Hoje Macau China / ÁsiaViagem | Xi visita Egipto e procura ampliar influência no Médio Oriente O Presidente chinês, Xi Jinping, iniciou uma visita de três dias ao Egipto, a primeira em uma década, numa altura em que Pequim procura aprofundar a influência económica e diplomática no Médio Oriente. Xi chegou na terça-feira à noite ao aeroporto do Cairo, decorado com bandeiras chinesas e egípcias, onde foi recebido pelo Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi. Os dois líderes tinham previsto uma reunião e uma visita de Xi ao Grande Museu Egípcio. A deslocação é a primeira do Presidente chinês ao Egipto em dez anos e a primeira ao Médio Oriente desde a visita à Arábia Saudita, em 2022. Sisi deslocou-se várias vezes à China nos últimos anos. A visita ocorre numa altura em que Pequim procura apresentar-se como um factor de estabilidade no Médio Oriente, em contraste com os Estados Unidos, envolvidos militarmente na região durante décadas e, mais recentemente, na guerra com o Irão. “A China continua a acumular reservas de ‘soft power’, enquanto os Estados Unidos sabotam as suas próprias”, escreveram este ano Amr Hamzawy, director do programa para o Médio Oriente do grupo de reflexão Carnegie Endowment for International Peace, e Kathryn Selfe, antiga investigadora da instituição. Por ocasião dos 70 anos de relações diplomáticas entre os dois países, Xi e Sisi publicaram na terça-feira artigos na imprensa estatal egípcia. Xi defendeu que Pequim e Cairo devem “alargar o âmbito da cooperação pragmática”, enquanto Sisi destacou os investimentos chineses no Egipto e reiterou o apoio do Cairo à posição de Pequim de que Taiwan faz parte da China. O Egipto tem encarado o aprofundamento das relações com Pequim como forma de diversificar as parcerias estratégicas. O país aderiu em 2024 ao bloco de economias emergentes BRICS, visto como contrapeso às instituições internacionais dominadas pelas potências ocidentais. No mesmo ano, Cairo assinou acordos com Pequim no âmbito da iniciativa chinesa Faixa e Rota, lançada por Xi para financiar e construir infraestruturas de transporte, energia e outras obras em dezenas de países. Falam os números A China investiu mais de 10 mil milhões de dólares no Egipto, incluindo na construção de um polo empresarial a leste do Cairo e de uma linha ferroviária eléctrica destinada à indústria no delta do Nilo. O comércio bilateral ronda 20 mil milhões de dólares anuais, segundo dados oficiais, contra 15,7 mil milhões de dólares nas trocas entre Estados Unidos e Egipto em 2025. O Egipto continua, no entanto, a ser um parceiro fundamental de Washington na política de segurança para o Médio Oriente. Pequim tem procurado simultaneamente assumir um papel diplomático mais relevante na região. Em 2023, mediou o acordo para o restabelecimento das relações diplomáticas entre o Irão, importante fornecedor de petróleo da China, e a Arábia Saudita, tradicional aliado dos Estados Unidos. As relações entre Riade e Teerão deterioraram-se desde então, na sequência da guerra iniciada em Fevereiro entre o Irão, por um lado, e Estados Unidos e Israel, por outro. Dois Estados A China tem também defendido uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano e, em 2023, Xi anunciou uma “parceria estratégica” com a Autoridade Palestiniana durante uma visita do Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, a Pequim. A importância estratégica do Egipto aumentou ainda devido às perturbações no transporte de petróleo através do estreito de Ormuz provocadas pela guerra com o Irão. O canal do Suez, controlado pelo Egipto, constitui uma rota alternativa fundamental para o transporte de energia para fora da região. “A China tem boas razões para reforçar os laços com o país que controla a rota que permanece aberta”, afirmou Muhammad Zulfikar Rakhmat, especialista em Médio Oriente do Centro de Estudos Económicos e Jurídicos, com sede em Jacarta, citado pela agência Associated Press. China e Egito realizaram, em Agosto, exercícios aéreos durante vários dias em diversas bases egípcias, que incluíram caças chineses J-16 e Rafale de fabrico francês ao serviço das forças egípcias. Xi chegou ao Cairo após participar numa cimeira de dois dias da Organização de Cooperação de Xangai, em Bisqueque, no Quirguistão, que reuniu, entre outros, os líderes da Rússia, Índia, Paquistão e Irão.
Hoje Macau Grande PlanoCientistas ‘reduzem’ idade do templo egípcio de Karnak, no Egipto Os investigadores realizaram o estudo geoarqueológico mais abrangente do templo de Karnak, próximo de Luxor, e revelaram ligações sugestivas com a mitologia egípcia antiga e novos dados sobre a interacção entre a paisagem ribeirinha do complexo e os povos que ocuparam o local durante os seus quase 3.000 anos de utilização. Os resultados da investigação foram publicados na segunda-feira na revista Antiquity, noticiou a agência Efe. Participaram no estudo investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e da Universidade de Uppsala, na Suécia. Foram analisadas até 61 amostras de sedimentos do interior e da envolvente do templo e milhares de fragmentos de cerâmica encontrados no complexo de Karnak, localizado a 500 metros a leste do atual rio Nilo, perto de Luxor, na antiga capital religiosa egípcia de Tebas. Os investigadores mapearam como a paisagem em redor do sítio mudou ao longo da sua história e descobriram que, antes de 2520 a.C., o local não poderia ter sido adequado para ocupação permanente devido às inundações periódicas causadas pelas fortes correntes do Nilo. Por conseguinte, situaram a ocupação mais antiga em Karnak durante o Império Antigo (entre 2591 e 2152 a.C.). Os fragmentos de cerâmica encontrados no sítio corroboram esta descoberta, sendo que os mais antigos datam entre 2305 e 1980 a.C. Portanto, as conclusões desta equipa internacional de investigadores fornecem novas evidências sobre a idade de Karnak, que tem sido acaloradamente debatida nos círculos arqueológicos há décadas. A origem de tudo O solo sobre o qual o templo foi fundado formou-se quando os canais dos rios avançaram para oeste e para leste, criando uma ilha de terreno elevado no que é atualmente a região este-sudeste do sítio. Esta ilha emergente lançou as bases para a ocupação e a construção inicial de Karnak. Ao longo dos séculos e milénios seguintes, os canais dos rios de ambos os lados do sítio divergiram ainda mais, criando mais espaço para o desenvolvimento do complexo do templo, como confirmaram agora os investigadores. Esta nova compreensão da paisagem do templo apresenta semelhanças impressionantes com um antigo mito da criação egípcia, levando a equipa a acreditar que a decisão de localizar o templo ali pode ter estado relacionada com as visões religiosas dos seus habitantes. Textos egípcios antigos do Império Antigo indicam que o ‘Deus Criador’ se manifestou como um terreno elevado a emergir do lago, e os investigadores verificaram que a ilha onde Karnak foi fundada é a única área conhecida de terreno elevado rodeada de água na região. Assim, os arqueólogos sugeriram que as elites tebanas escolheram a localização de Karnak para ser a morada de uma nova forma de ‘Deus Criador’, aludindo a Amon-Rá, o deus supremo do antigo Egito, uma vez que o local se enquadrava perfeitamente no cenário mitológico das terras altas que emergiam das águas circundantes como a origem da formação do Universo.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | Egipto organiza cimeira árabe urgente O Egipto vai organizar uma “cimeira árabe de emergência” a 27 de Fevereiro, para debater “os últimos desenvolvimentos graves” na questão palestiniana com o plano norte-americano para controlar Gaza, anunciou ontem o governo egípcio. A cimeira ocorre numa altura em que o Cairo reuniu apoio regional contra o plano do Presidente Donald Trump de transferir os habitantes de Gaza para o Egipto e Jordânia, e colocar o território palestiniano sob controlo dos Estados Unidos. O anúncio da cimeira coincidiu com a partida do ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto, Badr Abdelatty, para Washington, onde deverá encontrar-se com altos funcionários da administração Trump e membros do Congresso. O objectivo da visita é “reforçar as relações bilaterais e a parceria estratégica entre o Egipto e os Estados Unidos” e realizar “consultas sobre a situação regional”, segundo o ministério, citado pela agência francesa AFP. Trump lançou na semana passada a ideia de os Estados Unidos reconstruírem a Faixa de Gaza, devastada por 15 meses de bombardeamentos israelitas, e fazerem do território uma “Riviera do Médio Oriente”. O plano, aplaudido pelo Governo de Israel, implicaria a deslocação dos mais de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza para o Egipto e a Jordânia. A proposta de Trump suscitou um coro de protestos em todo o mundo, particularmente dos países árabes, que insistiram na necessidade de uma solução de dois Estados, israelita e palestiniano, para resolver o conflito israelo-palestiniano. Planos rejeitados A diplomacia egípcia disse que a cimeira foi convocada a pedido dos palestinianos após consultas “ao mais alto nível com os países árabes nos últimos dias”. Os contactos foram estabelecidos em particular com o Bahrein, que detém actualmente a presidência da Liga Árabe, acrescentou o ministério. O chefe da diplomacia egípcia tinha mantido conversações na sexta-feira com os parceiros da Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para adoptar uma posição unida, rejeitando qualquer deslocação forçada de palestinianos. A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada por um ataque do grupo extremista palestiniano em solo israelita a 7 de Outubro de 2023. O conflito foi interrompido por um acordo de cessar-fogo que entrou em vigor a 19 de Janeiro, que prevê a troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos.
Hoje Macau InternacionalPelo menos 1.350 migrantes chegaram à ilha entre domingo e segunda-feira Cerca de 1.350 migrantes chegaram à ilha italiana de Lampedusa entre domingo e segunda-feira sendo que o centro de acolhimento aloja mais de duas mil pessoas depois dos contínuos desembarques dos últimos dias. De acordo com a imprensa italiana, durante a noite a Guarda Costeira localizou sete embarcações precárias com cerca de 350 pessoas e que foram desembarcadas em Lampedusa. Na segunda-feira ocorreram 23 desembarques com 1.007 pessoas no total. Nas últimas barcaças resgatadas durante a última noite, as autoridades referem que foram desembarcadas entre 45 a 70 pessoas de origem síria, marroquina, tunisina, senegalesa além de cidadãos da Costa do Marfim e da Libéria. Alguns grupos informaram que partiram de Sfax, em Tunes e uma outra embarcação com 70 pessoas a bordo, entre as quais nove mulheres e 11 menores de idades, zarparam da localidade de Kerkennah, também na Tunísia. O centro de acolhimento da ilha italiana volta a encontrar-se lotado. De acordo com o Ministério da Administração Interna italiano, a delegação regional do governo em Agrigento, a que pertence Lampedusa, ordenou a transferência de 600 migrantes para os portos de Messina e Reggio Calabria e outros 300 embarcaram num ferry em direção a Porto Empedocle. A subir No domingo, chegou ao ancoradouro de Brindisi, região da Apulia (sul de Itália), o navio da organização não-governamental espanhola Open Arms que nos dias anteriores resgatou, em seis operações, 299 pessoas, entre as quais 90 menores de idade e 23 mulheres. Os migrantes resgatados pela Open Arms são oriundos do Sudão, Eritreia, Egipto, Etiópia, Síria, Tunísia, Costa do Marfim, Senegal, Nigéria, Burkina Faso e Mali. Dados actualizados na segunda-feira, publicados pelo Governo de Itália, indicam que 71.601 migrantes chegaram às costas italianas desde o princípio do ano. Em igual período do ano passado desembarcaram 30.939 pessoas em Itália.
Hoje Macau China / ÁsiaMinistro dos Negócios Estrangeiros chinês termina no Egipto périplo por África O chefe da diplomacia chinesa reuniu-se ontem no Cairo com responsáveis egípcios e da Liga Árabe, no ponto alto de um périplo por África para consolidar a presença chinesa naquele continente. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, reuniu-se em separado com o Presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, e com o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul-Gheit. Encontrou-se também com o seu homólogo egípcio, Sameh Shoukry. Numa conferência de imprensa conjunta, o ministro Sameh Shoukry disse que as conversações abordaram as relações sino-egípcias e o aumento do turismo chinês no país do Médio Oriente, que durante anos luta para reavivar o seu setor turístico vital. Os dois ministros disseram que também discutiram questões regionais, incluindo o conflito israelo-palestiniano. As tensões aumentaram após o regresso ao poder, no mês passado, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que lidera um Governo de direita e religiosamente conservador em Israel. Em resposta à pergunta de um jornalista chinês, Qin Gang exortou Israel a “parar com as incitações e provocações, e a abster-se de tomar ações unilaterais que possam agravar a situação”. Apelou também à “manutenção do status quo” no local sagrado mais importante de Jerusalém, depois de um ministro ultranacionalista do Governo israelita o ter visitado no início do ano a Esplanada das Mesquitas. A visita suscitou uma condenação feroz de todo o mundo muçulmano e uma forte crítica dos Estados Unidos. No encontro com Abdel Fattah el-Sissi, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês disse que Pequim continuará a investir em projetos de infraestruturas do Egito, incluindo os que têm ligações com as iniciativas “China´s Belt” e “Road Initiative”, de apoio de milhares de milhões de dólares para financiar infraestruturas na Ásia, Europa e África. A China investiu milhares de milhões de dólares em projetos liderados pelo Estado egípcio, como a Zona Económica do Canal de Suez e a nova capital administrativa, que está a ser construída a leste do Cairo. Qin Gang chegou ao Cairo no sábado à tarde. A sua viagem de uma semana incluiu a Etiópia, onde é a sede da União Africana, bem como ao Gabão, Angola e Benin. Foi a primeira viagem de Qin Gang ao estrangeiro após a sua nomeação em dezembro. A viagem a África acontece um mês após o Presidente norte-americano Joe Biden ter recebido dezenas de líderes africanos em Washington, prometendo financiamento governamental e investimento privado para ajudar o continente a desenvolver-se nos campos da saúde, infraestruturas, negócios e tecnologia. Durante mais de três décadas, os ministros dos Negócios Estrangeiros chineses iniciaram os seus mandatos visitando África, cuja população crescente (como continente) rivaliza com a da China. Pequim tem investido fortemente em infraestruturas em países africanos, incluindo estradas, infraestruturas energéticas, telecomunicações, caminhos-de-ferro e hospitais. Os grupos e fundos financeiros chineses também concederam empréstimos a África no valor de 160 mil milhões de dólares entre 2000 e 2020, de acordo com a Base de Dados de Empréstimos Chineses a África. Qin Gang afirmou na semana passada que a China tem sido o maior parceiro comercial de África nos últimos 13 anos, prevendo-se que o comércio mútuo exceda 260 mil milhões de dólares em 2022. Além de fornecer vacinas contra a covid-19 a África, a China financiou a construção de uma nova sede para o Centro Africano de Controlo de Doenças na capital da Etiópia, Adis Abeba. O novo centro foi inaugurado na semana passada durante a visita de Qin Gang.
Juana Ng Cen Manchete SociedadeCantora de Macau, Vivian Chan, molestada sexualmente no Cairo A cantora local Vivian Chan postou no Instagram que foi abusada sexualmente durante uma viagem ao Egipto. A artista, que normalmente viaja sozinha, está em segurança na Turquia e vai regressar a Hong Kong o mais depressa possível [dropcap]O[/dropcap] Cairo, as pirâmides, a esfinge e todos os encantos históricos do Egipto sempre fascinaram a cantora oriunda de Macau, mas sediada em Hong Kong, Vivian Chan. Porém, aquilo que prometia ser uma viagem de sonho acabou num pesadelo. No final da semana passada, a cantora foi alegadamente vítima de abuso sexual por parte de um indivíduo que conheceu pouco depois de ter chegado à capital egípcia, episódio que divulgou na sua conta da Instagram. De acordo com publicações mais recentes na rede social, Vivian Chan referiu que o Egipto era um dos seus destinos de sonho, desde os 12 anos de idade, e que agora se havia tornado “num pesadelo”. “No dia 26 de Novembro, cheguei ao Cairo e conheci um homem muito amigável, professor, que me ensinou um pouco de história egípcia. No dia seguinte convidou-me para uma visita às Pirâmides de Gizé”, começou por contar a cantora no seu Instagram, de acordo com o Oriental Daily News. O problema teve início no dia seguinte, quando o professor terá convidado a artista natural de Macau para o acompanhar numa visita a uma idosa que costumava visitar enquanto voluntário. Depois de beberem chá, e de Vivian Chan ter confessado estar a sofrer de uma lesão num tornozelo desde uma viagem anterior à Índia, o professor ofereceu-lhe ajuda. Como nada faria prever que o homem não era de confiança, e devido à presença da idosa que preparou água a ferver para ajudar na massagem, a cantora acedeu receber a massagem. Durante esse período, terá alegadamente sido molestada pelo local, algo que a deixou aterrada. “Fiquei totalmente assustada, não me conseguia mexer. Agora sei que esse medo é de tal forma aterrador ao ponto de as pessoas ficarem incapazes de falar. Várias imagens assustadoras passaram pela minha cabeça, como o homem ser um assassino, ou querer tirar-me um rim”, confessou. Planos de regresso Depois de publicar mensagens a dizer que não queria assustar ninguém, mas apenas documentar a experiência que havia vivido, a cantora agradeceu a preocupação dos fãs e prometeu ter mais cuidado em viagens futuras. A agente de Vivian Chan, Carmen, referiu ao Oriental Daily News que a artista estava em segurança na Turquia e que é comum viajar sozinha, muitas vezes para locais inacessíveis, sem WiFi, dificultando a comunicação. Apesar da experiência traumática, Vivian Chan assumiu no Instagram querer regressar ao Cairo para rectificar a imagem com que ficou da cidade.
Hoje Macau InternacionalMarcelo Rebelo de Sousa condena “bárbaros ataques” em igrejas no Egipto [dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] Presidente da República português enviou uma mensagem de condolências ao Presidente da República Árabe do Egipto, Al-Sisi, no qual condena os “bárbaros ataques” registados ontem em duas igrejas, que causaram mais de 30 mortos, e foram já reivindicados pelo Estado Islâmico. “Condeno veementemente estes bárbaros ataques bem como todas as manifestações de intolerância religiosa”, refere a mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa, divulgada no site da Presidência da República na Internet e enviada ao homólogo egípcio a partir de Cabo Verde, onde o chefe de Estado português se encontra em visita de Estado. “Neste momento difícil, quero transmitir a Vossa Excelência, em meu nome e em nome do povo português, toda a solidariedade para com o povo egípcio e, de modo particular, com as famílias das vítimas a quem dirigimos, através de Vossa Excelência, os sentimentos do nosso sentido pesar”, acrescenta o Presidente da República. Da barbárie Pelo menos 33 pessoas morreram ontem e outras 77 ficaram feridas em dois atentados contra igrejas cristãs em Tanta e Alexandria, no norte do Egipto, referem fontes ligadas à segurança e ao Ministério da Saúde. O Governo português também já condenou os ataques. “Em meu nome e do governo português, condeno aqui os ataques no Egipto e expresso o nosso profundo pesar pelas vítimas”, escreveu António Costa na sua conta no Twitter. Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu também que “o Governo Português condena firmemente os atentados que ontem causaram a morte a mais de 20 pessoas e feriram pelo menos 70 que se encontravam reunidas para celebrar o Domingo de Ramos nas igrejas coptas de Mar Gigis, em Tanta, e de São Marcos, em Alexandria, no Egipto”. Uma bomba explodiu ontem numa igreja copta em Alexandria, deixando pelo menos seis mortos e 33 feridos, incidente que ocorreu horas depois de uma primeira explosão também numa igreja copta na cidade de Tanta, quando os fiéis celebravam o Domingo de Ramos, num ataque, que deixou 26 mortos e quase 40 pessoas feridas. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou os dois atentados. As equipas do Estado Islâmico realizaram ataques contra duas igrejas em Tanta e em Alexandria”, indicou a agência de propaganda do EI, numa comunicação divulgada em redes sociais e citada por agências internacionais de notícias este domingo. Os cristãos coptas são cerca de 10% da população do Egipto e são frequentemente alvo de ataques por parte dos extremistas islâmicos.