que ao longo dos anos tem participado nas actividades alusivas ao 4 de Junho e que, por isso mesmo, tem sido “testemunha das mudanças” que as celebrações têm sofrido, nomeadamente acerca do entendimento que tem sido dado pelas autoridades ao conceito de “espaço público”. “O Governo está encarregue de gerir e distribuir os espaços públicos pelos diferentes intervenientes da sociedade, com o objectivo de garantir a extensão dos direitos dos indivíduos e manter a ordem geral. No entanto, o poder corrompe e os governantes começaram a considerar que as ruas e as praças lhes pertencem”, pode ler-se na publicação. Recorde-se que, pelo segundo ano consecutivo, o IAM voltou a não autorizar a iniciativa da União para o Desenvolvimento Democrático, alegando que o espaço escolhido para o efeito, o jardim do mercado do Iao Hon, já estava reservado por outras associações, assim como os restantes 16 locais sugeridos. A informação foi divulgada no Facebook pelo deputado Au Kam San, membro da associação, que estendeu o pedido a nove espaços e oito suplentes. No entanto, o IAM recusou também a proposta apresentada para estes locais. Exemplificando que em anos anteriores, a celebração da vigília do 4 de Junho foi partilhada no Largo do Senado com a Associação Geral de Estudantes Chong Wa, por ocasião do Dia da Criança, Scott Chiang considerou a decisão do IAM é “razoável, mas pouco lógica”. “Quem disser que não existe um objectivo por detrás do cancelamento está a mentir”, acrescentou. Também Sulu Sou criticou no Facebook a proibição do IAM, afirmando que o Governo “teme” que as pessoas “critiquem”, “mencionem” e “divulguem” os “actos maus” relacionados com a limitação da liberdade de expressão. Sobre a decisão, o presidente do IAM José Tavares afirmou ao jornal Ponto Final que a exposição foi recusada apenas porque “estava tudo ocupado”. Questionado sobre quais os eventos planeados para as datas em questão, José Tavares limitou-se a responder: “São vários, já não sei. São tantos eventos que eu não sei”. Manifestações pelo canudo Em resposta a interpelação escrita enviada por Sulu Sou, o Gabinete do Secretário para a Segurança indicou que entre 2018 e Fevereiro de 2021 o CPSP recebeu 48 pedidos de manifestação, dos quais 30 acabaram por ser cancelados pelos promotores. Quanto a avisos de reunião, foram feitos 298 pedidos, sete dos quais acabaram por ser recusados e 22 foram cancelados pelos promotores. Na mesma resposta, a Chefe do Gabinete do secretário para a Segurança, Cheong Ioc Ieng, indicou que os pedidos rejeitados em 2019 ficaram a dever-se à “ilegalidade dos temas e objectivos das reuniões” e que, em 2020, os pedidos não aprovados estiveram relacionados com o “cumprimento das orientações de prevenção da pandemia”. “Mesmo que a reunião seja pacífica, se o objectivo da reunião é ilegal, prejudica a segurança nacional, a ordem e a saúde pública, a ética ou direito e a liberdade de alguém, a polícia tem o dever de não aprovar esses pedidos”, pode ler-se na resposta.