João Santos Filipe Manchete SociedadeEconomia | Pedido regresso de cupões de consumo A Associação Industrial e Comercial de Macau defende uma economia híbrida, com períodos em que as PME vivem com base no aumento de turistas, nas épocas altas, e nos apoios ao consumo, durante as épocas baixas Face à redução do número de turistas em Macau, no pós-Ano Novo Lunar, o presidente executivo da Associação Industrial e Comercial de Macau, Ng Wah Wai, defendeu mais medidas de incentivo ao consumo interno, como os cupões de desconto. A posição de Ng foi partilhada em declarações citadas pelo jornal Ou Mun. Segundo a Associação Industrial e Comercial de Macau, os cupões de desconto são uma forma eficiente de promover a economia durante os períodos em que há menos turistas no território. Ng defendeu uma economia híbrida, com períodos em que as Pequenas e Médias Empresas (PME) conseguem viver apenas com as receitas adicionais dos turistas, durante as épocas altas, e outros em que face à redução dos visitantes, as PME recebem a ajuda dos cupões de consumo. Ng Wah Wai avisou igualmente que o número de visitantes em Macau vai continuar a diminuir gradualmente nos próximos meses, pelo que a distribuição de cupões é vital para impulsionar a economia comunitária, e aliviar as preocupações das PME. O presidente executivo da Associação Industrial e Comercial de Macau apelou também ao Executivo para que pondere permitir a utilização dos cupões em mais sectores, além da restauração e do retalho, e que aumente o montante directamente atribuído aos idosos. Novos modelos A possibilidade de serem distribuídos mais cupões de consumo foi abordada também por Matthew Liu Ting Chi, docente da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau. Liu defendeu o programa dos cupões, por considerar que numa perspectiva macroeconómica e microeconómica estas medidas de incentivo ao consumo trazem efectivamente uma nova vitalidade ao mercado. No entanto, o académico sugeriu que o Executivo pondere alterar o modelo utilizado nas últimas edições de atribuição de cupões. Até agora, este tipo de programas tem funcionado com os cupões a poderem ser obtidos por sorteio, realizado com base no consumo efectuado nos dias de semana. Os cupões podem depois ser utilizados no fim-de-semana imediatamente seguinte ao sorteio, e apenas nesses dias. Liu Ting Chi sugere um novo modelo em que as pessoas só se podem habilitar aos cupões quando consomem ao fim-de-semana, podendo depois utilizar os descontos durante os dias da semana. O académico pediu também um período mais longo para a utilização dos cupões, além do fim-de-semana imediatamente a seguir à atribuição, para permitir novos padrões de consumo. Desta forma, o académico da UM acredita que o consumo vai abranger mais sectores, além dos supermercados, farmácias e restaurantes, os sectores mais beneficiados pelas medidas anteriores.
Nunu Wu Manchete SociedadeIAM | Calçada portuguesa pode ser de material antiderrapante A calçada portuguesa fora das zonas históricas pode ser substituída por material antiderrapante, mantendo o padrão e design original, segundo um responsável do Instituto para os Assuntos Municipais. Nas zonas históricas, as autoridades vão manter a calçada, um dos elementos distintivos da cidade A calçada portuguesa pode ser substituída por outro tipo de pavimento, antiderrapante, mas mantendo o mesmo tipo de padrão e estética. A ideia foi avançada ontem por Ng Chi Lun, do Departamento de Vias Públicas e Saneamento do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), durante o programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. O responsável afirmou que o seu departamento irá continuar a vistoriar e optimizar as calçadas portuguesas nas zonas históricas da cidade, assim como nas zonas tampão, adjacentes a áreas sujeitas a protecção patrimonial. O tema principal do dia foi a campanha de limpeza da cidade, que irá avançar no fim do mês. Segundo indicou o presidente do IAM, Chao Wai Ieng, a campanha deste ano será mais abrangente do que a do ano passado, e com maior duração. “Lançámos a campanha pela primeira vez no ano passado, com a participação de vários serviços públicos, associações e instituições, no total de cerca de 50 mil pessoas. Montámos pontos de consulta e exposição nos bairros residenciais e elevámos a consciência da população para a manutenção de ambientes urbanos higiénicos e limpos, e para o combate aos ratos”, indicou o presidente do IAM. Chegar mais longe Chao Wai Ieng afirmou também que este ano o IAM pretende reforçar a frequência de acções de limpeza em edifícios sem assembleia de condóminos, organização de moradores ou uma empresa que tome conta da administração. O lixo foi no ano passado a causa da larga maioria das queixas recebidas pelo Grupo de Trabalho de Embelezamento e Limpeza da Cidade, que deu seguimento a 7.489 denúncias relativas a higiene e beleza das ruas. Destes quase 7.500 casos, cerca de 97 por cento foram resolvidos. Também no ano passado, o IAM puniu cerca de 15 mil infrações por motivos higiénicos, mais de metade relacionados com acumulação de lixo nas vias públicas. Quanto às infracções cometidas por turistas, as mais frequentes foram deitar lixo no chão ou cuspir. O chefe do Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento do IAM, em resposta a um ouvinte, afirmou que o Parque Central da Taipa se destaca como um dos locais alvo de mais queixas devido à presença de fezes de cão.
João Santos Filipe Manchete PolíticaShuttle Bus | Governo diz que pediu mais serviços às operadoras Após a polémica com a falta de alternativas para assegurar os serviços shuttles dos condomínios, o Governo defende-se e indica que pediu às operadoras de autocarros públicos para disponibilizarem mais viaturas Em relação às dificuldades dos edifícios residenciais em disponibilizarem serviços de shuttle, o Governo indica que pediu às operadoras de transportes públicos para disponibilizarem mais autocarros. As explicações surgem numa resposta a uma interpelação do deputado Chan Hao Weng, que vem assinada por Chan U Tong, director dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). As dificuldades de contratação de serviços de autocarros pelos condomínios dos grandes complexos habitacionais tornaram-se uma preocupação dos deputados, com a entrada em vigor da lei da actividade das agências de viagens e da profissão de guia turístico, onde consta a proibição das agências de viagem disponibilizarem este tipo de serviço de transporte. Agora o Governo vem dizer que pediu às operadoras dos autocarros públicos para disponibilizarem mais autocarros. “O Governo da RAEM, através de coordenação interdepartamental, promoveu junto das duas operadoras de autocarros o aluguer dos seus ‘veículos não operacionais’ para a prestação de serviços de transporte, com vista a dar resposta às necessidades de deslocação dos moradores dos complexos habitacionais em causa”, foi indicado. Ao mesmo tempo, o Governo defendeu que pediu mais autocarros a circular junto dos edifícios: “A DSAT solicitou ainda às operadoras de autocarros que reforçassem a atenção à situação de espera nas paragens na envolvente dos complexos, aumentando atempadamente a frequência dos serviços para melhor escoar o fluxo de passageiros”, foi acrescentado. Apesar da resposta, em que o director da DSAL cita a posição da DSAT, a questão do aumento dos custos do transporte não é abordada pelos governantes. Proibição anterior Quanto à proibição dos autocarros das agências de viagem serem contratados para este serviço de shuttle, o Governo insiste que a medida estava em vigor, ainda antes da nova lei, apesar da prática generalizada. “Entre 2015 e 2025, registaram-se mais de 140 procedimentos instaurados contra as agências de viagens que violaram as normas relativas ao uso de veículos, incluindo a prestação ilegal de autocarros de turismo como autocarros para trabalhadores ou como autocarros de ligação para os complexos habitacionais”, foi indicado. Os números apresentados representam uma média de 12,7 “procedimentos instaurados” por ano. “Enquanto entidade fiscalizadora, a DST tem supervisionado, nos termos da lei, a actividade das agências de viagens, e desde que se verifique a prestação ilegal de serviços por parte das agências de viagens, será instaurado o respectivo procedimento”, foi frisado.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTecnologia | Mulher exaltada com robô recebeu assistência médica O CPSP informou que o robô humanóide era controlado por um homem com cerca de 50 anos, que tem como objectivo comercializar este tipo de equipamentos no futuro O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) anunciou que a mulher que foi vista a discutir com um robô humanóide teve de receber tratamento médico, depois de se ter assustado. A informação foi adianta numa resposta enviada ao HM. “Por volta das 21h00 do dia 5 de Março, a Polícia de Segurança Pública recebeu uma denúncia de que uma mulher precisava de ajuda do lado de fora de um prédio na Rua do Sul, em S. Lázaro. Os agentes dirigiram-se imediatamente ao local”, foi indicado. “Verificou-se que a mulher, enquanto utilizava o telemóvel, se assustou ao perceber que um robô se aproximava por trás. Não houve contacto físico entre a mulher e o robô, nem ela sofreu quaisquer ferimentos. No entanto, ela relatou sentir-se indisposta e precisou de tratamento hospitalar”, foi acrescentado. Na segunda-feira à noite, a mulher já tinha recebido alta, mas optou por não apresentar qualquer tipo de queixa contra o proprietário do robô. “Ela recebeu alta e não tomou nenhuma medida legal em relação ao incidente”, foi informado. O CPSP revelou também que o robô foi devolvido ao dono, depois de lhe recomendarem uma utilização cuidadosa do mesmo. A mesma fonte esclareceu que o robô não era operado por inteligência artificial: “O robô envolvido era operado por um homem local na casa dos cinquenta anos, que afirmou estar a realizar testes na altura, com a intenção de o utilizar para promoções comerciais no futuro”, foi apontado. “A polícia lembrou ao homem que, ao operar robôs, ele deve permanecer constantemente atento à situação para evitar causar perigo ou alarme ao ambiente circundante ou aos transeuntes”, foi adicionado. Pedidos de regulação Este foi o segundo incidente público com um robô humanóide no território nas últimas semanas. Também no primeiro caso, o robô estava a ser testado para depois ser comercializado, de acordo com Zeng Zengwei, membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Norte. Na reunião mais recente deste conselho, este membro fez um pedido às autoridades para implementarem uma nova regulamentação para lidar com os robôs, principalmente face à possibilidade de serem controlados por inteligência artificial e devido aos equipamentos de captação de imagem e som, que podem colocar em causa a protecção de dados pessoais.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHutchison | Venda da “3” em Macau rendeu 110 milhões A venda da “3” foi explicada com as perdas da operadora ligada à Hutchison Telecom que atingiram 43 milhões de dólares de Hong Kong. O mercado das telecomunicações de Macau fica agora totalmente concentrado nas empresas estatais chinesas CITIC e China Telecom A venda da operadora de telecomunicações “3” pela Hutchison Telecom à Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) rendeu à empresa de Hong Kong 110 milhões de dólares de Hong Kong. Os números constam dos resultados anuais da empresa, divulgados num comunicado à Bolsa de Hong Kong na segunda-feira. “Em Janeiro de 2026, o Grupo concluiu a venda de todos os seus interesses na 3 Macau por um valor de 110 milhões de dólares de Hong Kong, encerrando mais de duas décadas de operações no mercado de Macau”, foi explicado por Canning Fok Kin Ning, presidente da Hutchison Telecom, que faz parte do grupo fundado por Li Ka-shing. “A venda irá servir para apoiar melhorias sustentadas na rentabilidade do grupo nos próximos anos, permitindo redistribuir os recursos de forma mais eficaz e simplificar ainda mais a sua estrutura operacional”, acrescentou o presidente. O documento mostra também que as perdas da empresa em Macau se vinham a acentuar nos últimos anos. Em 2025, as perdas em Macau foram de 43 milhões de dólares de Hong Kong, um valor que aumentou 72 por cento em relação ao ano anterior, quando as perdas em Macau tinham sido de 25 milhões de dólares de Hong Kong. Esta é uma diferença de 18 milhões de dólares de Hong Kong, que teve um impacto significativo nos resultados do grupo. O ano de 2025 fechou para a Hutchison Telecom com perdas de 25 milhões de dólares de Hong Kong, quando no ano anterior se tinha registado um lucro de 6 milhões. Regime de monopólio Com a venda da Hutchison à CTM, o mercado fica formalmente com três operadoras, uma vez que a marca 3 vai ser mantida, por agora, mas a CTM e a 3 passam a ser controladas pelos mesmos accionistas, essencialmente o Grupo CITIC, uma empresa estatal chinesa. A outra operadora do mercado de Macau é igualmente uma empresa estatal-chinesa, neste caso a China Telecom. Esta situação tem levantado preocupações para uma possível fragilização da posição dos clientes, como foi exposto pela associação Centro da Políticas da Sabedoria Colectiva, através do vice-presidente do Loi Man Keong. No entanto, o Governo afastou eventuais preocupações, desvalorizando a concentração e prometeu continuar a exercer as funções de regularização. “Esta transmissão de participações sociais envolve, essencialmente, uma alteração dos accionistas da Hutchison, que continua a operar a sua rede e a prestar serviços”, foi indicado num comunicado da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (CTT). “Por outras palavras, actualmente, o mercado continua a contar com três operadoras de telecomunicações móveis, e o Governo continua a fiscalizar, rigorosamente, o cumprimento, por parte da Hutchison, das suas obrigações constantes da licença, garantindo a prestação dos serviços de telecomunicações móveis estáveis aos utilizadores”, foi acrescentado.
João Luz Manchete SociedadeFarmácias | ISAF pede promoção da saúde física e mental da população O presidente do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica quer mais participação das farmácias na promoção da saúde física e mental da população. Choi Peng Cheong defende também uma maior integração da cultura da medicina tradicional chinesa na vida quotidiana dos residentes O presidente do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF), Choi Peng Cheong, quer que as farmácias de Macau ganhem um maior protagonismo na promoção da saúde física e mental da população. A posição foi tomada durante uma série de colóquios com o sector farmacêutico organizados pelo ISAF, de acordo com um comunicado divulgado ontem pelo organismo. Choi Peng Cheong apontou ainda para o papel que os farmacêuticos de Macau podem ter nos cuidados aos idosos, assim como na supervisão do mercado. O presidente do ISAF enquadrou o apelo ao sector no “conceito governativo de descentralização dos recursos de serviços para os bairros comunitários”, dando prioridade nos cuidados a idosos e crianças, designados como “grupos-chave”. O dirigente lançou um repto aos farmacêuticos para que tomem a iniciativa de prestar particular atenção aos doentes que tomam “medicação a longo prazo, polimedicação e riscos potenciais para a saúde. Em relação aos farmacêuticos de medicina tradicional chinesa, Choi Peng Cheong lembrou que essa é uma das áreas prioritárias nas políticas de diversificação da economia, mas que devem ter uma intervenção mais presente na comunidade, transmitindo conhecimentos sobre a prevenção e cuidados de saúde. O responsável defende que em Macau deve haver “integração da cultura da medicina tradicional chinesa na vida quotidiana”, “fomentando a saúde física e mental dos residentes”. Papel principal A ideia central do apelo do presidente do ISAF é o reforço do “papel e a função das farmácias e farmácias chinesas comunitárias na salvaguarda e promoção da saúde pública”, potenciando o valor social da profissão farmacêutica e a proximidade com as pessoas. “As farmácias e farmácias chinesas de Macau estão espalhadas por toda a cidade, formando uma importante rede de cuidados farmacêuticos primários; os profissionais farmacêuticos comunitários são um dos profissionais mais acessíveis e de confiança dos residentes, desempenhando um papel indispensável na promoção da saúde pública”, afirmou. Durante os colóquios, foram ainda abordados temas como o desenvolvimento dos jovens profissionais farmacêuticos e a resposta ao envelhecimento da população. Os representantes de associações ligadas ao sector comunicaram às autoridades a situação actual dos seus negócios e colocaram questões sobre os métodos de supervisão do mercado.
João Luz Eventos MancheteRota das Letras | Segunda semana com Valério Romão e Margarida Vila-Nova Com uma parte substancial do Rota das Letras marcada para o último fim-de-semana do festival, esta semana não faltam pontos de interesse. Valério Romão apresenta hoje “O Desfufador – Contágio – Vol. 1”, serão exibidos os filmes “Salatinas” e “A Herdade”, e Margarida Vila-Nova antecipa a apresentação da peça “À Primeira Vista” Antes do último fim-de-semana que condensa grande parte dos eventos finais do Rota das Letras, a programação do meio desta semana apresenta alguns “pesos pesados” do cartaz deste ano do festival literário. Hoje, às 18h30 na Livraria Portuguesa, Valério Romão apresenta o seu último livro “O Desfufador – Contágio – Vol. 1”, uma vertiginosa e satírica epopeia de resistência aos excessos do turismo, as teorias da conspiração, a masculinidade tóxica. Depois da trilogia das paternidades falhadas, com “Autismo”, “O da Joana” e “Cair para Dentro”, três livros de contos e um de poesia, o escritor português faz uma inversão de marcha na sua escrita em direcção à sátira mais mordaz aos tempos que correm. Editado pela Tinta da China, “O Desfufador – Contágio – Vol. 1” vive em torno de um naipe de heróis improváveis e discorre, página a página, com um sentido de humor encharcado de portugalidade. Também hoje, será exibido na Cinemateca Paixão, às 20h, o documentário “Salatinas”, de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira. O filme conta as estórias da velha Alta de Coimbra e a forma como cerca de 3.000 moradores foram desalojados de um dia para o outro para permitir a construção da Cidade Universitária na década de 1940. A exibição do filme será acompanhada por uma palestra com os autores do documentário. Na tela e em palco Os limites da justiça serão o foco para a palestra conduzida pela actriz Margarida Vila-Nova e o realizador e encenador Tiago Guedes, tendo como pano de fundo a peça “À Primeira Vista”, que será apresentada no Centro Cultural de Macau no sábado e domingo. A sessão que ira antecipar a performance em palco da peça escrita por Suzie Miller, está marcada para as 18h30 de quinta-feira, no Instituto Português do Oriente. A organização do Rota das Letras descreve “À Primeira Vista” como “um poderoso monólogo e um thriller jurídico de cortar a respiração” e “uma das mais reconhecidas peças de teatro dos últimos anos” que faz um exame incisivo sobre os limites do poder, lei e consentimento. A trama gira em torno de Teresa, uma brilhante jovem advogada proveniente de uma família humilde de classe trabalhadora, que trilha a sua ascensão por mérito e trabalho, estabelecendo-se como uma dotada advogada de defesa. Porém, um evento inesperado obriga-a a confrontar as linhas onde o poder patriarcal da lei, o ónus da prova e a moral divergem. Também na quinta-feira, às 20h30, é exibido o filme “A Herdade”, de Tiago Guedes no Cineteatro. Com Albano Jerónimo, Sandra Faleiro, Ana Vilela da Costa e Miguel Borges no elenco, “A Herdade” foi o filme seleccionado como representante de Portugal ao Oscar de melhor filme estrangeiro na edição de 2020. O bilhete para ver o filme de Tiago Guedes custa 100 patacas.
João Luz Manchete SociedadeCuidados paliativos | Cerca de 80% das camas ocupadas A taxa de utilização das camas de cuidados paliativos é de cerca de 80 por cento, segundo o director dos Serviços de Saúde que promete ajustar a oferta no futuro. Estes serviços são prestados principalmente a doentes terminais com cancro “Os Serviços de Saúde e as instituições médicas subsidiadas prestam principalmente serviços de cuidados paliativos e de cuidados em fase terminal aos doentes terminais com cancro, sendo a taxa de utilização das camas de cuidados paliativos de cerca de 80 por cento”, indicou o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo. Em resposta a uma interpelação escrita de Song Pek Kei, o responsável afirmou que os Serviços de Saúde irão ajustar, “o número de camas de acordo com a respectiva procura, articulando com o planeamento do desenvolvimento global das instalações médicas, optimizando a disposição dos serviços e a distribuição dos recursos”. Em relação ao cancro, Alvis Lo afirma que os programas de rastreio de Macau foram baseados no equilíbrio entre as orientações internacionais e “a realidade local”, incidindo sobre o cancro do colo do útero, cancro colorrectal, cancro pulmonar e cancro da mama. Alvis Lo acrescenta ainda que no que diz respeito ao cancro do pulmão a prevenção, e o incentivo à cessação tabágica, “continua a ser a intervenção mais eficaz e com melhor relação custo-benefício”. Actualmente, os grupos prioritários para rastreio de cancro do pulmão, através da tomografia computorizada de baixa dose, são pessoas com idades entre 50 e 74 anos, que tenham fumado há pelo menos 30 anos, ou que tenham deixado de fumar há menos de 15 anos. Controlo apertado Alvis Lo também traçou um panorama geral da realidade da hepatite B e Macau, começando por sublinhar que foi atribuído à RAEM o certificado da região da Região do Pacífico Ocidental da Organização Mundial de Saúde, porque a doença “é controlada com sucesso”. O responsável acrescenta que, hoje em dia, a principal faixa etária de infectados com a doença se concentra em indivíduos com mais de 50 anos. Tendo em conta estes dados, os Serviços de Saúde reforçaram, a partir do ano passado, o teste de rastreio da hepatite B a residentes com mais de 50 anos e foram disponibilizadas consultas externas de hepologia em todos os centros de saúde. Além disso, Alvis Lo indicou que para doentes infectados com hepatite B são agendados exames ecográficos e análises sanguíneas regularmente.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTaipa Pequena | Problemas com passeios, autocarros e lixo O deputado Nick Lei alerta para as dificuldades da zona e pede melhorias na Estrada Lou Lim Ieok e na Estrada de Sete Tanques que servem uma população de cerca de 1.600 residentes. O legislador aponta ainda o perigo da falta de passeios em algumas áreas O deputado Nick Lei defende a criação de passeios na Estrada Lou Lim Ieok e na Estrada de Sete Tanques, na Taipa Pequena, para evitar que os cidadãos tenham de andar na estrada quando se deslocam. Além disso, o legislador ligado à comunidade de Fujian alerta também para a necessidade de mais carreiras de autocarros e de substituir os contentores do lixo. Em relação à falta de passeios, o deputado avisa o Governo que “os residentes são obrigados a andar nas faixas de rodagem”, o que “causa muita insegurança à população”. Além disso, Lei indica que “quando passa um veículo a situação torna-se perigosa e ameaça a segurança dos peões”. Por isso, o membro da Assembleia Legislativa questiona: “De que planos concretos dispõe o Governo para melhorar o ambiente pedonal daquela zona, incluindo a criação de passeios para peões, passadeiras e outras instalações, com vista a salvaguardar a segurança dos residentes?”. Não só a falta de passeios para garantir a segurança dos residentes é criticada, a interpelação revela também incompreensão com o facto de aquela zona apenas ser servida por um único autocarro. “Quanto aos transportes públicos, neste momento, só a carreira n.º 35 passa pela Estrada Lou Lim Ieok, e não passa nenhuma carreira na Estrada de Sete Tanques, para além disso, aquela carreira só circula nas Ilhas, ou seja, não chega à Península de Macau, causando grandes inconveniências para os residentes que querem deslocar-se para o exterior”, foi descrito. “Os residentes que queiram deslocar-se para a Península de Macau têm de fazer o transbordo nas paragens periféricas e ainda têm de percorrer uma certa distância a pé para chegarem a uma outra paragem de autocarro”, acrescentou. Nick indica que este cenário é incompreensível, uma vez que nestas estradas existem “várias residências privadas, com uma população de cerca de 1600 pessoas”. Acumulação de lixo Na interpelação, o deputado aponta também que o ambiente da zona é afectado pela capacidade dos caixotes do lixo, tida como insuficiente. “No que respeita às instalações de recolha de lixo, veja-se o exemplo do Edifício ‘Jardins de Lisboa’, aqui só há um contentor de lixo com tampa, cuja capacidade é limitada e fica cheio facilmente, originando problemas de higiene ambiental, tais como a acumulação de lixo e a dissipação de odores”, descreveu. “Os residentes esperam que sejam instalados, o mais rápido possível, contentores de lixo de compressão, com vista a resolver os problemas de higiene, tais como, de lixo a céu aberto, mau cheiro e águas residuais, e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo de recolha e transporte do lixo, optimizando, deste modo, a higiene dos bairros comunitários”, apontou. “Com vista a melhorar a higiene ambiental e a qualidade de vida dos residentes daquela zona e optimizar as instalações de recolha de lixo do complexo habitacional dos “Jardins de Lisboa”, quando é que o Governo vai substituir os antigos contentores de lixo por contentores de compressão?”, perguntou.
Nunu Wu Manchete SociedadeTecnologia | Defendida criação de leis para robôs humanóides O conselheiro Zeng Zengwei defendeu a criação de legislação para regular a circulação de robôs humanóides em Macau, depois da aparição na RAEM, na semana passada, de um vídeo que se tornou viral nas redes sociais de uma mulher a ralhar com um robô O membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Norte, Zeng Zengwei, defendeu a necessidade de criar legislação para regular o desenvolvimento dos robôs humanóides. A posição foi tomada numa reunião do conselho na quarta-feira, depois de um primeiro aparecimento de um robô humanóide nas ruas, mas antes do episódio mais recente, quando uma mulher foi filmada a dar um sermão a um robô. Na intervenção da reunião, Zeng Zengwei alertou para os perigos que os robôs podem constituir, principalmente quando circulam junto de escolas e outros equipamentos sociais, em zonas com maior densidade populacional. “Recentemente um robô humanóide foi visto a circular nas ruas, como forma de promoção de uma empresa. O robô humanóide apareceu nas proximidades das escolas e de paragens de autocarros, locais densamente povoados”, descreveu o conselheiro. “No entanto, durante a caminhada, o robô teve vários encontrões pequenos, mas frequentes, com transeuntes. Eu testemunhei um desses encontrões com um estudante, quando este aguardava pelo autocarro”, revelou. Uma vez que os robôs são máquinas e que a circulação entre a população pode implicar a causa de danos, em casos de avarias ou circunstâncias inesperadas, Zeng Zengwei indicou que é preciso definir um regime sobre as responsabilidades legais, em caso de acidentes e ferimentos. Protecção de dados O conselheiro surgiu assim a elaboração de “leis relacionadas com robôs humanóides, particularmente focados nas ameaçadas à segurança e ordem” durante a utilização dos espaços públicos, assim como a regulação da captação de imagens, para garantir o respeito pela lei da protecção de dados pessoais. Além disso, foi igualmente defendida a necessidade de fazer um registo sobre os robôs humanóides que utilizam as ruas locais, assim como a criação de um sistema de certificação de segurança. Apesar das críticas, o conselheiro destacou a importância do desenvolvimento tecnológico e do espírito empreendedor. A mais recente polémica com robôs humanóides aconteceu na sexta-feira à noite, quando uma das máquinas foi levada por agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), de acordo com as publicações nas redes sociais, sem que se tenha havido qualquer tipo de explicações públicas. O HM questionou as autoridades sobre o episódio, mas até ontem não recebeu qualquer resposta sobre o episódio. Antes da “detenção” do robô, uma mulher foi filmada a ralhar com o humanóide e a chamar-lhe maluco, depois de ter ficado assustada com a presença da máquina. Em reacção o robô levanta os braços, o que levou a mulher a abandonar o local.
Hoje Macau Manchete PolíticaMP | Assumido papel de interlocução entre a China e PLP Tong Hio Fong promete que Macau vai desempenhar o papel de interlocutor jurisdicional entre a China e os países lusófonos O Procurador-Geral de Macau, Tong Hio Fong, apontou que o Ministério Público (MP) da cidade irá desempenhar um papel de interlocutor jurisdicional entre a China e os países lusófonos. Durante as Duas Sessões que decorrem em Pequim, o Governo Central da China voltou a destacar o papel estratégico de Macau na ligação com os países de língua portuguesa. O relatório de trabalho apresentado pelo primeiro-ministro, Li Qiang, sublinhou que a região deve potenciar as suas vantagens únicas e aprofundar a sua função como plataforma de interligação entre o interior da China e o espaço lusófono, de modo a promover “prosperidade e estabilidade a longo prazo”. Segundo destacou agora o Ministério Público, num comunicado de reacção às Duas Sessões, a RAEM será consolidada como plataforma de cooperação judiciária e comunicação profissional, de modo a aproximar sistemas legais e promover intercâmbio entre magistrados e instituições dos países de língua portuguesa. O mesmo organismo pretende aprofundar a colaboração na área da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin (ilha da Montanha), mas sempre com a perspectiva de que Macau deve servir como “cabeça-de-ponte” para a abertura da China ao mundo lusófono. A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é um projecto de Pequim para integrar os dois territórios de Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong numa região com mais de 86 milhões de habitantes e uma economia superior a um bilião de euros em 2023. Objectivo definido Segundo Tong, o objectivo é que Macau se afirme cada vez mais como “elo privilegiado entre a China e a comunidade internacional de língua portuguesa”, contribuindo para o desenvolvimento nacional e para a consolidação da sua posição estratégica dentro da política ‘Um País, Dois Sistemas’. Nos planos governativos de Macau para 2026 está incluída a celebração de um acordo para auxílio judiciário mútuo em matéria penal com Angola. Angola e a China continental assinaram em 2006 um tratado de extradição, que só foi aprovado pelo Parlamento angolano em 2011, tendo sido ratificado pelo Governo de Luanda dois anos mais tarde. De acordo com as Linhas de Acção Governativa para o próximo ano, Macau quer também começar a negociar um “acordo sobre a confirmação e execução recíprocas de decisões judiciais em matéria civil e comercial” com Portugal. No entanto, o documento não refere qualquer data para a conclusão das negociações e a eventual assinatura de um acordo afinal. Macau e Portugal assinaram em 2019 um acordo relativo à entrega de infractores em fuga, cuja legalidade penal foi posta em causa pela Ordem dos Advogados portuguesa. O protocolo não está em vigor, uma vez que não foi a votos na Assembleia da República.
Hoje Macau Eventos MancheteRota das Letras | Guy Delisle defende que BD é um “meio eficaz” de jornalismo O escritor franco-canadiano defende que a banda desenhada costumava ser vista como “algo só para crianças”, mas que actualmente é lida “tanto por avôs como por netos” O premiado autor Guy Delisle, conhecido por obras gráficas de não-ficção, descreveu a Banda Desenhada (BD) como um “meio eficaz” de jornalismo que atinge um público mais vasto. O escritor franco-canadiano foi convidado da 15.ª edição Festival Literário de Macau – Rota das Letras que decorre entre 5 e 15 de Março para uma conversa sobre um meio que “costumava ser visto como algo só para crianças”, mas que é hoje em dia lido “tanto por avôs como netos”. Delisle escreveu vários livros aclamados no género de não-ficção gráfica centrados nas suas experiências de viagem e vida incluindo Pyongyang, Jerusalém: Crónicas da Cidade Santa, Crónicas da Birmânia, e Shenzhen. No entanto, o autor nascido no Québec considera-se mais parte da primeira vaga de “autores de livros de viagem” gráficos, e menos como jornalista no estilo de autores como Joe Sacco, conhecido por livros que descrevem o quotidiano em cenários de guerra na Palestina e nos Balcãs. “Há muitas direcções, existem muitos livros de viagem de Banda Desenhada. Joe Sacco é um jornalista e faz algo parecido, mas tem experiência de jornalista e tem uma perspectiva e abordagem diferente”, indicou Delisle em resposta a uma pergunta da Lusa. “Eu faço alguma pesquisa do contexto dos locais em foco, mas prefiro a abordagem de fazer observações casuais, apontar os detalhes que considero mais engraçados e interessante”, disse. O autor trabalhou principalmente na indústria de animação, mas acabou por entrar no mundo das novelas gráficas depois de ser destacado para Shenzhen em 1997. Desenhos para a família Começando como um método de contar as suas experiências de viagem “para a família” transformando os seus apontamentos diários nesta cidade no sul da China na sua primeira BD. O autor seria transferido em trabalho, inusitadamente, para a capital da Coreia do Norte em 2001, que gerou o seu livro mais traduzido, Pyongyang. “Fui enviado para a Coreia do Norte durante dois meses. Conhecia muita gente da indústria da animação que me disseram que era super aborrecido […] mas eu sempre me senti fascinado pelo país”, destacou. “Quando lá cheguei recebi flores para por aos pés de uma estátua de Kim Jong Il [líder da Coreia do Norte na altura]. Só isso me fez pensar que daria um bom livro”. O escritor franco-canadiano recebeu também o prémio máximo da Banda Desenhada europeia quando a edição francesa de “Jerusalém “ foi eleita Melhor Álbum no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême. Uma das suas obras de maior teor jornalístico inclui o “Refém”, que descreve a experiência de Christophe Andre, um membro dos Médicos Sem Fronteiras, sequestrado durante três meses como refém na Tchetchénia. “Um sequestro é uma experiência muito difícil, mas quando lhe perguntei ele contou-me tudo”, lembrou. Habituado a descrever as suas memórias, Delisle teve pela primeira vez que descrever as experiências de terceiros, realizando “gravações de quase 8 horas” das conversas com Andre. “Era material muito bom, mas a primeira versão parecia mais um filme de Hollywood e funcionava, por isso mudei o estilo para uma descrição realista da experiência de alguém privado da sua liberdade.” O livro descreve, por exemplo, como a certa altura os sequestradores esqueceram-se de fechar a porta do quarto, com Andre a ponderar durante horas se deveria arriscar sair. “Ele esperou algumas horas até ficar escuro. A pergunta que ponho ao leitor é o que faria na situação dele? Abria a porta?”, disse Delisle. Novo livro brevemente O seu livro mais recente, MuyBridge publicado em 2024, descreve a vida de Eadeward MuyBridge, um dos pioneiros da fotografia, com Delisle a revelar que um novo livro será publicado na “próxima semana”. Quanto a usar o seu tempo em Macau e Hong Kong para um livro, considera que “infelizmente precisaria de ficar muito mais tempo” do que três meses para ter notas suficientes para um livro. A edição deste ano do Festival Literário de Macau irá prestar um tributo a Camilo Pessanha, no centenário da morte do poeta português. O programa do festival inclui ainda o jornalista e comentador político João Miguel Tavares, que publicou em Outubro o livro “José Sócrates – Ascensão”. Também virá a Macau Miguel Carvalho, autor de “Por dentro do Chega. A face oculta da extrema-direita em Portugal”, que resulta de uma investigação que o jornalista e escritor fez ao longo de cinco anos.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTribunal | Ex-CEO de grupo Star falhou por ligações com Suncity O Tribunal Federal da Austrália considerou que Matthias Bekier violou as suas obrigações de diligência, na forma como lidou com o grupo fundado por Alvin Chao. No entanto, a justiça ilibou os outros ex-directores do grupo australiano de qualquer falha Um juiz do Tribunal Federal da Austrália decidiu que o ex-administrador do grupo Star Matthias Bekier violou as suas obrigações legais, devido às ligações com a promotora de jogo Suncity. O caso remonta a 2022, quando a Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC, em inglês) instaurou um processo contra o grupo de casinos australiano, por considerar que não foram adoptados os procedimentos necessário para mitigar os riscos de branqueamento de capitais. De acordo com a Sky News Australia, o juiz Michael Lee decidiu que o ex-presidente do conselho de administração da Star, Matt Bekier, e a jurista da empresa, Paula Martin, falharam nos seus deveres de diligência, principalmente no que diz respeito às operações da Suncity no casino The Star. A empresa de Macau explorava uma sala de jogo com o nome Salon 95 no casino localizado em Sydney. Segundo a decisão, Bekier devia ter tido conhecimento dos relatórios sobre as ligações dos promotores de jogo Alvin Chau e Qin Sixin, e terminado as relações comerciais com estes empresários. Michael Lee indicou também que Bekier devia ter conhecimento dos riscos devido às alegadas ligações de Alvin Chau com o crime organizado. Em relação a Qin, além de promotor, era jogador no casino The Star, e foi detido no início da década de 2010, por suspeita de lavagem de dinheiro e de actividades bancárias ilegais. Derrota do regulador Segundo a Sky News Australia, a decisão foi uma derrota para o regulador, uma vez que a ASIC pretendia que a justiça considerasse não só que todos os directores da empresa tinham falhado nas suas obrigações de diligência, como também parte deles tinham prestado declarações enganadoras aos reguladores. A ASIC também defendeu em tribunal que os funcionários da Star manuseavam sacos com notas de 50 dólares amarradas com elásticos, que depois eram entregues nas mesas de jogo em sacos térmicos, enquanto os operadores bloqueavam a visão das câmaras de CCTV com cobertores. Apesar da posição do regulador, o juiz considerou inocentes os ex-directores da Star John O’Neill, Richard Sheppard, Katie Lahey, Sally Pitkin, Gerard Bradley, Benjamin Heap e Zlatko Todorcevski, por entender que não deixaram “de exercer os seus poderes e cumprir as suas funções”.
Hoje Macau Manchete SociedadeLisboa-Hong Kong | Empresários avisam que ligação requer subsídios O especialista Erik Young considera que os voos de ligação a Portugal iriam servir não só Hong Kong, mas toda a Grande Baía, incluindo Macau. Porém, avisa que o sucesso da ligação dependeria da forma como Lisboa lidasse com os passageiros de África e do Brasil Representantes empresariais e do sector de aviação alertam que uma ligação aérea entre Lisboa e Hong Kong teria custos elevados e poderia precisar de apoios estatais para reduzir o risco. Uma possível ligação aérea entre Portugal e Hong Kong voltou a ganhar destaque após contactos recentes entre autoridades portuguesas e a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong. No início de Fevereiro, decorreu uma reunião entre o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, e a directora executiva da Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), Vivian Cheung Kar-fay. “[O encontro em Hong Kong foi uma] oportunidade de abordarmos assuntos de interesse mútuo”, disse o Consulado na altura. Numa resposta escrita a questões da agência Lusa, a AAHK disse que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários”. Segundo Erik Young, especialista em aviação sediado em Hong Kong, uma transportadora como a TAP teria que olhar para “além do simples interesse dos passageiros” e analisar vários “pilares críticos”. O consultor destacou que “seria necessário avaliar o equilíbrio entre viagens de negócios de alto rendimento, turismo e, crucial para este tipo de percurso de longo curso”, a capacidade de carga no porão. “Um voo destes não serve apenas Hong Kong; o seu sucesso depende da área de captação da Grande Baía e da eficiência com que o hub de Lisboa consegue ligar passageiros a mercados secundários no Brasil e em África”, apontou o especialista em aviação. Ligações com PLP Em termos económicos, sublinhou que se deve observar as “tendências de investimento estrangeiro directo, os volumes de comércio entre a Grande China e os mercados lusófonos”, e a competitividade relativa da frota da TAP face às transportadoras que oferecem ligações com uma escala. Young apontou ainda que para rotas de longo curso com custos de entrada elevados, “algum tipo de apoio inicial ou um Acordo de Serviços Aéreos robusto” é frequentemente o factor decisivo na mitigação do risco. “Em última análise, não é uma questão de sim ou não. Trata-se de um projecto de viabilidade aprofundado e não de uma observação rápida. O caso comercial exige um alinhamento muito específico destes pontos”, concluiu. O secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), Bernardo Mendia, disse à Lusa que a possibilidade de uma ligação aérea directa entre Portugal e Hong Kong ou Macau “surge ciclicamente no debate público devido ao interesse histórico e económico crescente entre Portugal e o sul da China. “Do ponto de vista técnico, hoje essa ligação parece ser possível”, disse Mendia, lembrando que a distância entre Lisboa e Hong Kong ronda os 11 mil quilómetros e que aeronaves modernas de longo curso, como o Airbus A330-900neo da TAP Air Portugal, têm autonomia suficiente para realizar o voo sem escalas. No entanto, o responsável destacou que “a questão central não é tecnológica, mas sobretudo económica” pois “as rotas intercontinentais exigem uma massa crítica consistente de passageiros e carga para serem sustentáveis”. Actualmente, o mercado entre Portugal e o sul da China é servido de forma indirecta através de grandes hubs europeus e do Médio Oriente. “Existem mais de 300 voos semanais entre a região da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e Lisboa com ligação intermédia em aeroportos como Paris, Frankfurt, Istambul ou Dubai. Isto demonstra que existe procura, mas ainda distribuída por esses grandes centros de ligação”, acrescentou. Potencial significativo Apesar disso, Mendia considera que o potencial estratégico é significativo, considerando que Grande Baía, que integra Hong Kong, Macau, Shenzhen e Guangzhou, reúne mais de 70 milhões de habitantes e constitui um dos maiores polos económicos do mundo. O espaço da lusofonia reúne cerca de 260 milhões de pessoas, o que cria um eixo potencial muito relevante entre a Ásia e os países de língua portuguesa, avisa, no qual “Portugal pode desempenhar um papel natural de plataforma de ligação”. Neste contexto, uma ligação directa poderia beneficiar não apenas do tráfego entre Portugal e o sul da China, mas também de fluxos mais amplos entre a Ásia e os mercados lusófonos. “Lisboa pode tirar partido da sua posição geográfica e da rede atlântica da TAP Air Portugal”, disse. O secretário-geral da CCILC apontou ainda um cenário “particularmente interessante” de algum eventual envolvimento de uma companhia aérea chinesa no processo de privatização da TAP. “Nesse caso, poderia abrir-se a possibilidade de posicionar Lisboa como um verdadeiro hub de ligação entre a Europa, a Ásia e o espaço lusófono”, afirmou. “Em vez de os passageiros portugueses terem de se deslocar a grandes capitais europeias para voar para a Ásia, poderia acontecer o inverso: passageiros de várias cidades europeias passarem a utilizar Lisboa como porta de entrada para voos directos para a Ásia, com todos os benefícios para Portugal associados”, acrescentou. Se tal vier a acontecer, concluiu Mendia, “Lisboa poderá afirmar-se como um ponto de encontro natural entre três grandes espaços económicos: a Europa, a Grande Baía do sul da China e o mundo lusófono”.
Hoje Macau Manchete PolíticaCigarros | Governo quer proibição total de cigarros electrónicos A proposta de lei em consulta visa os cigarros electrónicos, as bolsas de nicotina e o tabaco para os cachimbos de água. Os infractores apanhados na posse destes produtos vão ter de pagar multas que chegam às 1.500 patacas O Governo de Macau apresentou na sexta-feira uma proposta de lei que prevê a proibição da posse e consumo de cigarros electrónicos, “face aos riscos associados à saúde pública”. Os Serviços de Saúde anunciaram o lançamento de uma consulta pública, entre 8 de Março e 8 de Abril, sobre a revisão da lei de prevenção e controlo tabágico. Desde 2018, que já é proibida em Macau a venda, publicidade e promoção a cigarros electrónicos. Em 2022, a região proibiu também o fabrico, distribuição, importação, exportação e transporte destes dispositivos. Mas o chefe do Gabinete para a Prevenção e o Controlo do Tabagismo e Alcoolismo dos Serviços de Saúde admitiu que os residentes têm continuado a usar cigarros electrónicos, que “devido ao seu tamanho reduzido são facilmente ocultáveis”. “Os cigarros electrónicos não são melhores do que os cigarros tradicionais. Mas, com diferentes sabores e diferentes formas, são mais atraentes e conseguem atrair o consumo dos jovens”, lamentou Lam Chong. “Algumas pessoas, depois de algum tempo, passam a fumar cigarros tradicionais”, acrescentou, numa conferência de imprensa. Drogas ilegais Além disso, o dirigente alertou que os cigarros electrónicos têm sido usados “como utensílio” para o consumo de drogas ilegais, como o caso de uma nova droga sintética, conhecida como ‘petróleo espacial’. “A população, de modo geral, demanda o fortalecimento da fiscalização sobre o consumo dos cigarros electrónicos”, defenderam os Serviços de Saúde, no documento de consulta pública. O ‘petróleo espacial’, produzido a partir do anestésico etomidato, já terá causado pelo menos três mortes na região vizinha de Hong Kong. Em Macau, a primeira apreensão foi feita numa escola local, em Outubro de 2023. A substância é conhecida em Hong Kong como ‘droga zombie’ porque pode causar graves danos físicos e mentais, incluindo dependência, perda de memória, convulsões, perda de consciência e até morte. Os Serviços de Saúde sublinharam que a posse de cigarros electrónicos já está proibida em Singapura desde 2018 e que Hong Kong irá banir o consumo em locais públicos a partir de 30 de Abril. “Esperamos que a revisão possa entrar em vigor no próximo ano, embora vá haver um período de transição”, disse Lam Chong. Após a entrada em vigor, quem for apanhado em público com cigarros electrónicos, irá enfrentar uma multa de até 1.500 patacas. Cachimbos de água visados A proposta de lei prevê também a proibição do fabrico, distribuição, importação, exportação e transporte na entrada e saída de Macau de bolsas de nicotina, cigarros à base de plantas e tabaco ou pasta para cachimbos de água. O objectivo, explicou Lam Chong, é banir estes produtos alternativos de tabaco, que não são abrangidos pela actual legislação, “antes que se generalizem” no território, nomeadamente entre os jovens consumidores. O dirigente avisou que os fabricantes têm descrito estes produtos, de forma errónea, como “livres de tabaco”, “sem malefícios” ou como “substitutos saudáveis” dos cigarros convencionais. Lam deu como exemplo o consumo de um cachimbo de água durante 45 a 60 minutos, algo que disse ser “equivalente a fumar 100 cigarros”, com “uma maior quantidade de monóxido de carbono”.
João Luz Manchete PolíticaDuas Sessões | André Cheong diz que deputados não são “apenas espectadores” Todos os secretários e responsáveis de altos cargos da RAEM garantiram que vão “implementar seriamente o espírito das duas sessões nacionais”. O princípio da predominância do poder Executivo e a defesa da segurança nacional foram compromissos partilhados pelas principais figuras políticas da RAEM Depois das sessões inaugurais da Assembleia Popular Nacional (APN) e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e do encontro da delegação da RAEM com Ding Xuexiang, membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista da China e Vice-Primeiro-Ministro do Conselho de Estado encarregado dos assuntos de Hong Kong e Macau, todas as principais figuras políticas locais garantiram que vão implementar o espírito das duas sessões. O presidente da Assembleia Legislativa (AL), André Cheong, afirmou que o órgão legislativo “vai tomar como orientação as declarações e instruções importantes proferidas pelo Presidente Xi Jinping durante a sua visita a Macau e a Hengqin no final de 2024, (…) e estudar a fundo e implementar o espírito das duas sessões nacionais”. André Cheong indicou que a “Assembleia Legislativa tomará medidas concretas para concretizar o princípio da predominância do poder executivo, para não ser apenas um ‘comentador’ ou ‘espectador’”, com os deputados serem os representantes da opinião pública. O líder da AL salientou a responsabilidade dos deputados na salvaguarda da segurança nacional e no impulso ao desenvolvimento económico e social de Macau”. Além da segurança nacional, André Cheong apontou a necessidade produzir legislação que facilite a vida dos residentes de Macau que vivem ou trabalham em Hengqin, e o reforço da colaboração com os órgãos legislativos da Província de Guangdong e do Município de Zhuhai. Por seu turno, o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, salientou que o sistema jurídico de defesa da segurança do Estado será aperfeiçoado e consolidado e que será “intensificada a educação do amor pela pátria e por Macau junto dos trabalhadores dos serviços públicos”. Cultura nacionalista Também a pasta da área dos Assuntos Sociais e Cultura sublinhou que “estudará com afinco o espírito das instruções importantes proferidas pelo Presidente Xi durante as ‘Duas Sessões’, o relatório de trabalho do Governo, bem como as instruções do Vice-Primeiro-Ministro Ding”. A tutela liderada por O Lam apontou a importância do desenvolvimento integrado da educação, da ciência e tecnologia e dos quadros qualificados. Neste ponto, o gabinete da secretária salientou a inclusão no 15.º Plano Quinquenal Nacional do desenvolvimento da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin. No plano cultural, O Lam defende que a cultura deve “transmitir os valores essenciais do amor à Pátria e amor a Macau e contar bem a história de Macau”. Já a presidente do Tribunal de Última Instância, Song Man Lei, afirmou que a realização das Duas Sessões apontou o rumo para o desenvolvimento futuro de Macau, e que os tribunais da RAEM irão apoiar firmemente o Chefe do Executivo e o Governo da RAEM na sua governação”. A mais alta magistrada da RAEM afirmou ainda que “os tribunais da RAEM irão exercer o poder judicial nos termos da lei, pautando-se pelo conceito de justiça imparcial, apoiando firmemente o Chefe do Executivo na sua governação em conformidade com a lei. Além disso, os crimes contra a segurança nacional serão punidos “severamente”. O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, afirmou que a “predominância do poder executivo é a orientação das decisões do Governo Central que conta com a colaboração e o apoio do Governo da RAEM, da população em geral e dos diversos sectores da sociedade”. Mensagens semelhantes foram partilhadas pelos restantes secretários, e comissárias Contra a Corrupção e Auditoria, os Serviços de Alfândega e o Procurador do Ministério Público.
Hoje Macau Eventos MancheteÓbito | António Lobo Antunes morre aos 83 anos O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu ontem aos 83 anos, confirmou à Lusa fonte editorial. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de Setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas. “Nunca soube verdadeiramente fazer outra coisa que não escrever”, declarou o escritor, que se definiu com um “caçador de palavras”, à agência Lusa, em 2004, quando já tinha recebido o Prémio União Latina (2003) pelo conjunto da obra, e a lista de distinções já ia do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) ao Melhor Livro Estrangeiro publicado em França (“Manual dos Inquisidores”) e ao reconhecimento pela Feira do Livro de Frankfurt (1997), na Alemanha. O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se “Conhecimento do Inferno”, em 1980, e “Explicação dos Pássaros”, em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal. A República Portuguesa condecorou-o com a grã-cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Inédito em Abril Um livro inédito de poemas de António Lobo Antunes, que o escritor que sempre lamentou não ter sido poeta foi escrevendo ao longo da vida, vai ser publicado em Abril, anunciou hoje a sua editora, em comunicado. “Poemas” é o título deste livro, em que a Dom Quixote estava a trabalhar, e que acaba por não ser publicado ainda em vida do escritor. A editora, que tem publicado toda a sua obra, “anuncia que publicará já em Abril um inédito, não de prosa, o seu género favorito, mas de poesia, onde estarão reunidos os poemas que António Lobo Antunes foi escrevendo ao longo da sua vida. Ele que sempre lamentou não ter sido poeta”. Esta publicação insere-se no âmbito do compromisso da Dom Quixote em continuar a trabalhar e a promover uma obra, “cuja importância ultrapassou fronteiras, premiada e distinguida um pouco por todo o mundo”. O Governo português decretou um dia de luto nacional pelo falecimento de escritor que deverá ser cumprido no sábado, 7 de Março.
Hoje Macau China / Ásia MancheteEconomia | Fixada meta de crescimento entre 4,5% e 5% para 2026 A China estabeleceu ontem uma meta de crescimento económico entre 4,5 por cento e 5 por cento para este ano, ligeiramente abaixo dos objectivos definidos nos últimos anos, num contexto marcado pela prolongada crise no sector imobiliário e por incertezas externas. A meta foi anunciada pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, durante a apresentação do relatório de trabalho do Governo na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo da China. O relatório estabelece o objectivo de crescimento nesse intervalo, acrescentando que o Governo procurará “alcançar melhores resultados na prática”. “Embora reconheçamos as nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que enfrentamos”, afirma o relatório. Nos últimos três anos, Pequim fixou metas de crescimento de “cerca de 5 por cento”. Em 2025, a economia chinesa registou uma expansão de 5 por cento. Ao estabelecer um intervalo entre 4,5 por cento e 5 por cento, o Governo procura dar maior margem de manobra para ajustar as políticas económicas ao longo do ano. O documento destaca o aumento dos riscos geopolíticos e assinala que o comércio livre está sob forte ameaça. As exportações chinesas para os Estados Unidos foram afectadas pelas tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, embora a China tenha expandido as vendas para outras regiões do mundo. No plano interno, o relatório sublinha um desequilíbrio “acentuado” entre uma oferta forte e uma procura fraca, bem como o desafio de fazer a transição da economia para novos motores de crescimento. “Internamente, ainda enfrentamos diversos problemas e desafios, tanto antigos como novos”, acrescenta o documento. “Ao propor estas metas, tivemos em conta a necessidade de deixar algum espaço para ajustes estruturais, prevenção de riscos e reformas no primeiro ano deste período do plano quinquenal, de modo a estabelecer uma base sólida para alcançar melhores resultados nos próximos anos”, refere o relatório. Outros planos A sessão anual da ANP, que reúne cerca de 3.000 delegados e é considerada o principal evento político anual do país, deverá também aprovar um plano quinquenal que definirá as prioridades políticas e económicas da China até 2030. O documento inclui também compromissos para reforçar a economia doméstica e, ao mesmo tempo, avançar com as ambições do Presidente chinês, Xi Jinping, de transformar o país num líder global em tecnologia.
João Luz Eventos MancheteRota das Letras | Fim-de-semana com cinema, poesia, música e passeios históricos Depois das sessões inaugurais de ontem, o festival literário Rota das Letras entra hoje em velocidade cruzeiro, com um cartaz variado e intenso em termos de agenda até domingo. As “festividades” de hoje arrancam às 17h30 na Casa Garden com a apresentação “Desenhar o Mundo”, uma palestra conduzida pelo cartoonista Guy Delisle sobre a intersecção entre banda desenhada, cultura e humanismo. O cartoonista canadiano conta na bagagem várias novelas gráficas que, além da ficção, retratam realidades que marcam a actualidade internacional, como “Shenzhen: A Travelogue from China”, “Pyongyang: A Journey in North Korea” ou “Jerusalem: Chronicles from the Holy City”. Às 19h, também na Casa Garden (que acolhe todos os eventos de hoje), será a vez de António Cortez e Alice Neto de Sousa terem um “Diálogo Poético Intergeracional: Palavras de Ferem e Curam”. À mesma hora, também na Casa Garden, é apresentado o livro “Posse e Paixão: Um Guia para Colecionadores de Arte” de Konstantin Bessmertny. Entretanto, o jardim da Casa Garden, a partir das 20h, será palco para uma performance de música e poesia de Tim Yiu e 45 minutos depois as palavras vão soar mais alto com “Línguas em Harmonia”, que irá contrapor leituras e português, chinês e inglês, por Tim Yiu, Kam Un Loi, Si Tou Chi U, Alice Neto de Sousa e António Cortez. Letras a pé O programa de amanhã começa às 11h com um passeio com história conduzido por Christopher Chu e Maggie Hoi, que irão levar a literatura para a rua sobre o tema “Camilo Pessanha e as suas estórias de Macau: Anos Ímpares”. Os interessados em seguir os passos de Pessanha e desvendar os segredos que Macau esconde têm como ponto de encontro o Edifício Si Toi (Praia Grande) às 11h. O programa de sábado prossegue às 15h na Casa Garden com a palestra “Nostalgia e Modernidade na Literatura de Macau”, que propõe uma “reflexão sobre a escrita numa cidade moldada pela fusão Oriente-Ocidente”. O evento será conduzido por Cheung Wai-man e Rai Mutsu. À mesma hora, noutra parte da Casa Garden, a literatura policial será o foco com a apresentação de Adam Sisman sobre John Le Carré na palestra “O Espião e o Biógrafo”. Uma hora depois, a organização do festival propõe um mergulho num dos mestres contemporâneos do thriller literário, Xiao Bai, numa palestra conduzida pelo próprio autor. Às 16h, segue-se um dos momentos altos do programa do Rota das Letras deste ano com “Meio Século de Luz e Memória”, uma palestra que irá iluminar os pontos fundamentais da trajectória artística de Carlos Marreiros. A agenda da tarde de sábado prossegue com uma narração sobre a crise planetária “Clima, Ficção e o Impensável” pelo escritor indiano Amitav Ghosh. O autor apresenta no domingo, às 18h30 na Casa Garden uma palestra que tem como foco principal a trilogia de livros que escreveu sobre as implicações do comércio do ópio, tendo como ponto de partida o centro histórico de Macau. Vampiros, sorte e azar Outro dos momentos de destaque da programação de amanhã gira em torno do filme “Ballad of a Small Player”, que tem Macau como pano de fundo de um drama, com toques de comédia, que ilustra a vida de um jogador que se perde entre as mesas dos casinos e a fantasmagoria da região. Amanhã às 18h30, no local que concentra as actividades deste ano do Rota das Letras, o autor do livro que deu origem ao filme, Lawrence Osborne, e o realizador Edward Berger protagonizam uma palestra onde se vão desvendar os segredos da adapção da estória de “Lord Doyle” das páginas para os ecrãs. O filme, que estreou em Outubro do ano passado, será exibido também amanhã às 21h15 no Cinema Alegria. Os bilhetes custam 100 patacas. No domingo, o dia começa às 11h com mais passeio com história guiado por Christopher Chu e Maggie Choi intitulado “Camilo Pessanha e as suas estórias de Macau: A Sociedade dos Poetas Mortos”. O ponto de partida do passeio é a estátua do poeta simbolista no Jardim das Artes, na Rua Cidade de Sintra. À tarde, a acção retorna à Casa Garden, com o workshop “Nushu. Aprender a Escrever a Linguagem Secreta das Mulheres”, conduzido por Shengwen Pan a partir das 14h30. Meia hora depois, noutra zona da Casa Garden, André Lai, Daniel Lai, Justin e Florita Alves vão discutir os sabores e aromas locais na palestra baseado no livro “Recitas com Esperança. Também às 15h, é apresentado o livro “Crónicas da Carris e da Mesquita ao Nam Vam”, de Ana Paula Barros. Entre as 16h e as 17h seguem-se uma série de palestras. “Visões do Futuro da Humanidade”, que apresentará uma perspectiva feminina sobre o panorama da ficção científica chinesa por Gu Shi. Para os fãs da literatura de horror, também às 16h de domingo está marcada uma conversa sobre o “género vampírico”, focado nas obras de John Polidori e Sheridan Le Fanu, e o seu impacto na literatura de terror. A sessão terá como anfitrião o professore e autor Nick Groom. Às 17h, será a vez de um dos mais destacados convidados internacionais do Rota das Letras deste ano. O autor argentino Hernan Diaz, que ganhou o Pulitzer para Ficção em 2023, com o livro “Trust”, irá falar sobre os limites da verdade e da ficção nos corredores do poder e da riqueza. Domingo será também um dia de cinema, com a projecção de “Hidden Letters”, de Violet Du Feng, às 17h15 no auditório da Casa Garden. O mesmo local irá receber o filme “Mulheres do Mar”, de Raquel Martins, a partir das 19h30.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCCAC | Investigado motorista do TUI por alegada burla Um motorista do Gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância (GPTUI) está indiciado pela prática de burla num valor superior a 120 mil patacas, com o caso a ser encaminhado para o Ministério Público (MP). A informação foi divulgada ontem pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC), depois de ter recebido uma denúncia contra o motorista. Segundo a investigação preliminar do CCAC, o motorista fez o pedido de subsídio de família, apesar de saber que os rendimentos do agregado familiar ultrapassavam os limites para se aceder a este apoio social previsto para os funcionários públicos. “Na sequência da investigação, o CCAC descobriu que o motorista em causa vivia com a sua mulher e os seus sogros há muitos anos, tendo pleno conhecimento de que o seu sogro trabalhava a tempo inteiro e auferia uma remuneração mensal fixa, que os sogros recebiam Pensão para Idosos, e que o montante total do rendimento anual per capita de ambos já ultrapassava o limite máximo fixado para poder requerer o subsídio de família”, foi comunicado. “Ainda assim, o motorista em causa entregou ao serviço a que pertence o ‘pedido de subsídio de família’, entre outros documentos, com informações falsas. No total, esta burla em subsídios de família atingiu mais de 120 mil patacas”, foi acrescentado. Quando os funcionários públicos têm familiares a seu cargo e estes familiares auferem rendimentos anuais inferior a 56.400 patacas (média de 4.700 patacas por mês), os funcionários podem pedir o subsídio de família, que actualmente corresponde a um valor mensal de 940 patacas, por cada um dos familiares. Por ano, o subsídio pode chegar assim a um total de 11.280 patacas, por cada familiar. Segundo o CCAC, o motorista terá assim prestado informações falsas para aceder aos subsídios, recendo mais de 120 mil patacas de forma indevida. Cinco anos de prisão O caso foi encaminhado para o Ministério Público, sendo o homem indiciado pelo crime de burla de valor elevado. O Código Penal prevê uma pena que pode chegar aos cinco anos de prisão para este crime ou uma multa de 600 dias. Considera-se existir uma burla de valor elevado, quando o dinheiro obtido ultrapassa as 30 mil patacas, mas fica abaixo das 150 mil patacas. No comunicado em que divulgou a investigação, o CCAC defendeu também que “o subsídio de família destina-se aos trabalhadores da função pública e tem como objectivo suportar as despesas com a vida dos seus familiares”. “Os trabalhadores da função pública devem declarar a situação real de forma verdadeira e precisa, e receber os subsídios de acordo com os requisitos exigidos, não devendo correr riscos e prestar falsas declarações para obter vantagens económicas indevidas”, foi deixado como aviso.
Nunu Wu Manchete PolíticaTurismo | Pedida maior capacidade nas fronteiras e análises de consumo Apesar de os números de turistas que visitaram Macau durante os feriados do Ano Novo Lunar terem batido todos os recordes, a economia comunitária e o comércio dos bairros residenciais não foi beneficiada. Este tem sido um dos paradoxos económicos do território, que vive a duas velocidades, que teima em não ser resolvido e que foi tema ontem de uma palestra do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, conduzida pelo deputado Ngan Iek Hang. O legislador eleito pela lista dos Moradores enalteceu os esforços do Governo na organização de actividades nos bairros fora dos circuitos turísticos, mas apelou a que estes eventos e atracções sejam mais publicitados nas redes sociais chinesas. A promoção é importante para permitir aos visitantes planearem o percurso pela cidade, criando alternativas aos pontos mais conhecidos. O deputado defende também que os postos fronteiriços devem reforçar a sua capacidade para conseguirem processar o volume crescente de travessias, em especial nas Portas do Cerco, Qingmao e Hengqin. Fazer mais e melhor Em relação ao consumo de turistas nos bairros residenciais, Ngan Iek Hang recordou que o Governo lançou vários programas, como as lojas com características próprias, que não surtiram o efeito desejado. Apesar disso, defende que são precisas mais medidas e empenho dos comerciantes para atingir os objectivos desejados. Porém, o legislador entende que o Governo deveria analisar detalhadamente as tendências de consumo nas lojas e restaurantes dos bairros, de forma a elaborar medidas precisas que correspondam ao desenvolvimento económico dessas zonas da cidade. Os transportes e ligações entre as várias zonas da cidade são outro ponto que pode ser melhorado. “Nos próximos feriados, deveríamos reordenar as carreiras de autocarro e melhorar as condições pedestres, permitindo aos visitantes conhecerem as proximidades de zonas como NAPE e Horta e Costa”, afirmou, exemplificando a possibilidade de publicitar percursos que podem ser feitos a pé, usando o Túnel da Guia e pela zona do Conselheiro Ferreira de Almeida. A palestra que decorreu ontem teve como convidado o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos, Lei Cheok Kuan, que enalteceu o trabalho de comunicação feito pelo Governo no caso da zona pedonal na Rua de Nossa Senhora do Amparo. O responsável indicou que 98 por cento dos comerciantes da zona reportaram melhorias nos negócios durante os feriados do Ano Novo Lunar, algo que não se verificou no ano anterior.
Hoje Macau Manchete VozesEventos “três regiões”: do pioneirismo à institucionalização Por Manuel Silvério – ex-presidente do Instituto do Desporto e co-fundador do Comité Olímpico de Macau A interpelação escrita do Deputado Leong Sun Iok levanta um ponto oportuno e, sobretudo, concreto: como transformar as experiências recentes — em particular a prova de ciclismo que ligou Macau, Hong Kong e Guangdong — em vantagens institucionalizadas, capazes de reforçar a cooperação regional e consolidar Macau como Cidade do Desporto. O mérito desta posição está também no perfil de quem a coloca. Leong Sun Iok é um deputado jovem, próximo do terreno, que acompanha atletas e praticantes com regularidade. E não é indiferente que esteja ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), uma instituição com fortes tradições sociais e desportivas, onde muitos jovens — e também praticantes “anónimos” — encontraram, ao longo de décadas, espaço para treinar, competir e criar hábitos de vida activa. Basta recordar o emblemático Campo dos Operários, no coração da cidade, junto à Escola Portuguesa, onde hoje se ergue o Grand Lisboa — um símbolo de como Macau mudou, mas onde a memória desportiva permanece. A questão central é simples: as experiências pioneiras são importantes, mas o que conta é o que fica depois. E é aqui que a pergunta do deputado é decisiva: ao introduzir ou acolher eventos internacionais no futuro, haverá condições para aproveitar a experiência adquirida nos Jogos Nacionais? Haverá um mecanismo que facilite autorizações e coordenação com Guangdong e Hong Kong? O que o Governo pode vir a fazer “a seguir” (previsão realista) Sem adivinhar demais, há um conjunto de passos que, de forma realista, o Governo poderá tomar para transformar estas experiências em capacidade permanente: Criar um grupo de trabalho interdepartamental (segurança, trânsito, turismo, desporto, assuntos fronteiriços e saúde), com reuniões regulares e um método de decisão claro. Estabelecer um “canal verde” para eventos “três regiões”, com critérios definidos, prazos fixos e um circuito administrativo previsível. Consolidar um calendário anual ou plurianual com 1–2 eventos âncora (por exemplo, uma prova de ciclismo transfronteiriça e uma meia maratona/corrida com passagem de fronteira). Reforçar a cooperação com Guangdong e Hong Kong em formato técnico, não apenas político: protocolos operacionais, planos de contingência e articulação entre equipas no terreno. Assegurar parceiros com capacidade operacional e patrocínio, incluindo uma participação robusta do sector privado, quando isso aumentar eficiência e escala. O risco é conhecido: tudo ficar por “boa intenção” se não houver um dono do processo — uma entidade líder — e metas de execução com responsabilização. Se Macau quer realmente ganhar escala e relevância regional através do desporto, o caminho passa menos por anúncios e mais por mecanismos, prazos, liderança e execução. A interpelação do Deputado Leong Sun Iok, neste sentido, é um bom ponto de partida para fazer a pergunta certa — e, sobretudo, para exigir respostas operacionais.
Hoje Macau China / Ásia MancheteCCPPC | Aberta principal reunião política anual A China deu ontem início à sua principal reunião política anual com a abertura da sessão da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), o órgão consultivo que antecede a inauguração, na quinta-feira, da Assembleia Nacional Popular, órgão legislativo. O Presidente chinês, Xi Jinping, participou na sessão inaugural realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, acompanhado por outros membros da liderança do Partido Comunista Chinês (PCC). Durante a reunião foram aprovados os trabalhos da agenda e Wang Huning, considerado um dos principais ideólogos do regime e próximo de Xi, apresentou o relatório de actividades do comité permanente do órgão consultivo. A abertura das chamadas “Duas Sessões”, o maior evento político anual da China, ocorre no início do 15.º Plano Quinquenal (2026-2030), que definirá as prioridades económicas e estratégicas do país para os próximos cinco anos. Amanhã, o primeiro-ministro, Li Qiang, deverá anunciar a meta de crescimento económico para 2026, que, segundo analistas, poderá situar-se entre 4,5 por cento e 5 por cento. A reunião anual decorre também após a expulsão, nas últimas semanas, de vários altos responsáveis militares tanto da Assembleia Nacional Popular como do próprio órgão consultivo, no âmbito da campanha anticorrupção que tem reduzido a cúpula das forças armadas. O orçamento da Defesa, que na sessão do ano passado aumentou 7,2 por cento em termos homólogos, e as mensagens políticas dirigidas às Forças Armadas deverão igualmente concentrar parte da atenção durante os debates. Tensões globais A sessão realiza-se ainda num contexto de tensões internacionais crescentes, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, e antes de uma visita prevista do Presidente norte-americano, Donald Trump, à China, ainda não confirmada oficialmente por Pequim. Nos primeiros contactos com a imprensa local, alguns membros do órgão consultivo destacaram temas como a modernização industrial e tecnológica. O presidente da fabricante automóvel Geely, Li Shufu, apelou, em declarações citadas pelo jornal The Paper, a evitar a “competição sem sentido” no sector dos veículos eléctricos, enquanto outros delegados sublinharam avanços na tecnologia quântica e a necessidade de acelerar a regulação de veículos autónomos e da robótica humanoide. Durante a sessão do órgão legislativo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, deverá realizar a sua habitual conferência de imprensa anual, um evento frequentemente utilizado para antecipar o tom da diplomacia chinesa num contexto internacional cada vez mais volátil.
João Luz Eventos MancheteIC | Abril terá festival de comédia, promoção da leitura e carnaval do desporto Com o Desfile Internacional de Macau marcado para o fim do mês, Macau prepara-se para organizar em Abril uma série de eventos, incluindo a terceira edição do Festival Internacional de Comédia de Macau, com actividades na RAEM e em Hengqin. O Instituto Cultural está também a preparar para Abril o mês da leitura Apesar de a procissão de Março ainda ir no adro, o Instituto Cultural (IC) está a tratar dos “eventos de grande escala” que vão mexer com a agenda cultural de Macau em Abril, cartaz que esteve em cima da mesa na reunião do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, que se realizou na terça-feira. No próximo mês, será organizado a terceira edição do Festival Internacional de Comédia de Macau, com uma extensão a Hengqin, cumprindo o “formato ‘Um Festival, Dois Locais’”. Ainda longe de apresentar o cartaz, o IC aponta que o festival de comédia será um “evento de nível internacional” que irá enriquecer culturalmente a Zona da Grande Baía e “promover o intercâmbio cultural regional”. Cumprindo o objectivo de aproveitar o desporto para criar atracções culturais e turísticas, o IC irá lançar em Abril o “Carnaval Desportivo e Cultural”, que irá proporcionar “experiências com temas culturais e desportivos realizadas em sítios do Património Mundial e em comunidades”. O evento irá incluir a tradicional Regata de Barcos-Dragão. Numa outra vertente, o IC irá apostar na promoção da literacia, designando Abril como o “Mês de Leitura Conjunta em Toda a Cidade de Macau”, em colaboração com a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, o Instituto de Acção Social e organizações civis. Como tal, será organizada “uma série de actividades de promoção da leitura durante o mês de Abril, com o objectivo de criar um bom ambiente de leitura para todos e aprofundar a construção de uma ‘Cidade de Leitura’, aponta o IC. Importa salientar que o mês da leitura segue iniciativas nacionais e internacionais, com a designação do Governo Central da quarta semana de Abril de cada ano como “Semana da Leitura para Todos”, além da celebração do Dia Mundial do Livro a 23 de Abril. Fazer o futuro Outro dos pontos discutidos na reunião em termos de eventos, foi o Desfile Internacional de Macau 2026, que aproveita “a singularidade da fusão entre Oriente e Ocidente” do território. O desfile, que se realiza no dia 29 de Março, tem este ano o tema “A Rota Marítima da Seda como uma ponte para o intercâmbio cultural”. O evento irá reunir “grupos artísticos de todo o mundo e artistas locais que irão dançar e cantar com trajes deslumbrantes pelas ruas movimentadas, exibindo o carácter único do Centro Histórico de Macau”, prevê o IC. A ordem de trabalhos da reunião incluiu ainda a apresentação do “Programa de Formação de Jovens Músicos de Macau” organizado pela Sociedade Orquestra de Macau, que tem como objectivos formar talentos musicais e proporcionar uma plataforma para a participação em orquestras profissionais. O programa de formação pretende também aumentar as oportunidades de emprego de talentos musicais de Macau em orquestras profissionais, através do estudo de instrumentos ocidentais ou de música tradicional chinesa, contribuindo para a construção de uma reserva de talentos artísticos locais.