Hoje Macau SociedadeJogo | Menos empréstimos ilegais em 2025 No ano passado, a Polícia Judiciária iniciou um total de 192 investigações relacionadas com empréstimos ilegais para jogo, o que representou uma quebra de 23,8 por cento face a 2024. Os números foram divulgados ontem durante um simpósio sobe as estatísticas do ano passado. Apesar de haver menos empréstimos, o número de inquéritos instaurados relacionados com o jogo aumentou 62,6 por cento, para um total de 2.314. Este aumento foi justificado com o crime de troca ilegal de dinheiro para o jogo. Esta foi uma prática que as autoridades locais sempre entenderam não ser necessário criminalizar. Contudo, em 2024, depois das críticas vindas do Interior em que a prática em Macau destas trocas de dinheiro foi identificada como uma vulnerabilidade para a segurança do país, o Governo da RAEM acabou por avançar com a criminalização. Nas declarações prestadas, Sit Chong Meng, director da PJ, afirmou que desde que a lei de combate às trocas ilegais de dinheiro para o jogo entrou em vigor até Dezembro de 2025 foram concluídos 567 casos, que levaram à detenção de 867 pessoas. A polícia apreendeu mais de 94 milhões de dólares de Hong Kong, sendo que algumas operações foram conduzidas em cooperação com as autoridades do Interior. De acordo com o jornal Ou Mun, o aumento da criminalidade resultou também de “melhorias estatísticas”, que não foram especificadas. Sit avisou também que “à medida que as iniciativas policiais se intensificam, as actividades dos gangues de câmbio de dinheiro tornaram-se cada vez mais secretas e os padrões criminosos mais sofisticados”. Contudo, o respomsável prometeu que a PJ “vai acompanhar de perto e de forma persistente” as redes criminosas que utilizam os negócios legítimos para esconderem estas trocas ilegais.
Hoje Macau Manchete SociedadeEmperor | Vendido ouro do chão por 100 milhões O grupo Emperor, responsável pelo hotel com o mesmo nome em Macau, acordou a venda de várias barras de ouro que estavam colocadas no chão do hotel. O anúncio foi feito ontem à Bolsa de Hong Kong, e a venda do metal ficou acordada por 99,7 milhões de dólares de Hong Kong, no que deverá representar num lucro líquido de 90,2 milhões. Sobre os motivos para a venda do ouro, o grupo explica se enquadra numa nova estratégia para a exploração do hotel, face ao fim da operação do espaço de jogo, que no passado fez com que o Emperor Hotel fosse um casino-satélite. “Após o encerramento das suas operações de jogo, o Grupo tem vindo a planear activamente outras instalações de entretenimento e diversão para melhorar a sua experiência global de hospitalidade e alargar a sua base de receitas”, foi apontado. “Os metais preciosos que originalmente faziam parte do design interior e do equipamento do hotel, já não são relevantes para o tema do hotel no futuro”, foi acrescentado. O Conselho de Administração da empresa explicou também que a venda se realiza numa altura em que o valor do ouro tem atingido números históricos. O comprador é a empresa Heraeus Metals Hong Kong, a representação do grupo alemão Heraeus, fundado em 1660, e que se dedica a actividades como a comercialização de metais preciosos, reciclagem, saúde, produtos electrónicos e semicondutores.
Hoje Macau Manchete SociedadeMGM China | Lucros aumentaram 10,7 por cento A concessionária do leão anunciou um crescimento anual das receitas que promete uma entrada auspiciosa no Ano do Cavalo. Em 2025, a MGM China anunciou lucros recorde de 1,2 mil milhões de dólares A operadora de jogo em Macau MGM China anunciou lucros recorde de 1,2 mil milhões de dólares em 2025, um aumento anual de 10,7 por cento. Trata-se do terceiro ano consecutivo com um novo máximo, depois de, em 2023, a MGM China ter registado um recorde histórico de lucros antes de juros, impostos, depreciação, amortização (EBITDA, na sigla em inglês) de cerca de 921 milhões de dólares e, em 2024, de aproximadamente 1,13 milhões de dólares. Estes dados, de acordo com um comunicado enviado à bolsa de valores de Nova Iorque na quarta-feira, foram publicados “de forma inadvertida”, já que a data de publicação estava marcada para dia 11 de Fevereiro. Os resultados, escreveu a empresa, vão ser hoje divulgados “após o encerramento do mercado” Ainda de acordo com o documento, no último trimestre do ano passado, a MGM China alcançou lucros de 332,3 milhões de dólares, uma subida de 30,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado (254,7 milhões de dólares). A empresa terminou o ano ainda com uma subida anual de 10,9 por cento nas receitas, com ganhos de 4,5 mil milhões de dólares em 2025 face aos 4,02 mil milhões de dólares obtidos no ano anterior. Em termos trimestrais, a MGM China alcançou receitas líquidas de 1,24 mil milhões de dólares nos últimos três meses do ano, o que representa um acréscimo de 21,4 por cento em relação ao mesmo período de 2024 (1,02 mil milhões de dólares). Acima do esperado Em reacção aos resultados anunciados, citados pelo portal GGR Asia, a empresa de serviços financeiros Jefferies considerou que ficaram entre 3 por cento e 5 por cento acima das expectativas. No entanto, o dia de ontem ficou marcado por uma suspensão do comércio das acções da MGM China na Bolsa de Hong Kong. A suspensão aconteceu na parte da manhã, depois de a empresa-mãe, a MGM Resorts, ter por anunciado “inadvertidamente” os resultados da MGM China, ainda antes do comunicado desta às autoridades da Bola de Hong Kong. Seis concessionárias do jogo, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, operam em Macau, o único local na China onde o jogo em casino é legal. Os casinos da região fecharam o ano de 2024 com receitas de 226,8 mil milhões de patacas, mais 23,9 por cento do que em 2023 (183,1 mil milhões de patacas). As receitas dos casinos de Macau atingiram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior.
João Luz Manchete SociedadeNovo Bairro Hengqin | Menos de 40% das casas vendidas Até ao passado mês de Janeiro, tinham sido vendidos 1.610 apartamentos a residentes no Novo Bairro de Macau em Hengqin, segundo dados revelados ao HM. Entre o fim de 2024 e o mês passado, foram vendidas 222 fracções, menos do que os apartamentos vendidos em Macau apenas em Novembro A venda de apartamentos no Novo Bairro de Macau em Hengqin continua a seguir um ritmo muito abaixo do mercado local, mesmo com a crise que o sector do imobiliário atravessa. Segundo dados revelados pela Macau Renovação Urbana ao HM, até Janeiro de 2026 tinham sido vendidos 1.610 apartamentos no Novo Bairro de Macau a residentes da RAEM, o que representa uma proporção de 39,5 por cento do total das fracções disponíveis. No fim de Maio do ano passado, o relatório anual da Macau Renovação Urbana revelava terem sido comprados 1.388 apartamentos no complexo habitacional da Ilha da Montanha desde que foram colocados à venda em Novembro de 2023, o que representava apenas 34 por cento do volume total de fracções (4.070). Feitas as contas, entre o fim de 2024 e o mês passado, foram vendidas 222 fracções no Novo Bairro de Macau em Hengqin, um volume inferior às vendas registadas em Macau apenas no passado mês de Novembro, quando dados da Direcção dos Serviços de Finanças revelam 238 fracções vendidas, apesar da crise que afecta o sector imobiliário na RAEM. Casa dos talentos O anémico registo de vendas no complexo habitacional para residentes de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin ganha contornos mais graves tendo em conta o levantamento de restrições que as autoridades de Hengqin têm introduzido desde 2024. Esta semana, foi anunciado que residentes de Macau podem comprar duas fracções no complexo habitacional. Porém, as autoridades de Hengqin foram implementando sucessivas medidas para impulsionar as vendas. Os critérios foram ajustados, incluindo a remoção do limite de idade, permitindo que menores de idade sejam proprietários, a restrição de revenda nos cinco anos após a compra foi removida, assim como o ajustamento do limite à aquisição de unidades residenciais. Além disso, em Setembro de 2025, a Macau Renovação Urbana anunciou o início da venda dos fracções na Torre 11 do complexo habitacional, com preços a descontos especiais para lugares de estacionamento, obras de renovação e na compra de electrodomésticos. A empresa de capitais públicos indicou também ao HM que foram reservados 200 apartamentos arrendados a “entidades que preencham os critérios” para alojar talentos não-residentes. O arrendamento destas fracções no Novo Bairro de Macau foi estabelecido no contrato de transferência do direito de uso do solo assinado a 21 de Abril de 2020 para o projecto. O alojamento destes quadros qualificados ficou reservado nas torres 17 e 18 do complexo habitacional.
Hoje Macau SociedadeAeroporto | CAM aponta para 8,14 milhões de passageiros em 2026 Após um ano de 2025 em que o aeroporto perdeu passageiros e voos comerciais, os responsáveis pela CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau acreditam que 2026 vai ser diferente. De acordo com os números apresentados durante um almoço de Ano Novo Lunar, organizado ontem, a empresa estima receber 8,14 milhões de passageiros e 63 mil chegadas e partidas de voos comerciais ao longo deste ano. Os números indicados pela empresa, e citados pelo jornal Ou Mun, representam um aumento anual de 8,2 por cento do número de passageiros e de 8,6 por cento do número de chegadas e partidas de voos comerciais. A estimativa anual do número de passageiros de 2026 não deixa de ficar abaixo do que acontecia antes da pandemia. Em 2019, o aeroporto recebeu um total de 9,61 milhões de passageiros, o valor mais elevado desde que começou a funcionar, e no ano anterior tinha recebido 8,26 milhões de passageiros. O aumento do número de passageiros é esperado, apesar do presidente da Comissão Executiva da empresa, Simon Chan Weng Hong, ter revelado que a partir de Outubro deste ano e até Outubro de 2029 o aeroporto vai estar encerrado entre a noite as 8h da manhã. O encerramento foi justificado com a expansão da infra-estrutura e o aterro de terrenos. Em relação a estas obras, Simon Chan afirmou que se espera um “impacto mínimo” no funcionamento do aeroporto. O presidente da Comissão Executiva da CAM revelou também que em Abril vão abrir novos restaurantes no aeroporto, com a disponibilização de refeições confeccionadas por algumas das marcas locais mais conhecidas.
Hoje Macau Manchete SociedadeVírus Nipah | Governo prepara capacidade de resposta do sector da aviação Os Serviços de Saúde realizaram na terça-feira a palestra “Conhecimentos sobre a infecção pelo vírus Nipah”, destinada a representantes da Autoridade de Aviação Civil, da CAM, Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, S.A.R.L. e das companhias aéreas. Os Serviços de Saúde (SS) indicaram ontem que o evento teve como objectivo informar e reforçar a sensibilização para os casos de infecção pelo vírus Nipah detectados no Estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, assim como aperfeiçoar a capacidade de resposta do sector da aviação. Mais de 100 gestores e trabalhadores de linha da frente ouviram as explicações sobre vias de transmissão, sintomas clínicos e pontos importantes de protecção individual. As autoridades salientaram a importância do posto fronteiriço como “a primeira linha de defesa contra a importação de doenças infecciosas graves”, dos profissionais do aeroporto e companhias aéreas para a protecção da saúde dos residentes. Os SS garantiram também o reforço da avaliação e o exame médico aos indivíduos com história de viagem relevante que apresentem sintomas nos postos fronteiriços. Para tal, foi criado um “mecanismo de coordenação interdepartamental eficaz com o aeroporto, a Autoridade de Aviação Civil e os serviços competentes”. Além disso, “de acordo com a investigação global nacional e a avaliação de risco da Organização Mundial de Saúde”, actualmente, o impacto do vírus Nipah para Macau é “relativamente baixo”.
Nunu Wu Manchete SociedadeUber | Deputado pede regulação e questiona tratamento de dados Leong Sun Iok está preocupado com a falta de regulamentação dos serviços de táxis online, em resposta à reentrada da Uber em Macau, e defende a criação de uma lei específica para proteger direitos de passageiros e motoristas. O deputado questiona também a localização dos servidores da Uber O uso de aplicações móveis para chamar táxis é uma realidade consensual em todo o mundo há muitos anos, à excepção de Macau. O reinício de operações da Uber em Macau, anunciado na terça-feira, motivou de imediato reacções para o retorno à velha ordem, ou preocupações sobre a abertura dos serviços. Uma das vozes da consternação é o deputado Leong Sun Iok. O legislador dos Operários está preocupado com a falta de regulamentação das aplicações para pedir serviços de táxi, e de uma lei específica que garanta os direitos de passageiros e motoristas. Como tal, espera que o Governo avance com legislação em breve. Em declarações ao jornal Ou Mun, o deputado argumentou que se um passageiro cancelar uma reserva, o taxista não terá força para compensar a perda. O mesmo pode acontecer ao cliente, se a plataforma tiver problemas temporários que levem ao cancelamento do pedido. Apesar de a Uber ter garantido que as tarifas cobradas são as mesmas, “de acordo com o taxímetro oficial”, Leong Sun Iok afirmou que a legislação em vigor proíbe a cobrança de tarifas adicionais, mas que há plataformas que as cobram de qualquer das formas. À procura de problemas Também o serviço de transporte entre Macau e Hong Kong facultado pela Uber preocupa o deputado, que destacou que a lei obriga o veículo estar licenciado e o motorista a ter cartão de identificação de condutor de táxi para evitar infracções. Recorde-se que neste aspecto, a Uber indicou que o serviço estará a cargo de um operador de transportes transfronteiriços, a empresa Kwoon Chung Bus Holdings. Na óptica do deputado, apesar de a Uber usar exclusivamente táxis licenciados de Macau, o cliente deve estar alerta e confirmar a legalidade do veículo, porque em caso de acidente de viação pode não estar coberto por seguro. Nesse sentido, Leong Sun Iok também apelou ao Governo para combater táxis ilegais. A localização “incerta” dos servidores de dados da Uber representa outro receio de Leong Sun Iok, uma vez que a legislação da RAEM obriga à instalação de servidores em Macau, exigência que quatro plataformas de táxi online cumprem.
João Santos Filipe Manchete SociedadeBiblioteca Central | Superestrutura vai custar 343,9 milhões de patacas A Companhia de Construção Urbana J&T foi a escolhida entre 30 empresas que entraram no concurso para construir o edifício da nova biblioteca. Segundo a Direcção dos Serviços de Obras Públicas, os trabalhos vão demorar cerca de um ano e meio As obras de construção da superestrutura da nova Biblioteca Central vão custar 343,9 milhões de patacas, de acordo com informação divulgada ontem no portal da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP). A superestrutura é constituída por todos os elementos estruturais de um edifício acima do nível do solo e as obras têm de ser terminadas em 589 dias, um pouco mais do que um ano e meio. A Companhia de Construção Urbana J&T Limitada foi a escolhida para realizar os trabalhos, entre um total de 30 empresas que participaram no concurso público, realizado na segunda metade do ano passado. O valor das propostas apresentadas variou entre 313,9 milhões de patacas e 370,5 milhões de patacas. O prazo de execução das propostas apresentadas variou entre 558 dias e 590 dias, sendo que o concurso público definia como período máximo 620 dias. Além do preço, que contava 50 por cento para a decisão final, e do prazo de execução (15 por cento), os restantes critérios de decisão do concurso incluíam a experiência e qualidade em obras (20 por cento), programa de execução (10 por cento), e plano do programa dos recursos humanos e proporção de trabalhadores residentes em cargos de gestão (5 por cento). A futura biblioteca vai ocupar uma área de cerca de 2.960 metros quadrados e o projecto prevê a construção de quatro pisos de altura e cave, com uma área bruta de construção de cerca de 13.800 metros quadrados. De acordo com os dados oficiais, esta área de construção é “dez vezes superior à da antiga biblioteca central”, localizada no lado oposto da Praça do Tap Seac. O rés-do-chão e os pisos superiores da construção vão receber instalações como auditórios, zona de leitura de jornais e revistas, bibliotecas para adultos e crianças, salas de reuniões e espaços multimédia dedicados ao ensino. Projecto atribulado A construção da nova biblioteca de Macau está pensada há mais de 10 anos com os processos da escolha do local e elaboração do projecto a ficarem marcados por várias polémicas. Inicialmente, durante o segundo mandato de Fernando Chui Sai On como Chefe do Executivo, foi revelado um convite ao arquitecto português Álvaro Siza Vieira para desenhar a futura biblioteca. Contudo, devido à pressão de grupos de interesses locais, o convite ao arquitecto português foi retirado, o que levou à realização de um concurso público. No âmbito do primeiro concurso, foi escolhido um projecto do atelier do arquitecto Carlos Marreiros, com um preço de 18,68 milhões de patacas. A biblioteca estava planeada para o antigo tribunal. No entanto, as obras nunca chegaram a arrancar, porque face às críticas sobre a localização, o Executivo optou por escolher um novo local, a Praça do Tap Seac, que implicou a demolição do antigo Hotel Estoril. As mudanças levaram à realização de mais um concurso público, desta feita internacional que terminou com a escolha do atelier holandês Mecanoo. É este projecto que está a ser agora construído.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Lucros dos bancos de Macau quase duplicam em 2025 Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento), foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 8,4 por cento, para 17,5 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos. Isto apesar da AMCM ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de Dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana. Os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, diminuíram 0,4 por cento em comparação com o final de Dezembro de 2024, fixando-se em 1,02 biliões de patacas. Pelo contrário, os depósitos junto dos bancos de Macau aumentaram 9,6 por cento, para 1,39 biliões de patacas no final do ano passado, disse a AMCM. Apesar dos proveitos terem disparado em 2025, ficaram longe do ano mais lucrativo de sempre para a banca da região: 2020, quando os lucros ficaram perto de 17 mil milhões de patacas. Outras contas Macau tem dois bancos emissores de moeda: a sucursal local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. O BNU anunciou em Novembro lucros líquidos de 315,3 milhões de patacas nos três primeiros trimestres de 2025, uma diminuição homóloga de 29 por cento, que o banco atribuiu à evolução das taxas de juro. O crédito malparado caiu 11,6 por cento ao longo do ano passado para 49,7 mil milhões de patacas. Foi a primeira queda anual dos empréstimos vencidos desde 2013. Os empréstimos vencidos representavam 4,9 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau, menos 0,6 pontos percentuais do que no final de 2024. Uma percentagem que sobe para 5,6 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da região chinesa. A Autoridade Bancária Europeia, a agência reguladora da UE, por exemplo, considera que os bancos com pelo menos 5 por cento dos empréstimos malparados têm “elevada exposição” ao risco e devem estabelecer uma estratégia para resolver o problema. Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.
João Luz Manchete SociedadeUber | Serviços locais de táxi e transporte entre HK lançados A Uber anunciou ontem a oferta de serviços de táxi em Macau, através de carros já licenciados, assim como transportes entre a RAEM e Hong Kong. A confirmação surge depois de a empresa ter divulgado estar a recrutar em Macau motoristas de táxi licenciados A Uber está de regresso a Macau, depois de ter operado no território por menos de dois anos, entre 2015 e 2017. Na segunda-feira, a empresa publicou um anúncio de recrutamento de condutores entre taxistas licenciados e ontem confirmou o lançamento do serviço de táxis na cidade e entre Macau e Hong Kong. “A Uber está a introduzir viagens de táxi em Macau através da aplicação Uber. Os passageiros podem solicitar táxis licenciados de Macau, com tarifas cobradas de acordo com o taxímetro oficial e pagas directamente na aplicação. A aplicação permite o uso de vários idiomas e elimina a necessidade de pagamentos em dinheiro ou aplicações adicionais, oferecendo uma experiência consistente para visitantes e residentes”, indicou a empresa em comunicado. Como é habitual nas aplicações de táxis, os passageiros vão poder acompanhar o itinerário, a hora estimada de chegada, assim como aceder a um serviço de assistência em casos de emergência. Entre A e B A outra novidade em termos de serviços de transporte, é a ligação entre Macau e Hong Kong, permitindo a ligação de ponto a ponto nos dois sentidos, através da marcação de “limousines”, indicando o preço da viagem antecipadamente, incluindo portagens de Ponte do Delta e túneis. Este serviço privado será fornecido por um operador de transportes transfronteiriços, a empresa Kwoon Chung Bus Holdings, sem a necessidade de mudar de veículo. Para aceder a este serviço, os passageiros precisam marcar a viagem na aplicação com, pelo menos, 24 horas de antecedência. As reservas podem ser feitas até um máximo de 90 dias antes da viagem e podem ser canceladas gratuitamente até seis horas antes da hora designada para a partida. “Temos o prazer de introduzir uma nova forma de viajar facilmente entre Hong Kong e Macau, assim como dentro de Macau. É óptimo poder contribuir para os objectivos do turismo de Macau, assim como ajudar os residentes locais a movimentarem-se pela cidade e proporcionar novas oportunidades aos condutores de Macau”, afirmou o director-geral da Uber Hong Kong, Estyn Chung. Obrigatório usar táxis registados Após o anúncio da entrada em Macau da Uber, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) emitiu um comunicado a recordar que as aplicações têm de contratar táxis oficiais para a prestação do serviço. “A exploração dos serviços de táxis deve cumprir as disposições do ‘Regime jurídico do transporte de passageiros em automóveis ligeiros de aluguer’, designadamente através da utilização de táxis com alvará válido e da condução”, foi comunicado. “Paralelamente, caso os condutores de táxi não cobrem as tarifas de acordo com a lei ou faltem ao serviço após aceitação da chamada, poderão incorrer em infracção relativamente às normas supramencionadas sobre cobrança abusiva ou recusa de prestação de transporte, sendo que as duas entidades procederão nos termos da lei”, foi acrescentado. No anúncio do regresso a Macau, a empresa Uber comprometeu-se a utilizar os táxis licenciados. O serviço vai incluir travessias entre Macau e Hong Kong, outro aspecto visado pelas autoridades. “A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) constataram que, recentemente, algumas empresas de plataforma lançaram os serviços dos ‘veículos especiais transfronteiriços entre Hong Kong e Macau’ e ‘táxis com taxímetros’ de Macau”, foi apontado. “A DSAT e o CPSP recordam que a exploração dos serviços de veículos de aluguer de transporte transfronteiriço entre Hong Kong e Macau e de táxis de Macau carece de autorização nos termos da lei, devendo as respectivas plataformas cooperar com veículos legalmente autorizados para o efeito”, foi vincado. O comunicado indica ainda que o “Governo está a promover, de forma activa, os trabalhos de revisão da lei para a supervisão das plataformas de serviços de táxis online, planeando introduzir uma gestão normalizada de modo a salvaguardar de forma mais eficaz os direitos e interesses dos passageiros e condutores”.
Hoje Macau SociedadeMédicos | Abertas inscrições para exame do Interior da China Os Serviços de Saúde indicaram ontem que estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Qualificação de Médico do Interior da China de 2026, para médicos, médicos dentistas e médicos de medicina tradicional chinesa autorizados a exercer em Macau. São elegíveis profissionais autorizados para a prática da actividade em Macau, e que exerçam actividade de prestação de cuidados de saúde no território há mais de um ano, com um “grau académico superior ao de licenciado em especialidade de medicina ou de estomatologia (medicina dentária) no Interior da China”. Os médicos devem ser residentes permanentes da RAEM. As condições para clínicos de medicina tradicional chinesa são semelhantes, mas é pedida licenciatura, ou grau académico superior, conferido por instituição de ensino superior do Interior da China reconhecida pelo Serviço Administrativo de Educação do Conselho de Estado, ou pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. O primeiro passo, é a inscrição online, no portal da Rede Nacional de Exames Médicos, até 11 de Fevereiro. Em seguida, os candidatos devem deslocar-se à Divisão de Licenciamento para o Exercício de Actividades de Saúde dos Serviços de Saúde (no Centro de Saúde da Ilha Verde), entre 3 e 10 de Março.
João Santos Filipe SociedadeLocal de Espectáculos | Defendido arrendamento por zonas Face ao que considera ser uma baixa taxa de utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, a deputada das Mulheres, Wong Kit Cheng, sugere que o Governo divida o local e faça diferentes arrendamentos ao mesmo tempo. O objectivo passa por facultar o espaço ao mercado local A deputada Wong Kit Cheng quer saber se o Governo vai dividir o Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau para permitir diferentes arrendamentos por grupos de espectáculos locais. A questão faz parte de uma interpelação escrita, divulgada no portal da Assembleia Legislativa (AL). Segundo a legisladora ligada à Associação das Mulheres, a “dimensão da área de espectáculos e o custo substancial do arrendamento de toda a zona” diminuem a vontade dos grupos locais realizarem actividades no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, situado no Cotai. Para fazer face a estes condicionamentos, Wong acredita que deve ser pensada uma divisão do local em diferentes espaços, para haver mais arrendamentos, além de se ter de pensar em “apoios específicos ao desenvolvimento das artes performativas locais e dos grupos comunitários”. “As autoridades vão explorar activamente a implementação de um modelo de arrendamento mais flexível por zonas para a área de espectáculos?”, questiona. “Por exemplo, vão permitir que alguns grupos locais se candidatem ao arrendamento parcial da área para realizar eventos de média dimensão, com reduções das taxas para diminuir as barreiras de utilização?”, acrescentou. Wong Kit Cheng indica que o modelo que apresenta na interpelação é inspirado no modelo de exploração do Parque da Vitória em Hong Kong. A legisladora pede igualmente explicações sobre como é que as autoridades vão implementar um modelo de exploração do espaço que permita a montagem de campos de basquetebol e outras opções de divertimento para as famílias. Concentrações preocupam Na interpelação, Wong Kit Cheng critica ainda o facto de “as taxas de utilização” do espaço “continuarem baixas”, apesar de já terem sido acolhidos “vários eventos de grande escala”. Apesar do espaço explorado pelo Governo ser arrendado frequentemente para grandes espectáculos, os cancelamentos tornaram-se habituais. Em Setembro do ano passado, o festival S20, que inclui música e jactos de água, foi cancelado, sem que houvesse qualquer explicação oficial. Este mês, o festival MBC Show! Music Core in Macau, que devia decorrer neste fim-de-semana, foi igualmente cancelado, com os media sul-coreanos a indicarem que se deveu à recusa das autoridades em permitir que os artistas japoneses obtivessem vistos temporários de trabalho. Mesmo com baixas taxas de utilização, a deputada alerta para os problemas repetidos de congestionamentos e excesso de concentração de pessoas, quando os espectáculos acabam, por incapacidade da rede de transportes públicos. “A localização do Local de Espectáculos na periferia do Cotai apresenta desafios”, apontou. Embora o local esteja ligado por metro ligeiro, as ligações de transportes públicos em geral, as disposições temporárias de estacionamento e as indicações […] continuam a ser inadequadas”, avisou. “A gestão do fluxo de pessoas e do tráfego após os eventos representam um desafio notável. Se estas instalações de apoio continuarem a ser inadequadas, mesmo com a expansão do âmbito de utilização da área de espectáculos vai afectar negativamente a vontade dos residentes de utilizar o local e a sua experiência geral”, apontou.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCCAC iliba Administração de ilegalidades, mas reduz altura de construção O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) ilibou a Administração de qualquer ilegalidade no processo de aprovação da construção de um edifício com 90 metros de altura no lote n.º 465-513 na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues. Apesar deste aspecto, o CCAC sugere que a altura do projecto do edifício seja reduzida para 60 metros, como foi proposto pela Associação Novo Macau. Os resultados divulgados ontem pelo CCAC colocam assim um ponto final num inquérito que demorou quase cinco anos. Para justificar que não foram cometidas ilegalidades pelas Obras Públicas, o CCAC considerou que a Administração calculou a altura máxima de construção de 90 metros com base na Circular n.º 01/DSSOPT/2009. “Como os serviços de obras públicas tomaram-na como padrão de apreciação e aprovação no âmbito dos indicadores de altura dos edifícios e de construção em lotes, é entendimento do CCAC que não se verificou qualquer ilegalidade ou irregularidade administrativa”, foi explicado. “Os serviços de obras públicas, durante o processamento do projecto de planta de condições urbanísticas, recorreram às descrições relativas ao índice de utilização do solo máximo permitido e ao índice de ocupação do solo máximo permitido de acordo com o disposto na referida circular”, foi acrescentado. A informação sobre o inquérito não apresenta cálculos para indicar o motivo que torna legal a adopção da altura de 90 metros. Apoiar o recuo No entanto, o CCAC sugere que o Governo aprove apenas uma altura de 60 metros de altura para aquele local. A proposta do CCAC tem por base o recuo do Executivo, tornado público anteriormente, depois do Centro do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) ter começado a acompanhar esta construção. A questão à volta da altura de 90 metros prende-se com um eventual bloqueio da paisagem visual para o Farol da Guia. As obras no local não deverão avançar tão depressa, explica o CCAC, porque “o planeamento e o projecto de construção” só “podem avançar depois da resolução tomada pelo Centro do Património Mundial na próxima fase”. Os resultados do inquérito foram enviados ao Chefe do Executivo.
Hoje Macau Manchete SociedadeMetro Ligeiro | Ano arranca com recorde de passageiros em Janeiro Impulsionado pelo turismo, o Metro Ligeiro é cada vez mais utilizado. No primeiro mês do ano, o transporte público registou uma média diária de 30 mil passageiros O Metro Ligeiro registou, em média, 30 mil passageiros por dia em Janeiro, o número mais elevado para o primeiro mês do ano desde a inauguração, disse ontem a operadora. De acordo com dados oficiais divulgados pela Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a média de passageiros aumentou 8,7 por cento, em comparação com Dezembro, e subiu 18,6 por cento em relação ao mesmo mês de 2024. O Metro Ligeiro foi inaugurado a 10 de Dezembro de 2019 e esse mês continua a deter o recorde absoluto, com uma média diária de 33 mil passageiros, sendo que nessa altura as viagens eram gratuitas. Em Fevereiro de 2020, com o início da cobrança de tarifas e a detecção dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Macau, a média diária de passageiros caiu para 1.100. O Metro Ligeiro voltaria a registar este valor mínimo em Julho de 2022, mês em que a cidade esteve em confinamento durante duas semanas devido a um surto de covid-19. Em Dezembro de 2024, começou a operar a extensão do Metro Ligeiro de superfície que liga Macau à vizinha Ilha da Montanha, com 2,2 quilómetros. Um mês antes, foi inaugurada a linha que vai até Seac Pai Van, um bairro de Coloane onde o Governo de Macau construiu 60 mil apartamentos de habitação pública. O Metro Ligeiro arrancou com apenas uma linha, que circulava só na ilha da Taipa, com uma extensão de 9,3 quilómetros e 11 estações, com uma frequência de 10 a 15 minutos, durante quase 17 horas diárias. A ligação do metro até à Barra, no sul da península de Macau, através do piso inferior da ponte Sai Van, começou a operar em Dezembro de 2023. Com a extensão do Metro Ligeiro, as autoridades prevêem que o volume de passageiros atinja 137 mil pessoas por dia, em 2030. Linha Leste em construção O Governo lançou no final de 2022 os concursos para a concepção e construção da Linha Leste, que fará a ligação ao norte da península de Macau, onde se situa a principal fronteira com a China continental. No final de Janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, disse que a operadora prometeu, ainda este ano, implementar o pagamento electrónico, assim como um sistema de transbordo entre os autocarros e o Metro Ligeiro. Está a decorrer, até 28 de Fevereiro, uma consulta pública sobre o desenvolvimento do transporte, que prevê que a construção da Linha Leste seja concluída em 2029. Os planos incluem uma Linha Sul, que irá ligar o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau à estação da Barra, uma Linha Oeste, da fronteira de Qingmao à Barra, e uma ligação à vila de Coloane. A primeira linha, prometida durante mais de uma década, custou 10,2 mil milhões de patacas.
Hoje Macau SociedadePortugal | Macau e Hong Kong alertam para atrasos no correio Os Correios das regiões chinesas de Macau e Hong Kong alertaram ontem que as cartas e encomendas com destino a Portugal poderão sofrer atrasos devido à destruição causada pela depressão Kristin. Num comunicado, o Hongkong Post anunciou que “os serviços de entrega de correio para Portugal estão sujeitos a atrasos devido às condições meteorológicas adversas”, de acordo com indicação dos CTT – Correios de Portugal. Os Correios da vizinha região de Macau disseram, numa resposta escrita à Lusa, que também foram notificados pelos CTT que, “devido às condições meteorológicas adversas em Portugal, os serviços de entrega de correio de Macau para aquele destino vão sofrer atrasos”. O Governo português decretou situação de calamidade, que foi no domingo prolongada até 08 de Fevereiro, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
Hoje Macau SociedadeTNR | Macau contratou mais de 1.100 trabalhadores migrantes em 2025 As empresas e famílias de Macau contrataram 1.100 trabalhadores migrantes em 2025, segundo dados oficiais ontem divulgados. De acordo com o Corpo de Polícia de Segurança Pública, no final de Dezembro, Macau tinha 183.679 trabalhadores sem estatuto de residente, mais 1.137 do que no fim de 2024. A mão-de-obra vinda do exterior, incluindo da China continental, está no valor mais elevado desde Junho de 2020, no início da pandemia de covid-19. Desde o pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019, antes da pandemia, e até Janeiro de 2023, a cidade perdeu quase 45 mil não-residentes, que correspondiam a 11,3 por cento da população activa. Em Janeiro de 2023, quando acabou o fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e na China continental durante quase mais de três anos, Macau tinha menos de 152 mil migrantes, o número mais baixo desde Abril de 2014. As estatísticas, divulgadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelam que, desde o fim da política ‘zero covid’, o número de trabalhadores não-residentes aumentou em 31.801. A principal razão para o crescimento da mão-de-obra migrante em 2025 foram os empregados domésticos, cujo número ultrapassou 28.611 no final de Dezembro, o valor mais elevado desde Março de 2021. Em todo o ano passado, as famílias de Macau contrataram mais 1.176 empregados domésticos. A partir de Agosto, a DSAL passou a apresentar de forma separada as estatísticas para os empregados domésticos dos restantes trabalhadores migrantes, não os incluindo na soma total da mão de obra não residente.
Hoje Macau SociedadeMoeda | Associação diz que após lei de troca ilegal crime aumentou A Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau considera que desde que entrou em vigor a lei que criminalizou a troca ilegal de moeda, em Outubro de 2024, o fenómeno não diminuiu, muito pelo contrário. Em declarações ao jornal de Hong Kong Ming Pao, o presidente da associação, U Io Hung, destacou que os efeitos da criminalização apenas incidem sobre os meios indirectos de câmbio através de casas de penhores e lojas de mariscos secos. Porém, a troca de yuan, ou outra divisa, por dólares de Hong Kong passaram para as ruas ou para as proximidades das áreas de jogo, como os centros comerciais dos grandes resorts com casinos. O dirigente associativo acrescentou que a troca ilegal de moeda é uma realidade decorrente do facto de os turistas do Interior da China serem sujeitos ao controlo de saída de capitais quando viajam para Macau, o que limita o montante de dinheiro que trazem. Assim sendo, se quiserem continuar a jogar têm de recorrer a quem troca moeda ilegalmente, combinando a transferência de fundos por dinheiro vivo em locais mais recatados, como quartos de hotel. U Io Hung salienta o perigo destas actividades passarem para a via pública. “O mais perigoso é que, quando uma pessoa passa perto de casinos pode ser abordada por indivíduos que fazem troca ilegal de moeda. Depois de trocar uma pequena quantia de dinheiro na rua, se a pessoa entra no casino é presa”, indicou. U Io Hung indicou ainda que, a partir do momento em que as autoridades reforçaram o combate à actividade, as taxas cobradas aos jogadores para câmbios clandestinos aumentaram para 1,65 por cento, quando antes da lei era de 0,04 por cento, e pouco depois da entrada em vigor passou para 1,1 por cento.
João Luz SociedadeCrime | Apanhado no aeroporto com mais de 4,5 quilos de heroína A Polícia Judiciária deteve no sábado um homem do Interior da China no aeroporto de Macau suspeito de transportar mais de 4,5 quilogramas de heroína. Segundo as autoridades, a droga apreendida vale 6,38 milhões de patacas no mercado negro No sábado passado, a Polícia Judiciária deteve um indivíduo do Interior da China, com 20 anos de idade, no Aeroporto Internacional de Macau por suspeitas de tráfico de droga. Segundo avançaram ontem as autoridades policiais, o homem trazia na bagagem dois sacos de plástico, com o exterior tingindo por óleo de chilis e café moído, uma táctica usada para ocultar cheiro de estupefacientes. No interior dos sacos estavam 4.559 gramas de heroína, que a Polícia Judiciária indica ter um valor no mercado negro de 6,38 milhões de patacas. Comentando os materiais que manchavam os sacos onde era transportada a heroína, as autoridades indicaram que a utilização de substâncias com forte cheiro é usada para diluir o cheiro das drogas e escapar à detecção de cães farejadores de droga. Com a investigação ainda em curso, a Polícia Judiciária referiu que a origem e o destino final da heroína ainda não foram apurados, mas que Macau seria um ponto de passagem. As autoridades ainda desconhecem o envolvimento de mais pessoas suspeitas. Armadilha pronta Segundo o relato das autoridades, citado pelo canal chinês da Rádio Macau, a Polícia Judiciária recebeu informações de que iria aterrar no aeroporto de Macau, vindo do estrangeiro, um passageiro suspeito de estar a traficar droga. A operação que conduziu à detenção do jovem desempregado foi montada em conjunto com os Serviços de Alfândega e o Corpo de Polícia de Segurança Pública. O suspeito foi detido quando se preparava para recolher a mala no cinto de bagagem. Durante a inspecção, os agentes policiais repararam que apesar de estar vazia, a mala apresentava um peso anormalmente excessivo. Como tal, cortaram o forro de tecido da bagagem, onde encontraram os sacos com estupefacientes. As autoridades apuraram ainda que o suspeito terá sido recrutado por uma organização criminosa que se dedica ao tráfico de droga, e que terá confessado que receberia 5.000 renminbis após a entrega da heroína. O indivíduo foi encaminhado para o Ministério para a continuação da investigação, suspeito da prática do crime de tráfico de drogas. A Polícia Judiciária alertou ontem a população para a gravidade do crime de tráfico de drogas, que pode ser punido com pena de prisão até 15 anos, e para não aceitarem transportar encomendas com artigos de origem desconhecida para Macau.
Hoje Macau SociedadeEmprego | Disponibilizadas 142 vagas no sector da restauração A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação da Associação dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar três sessões de emparelhamento de emprego que disponibilizam 142 ofertas de emprego, dirigidas principalmente ao sector da restauração. O anúncio foi feito ontem num comunicado na DSAL e as sessões vão acontecer entre 9 e 12 de Fevereiro, com as inscrições a decorrerem entre as 9h de hoje e o meio-dia de 8 de Fevereiro. As sessões foram justificadas com a intenção de “ajudar a integração laboral dos residentes de Macau com necessidade de emprego o mais breve possível e atenuar a pressão do sector na procura de recursos humanos”. Na tarde do dia 9 de Fevereiro vai ser realizada a sessão de emparelhamento para o sector de restauração, com as empresas participantes a Bright Luck Gourmet Company Ltd, Café Good Fortune e Good Fortune Kitchen. As posições disponíveis são para emprego para supervisor, chefe, cozinheiro, empregado de serviços de restauração, ajudante de cozinheiro, empregado logístico de armazém, motorista de veículos de mercadorias, Na manhã do dia 11 de Fevereiro, é realizada a sessão de emparelhamento para a Venetian Macau, com um total de 85 vagas de emprego para gestor de restauração II, chefe de restauração, supervisor de gestão, técnico de chá, cozinheiro I (cozinha chinesa/ocidental), empregado de serviços de restauração, empregado de limpeza de talheres e de utensílios de cozinha. No dia 12 de Fevereiro, de manhã e à tarde, é realizada uma sessão com a Galaxy”, com um total de 32 vagas de emprego, para assistente de gerente de restauração, supervisor dos serviços de atendimento, chefe da equipa de cozinheiros, agente de recepção e empregado de serviços de restauração.
Hoje Macau SociedadeHabitação | 760 fracções entraram no mercado No quarto trimestre de 2025, seis empreendimentos habitacionais privados obtiveram licença de utilização, o que corresponde a 760 fracções habitacionais. Os dados foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), no âmbito da estatística sobre a construção de empreendimentos. Além dos prédios que ficaram disponíveis para habitar, estavam em construção ou em fase de vistoria mais 41 empreendimentos habitacionais privados que vão proporcionar 1.671 fracções habitacionais. Encontram-se ainda em fase de projecto, um total de 70 empreendimentos habitacionais que segundo a DSSCU vão disponibilizar 5.993 fracções habitacionais. Quanto aos hotéis, no final do ano passado havia três unidades hoteleiras em construção, que vão disponibilizar 204 quartos. Contabilizavam-se ainda 12 hotéis em fase de projecto que se espera acrescentem mais 1.432 quartos à oferta do território. Em relação aos números do ano passado, registaram-se um total de 1.068 fracções habitacionais a entrar no mercado, depois de receberem licença de ocupação. Foi ainda registado o início das obras de 669 fracções, feitas vistorias em 821 fracções e aprovada a construção de mais 1.458 fracções habitacionais. Ainda a nível dos hotéis, em 2025 foi concluído um empreendimento que juntou ao mercado mais 2.724 quartos.
João Santos Filipe Manchete SociedadeConstrução | Pedido apoio à remoção de obras ilegais O antigo deputado Wu Chou Kit acredita que a revisão do Regime Jurídico da Construção Urbana vai ser positiva para a sociedade, por promover a actividade económica para as construtoras e contribuir para a renovação da cidade O ex-deputado e engenheiro Wu Chou Kit defende que o Governo subsidie a remoção das construções ilegais. A posição foi tomada pelo presidente da Associação de Engenheiros de Macau, em declarações prestadas ao Jornal do Cidadão, numa altura em que o Governo quer avançar com a revisão do Regime Jurídico da Construção Urbana. Wu afirma compreender que o plano da revisão passa por incentivar os residentes a avançarem para a demolição das infra-estruturas ilegais de baixo risco. Contudo, o presidente da associação começou por indicar que não é claro para a população o significado de infra-estruturas de baixo risco, pedindo ao Executivo que avance com esclarecimentos adicionais sobre este aspecto. Wu Chou Kit defendeu ainda que é benéfico para o desenvolvimento social encurtar o tempo necessário para aprovar as licenças de demolição de obras ilegais e facilitar os procedimentos. Todavia, de forma a ser mais eficaz, Wu considera que o Governo deve financiar os residentes no esforço de demolição das obras que construíram de forma ilegal. O engenheiro acredita que desta forma os cidadãos vão ser mais “activos” a remover as estruturas ilegais. Além disso, por uma questão de segurança, o engenheiro vincou a necessidade de a população ouvir as opiniões de profissionais antes de decidir se as obras que pretendem fazer são de baixo risco. Mais negócio O ex-deputado elogiou ainda a opção do Executivo de avançar com a revisão do Regime Jurídico da Construção Urbana, por considerar que vai criar melhores condições de negócio para as empresas de construção, ao mesmo tempo que promove a segurança pública. Segundo Wu Chou Kit as alterações que constam no diploma vão permitir que as licenças de construção sejam obtidas mais rapidamente e por meios electrónicos, o que deverá acelerar todo o procedimento. Wu explicou ainda que esta era uma reivindicação antiga do sector privado e que está de acordo com as políticas de aposta na governação electrónica. Finalmente, o engenheiro elogiou as alterações ao Regime Jurídico da Construção Urbana por irem tornar mais fácil a realização de obras nas zonas protegidas da cidade, com a dispensa de licenças de construção. Segundo Wu, quanto mais fácil for construir naqueles locais e mais se afastar a necessidade de licenças, mais fácil será levar a cabo o plano de revitalização das zonas antigas, e ao mesmo tempo haverá também mais oportunidades de negócio para as construtoras. Este foi um aspecto que o ex-deputado afirmou ter vantagens para todos.
João Santos Filipe Manchete SociedadeMBC Show! nCH nega quebras contratuais e desvio de fundos A empresa da Coreia do Sul considera que as acusações da CQ (Macau) sobre as repetidas “violações graves do contrato” e desvio de fundos são falsas. Segundo a nCH, a justificação da CQ (Macau) para o cancelamento do festival em Macau não corresponde à realidade A nCH Entertainment recusa as acusações de ter cometido “repetidamente graves violações do contrato” e desviado fundos no âmbito da organização do festival MBC Show! Music Core in Macau. Foi desta forma que a empresa da Coreia do Sul reagiu a um comunicado da Companhia de Entretenimento e Comunicação Cultural (Macau) CQ sobre o cancelamento do evento. O festival com grupos de pop coreano estava originalmente agendado para os dias 7 e 8 de Fevereiro, no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Contudo, acabou cancelado, devido a “circunstâncias locais”, depois de terem começado a surgir notícias na Coreia do Sul a indicar que as autoridades de Macau não estavam a autorizar a entrada de artistas japoneses no território para fins profissionais. Face ao cancelamento, a CQ (Macau), envolvida na organização, emitiu um comunicado a acusar as empresas coreanas nCH Entertainment e Storypeak de falhas contratuais, desvio de fundos e ocultação de informação sobre o financiamento do evento. Ao HM, a nCH Entertainment nega as acusações: “Como organizadora inicial deste evento, a nCH Entertainment sente uma forte responsabilidade pelo cancelamento do espectáculo. No entanto, gostaríamos de esclarecer que as alegações feitas pela CQ na sua declaração — nomeadamente, que a nCH cometeu ‘repetidas violações do contrato e apropriação indevida de fundos’ — não são verdadeiras”, afirmou a empresa, através a resposta a perguntas enviadas por email. “Agradecemos sinceramente os esforços da CQ e dos nossos parceiros locais em Macau na preparação deste evento e reconhecemos que as falhas da nCH também contribuíram para o infeliz resultado que levou ao cancelamento do concerto”, foi acrescentado. Além de negar as acusações, a empresa da Coreia do Sul explicou ao HM que nunca assinou qualquer contrato com a CQ (Macau), com quem também não teve comunicações directas. A nCH Entertainment admitiu ainda só ter tido conhecimento do comunicado público da empresa de Macau, depois de ter sido contactada pelo HM. Sem base nos factos No comunicado da semana passada, a CQ (Macau) afirmou que “a razão fundamental para o cancelamento é que os direitos do espectáculo foram concedidos a organizadores coreanos sem capacidade para cumprir as suas obrigações contratuais, nomeadamente a ‘nCH Entertainment’ e a ‘STORYPEAK’”. Esta versão é igualmente recusada pela empresa coreana: “as razões citadas pela CQ para o cancelamento do evento, especificamente aquelas que atribuem culpa à nCH, não se baseiam em factos”, foi apontado. “Caso essas alegações não sejam corrigidas, vamos considerar tomar medidas legais para esclarecer a verdade”, foi vincado. Apesar de recusar as razões apontadas pela CQ (Macau), a nCH não revelou os motivos que levaram ao cancelamento. O elefante na sala O cancelamento de espectáculos em Macau com artistas japoneses não é novo, e a Companhia de Entretenimento e Comunicação Cultural (Macau) CQ esteve envolvida em ocorrências anteriores. O primeiro cancelamento a envolver a CQ aconteceu em Dezembro do ano passado, quando a empresa anunciou que o concerto em Macau do grupo Hi-Fi Un!corn não seria realizado devido a “circunstâncias imprevisíveis”. Os Hi-Fi Un!corn são um grupo de rock com membros da Coreia do Sul e do Japão. A justificação para a não realização do evento foi a existência de “circunstâncias imprevisíveis”, que foi igualmente utilizada em Xangai, quando o Interior começou a cancelar as actuações dos artistas japoneses. Os cancelamentos na China, com excepção de Hong Kong, surgiram depois de Takaichi Sanae, primeira-ministra do Japão, ter comentado a possibilidade de uma intervenção japonesa num eventual conflito armado entre o Interior e Taiwan. Em Macau, após as declarações, foram cancelados os concertos das artistas japonesas Ayumi Hamasaki e Mika Nakashima e também dos grupos Nexz e Hi-Fi Un!corn, integrados por alguns membros japoneses. No dia 25 de Janeiro, o HM entrou em contacto com Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), os Serviços de Economia, Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Serviços de Alfândega e Instituto Cultural (IC) para obter reacções às informações que circulavam na Coreia do Sul, mas até agora não obteve qualquer resposta. Anteriormente, o IC recusou ter qualquer ligação com os cancelamentos.
Nunu Wu SociedadeZona A | Moradores queixam-se de ambiente provocado por obras Os residentes das novas habitações na Zona A dos Novo Aterros queixam-se dos vários problemas causados pelo facto de grande parte do aterro ainda ter obras em curso. Os lamentos foram relatados ao jornal Ou Mun. Segundo o jornal Ou Mun, uma residente que mora no edifício Tong Seng, de apelido Chan, apontou que vários estaleiros de obras operam todo o dia e sem parar. Por isso, a moradora deixou a esperança que as autoridades adoptem medidas para reforçar a redução de ruído e de poeiras, com vista a reduzir o impacto junto dos residentes na zona. Outra residente, moradora no edifício Tong Kai, de apelido Leong, apontou que apesar de o Governo já ter anunciado a circulação de autocarros com percursos provisórios na Zona A, a oferta é insuficiente e que se espera que os transportes públicos melhorem o mais rapidamente possível. Leong pede a diversificação das carreiras de autocarros com a inclusão de mais bairros comunitários. Já um residente do edifício Tong Chong, de apelido Chao, observou que quando há vento se sentem no ar o pó e a areia das obras, o que conjugado com o facto de as zonas verdes não estarem totalmente pavimentadas causa elevados níveis de poluição do ar. Chao também criticou a falta contentores de lixo públicos nos aterros, que resulta na acumulação de lixo nas ruas, como pontas de cigarro e embalagens de comida. Este residente indicou ainda que os moradores do edifício Tong Chong têm enfrentado problemas com as fracções, como o facto de haver pregos expostos, e de terem sido registadas quedas de cimento ou da pintura das paredes.
Hoje Macau SociedadeJogo | Receitas com subida anual de 24% para 22,63 mil milhões Em termos mensais, em Janeiro, as receitas dos casinos apresentaram um crescimento de 8,4 por cento. Os números foram divulgados ontem pela DICJ e superam as expectativas dos analistas As receitas do jogo registaram em Janeiro um aumento mensal de 8,4 por cento e anual de 24 por cento, de acordo com dados anunciados ontem, que superam as previsões de analistas. Os casinos do território arrecadaram 22,633 mil milhões de patacas em Janeiro, contra 18,254 mil milhões de patacas no mesmo mês de 2025, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau. Em Dezembro do ano passado, as receitas brutas dos casinos tinham totalizado 20,888 mil milhões de patacas. Com excepção das receitas de Outubro do ano passado, que ultrapassaram ligeiramente os 24 mil milhões de patacas, as receitas de Janeiro deste ano são as mais elevadas desde 2020, altura do início da pandemia. Em 26 de Janeiro, analistas do banco JP Morgan previram “um crescimento da receita bruta de jogo de Janeiro entre 15 por cento e 20 por cento em relação ao ano anterior, provavelmente mais próximo do limite superior desse intervalo”. Numa nota, os analistas DS Kim, Selina Li e Lindsey Qian projectaram que as receitas dos casinos de Macau vão subir “cerca de 13 por cento nos dois primeiros meses de 2026 e no primeiro trimestre”. Janeiro e Fevereiro são normalmente épocas altas do jogo, dependendo da altura em que decorre o Ano Novo Lunar, que traz milhões de turistas a Macau e que também é uma época tradicional de jogo, mesmo entre os residentes. Esta é a única altura do ano em que os funcionários públicos podem jogar de forma legal. Expectativas moderadas No mesmo dia, a BMI, parte do grupo da agência de notação financeira Fitch Ratings, apontou para “um crescimento moderado, de um dígito, baixo a médio” das receitas do jogo em todo o ano de 2026. As receitas dos casinos de Macau atingiram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior. Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam no território seis concessionárias, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, que renovaram, em Dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2024.