Covid-19 | Air Asia suspende voos

A Air Asia, a maior linha aérea de baixo custo do continente asiático vai suspender temporariamente a maioria das ligações devido às restrições impostas pelos governos da região para conter a pandemia de covid-19, anunciou hoje a companhia.

A Air Asia, com sede na Malásia e filiais na Tailândia, Indonésia, Filipinas e Índia vai “submeter a maior parte da frota a uma hibernação temporária” por períodos que vão depender das restrições impostas em cada um dos países em que tem instaladas filiais, informa em comunicado.

Deste modo, a Air Asia Malayia suspende todos os voos internacionais e domésticos entre hoje e o dia 21 de abril, assim como a Air Asia Philippines que vai manter em terra a frota até ao dia 14 de abril, um prazo que coincide com a quarentena imposta à ilha de Luzon e outras regiões das Filipinas.

A Air Asia India manterá o mesmo procedimento. A Air Asia Thailan suspende todos os voos internacionais até ao dia 25 de abril e a Air Asia Indonesia vai reduzir significativamente as operações internacionais e as ligações domésticas.

Ainda não foi esclarecida a situação laboral dos trabalhadores da companhia face às novas circunstâncias. A companhia tem cerca de 20 mil funcionários e uma frota de 243 aviões. Em 2019, a Air Asia transportou 83,5 milhões de passageiros.

“Todos os passageiros afetados estão a ser notificados por correio eletrónico e SMS”, assinala um comunicado da Air Asia que acrescenta que as reservas podem vir a ser convertidas em créditos para uso em viagens futuras.

27 Mar 2020

Hong Kong | Turismo em Macau e Shenzhen prejudicado pela crise política, diz co-fundador da AirAsia

A transportadora aérea de baixo custo AirAsia disse ontem que as viagens turísticas para Macau e Shenzhen estão a ser afetadas pela crise em Hong kong, já que muitos turistas procuram os três destinos na mesma viagem. “Sim, é mau”, disse o cofundador da transportadora aérea, Tony Fernandes, em declarações à agência de informação financeira Bloomberg.

Muitos turistas pretendem visitar os três destinos durante a mesma viagem, e o facto de um deles estar a viver momentos de grande instabilidade prejudica os outros dois, apontou o empresário, notando que a procura turística de Macau e Shenzhen está a cair.

Na sexta-feira, a Malásia emitiu um aviso aos cidadãos relativamente aos confrontos que se têm verificado em Hong Kong. O número de turistas a visitar o território tem caído, escreveu a Bloomberg, sem apresentar dados concretos, mas afirmando que também a transportadora de bandeira, a Cathay Pacific, está a ressentir-se da crise, vendendo menos bilhetes para este destino.

A contestação política foi desencadeada pela apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, formalmente retirada, mas as manifestações generalizaram-se e reivindicam agora a implementação do sufrágio universal no território, a demissão da atual chefe do Governo, Carrie Lam, uma investigação independente à violência policial e a libertação dos detidos ao longo dos protestos.

19 Nov 2019

Hong Kong | Turismo em Macau e Shenzhen prejudicado pela crise política, diz co-fundador da AirAsia

A transportadora aérea de baixo custo AirAsia disse ontem que as viagens turísticas para Macau e Shenzhen estão a ser afetadas pela crise em Hong kong, já que muitos turistas procuram os três destinos na mesma viagem. “Sim, é mau”, disse o cofundador da transportadora aérea, Tony Fernandes, em declarações à agência de informação financeira Bloomberg.
Muitos turistas pretendem visitar os três destinos durante a mesma viagem, e o facto de um deles estar a viver momentos de grande instabilidade prejudica os outros dois, apontou o empresário, notando que a procura turística de Macau e Shenzhen está a cair.
Na sexta-feira, a Malásia emitiu um aviso aos cidadãos relativamente aos confrontos que se têm verificado em Hong Kong. O número de turistas a visitar o território tem caído, escreveu a Bloomberg, sem apresentar dados concretos, mas afirmando que também a transportadora de bandeira, a Cathay Pacific, está a ressentir-se da crise, vendendo menos bilhetes para este destino.
A contestação política foi desencadeada pela apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.
A proposta foi, entretanto, formalmente retirada, mas as manifestações generalizaram-se e reivindicam agora a implementação do sufrágio universal no território, a demissão da atual chefe do Governo, Carrie Lam, uma investigação independente à violência policial e a libertação dos detidos ao longo dos protestos.

19 Nov 2019

Air Asia | Decisões só para 2020 ou 2021

A possibilidade da Air Asia abrir uma base em Macau só deverá ser decidida pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas do próximo Governo. Foi este o cenário traçado, ontem, por Raimundo do Rosário, que não admitiu existirem contactos com a operadora malaia.

“Que eu saiba ainda não houve contactos [da Air Asia], mas eu também não sei tudo”, começou por dizer. “Este é um processo que só deverá ser resolvido em 2020 ou 2021, até porque só por volta dessa altura é que termina a concessão”, explicou.

Já sobre a construção do Parque de Materiais e Oficina no Metro Ligeiro, Rosário explicou que a obra deve ficar concluída em Maio e que, neste momento, não estão a ser negociadas compensações.

No concurso público, esta obra foi atribuída à Companhia de Engenharia e de Construção da China, mas depois os tribunais acabaram por considerar que deveria ter sido a China Road and Bridge Corporation, a vencer o concurso. Como os trabalhos estavam quase concluídos, a Companhia de Engenharia e de Construção da China ficou até ao fim.

29 Mar 2019

Fundador da Air Asia admite instalação de base em Macau

O fundador da transportadora aérea Air Asia considerou hoje a possibilidade de criar uma base em Macau da maior companhia de baixo custo na região para servir clientes chineses.

Em entrevista ao jornal de Hong Kong South China Morning Post (SCMP), Tony Fernandes afirmou que “entrar na China pode ser através de Macau”, o que torna a Air Asia a primeira companhia aérea a preparar-se para apostar no território após os 25 anos de monopólio da Air Macau, que terminam em 2020.

“Não temos que estar na China continental, mas estar em Macau é como estar na China”, afirmou o director executivo da Air Asia, de ascendência portuguesa, numa conferência sobre investimento realizada em Hong Kong.

Uma base em Macau, o primeiro apoio na China para a transportadora com sede em Kuala Lumpur desde o seu serviço inaugural em 2004, facilitará o acesso para os passageiros chineses.
Tal base serviria também para testar a adesão da Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, um projecto de criação de uma metrópole mundial que envolve as regiões administrativas especiais chinesas de Hong Kong e de Macau, e nove cidades [Cantão, Dongguan, Foshan, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai] da província de Guangdong, no sul da China.

No total, nesta região habitam cerca de 70 milhões de habitantes e possui um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

Actualmente, a Air Asia voa para quatro destinos da região da Grande Baía: Hong Kong, Macau, Shenzhen e Cantão, e está aberta à possibilidade de obter um certificado para operar uma companhia aérea em Macau, disse Fernandes.

“Se a possibilidade surgir [de ter uma base em Macau], sim, isso é outra forma” de chegar ao mercado chinês, acrescentou.

As operações da Air Asia atravessam toda a região e incluem Malásia, Tailândia, Indonésia, Filipinas, Índia e Japão. A companhia também concordou lançar uma unidade de baixo custo no Vietname.

A transportadora é a segunda maior utilizadora do aeroporto de Macau, onde ocupa 15% das faixas horárias, com voos provenientes da Malásia, da Tailândia e das Filipinas, com 102 partidas marcadas todas as semanas. Só a Air Macau tem presença maior, controlando dois quintos das faixas horárias.

“Macau tem um lugar muito especial no meu coração. Acreditaram em nós quando não éramos nada”, disse. A companhia voa para 18 destinos na China, “o que prova que a aviação na China é um mercado aberto”, acrescentou.

A Air Asia também se prepara para lançar, em Macau, serviços em terra: ‘check-in’, embarque e bagagens, o que permitirá uma redução de custos de operação.

A transportadora de baixo custo está ainda a preparar-se para vender viagens em transportes locais, como autocarros, ‘ferries’ e comboios, o que lhe permitirá aproveitar as vantagens da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, a maior travessia marítima do mundo, bem como do comboio de alta velocidade que deverá ligar toda a região, indicou o SCMP.

27 Mar 2019

CEO da Air Asia espera mais turistas e negócios com nova rota para Kota Kinabalu

Foi hoje lançada oficialmente o voo da Air Asia que liga pela primeira vez Macau a Kota Kinabalu, na Malásia. De acordo com um comunicado emitido pela companhia aérea low-cost, Riad Amast, CEO da empresa, referiu que “com esta nova rota, podemos voar para quatro cidades no Delta do Rio das Pérolas a partir de Kota Kinabalu.

Com a ligação criada com a nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, os nossos passageiros têm a opção de voar a partir de Kota Kinabalu para Macau e regressar de Hong Kong, Shenzen ou Guangzhou, fazerem um uso completo da sua viagem e explorar verdadeiramente a região”.

Para Riad Amast, esta é uma boa oportunidade de fomento do turismo e sector empresarial. “Lançámos este ano três rotas internacionais a partir de Kota Kinabalu para Banguecoque [Tailândia], Kunming [China] e agora Macau. Isto vai fazer com que haja mais visitantes e também criar mais oportunidades de negócio, além de fomentar o turismo”, lê-se no mesmo comunicado. A rota da Air Asia entre Macau e Kunming começa a operar no dia 30 deste mês.

5 Nov 2018