Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Onda de tsunami após sismo de magnitude 7,7 Uma onda de tsunami de 80 centímetros atingiu ontem um porto no norte do Japão, após um sismo de magnitude 7,7 ter abalado o norte do país, anunciou a Agência Meteorológica Japonesa (JMA). A onda foi observada às 17:34 no porto de Kuji, na prefeitura de Iwate, dois minutos após uma primeira vaga de 70 centímetros e 41 minutos depois do sismo, precisou a JMA. “Por favor, saiam imediatamente das zonas” assinaladas, pediu a primeira-ministra, Sanae Takaichi, numa mensagem em vídeo divulgada pela televisão NHK. O sismo ocorreu nas águas do Pacífico, ao largo da costa norte da prefeitura de Iwate, a cerca de 100 quilómetros do porto de Kuji, na costa de Sanriku, a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo dados preliminares. A JMA emitiu alertas de tsunami para as zonas costeiras desde Hokkaido até à prefeitura de Fukushima, com ondas que poderiam atingir os três metros. Takaichi informou em declarações à imprensa que o seu gabinete estava a “confirmar a extensão dos danos humanos e materiais”. A JMA alertou que eram de esperar danos causados pelas ondas do tsunami. “Abandonem imediatamente as regiões costeiras e as zonas ribeirinhas para um local mais seguro, como um terreno elevado ou um edifício de evacuação”, declarou a agência. “Prevê-se que as ondas do maremoto atinjam a costa repetidamente. Não abandonem os locais seguros enquanto o alerta não for levantado”, acrescentou. A NHK, que interrompeu de imediato a programação normal para dar informações sobre o sismo e o tsunami, divulgou imagens da zona afectada, sem que se vissem estragos significativos. “Vão para locais seguros, não arrisquem a vida”, pediu diversas vezes uma locutora de serviço de acordo com o serviço em inglês da NHK, enquanto se viam imagens em directo das ondas de tsunami em zonas portuárias. Outros perigos As autoridades alertaram que ondas superiores às já observadas poderão atingir a costa japonesa. O centro de avisos de Honolulu alertou para a possibilidade de ondas de tsunami atingirem países e territórios como Rússia, Coreia do Norte, Guam, Ilhas Marshall, Marinas do Norte e Filipinas. O diretor da Divisão de Observação de Terremotos e Tsunamis da JMA, Shinji Kiyomoto, alertou para a possibilidade de ocorrerem sismos de escala semelhante na mesma zona nos próximos dias, como aconteceu em ocasiões anteriores. Os operadores nucleares não detectaram anomalias nem níveis invulgares de radioactividade em torno das centrais nucleares, noticiou a NHK, citada pela agência de notícias espanhola EFE. A empresa de energia TEPCO anunciou que “não foi confirmado qualquer impacto” nas instalações nem na infraestrutura das suas centrais nucleares, mas confirmou que ordenou a saída dos trabalhadores em Fukushima Daiichi e Fukushima Daini. Devido aos cortes de electricidade e à activação do sistema de prevenção, o serviço de comboios, incluindo o comboio de alta velocidade, foi suspenso em vários pontos do país, como no trajecto entre Tóquio e Shizuoka. No início de dezembro de 2025, um sismo de 7,5 ao largo da costa da prefeitura de Aomori causou mais de trinta feridos e provocou ondas de até 70 centímetros, mas não foram reportados danos maiores. O Japão situa-se sobre o chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais activas do mundo, e sofre sismos com relativa frequência, pelo que as infraestruturas do país estão especialmente desenhadas para resistir aos abalos. Possibilidades catastróficas O Japão emitiu um alerta de um sismo de magnitude superior a 8,0, depois de um violento abalo ter atingido o norte do arquipélago e desencadeado um aviso de tsunami. “Embora não seja certo que um sismo de grandes proporções venha efectivamente a ocorrer, pedimos que tomem medidas de preparação para catástrofes”, declarou um representante do Governo perante a imprensa. O abalo ocorrido ontem foi reavaliado para 7,7, depois de inicialmente ter sido avaliado com uma magnitude 7,4. Os abalos foram tão violentos que fizeram tremer, durante mais de um minuto, grandes edifícios até Tóquio, a várias centenas de quilómetros de distância.
Hoje Macau China / ÁsiaAir China | Retomada rota directa entre Pequim e Nova Deli após seis anos A Air China retoma na terça-feira a rota directa entre Pequim e Nova Deli, reforçando a recuperação das ligações aéreas entre China e Índia, interrompidas durante anos por tensões bilaterais e pela pandemia da covid-19. A ligação, que volta a unir directamente as capitais dos dois países mais populosos do mundo, será operada três vezes por semana – às terças, sextas e domingos – com aviões Airbus A330, informou o jornal oficial Global Times. A retoma desta rota insere-se no restabelecimento dos voos directos entre os dois países, retomados em Outubro de 2025 após cinco anos de suspensão, na sequência da crise bilateral desencadeada pelo confronto militar de 2020 no vale de Galwan e pela pandemia. O restabelecimento da conectividade aérea marcou um dos principais sinais de distensão entre Pequim e Nova Deli, traduzido nos meses seguintes na reabertura do comércio fronteiriço, na retoma da emissão de vistos e na reactivação de contactos diplomáticos e militares. Até agora, esta normalização tem avançado com outras rotas, como a retomada no sábado pela China Eastern Airlines entre Kunming, capital da província chinesa de Yunnan, e a cidade indiana de Calcutá.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Sobreviventes voltam a casas destruídas após incêndio Os habitantes do complexo em Tai Po começaram a regressar aos antigos apartamentos na esperança de recuperar alguns dos bens que ficaram para trás Milhares de habitantes de Hong Kong que perderam as suas casas num gigantesco incêndio no ano passado começaram ontem a regressar ao local, pela primeira vez, para recuperar o que resta dos seus pertences. O incêndio, que deflagrou em Novembro no complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, fez 168 mortos e afectou sete dos oito edifícios, obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas. Cerca de seis mil residentes vão poder entrar nas habitações em períodos de até três horas, com o processo a prolongar-se até ao início de Maio, enquanto as autoridades procuram avaliar cerca de 1.700 apartamentos. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram tectos e paredes colapsados ou enegrecidos pelas chamas, com interiores cobertos de destroços, após um incêndio que danificou mais de 920 apartamentos, alguns completamente destruídos. As zonas mais afectadas foram classificadas como “áreas perigosas”, tendo sido realizados trabalhos de reforço estrutural em edifícios fragilizados. Entre os residentes, o regresso é marcado por sentimentos contraditórios. “Penso que há na realidade muitas pessoas que não querem aceitar [a proposta do Governo], mas não têm outra escolha. Foram forçadas a aceitá-la”, disse Harry Leung, citado pela agência de notícias France Presse, referindo-se à oferta das autoridades para compra dos apartamentos a preços próximos do valor de mercado anterior ao incêndio. “Se tivesse escolha, não queria mesmo sair” do complexo, acrescentou. Betty Ho, que viveu mais de 30 anos no local, disse à AFP que espera recuperar sobretudo álbuns de fotografias de infância, sublinhando que os “bens de toda uma vida” da família ficaram no apartamento. Após o incêndio, Ho foi realojada em habitação temporária, onde poderá permanecer até ao final do ano, mas confessou sentir-se “ansiosa” face à incerteza sobre o futuro: “Seremos expulsos? Onde vou encontrar um lugar para viver?”, questionou. Outros residentes antecipam um impacto emocional significativo ao regressar. “Tenho o coração pesado, estou muito desapontado. Não esperava que o primeiro andar tivesse ficado assim”, disse Keung Mak, de 78 anos, citado pela agência de notícias Associated Press (AP), após ver imagens do apartamento onde viveu mais de 40 anos. Segundo a AP, o tecto da habitação ficou tão danificado que deixou visível a estrutura metálica, enquanto o chão está coberto de detritos e partes do edifício necessitam de reforço para evitar colapso. A mulher de Mak, Kit Chan, afirmou à AP que “muitas coisas com valor comemorativo desapareceram”, acrescentando: “Nem uma única folha de papel terá ficado”. Dificuldades acrescidas Entre os residentes mais idosos, que representavam mais de um terço dos cerca de 4.600 habitantes do complexo, o regresso é particularmente exigente, com alguns a prepararem-se fisicamente para subir escadas até aos 31 andares, devido à inoperacionalidade dos elevadores. As autoridades indicaram que mais de 1.400 pessoas com 65 ou mais anos se registaram para regressar aos edifícios. Enquanto decorre a investigação às causas do incêndio, sobreviventes continuam dispersos pela cidade, muitos em alojamento temporário. O Governo de Hong Kong considerou inviável reconstruir o complexo no mesmo local e propôs a recompra dos direitos de propriedade, embora alguns residentes contestem a decisão, defendendo que parte dos edifícios poderia ser recuperada. “Sabemos que há questões suspeitas por detrás disto. Espero que possamos realmente encontrar a verdade”, disse Cyrus Ng à AP, referindo-se à investigação em curso. Segundo um advogado envolvido no inquérito, citado pela AP, quase todos os sistemas de segurança contra incêndios falharam no dia da tragédia devido a erro humano.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim critica “intercepção forçada” de navios pelos EUA O ataque norte-americano a um navio iraniano põe em causa o cessar-fogo em vigor O Governo chinês criticou ontem a “intercepção forçada” de navios pelos Estados Unidos, após um ataque a um porta-contentores iraniano perto do Estreito de Ormuz, e apelou ao respeito pelo cessar-fogo. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou que a situação no Estreito de Ormuz é “sensível e complexa” e instou as partes envolvidas a “criar as condições necessárias para que o trânsito volte à normalidade”. Segundo o responsável, a região encontra-se numa “fase crítica” de transição entre a guerra e a paz, sendo necessário estabelecer as bases para pôr fim ao conflito o mais rapidamente possível. Guo reiterou ainda a importância do Estreito de Ormuz como via internacional de transporte, sublinhando que garantir a livre circulação “corresponde aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional”. “A China continuará a promover a distensão da situação e a desempenhar um papel construtivo para alcançar uma paz duradoura e a estabilidade no Médio Oriente”, acrescentou. Ataques e violações O incidente surge depois de o Exército iraniano ter denunciado um ataque dos Estados Unidos a um navio iraniano nas proximidades do estreito, um porta-contentores que seguia da China para o Irão, classificando-o como uma violação do cessar-fogo acordado entre Teerão e Washington. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20 por cento do petróleo mundial, continua sujeito a bloqueios intermitentes no contexto do conflito, tanto por parte do Irão, que mantém um “controlo rigoroso” da passagem, como dos Estados Unidos, que impuseram um cerco naval para limitar as exportações e importações iranianas. O episódio ocorre à porta de uma segunda ronda de negociações de paz entre Washington e Teerão, nas quais o Irão se tem recusado a participar enquanto os Estados Unidos não levantarem o bloqueio marítimo. Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de “respeitar a soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas e que têm sido alvo de represálias iranianas.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Líder da oposição planeia visitar os Estados Unidos em junho A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, anunciou ontem que planeia visitar os Estados Unidos em Junho, dois meses após o encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, e antes de uma cimeira prevista entre este e Donald Trump. Citada pela agência Central News Agency, a presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, afirmou que Junho é a “opção mais viável” para a deslocação, embora reconheça ser ainda necessário organizar bem o itinerário. A responsável indicou que pretende reunir-se com autoridades norte-americanas e que fará “tudo o possível” para encontrar dirigentes do mais alto nível, incluindo “influentes congressistas” que já manifestaram interesse na visita. Cheng acrescentou que irá transmitir a mensagem de que o mundo “não deve regressar à Guerra Fria, mas apostar na reconciliação e no intercâmbio, respeitar e valorizar as diferentes civilizações e coexistir”, em vez de encarar as relações internacionais como um “jogo de tudo ou nada”. As declarações surgem cerca de uma semana e meia após o encontro entre Cheng e Xi Jinping em Pequim, o primeiro entre líderes do KMT e do Partido Comunista Chinês em quase uma década. A dirigente opositora tem-se destacado como uma das vozes críticas de um aumento excessivo da despesa em Defesa em Taiwan, defendendo que o diálogo, e não a dissuasão militar, é a via para evitar um conflito no estreito.
Hoje Macau China / Ásia1 de Maio | Prevista normalidade nas rotas aéreas apesar do preço do petróleo A Associação de Transporte Aéreo da China afirmou ontem que as rotas internacionais do país vão operar com normalidade durante o feriado de 1.º de Maio, apesar do aumento dos custos do combustível devido à guerra no Médio Oriente. Segundo dados da entidade, citados pela China Central Television, a programação semanal de voos internacionais de passageiros mantém-se, em termos gerais, em níveis semelhantes aos do ano passado, estando previsto um aumento de 5,5 por cento durante o período festivo, entre 01 e 05 de Maio. No Sudeste Asiático, um dos destinos mais procurados pelos viajantes chineses nesta altura, as companhias aéreas vão disponibilizar 487.000 lugares, mais 48.000 do que no mesmo período do ano passado, dos quais 248.000 já foram vendidos, uma oferta que “satisfaz plenamente a procura”, segundo a associação. As principais rotas para cidades como Banguecoque, Singapura, Kuala Lumpur ou Phnom Penh mantêm a operação habitual, enquanto os ajustes se concentram em destinos turísticos menos procurados ou ligações secundárias de menor densidade. No caso da Oceânia, as frequências a partir de Pequim, Xangai e Cantão para Sydney, Melbourne ou Brisbane também não registam alterações relevantes. Várias companhias aéreas chinesas indicaram ainda que o número de voos programados para o feriado aumentou face ao ano passado. As transportadoras prometeram igualmente activar mecanismos de emergência em caso de cancelamentos em larga escala, incluindo a recolocação prioritária de passageiros noutros voos e alterações ou reembolsos gratuitos.
Hoje Macau China / ÁsiaPacífico Oriental | China envia navios para manobras de treino em alto mar Navios do Exército Popular de Libertação (EPL) da China partiram domingo, através do canal de Yokoate, para manobras de treino em alto mar no Pacífico Oriental, informou o Ministério da Defesa do país asiático. Em comunicado, o porta-voz do Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL, Xu Chenghua, adiantou que a armada 133 vai realizar exercícios para provar as suas capacidades operacionais em alto mar, tratando-se de um treino de rotina previsto no plano anual das forças armadas. O responsável acrescentou que as manobras enquadram-se nas leis e na prática internacionais e que a sua execução não tem como objectivo específico nenhum país ou entidade. Os exercícios foram anunciados depois de, no sábado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL ter realizado manobras aéreas e marítimas conjuntas de preparação para o combate no Mar da China Meridional, onde o país asiático disputa territórios com várias nações vizinhas. Pequim não forneceu detalhes sobre o número de efectivos, barcos e aviões envolvidos nas manobras. As movimentações ocorrem dois dias depois de Pequim protestar junto da Nova Zelândia pela presença de um avião de guerra P-8A deste país no espaço aéreo e zonas costeiras do Mar da China Meridional e do Mar Amarelo, que, segundo a diplomacia chinesa, realizou patrulhas “de proximidade e assédio” que produziram riscos para o tráfico aéreo civil. A China reclama a soberania sobre praticamente a totalidade do Mar da China Meridional, chocando com as reivindicações territoriais de países como Filipinas, Vietname, Malásia e Brunei sobre esta região estratégica, através da qual transitam cerca de 30 por cento do comércio marítimo global e que tem potenciais reservas de petróleo e gás.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | China defende direito ao uso pacífico da energia nuclear A China defendeu ontem o direito dos países em desenvolvimento ao uso pacífico da energia nuclear, um dos pontos que continuam a dificultar as negociações entre Estados Unidos e Irão. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun referiu-se ao relatório apresentado por Pequim à XI Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que decorrerá entre 27 de Abril e 22 de Maio. No documento, a China apela à prevenção efectiva de uma guerra nuclear e à resolução de conflitos regionais por vias políticas e diplomáticas, defendendo simultaneamente o direito dos países em desenvolvimento à utilização pacífica da energia nuclear. Segundo Guo, Pequim manifestou “grande preocupação” com os desafios enfrentados pelo tratado e considerou que a conferência deve instar os Estados Unidos a cumprir a sua “responsabilidade prioritária” em matéria de desarmamento nuclear. O porta-voz acrescentou que Washington deve “corrigir os ataques com recurso à força contra instalações nucleares pacíficas de Estados não detentores de armas nucleares”. Defendeu ainda que os Estados Unidos devem pôr termo a acordos de “dissuasão alargada” e de partilha nuclear no âmbito de alianças, bem como adoptar medidas para travar tendências consideradas negativas de países como o Japão no sentido de desenvolver capacidades nucleares próprias. Guo indicou que a China participará na conferência com uma postura construtiva, trabalhando com todas as partes para salvaguardar a autoridade e eficácia do regime internacional de não proliferação nuclear, manter a paz mundial e promover a estabilidade global. A questão do enriquecimento de urânio continua a ser um dos principais pontos de fricção entre Washington e Teerão: os Estados Unidos exigem “enriquecimento zero”, enquanto o Irão defende o direito de o manter para fins civis.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos A Coreia do Norte realizou ontem testes de lançamento de vários mísseis balísticos, os últimos de uma série de exercícios efectuados nas últimas semanas, anunciou o exército sul-coreano. “As nossas forças armadas detectaram vários mísseis balísticos não identificados lançados em direcção ao mar do Leste a partir da região de Sinpo, na Coreia do Norte, por volta das 06:10 locais “, indicou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, referindo-se à zona marítima também conhecida como mar do Japão. “Reforçámos o nosso dispositivo de vigilância e alerta em antecipação a eventuais disparos adicionais”, acrescentou. Horas antes, a agência de notícias sul-coreana Yonhap tinha dado conta do teste de lançamento de pelo menos um míssil balístico. O lançamento eleva para seis o número de testes de mísseis balísticos conhecidos da Coreia do Norte desde o início do ano. Em 14 de Abril, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do líder Kim Jong-un. Preocupações gerais Estes últimos testes ocorrem num momento em que a Coreia do Norte continua a ignorar os gestos do Presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para tentar melhorar as relações, que se deterioraram sob o governo do antecessor de direita, Yoon Suk-yeol. Seul manifestou pesar após a incursão de ‘drones’ civis na Coreia do Norte em Janeiro, um gesto inicialmente qualificado como um “comportamento muito feliz e sensato” por Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano. No entanto, um alto responsável norte-coreano descreveu posteriormente, em Abril, a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil” a Pyongyang. A Coreia do Norte considera o programa de armas nucleares e mísseis balísticos como um seguro de vida face às intenções de invasão que atribui à Coreia do Sul e aos Estados Unidos. .Na quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, referiu um “aumento muito preocupante” das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que estimou em “algumas dezenas de ogivas”.
Hoje Macau China / ÁsiaMalásia | Incêndio deixa cerca de mil casas calcinadas Cerca de mil casas ficaram calcinadas e mais de 9.000 pessoas foram afectadas ontem na Malásia, após incendiar-se, de madrugada, a vila flutuante de Kampung Bahagia, sem que tenham sido reportadas vítimas mortais até ao momento. A zona afectada (este) “compreende umas 1.200 casas, das quais cerca de mil foram afectadas, o que significa 9.007 residentes”, disse o chefe da polícia do distrito de Sandakan, George Abd Rakman, em declarações recolhidas pela agência de notícias Bernama. As chamas arrasaram uma superfície de mais de quatro hectares, assegurou o chefe dos bombeiros de Sandakan, Jimmy Lagung, citado pela mesma fonte. Imagens difundidas por media e autoridades locais mostram chamas intensas a devorar casas, assim como estruturas calcinadas e reduzidas a escombros. A corporação local de bombeiros recebeu o alerta para o incêndio pelas 01:30 (17:30 TMG), após o que 35 efectivos, tanto de Sandakan, declarado situação de desastre, como do distrito vizinho de Kinabatangan, acorreram ao local. A maré baixa dificultou os trabalhos para assegurar uma fonte aberta de água para a extinção das chamas, afirmou Lagung, embora as autoridades já tenham dado o incêndio por controlado. De momento, não há informação de vítimas mortais. Após constatarem que a zona não era segura, foram instalados dois centros de evacuação para acolher as vítimas. Segundo “informação oficial” citada pela Bernama, o Comité Estatal de Gestão de Desastres de Sabah – o Estado malaio oriental onde se localiza a vila – o primeiro centro acolhia de manhã um total de 661 pessoas afectadas. “A prioridade actual é a segurança das vítimas e a assitência imediata no local. O Governo Federal está a coordenar-se com o Governo do Estado de Sabah para oferecer ajuda básica e realojamento temporário o quanto antes”, escreveu o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, nas redes sociais.
Hoje Macau China / ÁsiaPR Chapo quer empresários chineses a investirem em Moçambique O Presidente moçambicano convidou, na China, os empresários daquele país asiático a investirem em Moçambique para ajudar no desenvolvimento e industrialização através da transformação local das matérias-primas, afirmando que é preciso investir agora porque “o comboio não espera”. “Quero convidar os meus irmãos a investir em Moçambique, porque quanto mais cedo possível melhor, porque o comboio já está a andar e geralmente o comboio não espera, pode passar e chegar tarde, enquanto os outros já apanharam o comboio”, disse o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo. O Presidente moçambicano falava na província de Hunan, na China, durante um encontro com cerca de 350 empresários no quadro da visita de Estado que efetua àquele país asiático, em que lembrou que Moçambique está agora a atravessar uma fase de desenvolvimento de vários projectos, sobretudo os ligados à exploração de gás, indicando que é preciso aproveitar o momento para investir. Além do sector de gás, Chapo quer os empresários chineses a investirem em tecnologia, agricultura, indústria, infraestruturas, inovação, corredores logísticos que causam maior impacto económico e social. Perante os empresários, o Presidente de Moçambique esclareceu que o país está a construir as bases para a sua independência económica “com foco, resiliência e determinação”, através de uma transformação estrutural da economia que pretende alcançar a industrialização e o desenvolvimento da cadeia de valor, pedindo investimentos dos empresários de Hunan, província considerada “capital das máquinas agrícolas, máquinas industriais, camiões, máquinas para a indústria mineira”. “Queremos convidar aos empresários do Hunan para juntos aos empresários virem investir em Moçambique na industrialização (…) A nossa visão como Governo é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique e já começamos esse trabalho (…) essa é a nossa visão, gerar renda em Moçambique, pagar-se impostos e desenvolvermos o nosso país”, disse Chapo. Portas abertas Ao apresentar as potencialidades de Moçambique, Chapo referiu-se aos projectos de desenvolvimento dos corredores logísticos e dos portos, incluindo a construção de fronteiras de paragem única juntos dos países vizinhos, indicando que estas decisões colocam o país numa posição estratégica para receber investidores. Neste sentido, o chefe do Estado moçambicano mostrou também abertura do país para concessões de diversas infraestruturas como estradas, em períodos de 20 a 30 anos, indicando que é para as empresas chinesas recuperarem os investimentos que eventualmente poderão fazer. “Estamos dispostos a receber irmãos empresários da China da província de Hunan e de outras províncias para podermos desenvolver juntos Moçambique”, disse Chapo. O Presidente moçambicano pediu ainda a estes empresários aposta na formação do capital humano, indicando que a China é um parceiro estratégico de “primeira linha” não apenas para financiamento, mas para a troca de conhecimentos. Chapo quer também estes empresários a investirem no sector de energia para exportar para os países da região austral de África que “enfrentam desafios”, indicando que o país também tem agora potencial para a construção de centrais eléctricos, além das potencialidades que surgem com a exploração do gás. Chapo chegou a Pequim na quinta-feira para uma visita de Estado num contexto em que os dois países assinalam meio século de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim | Robô humanoide vence meia-maratona e supera recorde mundial humano Um robô humanoide venceu ontem uma meia-maratona para robôs em Pequim, superando o recorde mundial humano, numa demonstração dos avanços tecnológicos da China. O vencedor da Honor – fabricante chinês de smartphones – completou a corrida de 21 quilómetros em 50 minutos e 26 segundos, de acordo com uma publicação na rede social chinesa WeChat da Área de Desenvolvimento Económico e Tecnológico de Pequim, também conhecida como Beijing E-Town, onde a corrida começou. O robô foi mais rápido do que o ugandês Jacob Kiplimo, detentor do recorde mundial humano, que percorreu a mesma distância em cerca de 57 minutos em Março. O desempenho marcou um avanço significativo em relação à corrida inaugural do ano passado, quando o robô vencedor terminou em duas horas, 40 minutos e 42 segundos. A escala do evento deste ano foi quase cinco vezes maior do que a de 2025, com mais de 100 equipas a participar na competição, incluindo cinco do estrangeiro. No entanto, a corrida não decorreu sem percalços — um robô caiu na linha de partida, outro colidiu com uma barreira. A Beijing E-Town afirmou que cerca de 40 por cento dos robôs percorreram o percurso de forma autónoma, enquanto os restantes foram controlados remotamente. A emissora estatal chinesa CCTV informou que um robô actuou como agente de trânsito, para orientar os participantes com gestos de braços e voz. O mais recente plano quinquenal de Pequim promete “visar as fronteiras da ciência e da tecnologia”. Acelerar o desenvolvimento de produtos como robôs humanoides faz parte do plano para 2026-2030 da segunda maior economia do mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaNova Zelândia | Negada vigilância militar no espaço aéreo chinês A Nova Zelândia rejeitou sábado as alegações de Pequim de que teria conduzido uma operação de vigilância militar no espaço aéreo chinês, assegurando que as manobras, apoiadas pela ONU, visavam a Coreia do Norte. Pequim declarou na sexta-feira que um avião de patrulha antisubmarina P-8A neozelandês realizou “operações de reconhecimento de aproximação e de hostilização no espaço aéreo” sobre o mar do Sul da China e o mar da China Oriental. As manobras “prejudicavam os interesses da China em matéria de segurança, aumentavam os riscos de mal-entendidos e erros de avaliação e perturbavam gravemente a ordem da aviação civil no espaço aéreo em questão”, afirmou então um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês durante uma conferência de imprensa. “Estas actividades não visam a China, mas têm como objectivo vigiar as violações das sanções da ONU contra a Coreia do Norte, que de facto ocorrem no mar da China Oriental e no mar do sul da China”, afirmou um porta-voz do exército neozelandês. “A tripulação das Forças de Defesa da Nova Zelândia agiu de forma profissional e em conformidade com o direito internacional e os procedimentos da aviação civil em vigor na região”, acrescentou. A defesa neozelandesa “analisou as rotas percorridas e todas as informações disponíveis” e não dispõe de quaisquer dados que indiquem que tenham perturbado a aviação civil”, ainda segundo o porta-voz, que indicou que se realizou “um diálogo” entre Wellington e Pequim sobre este assunto.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim e Hanói acordam cooperação em cadeias de abastecimento A China e o Vietname acordaram criar um grupo de trabalho sobre cadeias industriais e de abastecimento, num contexto de guerra comercial e reconfiguração da produção na Ásia, segundo uma declaração conjunta divulgada sexta-feira. O documento, publicado no final da visita de Estado do líder vietnamita, To Lam, indica que ambas as partes “acordaram defender um comércio e investimento livres e abertos” e “construir conjuntamente cadeias industriais e de abastecimento seguras e estáveis”, de acordo com o texto citado por órgãos estatais chineses. A declaração acrescenta que Pequim e Hanói pretendem aprofundar a cooperação em sectores emergentes, incluindo economia digital, desenvolvimento verde, inteligência artificial, semicondutores, tecnologia quântica e ferrovia de alta velocidade. Os dois países manifestaram ainda apoio ao investimento de empresas “capazes e com boa reputação” nos respectivos mercados e defenderam a criação de um ambiente de negócios “justo, conveniente e transparente”. A China mantém-se como o principal parceiro comercial do Vietname, num contexto em que várias empresas industriais chinesas transferiram nos últimos anos parte da produção para o país vizinho, para contornar as tarifas impostas pelos Estados Unidos desde o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump. O texto refere também o compromisso de acelerar a ligação ferroviária entre os dois países e de a transformar num “novo destaque” da relação bilateral. De visita O anúncio foi feito no final de uma visita durante a qual To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do Vietname e, desde a semana passada, também Presidente do país, se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping, bem como com o primeiro-ministro, Li Qiang, e outros altos responsáveis. A acumulação por To Lam dos dois principais cargos do sistema político vietnamita aproxima-se do modelo chinês, onde Xi Jinping é simultaneamente Presidente e secretário-geral do Partido Comunista Chinês, além de líder das Forças Armadas. Apesar da proximidade entre os dois países comunistas, Pequim e Hanói mantêm divergências sobre reivindicações territoriais no mar do Sul da China, em particular em torno de várias ilhas disputadas. Sobre este ponto, ambas as partes indicaram que vão “gerir melhor” as diferenças. A declaração inclui ainda compromissos para reforçar a coordenação política e de segurança, alargar a cooperação em áreas como ciência, tecnologia, alfândegas, agricultura, turismo e formação de recursos humanos, e promover os intercâmbios entre partidos, instituições e organizações sociais dos dois países.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Roma e Pequim são “forças na defesa do multilateralismo” Os chefes da diplomacia chinesa e italiana reuniram para reforçar os laços de cooperação face à crise internacional O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou sexta-feira, após uma reunião com o homólogo italiano, Antonio Tajani, que China e Itália são “forças importantes” na defesa do multilateralismo, num contexto de tensões no Médio Oriente. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang destacou que os dois países “são parceiros estratégicos globais, com vantagens complementares e amplas perspectivas para aprofundar a cooperação”. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disposta a “manter o dinamismo dos intercâmbios, melhorar o entendimento e reforçar a confiança mútua” com Roma. Wang alertou ainda que, “desde o início deste ano, os conflitos geopolíticos persistem, os focos de tensão intensificaram-se e a ordem internacional e a segurança global enfrentam desafios graves”. “A China está disposta a trabalhar com Itália para reforçar a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais e multilaterais”, acrescentou. Sobre o conflito no Médio Oriente, Wang reiterou que “a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão não deveria ter ocorrido”, sublinhando que “o prolongado conflito afetou gravemente a segurança energética internacional e a segurança do Estreito de Ormuz”. “A tarefa urgente é promover o regresso dos Estados Unidos e do Irão às negociações e procurar uma solução política”, afirmou. Tajani considerou que “as relações atuais entre Itália e China desenvolvem-se de forma satisfatória e fluida” e que Roma “atribui grande importância aos laços com Pequim”. “Tendo em conta a actual situação internacional complexa e volátil, Itália valoriza altamente a influência significativa da China nos assuntos internacionais e em plataformas multilaterais como as Nações Unidas”, acrescentou. A reunião decorre num contexto de relançamento das relações entre Pequim e Roma, após a saída de Itália, em Dezembro de 2023, da iniciativa chinesa das Faixa e Rota, à qual aderiu em 2019. A decisão não significou uma ruptura: durante uma visita à China em 2024, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou a saída “coerente”, mas sublinhou que não era a única via para desenvolver os laços bilaterais, tendo então assinado com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, um plano de acção para abrir uma “nova fase” de cooperação.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Executado homem que matou e roubou criador de conteúdos famoso As autoridades chinesas executaram ontem Yu Jinsheng, condenado à pena de morte por roubo e homicídio no caso do assassínio do criador de conteúdos conhecido como “Luo Damei”, popular nas plataformas digitais chinesas. A execução, por método não especificado, foi realizada por ordem do Tribunal Popular Supremo da China, após a aprovação da pena capital na sequência da revisão do caso, informou o Tribunal Superior da província de Henan, no centro do país. Antes da execução, Yu reuniu-se com familiares próximos, segundo a mesma fonte. Em primeira instância, o Tribunal Intermédio de Nanyang tinha condenado o arguido à pena de morte, privação de direitos políticos vitalícia e confisco de todos os bens, por roubo e homicídio doloso, numa decisão de Outubro de 2025. O condenado recorreu, mas o Tribunal Superior de Henan rejeitou o recurso em 05 de Dezembro de 2025, mantendo a sentença e remetendo o caso para ratificação pelo Supremo, que autorizou a execução. O caso remonta a Julho de 2023 e gerou grande atenção na China devido à popularidade da vítima. O influenciador Luo Damei, cujo nome real era Shang Zhanfeng, tinha conquistado uma ampla audiência ‘online’ com vídeos de temática artística, inspirados na ópera e em vestuário tradicional, nos quais surgia caracterizado com personagens femininas. Segundo a sentença, Yu, endividado devido a jogos de azar, soube que Luo tinha rendimentos elevados e planeou assaltá-lo com a companheira, Sha Yujiao, e um amigo, Yang Heng. Foi Yang quem conseguiu atrair Luo, em 05 de Julho de 2023, para uma casa arrendada por Yu. No local, Yu imobilizou Luo, amarrou-o e, com a ajuda de Sha, transportou-o no próprio veículo para uma habitação desocupada. Sob ameaça, obrigaram Luo a transferir mais de dois milhões de yuan (para as suas contas. Dois dias depois, Yu matou a vítima e escondeu o corpo num armazém subterrâneo de batatas.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Banco Mundial prevê crescimento económico de 4,1% em 2026 A economia timorense deverá crescer 4,1 por cento em 2026, mas a perspectiva é insuficiente para gerar emprego, ganhos de produtividade e aumentar as exportações, segundo o relatório económico de Timor-Leste ontem divulgado pelo Banco Mundial. Depois de em 2025 ter registado um crescimento de 4,5 por cento, o mais elevado desde 2014, as previsões do Banco Mundial indicam que a economia timorense vai manter o crescimento em 2026 impulsionado pelo consumo das famílias e pelas elevcadas despesas governamentais. “As perspetivas económicas de Timor-Leste mantêm-se estáveis a curto prazo, mas cada vez mais frágeis sob as políticas actuais”, lê-se no relatório, denominado “Elevando o nível: Como a adesão à ASEAN Pode Apoiar a Transformação Económica de Timor-Leste”. Para 2026, o Banco Mundial, prevê um aumento da inflação para 2,3 por cento, devido à subida dos preços globais provocados pelo conflito no Médio Oriente, mas perspectiva que o consumo privado se mantenha resiliente, suportado pelos gastos públicos. “O investimento privado é provável que permaneça limitado e concentrado na construção civil, comércio a retalho e hotelaria, com pouco movimento para bens comercializáveis ou para melhoramento de sectores de produtividade”, salienta.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão reactivou a maior central do mundo após 14 anos de fecho A central nuclear japonesa de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, começou ontem a fornecer electricidade depois de ter estado desligada durante mais de 14 anos. “Às 16:00, do dia 16 de Abril, recebemos o certificado de confirmação de pré-utilização e o certificado de aprovação de inspecção de pré-utilização da Autoridade de Regulação Nuclear e retomámos as operações comerciais”, explicou a TEPCO, a empresa que gere a central. A companhia acrescentou que a central estava a operar com aproximadamente 1.356 megawatts (MW). A TEPCO reiniciou o reactor número 06 do complexo no passado mês de Janeiro. Tal como outras centrais nucleares no Japão, a central de Kashiwazaki-Kariwa foi temporariamente desligada após o desastre nuclear de Fukushima, em 2011. A companhia responsável pela central tinha planeado retomar as operações comerciais em Fevereiro, mas teve de adiar a data várias vezes devido a problemas durante o processo de arranque. “Esta é a primeira vez em mais de 14 anos que a central de Kashiwazaki-Kariwa, que com os sete reactores combinados pode gerar até 8.212 MW, fornece energia à área metropolitana de Tóquio e à parte leste da província de Shizuoka”, disse a TEPCO. A Assembleia da Câmara Municipal de Niigata, região onde se encontra localizada a central de Kashiwazaki-Kariwa, aprovou a reativação do reactor número 06 em Dezembro de 2025, depois de a agência reguladora nuclear japonesa ter aprovado a operação. Apontar ao futuro Os reactores 06 e 07 foram submetidos às inspecções necessárias para a reactivação em 2017, mas a central foi posteriormente desligada devido a problemas de segurança no que dizia respeito a ataques terroristas. Em Dezembro de 2023, foram aprovadas as medidas necessárias e, desde então, a TEPCO tem vindo a realizar os procedimentos para colocar os reatores em funcionamento. Com uma capacidade superior a 8.000 MW, a central de Kashiwazaki-Kariwa faz parte do plano de fornecimento de energia da TEPCO e está alinhada com a estratégia promovida pelo Governo japonês para impulsionar a energia nuclear de forma a atingir as metas de redução de emissões de combustíveis fósseis.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia chinesa | Crescimento de 5% no primeiro trimestre de 2026 Os números da economia chinesa, no primeiro trimestre deste ano, superaram as expectativas dos analistas e resistiram ao impacto negativo da guerra Médio Oriente A economia chinesa acelerou no primeiro trimestre, crescendo 5 por cento em termos homólogos, apesar do impacto da guerra no Irão, segundo dados divulgados ontem pelas autoridades. Os dados relativos ao período entre Janeiro e Março, que abrange o início do conflito, superaram as expectativas dos economistas e ficaram acima dos 4,5 por cento registados no trimestre anterior. Analistas consideram que a China deverá resistir aos impactos de curto prazo da guerra, que entra na sétima semana, mas alertam para riscos a médio prazo, incluindo o abrandamento da procura global por exportações chinesas. O aumento dos preços da energia, impulsionado pelo conflito, está a pressionar a inflação e o crescimento económico global. O Fundo Monetário Internacional reviu esta semana em baixa a previsão de crescimento da China para 4,4 por cento em 2026. No mês passado, as autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento entre 4,5 por cento e 5 por cento para este ano, a mais baixa desde 1991. “A China pode provavelmente absorver perturbações de curto prazo, mas uma guerra prolongada e preços elevados da energia durante mais tempo deverão começar a afectar o crescimento na segunda metade do ano”, afirmou Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do banco ING. A prolongada crise no sector imobiliário continua a afectar a confiança de consumidores e investidores, embora o país tenha alcançado no ano passado um crescimento de 5 por cento, sustentado por exportações robustas que elevaram o excedente comercial para um nível recorde de cerca de 1,2 biliões de dólares (, apesar das tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A ausência de uma resolução rápida para a guerra no Irão deverá penalizar o crescimento global, o que afectará negativamente a capacidade de outras economias para absorver exportações chinesas”, afirmou Eswar Prasad, professor da Universidade de Cornell, citado pela agência Associated Press. A abrandar Na terça-feira, a China divulgou que as exportações cresceram 2,5 por cento em Março, em termos homólogos, desacelerando face aos dois meses anteriores. Segundo Prasad, num contexto em que os países procuram proteger as suas economias dos efeitos do conflito, “a procura por importações chinesas está claramente a diminuir”. Economistas consideram que a China poderá ainda atingir a sua meta de crescimento deste ano, “entre 4,5 por cento e 5 por cento”, através de estímulos políticos, mas alertam que um aumento do investimento público poderá intensificar pressões deflacionistas e reforçar a dependência das exportações, caso a procura interna não recupere de forma significativa.
Hoje Macau China / ÁsiaAbbas Araqchi fala com China, Paquistão e Japão antes de possíveis negociações O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, manteve na quarta-feira contactos com homólogos da China e do Japão e com o chefe do Exército do Paquistão, nas vésperas de possíveis novas negociações com Washington. Araqchi falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que afirmou, numa conversa telefónica, que a actual situação entrou numa “fase crítica de transição da guerra para a paz”, abrindo “uma janela de oportunidade”. Wang indicou que a China apoia a manutenção do cessar-fogo e das negociações, o que “serve o interesse fundamental do povo iraniano e corresponde à expectativa comum dos países da região e da comunidade internacional”, segundo um comunicado da diplomacia chinesa. “A China está disposta a continuar a promover a distensão e a melhoria das relações entre os países da região”, acrescentou, sublinhando que Pequim pode “desempenhar um papel construtivo para alcançar paz e estabilidade duradouras no Médio Oriente”. A China, principal parceiro comercial do Irão, tem condenado a guerra desde a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, em 28 de Fevereiro. Araqchi manteve também uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, que destacou ser “fundamental” preservar o cessar-fogo e pôr fim ao conflito, incluindo a garantia da segurança da navegação no estreito de Ormuz. Tóquio considerou “muito significativo” manter uma comunicação fluida com o Irão e indicou que o Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, tem mantido contactos com os países envolvidos e mediadores. Araqchi apelou à comunidade internacional para adoptar uma abordagem responsável que evite o agravamento da situação, referindo-se à “insegurança gerada em Ormuz” como consequência directa da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel. Na mesa O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, deslocou-se a Teerão para contactos de alto nível sobre a retoma das negociações. A visita surge num contexto de intensificação dos esforços para levar novamente Estados Unidos e Irão à mesa de negociações, após o fracasso do primeiro encontro, que decorreu durante 21 horas na capital paquistanesa. Uma segunda ronda de contactos directos deverá realizar-se no início da próxima semana. Islamabade surge como principal opção para acolher as conversações, embora Genebra se mantenha como alternativa técnica, com o Paquistão a assumir um papel de mediador activo. O esforço diplomático inclui uma digressão regional do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, pelo Golfo e Turquia, visando alcançar um acordo antes do fim da trégua no Estreito de Ormuz, previsto para 22 de Abril.
Hoje Macau China / ÁsiaWuhan | Autarca de Wuhan que geriu primeiro surto de covid-19 acusado de corrupção A procuradoria chinesa formalizou a acusação por alegados subornos contra Zhou Xianwang, ex-autarca de Wuhan durante o início do primeiro surto conhecido de covid-19, e ordenou a detenção após concluir a investigação, informou a imprensa local. Segundo a Procuradoria Popular Suprema da China, o caso, investigado pela Comissão Nacional de Supervisão – principal órgão anticorrupção do Estado –, foi remetido ao Ministério Público, que decidiu acusar o antigo presidente da Câmara de Wuhan do crime de aceitação de subornos. O processo foi atribuído à procuradoria da cidade de Shangqiu, no centro do país, que já apresentou a acusação formal, dando início à fase judicial. Segundo a acusação, Zhou terá utilizado os cargos que ocupou ao longo da carreira, incluindo em governos locais da província de Hubei e na administração provincial, para favorecer terceiros em troca de benefícios ilegais. As autoridades sustentam que o ex-dirigente recorreu tanto às suas funções directas como à influência associada aos cargos para obter vantagens indevidas, acrescentando que o montante dos subornos foi “especialmente elevado”. Zhou, que também foi vice-presidente do órgão consultivo provincial de Hubei, estava sob investigação desde Julho do ano passado por “graves violações da disciplina e da lei”, expressão comummente utilizada na China para designar casos de corrupção. Em Fevereiro de 2020, ainda como presidente da câmara de Wuhan, o responsável admitiu que as autoridades locais demoraram a divulgar informações sobre o surto de covid-19, alegando necessidade de aprovação de instâncias superiores. Apesar disso, manteve-se no cargo até ao início de 2021, ao contrário de outros dirigentes locais afastados devido à gestão das primeiras semanas da pandemia.
Hoje Macau China / ÁsiaChips | TSMC bate recorde de lucros com aumento de 58,3% no primeiro trimestre A TSMC, maior fabricante mundial de ‘chips’, registou lucros de 572,48 mil milhões de dólares taiwaneses no primeiro trimestre, uma subida homóloga de 58,3 por cento, informou ontem a empresa. O valor superou as previsões dos analistas e marca o nono trimestre consecutivo de crescimento dos lucros, estabelecendo um novo recorde para a tecnológica taiwanesa neste período. Face ao trimestre anterior (Outubro-Dezembro de 2025), o lucro líquido aumentou 13,2 por cento. Apesar de, historicamente, o sector dos semicondutores registar melhores resultados na segunda metade do ano, a forte procura por ‘chips’ avançados para alimentar sistemas operativos de inteligência artificial e computação de alto desempenho tem impulsionado os resultados da empresa, fornecedora de grupos como Apple, Nvidia, AMD e Qualcomm. A facturação cresceu 35,1 por cento em termos homólogos entre Janeiro e Março, para 1,13 biliões de dólares taiwaneses (30,70 mil milhões de euros), acima das previsões internas da empresa. Os ‘chips’ mais avançados, produzidos com tecnologia de três nanómetros, representaram 25 por cento das receitas, enquanto os de cinco e sete nanómetros contribuíram com 36 por cento e 13 por cento, respectivamente. A margem líquida atingiu 50,5 por cento no primeiro trimestre de 2026, acima dos 48,3 por cento registados no trimestre anterior. Segundo a consultora TrendForce, a TSMC detinha no final do ano passado 70,4 por cento da quota global de mercado na fabricação de semicondutores, à frente da sul-coreana Samsung (7,1 por cento) e da chinesa SMIC (5,2 por cento). Em Janeiro, a empresa anunciou planos para aumentar o investimento para entre 52 e 56 mil milhões de dólares este ano, impulsionada pela procura por ‘chips’ para inteligência artificial.
Hoje Macau China / ÁsiaMoçambique | PR na China com financiamento na agenda O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, vai tentar mobilizar financiamento para “projectos estruturantes” em Moçambique junto da China, para onde partiu ontem, em visita de Estado de sete dias. “No plano económico, o chefe do Estado irá mobilizar recursos para o financiamento de projetos estruturantes de elevado impacto social e económico, bem como impulsionar o relançamento da economia nacional, com enfoque nos setores prioritários, nomeadamente infraestruturas, mineração, energia e agricultura”, refere uma nota da Presidência da República. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, realiza uma visita de Estado à China de 16 a 22 de Abril, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping. A Presidência acrescenta que Moçambique “propõe-se reforçar a cooperação político-diplomática e económica com a China, bem como aprofundar a concertação em matérias de interesse comum da agenda internacional, com destaque para as questões do Sul Global, a reforma das Nações Unidas e as mudanças climáticas”. De acordo com a Presidência, acompanham o chefe de Estado deputados, membros do Governo e outros quadros do Estado moçambicano. O Governo chinês assumiu na terça-feira que esta visita vai aprofundar a parceria estratégica entre os dois países. “Acredita-se que esta visita promoverá o desenvolvimento aprofundado da parceria estratégica abrangente entre a China e Moçambique e contribuirá para a construção de uma comunidade China-África sólida e com um futuro partilhado para a nova era, além de reforçar a solidariedade e a cooperação no Sul Global”, disse, em conferência de imprensa, em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun. “Actualmente, a confiança política mútua entre os dois países está a aprofundar-se, com resultados profícuos na cooperação em diversas áreas e na estreita cooperação em questões internacionais e regionais”, sublinhou Guo Jiakun.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Pyongyang classifica documento japonês como “grave provocação” A Coreia do Norte acusou ontem o Japão de “grave provocação”, depois de Tóquio manifestar oposição ao programa nuclear do país no ‘Livro azul’, um documento diplomático publicado na semana passada. Os dois países não mantêm relações oficiais, e Pyongyang critica regularmente Tóquio pela colonização da península da Coreia (1910-1945). Neste ‘Livro Azul’, que tem como objectivo apresentar as posições diplomáticas de Tóquio, o Japão reiterou a oposição à posse de armas nucleares pela Coreia do Norte, além de expressar mal-estar face ao envio por Pyongyang de tropas e munições para apoiar o esforço de guerra da Rússia contra a Ucrânia. Pyongyang insistiu que não vai abandonar o arsenal nuclear, qualificando a trajectória de irreversível. Esta posição constitui “uma grave provocação que viola os direitos soberanos, os interesses de segurança e os direitos ao desenvolvimento do nosso Estado sagrado”, relatou um responsável não identificado do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado. As “medidas destinadas a reforçar as capacidades de defesa” da Coreia do Norte “inscrevem-se no direito à autodefesa”, indica-se no comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA. A mesma fonte descreveu o ‘Livro Azul’ como sendo “tecido de uma lógica de gangsters” e “de absurdos”. Neste documento, escreveu a agência de notícias France-Presse, o Japão despromoveu a China, anteriormente descrita como “um dos parceiros mais importantes do Japão”, a “vizinho importante”, pela primeira vez em dez anos. Isto marca oficialmente um agravamento das relações entre os dois países, depois de a primeira-ministra nacionalista japonesa, Sanae Takaichi, ter dado a entender que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um ataque contra Taiwan, que Pequim considera território chinês.