Hoje Macau China / ÁsiaPR de Moçambique inicia amanhã visita de Estado de sete dias à China O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, inicia amanhã uma visita de Estado de sete dias à China, anunciou ontem o Governo chinês. “A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, realizará uma visita de Estado à China de 16 a 22 de Abril”, lê-se numa informação divulgada ontem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. A Lusa já tinha noticiado em 18 de Março a previsão desta visita de Estado à China, conforme autorização dada nesse dia pelo parlamento, depois de Daniel Chapo ter assumido querer elevar a cooperação bilateral a um novo patamar. O Presidente moçambicano transmitiu em 18 de Fevereiro ao homólogo chinês, Xi Jinping, o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países em 2026, reafirmando ainda o apoio ao princípio de “Uma só China”. “A República de Moçambique reafirma a sua firme determinação em continuar a trabalhar, lado a lado, com a República Popular da China, no reforço dos laços de amizade, cooperação e solidariedade, reiterando o seu apoio ao princípio de Uma só China”, lê-se na mensagem enviada por Chapo, a propósito do novo ano chinês. O chefe do Estado moçambicano sublinhou ainda o significado especial deste ano, destacando os valores que orientam a relação bilateral: “O ano de 2026, proclamado como o Ano da Cooperação Povo-a-Povo, assume um significado especial, ao promover valores de amizade, solidariedade e compreensão mútua, que Moçambique partilha e cultiva no quadro da sua Parceria Estratégica Global com a China”. Recorda a importância histórica das relações entre os dois países, com 50 anos, e que “hoje se projectam numa cooperação abrangente e mutuamente vantajosa”, lê-se na mesma mensagem, em que Chapo aponta 2026 como “uma oportunidade estratégica para elevar a cooperação bilateral a um novo patamar”. Contas em dia Moçambique pagou em três meses de 2025 mais de 36 milhões de euros à China pelo serviço da dívida, que lidera entre os credores bilaterais do país, segundo dados do Ministério das Finanças de Novembro. De acordo com um relatório sobre a gestão da dívida, o serviço da dívida à China foi o que mais pesou nas contas moçambicanas em três meses, de Janeiro a Março, com 35,51 milhões de dólares em amortizações e 6,77 milhões de dólares em juros. A dívida de Moçambique à China ascendia, no final de Junho, a 1.347 milhões de dólares. Antes, em Outubro, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e fez uma doação de 12 milhões de euros ao país africano, anunciou então a primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi. “Tivemos duas notícias positivas vindas do Presidente [chinês], Xi Jinping, uma das notícias foi a doação ao nosso país de 100 milhões de Yuan — a moeda chinesa — [equivalente a 12 milhões de euros] e o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até o ano de 2024”, disse Levi, que falava aos jornalistas após uma visita de dois dias à China. O Governo moçambicano prevê a realização de seis visitas de Estado pelo Presidente da República em 2026 e a assinatura de cinco acordos internacionais. Na área de Cooperação Internacional, documentos de suporte ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2026, referem que estão previstas “seis visitas de Estado”, ao Canadá, Botsuana, Angola, Rússia, China e Vietname. “No âmbito do reforço e aprofundamento das relações de irmandade, amizade, solidariedade e de cooperação entre os povos e países, bem como a mobilização de financiamento para a viabilização da agenda nacional de desenvolvimento”, justifica-se no documento, sobre as visitas de Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Sánchez defende que é do interesse da Europa reforçar laços com a China O Chefe do Executivo espanhol reuniu com Xi Jinping a quem transmitiu o desejo de reforçar as pontes e os laços com o país do meio O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu ontem, em Pequim, que “é do interesse da Espanha e da Europa estreitar laços com a China” e definir “uma relação aberta, baseada no respeito e num espírito pragmático”. Sánchez, que se encontra em visita oficial ao país asiático, sublinhou numa conferência de imprensa após reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, que a Espanha é um país “profundamente europeísta” e apelou a esse “contexto de defesa e priorização de princípios e valores” na hora de “estreitar laços e construir pontes”. “O que queremos é poder contribuir activamente para a criação de uma nova ordem global que traga a paz definitiva ao mundo”, afirmou o governante espanhol, que falou com Xi sobre a “grave situação” no Irão, em Gaza, no Líbano e na Ucrânia e encorajou o Governo chinês a “continuar a contribuir activamente para reformar” o sistema de governação multilateral. A ordem internacional predominante desde a segunda metade do século XX “está, infelizmente, a ser minada por actores de peso na ordem internacional”, denunciou Sánchez, que salientou que, face àqueles que negam ou lamentam essa realidade, a Espanha prefere dedicar os seus esforços a “reformar uma ordem internacional que garantiu a paz durante muitas décadas”. “Uma ordem internacional renovada da qual, sem dúvida alguma, uma potência média como a Espanha beneficiaria, assim como a Europa e o mundo inteiro”, afirmou. Pontes equilibradas O Chefe do Executivo espanhol afirmou ainda que o seu país quis “encorajar” a China a “intensificar os seus esforços para combater a emergência climática, tal como está a fazer (…) e também, logicamente, a contribuir com a sua acção diplomática para resolver os conflitos e as guerras que assolam o mundo”. No plano económico, Sánchez salientou que Pequim deve ver a Europa e a Espanha como locais onde investir e como parceiros com quem lançar projectos industriais, e assegurou que, no seu encontro com Xi Jinping, encontrou do outro lado da mesa “compreensão e vontade de trabalhar para alcançar esse equilíbrio” comercial. O primeiro-ministro espanhol defendeu o objectivo do seu Governo de ampliar e diversificar as relações com a China em domínios como o comercial, o industrial e o tecnológico e reiterou que transmitiu ao líder chinês a necessidade de corrigir o “excessivo” desequilíbrio comercial entre ambos os países e avançar para um comércio “mais equilibrado”. Sánchez, cuja visita ao país asiático é a quarta em quatro anos, tinha ainda agendado para ontem à tarde um encontro em Pequim com o presidente do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhao Leji, e com o primeiro-ministro, Li Qiang, com quem assinará cerca de vinte acordos bilaterais.
Hoje Macau China / ÁsiaChina apresenta proposta para restaurar paz no Golfo O Presidente chinês, Xi Jinping, apresentou ontem ao homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al Nahyan, uma proposta de quatro pontos para restaurar a paz no Golfo, em plena tensão no estreito de Ormuz. A iniciativa foi apresentada durante a visita de Al Nahyan a Pequim, visando impulsionar o processo diplomático no Médio Oriente e no Golfo, face à crise desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de Fevereiro. Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a proposta define princípios para retomar a estabilidade na região, incluindo a adesão à coexistência pacífica, o respeito pela soberania nacional, pelo direito internacional e a coordenação em matéria de segurança. A iniciativa surge num momento em que a China rejeitou o bloqueio do estreito de Ormuz anunciado pela administração norte-americana, tendo classificado a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “perigosa e irresponsável” e alertou que a medida pode agravar a tensão e pôr em risco o cessar-fogo na região. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que o reforço do dispositivo militar norte-americano e as acções de bloqueio vão aumentar a tensão e “minar o já frágil cessar-fogo”. Guo sublinhou que a situação se encontra numa “fase crítica” e frisou que a prioridade deve ser evitar a retoma das hostilidades e preservar a actual trégua, instando todas as partes a respeitar os compromissos assumidos e a avançar pelo diálogo. O responsável acrescentou que apenas um “cessar-fogo abrangente” poderá criar condições para aliviar a situação no estreito e garantir a segurança da navegação, reiterando o apelo à via do diálogo e da negociação. Sem comentários Questionado sobre informações relativas a um petroleiro ligado à China que estará a operar na zona, Guo evitou comentar o caso concreto e limitou-se a defender a necessidade de assegurar a segurança e a fluidez do tráfego marítimo. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, atravessa um período de elevada tensão, após semanas de restrições impostas pelo Irão ao tráfego marítimo, em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel, a que se juntou o anúncio de Washington de bloquear e intercetar determinados navios após o fracasso das negociações com Teerão no Paquistão.
Hoje Macau China / ÁsiaExportações chinesas crescem 2,5% em Março e desaceleram com impacto da guerra no Irão As exportações da China cresceram 2,5 por cento em Março, desacelerando face aos dois meses anteriores, num contexto de incerteza devido à guerra no Irão e ao impacto nos preços da energia e na procura global. Os dados divulgados ontem pela Administração Geral das Alfândegas da China ficaram aquém das estimativas dos analistas e representam uma forte descida, face ao crescimento de 21,8 por cento, registado em Janeiro e Fevereiro. As importações aumentaram 27,8 por cento em Março, acima da subida homóloga de 19,8 por cento verificada nos primeiros dois meses do ano. “As exportações da China desaceleraram à medida que a guerra no Irão começa a afectar a procura global e as cadeias de abastecimento”, afirmou Gary Ng, economista para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis. Apesar da recuperação significativa registada no início do ano, a procura deverá enfraquecer devido ao choque energético provocado pelo conflito, segundo economistas do Bank of America, liderados por Helen Qiao. Os riscos aumentam caso o conflito se prolongue além do esperado, podendo originar uma desaceleração global persistente, acrescentaram. As tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem como as tensões entre Washington e Pequim, têm também pressionado as exportações chinesas para o mercado norte-americano, levando a China a reforçar as vendas para outras regiões, como a Europa, o Sudeste Asiático e a América Latina. Os analistas acompanham ainda com atenção a visita prevista de Trump a Pequim, em maio, para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, após um adiamento motivado pela guerra no Irão.
Hoje Macau China / ÁsiaBasquetebol | Hong Kong adia apostas face a aumento do mercado de previsões O Governo de Hong Kong anunciou o adiamento da legalização das apostas em jogos de basquetebol, devido ao crescimento do investimento no mercado de previsões a nível mundial, que poderá alimentar “indirectamente actividades clandestinas”. Na segunda-feira à noite, o Departamento de Assuntos Internos e da Juventude (HYAB, na sigla em inglês) reiterou à imprensa local que apostar em competições desportivas através de plataformas do mercado de previsões é ilegal. Estas plataformas permitem aos clientes comprar e vender ‘contratos’ ligados ao resultado de eventos futuros políticos, desportivos ou culturais, sobre uma ampla gama de situações. Muito do crescimento recente se tem devido às apostas desportivas, após plataformas, como Polymarket e Kalshi, terem assinado acordos com várias equipas de ligas desportivas. O Governo de Hong Kong disse que lançar apostas de basquetebol no actual contexto poderia atrair mais dinheiro para o mercado de previsão, “alimentando indirectamente actividades clandestinas”. “Perante os últimos acontecimentos, o Governo considerou necessário estudar o modelo e a plataforma emergentes com maior profundidade”, afirmou um porta-voz do HYAB. “Para prevenir dados para o interesse público, os novos projetos de apostas não devem prosseguir até que as condições estejam amadurecidas”, acrescentou. O Governo de Hong Kong sublinhou que o volume de dinheiro investido no mercado de previsão triplicou em 2025, atingindo 64 mil milhões de dólares. O parlamento do território aprovou em setembro a legalização das apostas em jogos de basquetebol, que passariam a ser operadas pelo Hong Kong Jockey Club, replicando o modelo já existente para as corridas de cavalos e apostas em futebol.
Hoje Macau China / ÁsiaIgreja | Papa sem medo da Administração de Trump O Papa rejeitou ontem ter medo da Administração dos Estados Unidos e querer entrar em debate com o chefe de Estado norte-americano, após as críticas feitas por Trump a Leão XIV. “Não sou político, não tenho qualquer intenção de entrar em debate com ele. A mensagem é sempre a mesma: promover a paz”, argumentou o Papa em declarações aos jornalistas que o estão a acompanhar na sua visita a Argélia. Leão XIV chegou à Argélia ontem para uma visita histórica, a primeira de um Papa ao país, no início de uma viagem de onze dias por África, que foi perturbada antes de começar pelas duras críticas do Presidente norte-americano. Num contexto internacional de tensão provocada pela guerra no Médio Oriente, o Presidente norte-americano lançou fortes críticas contra o Papa, dizendo que “não era grande fã” dele. Leão XIV tinha proferido um discurso contra o conflito no Médio Oriente. Num gesto que poderia ser interpretado como um apoio ao Papa, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni — próxima de Trump — divulgou uma declaração na manhã de ontem a desejar ao Papa uma viagem proveitosa a quatro países africanos. Em Argel, o Papa foi recebido com honras debaixo de chuva pelo Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune. Uma salva de tiros foi disparada quando desembarcou do avião papal. Esta viagem à Argélia “é muito especial”, disse Leão XIV ao chegar à terra natal de Santo Agostinho, cujo pensamento perpassa o seu pontificado. Este grande pensador cristão do século IV é “uma ponte muito importante no diálogo inter-religioso”, e “esta viagem representa uma oportunidade muito preciosa para continuar a promover a paz e a reconciliação com respeito e consideração por todos os povos”, acrescentou. Viver em paz A coexistência pacífica estará no centro da mensagem do Papa neste país de 47 milhões de habitantes, onde o Islão sunita é a religião oficial. Na primeira paragem da sua visita de dois dias, o Papa Leão XIV prestará homenagem no Monumento aos Mártires às vítimas da Guerra da Independência contra a França (1954-62), um gesto de reconhecimento da história dolorosa da nação. Será depois recebido pelo Presidente Tebboune e fará o seu primeiro discurso às autoridades e ao corpo diplomático. À tarde, visitará a Grande Mesquita, um complexo monumental com o minarete mais alto do mundo (267 m), antes de seguir para a Basílica de Nossa Senhora de África, uma emblemática igreja cristã com vista para a Baía de Argel. Durante uma celebração inter-religiosa que vai reunir cristãos e muçulmanos, o líder dos 1,4 mil milhões de católicos vai apelar à fraternidade num país onde os católicos representam menos de 0,01% da população. Esta viagem marca o início da primeira grande viagem internacional do Papa, de 70 anos, que o levará aos Camarões, Angola e Guiné Equatorial [de 13 a 23 de Abril], uma maratona de 18.000 quilómetros com uma agenda bastante preenchida. Numa peregrinação mais pessoal, o Papa viajará na terça-feira para Annaba (leste), perto da fronteira com a Tunísia, a antiga Hipona Régia, cujo bispo foi Santo Agostinho (354-430).
Hoje Macau China / ÁsiaDili prepara orçamento rectificativo após subida de preços O Governo de Timor-Leste está a preparar um orçamento rectificativo devido ao aumento dos preços provocados pelo conflito do Médio Oriente, anunciou ontem a ministra das Finanças timorense, Santina Viegas. Segundo a ministra, citada num comunicado da Presidência timorense, o ajuste visa mitigar o impacto da subida dos preços globais através da garantia de fundos para subsídios essenciais, incluindo a segurança alimentar e os custos dos combustíveis, para proteger o poder de compra dos timorenses. A ministra reuniu-se ontem com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência, em Díli. Santina Viegas informou que o trabalho está a ser feito, mas não precisou o valor, nem as alterações a introduzir, salientando que cada ministério está a analisar os dados para poder contribuir. O chefe de Estado sublinhou a “importância da coordenação interministerial para assegurar que as medidas financeiras propostas respondem efectivamente às necessidades da população durante este período desafiante”, pode ler-se no comunicado da Presidência timorense. O Governo de Timor-Leste aprovou no início de Abril uma despesa de 168,8 milhões de dólares para garantir combustível até ao final do ano devido ao conflito no Médio Oriente. No final de Março, o executivo, liderado por Xanana Gusmão, já tinha aprovado um diploma a estabelecer limites máximos para o preço dos combustíveis no país. Xanana Gusmão admitiu, na semana passada, a possibilidade de cortar o fornecimento da electricidade, entre as 23:00 e as 05:00, caso se prolongue o conflito no Médio Oriente. Caos lançado Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de Fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a falta de flexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis. Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque. Depois de negociações durante no fim de semana em Islamabad, Paquistão, sem chegar a um acordo, os Estados Unidos anunciaram que o exército norte-americano vai iniciar um bloqueio dos portos iranianos.
Hoje Macau China / ÁsiaConsumidores timorenses pedem mais fiscalização ao preço dos combustíveis A Associação de Consumidores de Timor-Leste (Tane) pediu ontem mais fiscalização ao preço dos combustíveis, depois de visitar 23 postos de abastecimento na capital de timorense, tendo detectado variações de preço que, em alguns casos, chega aos 14 por cento. “A Tane insta as autoridades a adoptarem medidas urgentes para assegurar que os preços dos combustíveis em Timor-Leste sejam transparentes, competitivos e justos para todos”, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa. Segundo o levantamento feito pela associação, o preço da gasolina varia entre 1,33 (1,14 euros) e 1,50 dólares (1,28 euros) por litro, enquanto o gasóleo varia entre 1,45 (1,24 euros) e 1,65 dólares (1,41) por litro. “Esta diferença pode atingir os 14 por cento, o que é considerado elevado para um produto essencial numa mesma área geográfica”, salienta a associação. A Tane refere também que as zonas de Fatuhada e Balide, em Díli, são as que apresentam os preços mais competitivos em comparação com outras zonas da capital timorense. “Esta variação de preços implica custos adicionais para os consumidores, sobretudo para as famílias e operadores de transporte que dependem fortemente dos combustíveis. A falta de informação clara sobre os preços dificulta também a tomada de decisões informadas por parte dos consumidores”, afirma a associação. No comunicado, a Tane manifesta preocupação com a insuficiente monitorização e fiscalização dos preços, com a ausência de uma concorrência saudável no mercado e com a falta de transparência e de protecção adequada aos consumidores. Mais transparência A associação recomenda ao Governo e às autoridades competentes para estabelecer um sistema de monitorização dos preços do combustível, aumentar a transparência do mercado, incluindo a publicação semanal dos preços dos combustíveis e reforçar a fiscalização. O Governo timorense definiu em 25 de Março limites máximos para o preço dos combustíveis no país devido ao impacto do conflito no Médio Oriente. Num diploma, o executivo definiu o limite máximo de venda de gasolina em 1,50 dólares por litro, do gasóleo em 1,65 dólares por litro, do combustível de aviação (avtur) em 2,50 dólares (2,14 euros) por litro e do gás de petróleo liquefeito (GPL) em 4,2 dólares (3,59 euros) por quilograma.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Coreia do Sul e Polónia acordam aumento de cooperação A parceria bilateral entre as duas nações ganha novos contornos no campo militar e energético face à actual crise internacional Seul e Varsóvia acordaram ontem ampliar a cooperação em matéria de defesa e fornecimento energético, num contexto marcado por conflitos na Europa e no Médio Oriente. “A cooperação mutuamente benéfica entre os nossos dois países na indústria de defesa será ampliada ainda mais”, afirmou o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, numa declaração conjunta sobre os resultados da sua reunião com Tusk. Segundo uma nota publicada depois da reunião, ambos os países decidiram ainda elevar a relação bilateral a uma parceria estratégica integral, após terem reforçado a cooperação em defesa nos últimos anos, em plena guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Em Dezembro passado, o Governo da Polónia assinou um contrato de cerca de quatro mil milhões de dólares com um consórcio liderado pela empresa sul-coreana Hanwha Aerospace para o fornecimento de foguetes guiados, destinados aos sistemas de lançadores múltiplos Chunmoo, e para a sua produção em território polaco. Também em 2025, foi assinado um acordo que pretende transformar a Polónia num centro-chave de montagem de armamento sul-coreano na Europa, bem como contratos de compra de aeronaves e tanques militares sul-coreanos por parte de Varsóvia, desde 2022. Preocupações mútuas Os avanços nas relações bilaterais surgem num contexto de crescente preocupação na Polónia, país vizinho da Ucrânia, com uma possível expansão do conflito entre Kiev e Moscovo, bem como após a condenação conjunta de Seul e Varsóvia ao envio de soldados norte-coreanos em apoio à Rússia. Neste quadro, ambos os líderes concordaram que a segurança na península coreana e na Europa está estreitamente interligada, e decidiram intensificar a comunicação estratégica para responder aos desafios globais, disse Lee. Seul e Varsóvia comprometeram-se também a reforçar a cooperação em matéria de cadeias de fornecimento energético para contribuir para a sua estabilização num contexto de incerteza derivado do conflito no Irão. No domínio comercial, o chefe de Estado sul-coreano destacou o papel das empresas do país asiático no sector das baterias para veículos elétricos na Polónia. A cimeira decorre no âmbito da primeira visita de um primeiro-ministro polaco à Coreia do Sul em 27 anos, embora em 2024 o então presidente polaco Andrzej Duda tenha visitado a capital sul-coreana para uma cimeira bilateral.
Hoje Macau China / Ásia MancheteImprensa | Visita de Sánchez à China dada como exemplo da relação desejável com Europa A quarta visita do primeiro-ministro espanhol à China, está a ser vista como um exemplo de uma relação sólida que deveria ser estendida a toda a Europa A imprensa estatal chinesa destacou ontem a visita do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, apresentando-a como exemplo das relações que a China pretende manter com a Europa. “Europa e China voltam a ver-se ao espelho espanhol”, titula um editorial do jornal oficial Global Times, que descreve Espanha como uma “ponte vital” entre o país asiático e a Europa e sustenta que “ainda hoje é evidente o espírito duradouro da ligação com Madrid”. Segundo o editorial, a aproximação de Espanha à China “não representa de forma alguma um afastamento da Europa nem uma tentativa de demonstrar que Madrid mantém melhores relações com Pequim do que os seus vizinhos”. Pelo contrário, “o pragmatismo e a abertura espanhóis demonstram uma corrente positiva e de longa data nas relações China – Europa que é actualmente abafada pelo ruído político: a disposição para aceitar a complexidade do outro e procurar consensos e benefícios através da interação”, lê-se no editorial do Global Times. “Ao traçar o futuro das relações entre a China e a Europa, talvez devêssemos olhar além das mesas de negociação em Bruxelas e espreitar o ‘espelho espanhol’”, vincou o jornal. Num tom semelhante, o China Daily e o Diário do Povo destacaram a visita de Sánchez, sublinhando as quatro deslocações ao país asiático em quatro anos e a solidez da relação bilateral. A imprensa chinesa deu também destaque à agenda privada do chefe do Executivo espanhol e da esposa durante o fim de semana, quando foram vistos – e filmados por vários transeuntes – a passear por locais emblemáticos de Pequim, como o Palácio de Verão e bairros tradicionais (‘hutong’) em torno das históricas torres do Tambor e da Campainha. Focos da visita A agenda oficial de Sánchez começou ontem com uma visita e um discurso na Universidade Tsinghua, na capital chinesa, uma das mais prestigiadas do país, seguindo-se uma deslocação à Academia Chinesa de Ciências e ao parque científico-tecnológico da empresa Xiaomi, uma das maiores tecnológicas do país. O principal foco político da visita está previsto para hoje, quando Sánchez se reunirá com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, além de presidir à assinatura de acordos bilaterais com este último. A visita decorre num contexto marcado pela guerra no Irão, pelas tensões comerciais globais e pelo interesse de Espanha em reduzir o défice comercial, atrair investimento chinês e reforçar a cooperação tecnológica. Papel principal O primeiro-ministro espanhol instou ontem a China a reforçar o seu papel no sistema multilateral, defendendo maior pressão para o cumprimento do direito internacional e o fim de conflitos como os do Médio Oriente ou da Ucrânia. Pedro Sánchez fez estas declarações na Universidade Tsinghua, em Pequim, no arranque da visita oficial ao país, sublinhando que sem a cooperação das grandes potências não será possível alcançar um sistema multilateral equilibrado. “A China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais, exigindo, como tem feito, que o direito internacional seja respeitado e que cessem conflitos como os do Irão, Líbano, Cisjordânia ou Ucrânia”, afirmou. O chefe do Executivo espanhol insistiu que “o direito internacional é a base de tudo” e apelou a um maior envolvimento de Pequim para promover a estabilidade global. No plano económico, Sánchez pediu que a China “se abra” para evitar que a Europa “tenha de se fechar”, defendendo a necessidade de corrigir o actual défice comercial entre Madrid e Pequim. Segundo o líder espanhol, este desequilíbrio, que aumentou 18 por cento no ano passado, é “insustentável” a médio prazo devido aos “movimentos isolacionistas e aos agravamentos sociais que provoca”.
Hoje Macau China / ÁsiaIA desenvolvida na China resolve problema matemático sem intervenção humana Uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Pequim desenvolveu um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de resolver e verificar um problema matemático em aberto sem intervenção humana relevante. O modelo conseguiu, em poucas horas, formalizar a solução de uma conjectura apresentada em 2014, através de um sistema de duplo agente que combina raciocínio em linguagem natural e verificação formal, noticiou ontem o jornal de Hong Kong South China Morning Post. O sistema, descrito num artigo preliminar publicado no repositório arXiv, abordou um problema de álgebra comutativa proposto pelo matemático norte-americano Dan Anderson e concluiu a verificação em cerca de 80 horas de execução. Segundo os investigadores, o modelo integra um agente de raciocínio informal, responsável por explorar estratégias e construir possíveis demonstrações, com outro de verificação formal que traduz essas provas para um formato matemático rigoroso e verificável por máquina. A equipa indicou que a única intervenção humana consistiu em fornecer acesso a documentos restritos que o sistema não conseguiu obter autonomamente, sem necessidade de julgamento matemático durante o processo. Os autores defendem que esta abordagem permite automatizar tarefas que exigiam até agora colaboração entre especialistas e supervisão contínua, embora o trabalho ainda não tenha sido sujeito a revisão por pares. Sempre a abrir O desenvolvimento insere-se no avanço dos modelos de linguagem e dos sistemas baseados em agentes aplicados à investigação matemática, um domínio onde persistem desafios como a fiabilidade das demonstrações geradas por IA. Os investigadores sublinharam que a combinação de raciocínio em linguagem natural e verificação formal poderá facilitar a resolução de problemas complexos e reforçar a validação de resultados nesta área. O projecto surge após a emergência, nos últimos meses, de novos modelos chineses como o DeepSeek e outros desenvolvidos por grandes tecnológicas como Alibaba e ByteDance, que têm aumentado a visibilidade internacional do sector e reavivado a competição tecnológica com os Estados Unidos. A inteligência artificial foi também um dos temas centrais da reunião anual da Assembleia Popular Nacional, realizada em Março, na qual Pequim reafirmou a aposta na integração desta tecnologia em vários sectores da economia e na promoção do emprego associado.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim pede navegação “sem entraves” face a bloqueio de portos iranianos A China defendeu ontem a necessidade de garantir uma navegação “sem entraves” no Estreito de Ormuz, horas antes do bloqueio anunciado de portos iranianos pelos Estados Unidos, e pediu a Washington e Teerão para manterem o cessar-fogo. “O Estreito de Ormuz é uma via comercial internacional crucial para bens e energia, e é do interesse comum da comunidade internacional garantir a sua segurança, estabilidade e um tráfego sem entraves”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa. O responsável reiterou que a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel é a “causa principal” da quase paralisação do Estreito de Ormuz. “A solução passa por um cessar-fogo imediato e pelo fim das hostilidades. Todas as partes devem manter a calma e exercer contenção”, acrescentou. A diplomacia chinesa tem sido apontada como um dos factores que contribuíram para o actual cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, apesar da discrição de Pequim. A China é um parceiro importante do Irão, que antes da guerra destinava ao país asiático mais de 80 por cento das suas exportações de petróleo, segundo a consultora Kpler. Mais de metade das importações chinesas de petróleo transportado por via marítima provinha do Médio Oriente e transitava maioritariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo a mesma fonte. “A China está disposta a continuar a desempenhar um papel positivo e construtivo”, afirmou Guo Jiakun. Via do diálogo Pequim apelou a Teerão e Washington para prosseguirem a via diplomática, apesar do fracasso das negociações no Paquistão, considerando que essas conversações “constituem um passo rumo à paz”. “A China espera que as partes respeitem o acordo temporário de cessar-fogo, continuem a resolver as divergências por meios políticos e diplomáticos, evitem retomar as hostilidades e criem condições para um rápido regresso à paz”, afirmou.
Hoje Macau China / Ásia MancheteTarifas | China rejeita ameaças das autoridades americanas A China rejeitou ontem a ameaça do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50 por cento sobre produtos chineses caso Pequim forneça armamento ao Irão, defendendo uma política de exportação de material militar “responsável”. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que a China aplica “controlos rigorosos” à exportação de produtos militares, em conformidade com a sua legislação e obrigações internacionais. O responsável acrescentou que Pequim “se opõe a difamações infundadas ou associações maliciosas” relacionadas com alegados envios de equipamento militar ou tecnologia de duplo uso para o Irão. Trump fez esta advertência durante o fim de semana, numa entrevista à cadeia televisiva Fox News, na qual afirmou que, se Washington detectar esse tipo de transferências, irá impor uma tarifa de 50 por cento sobre os produtos chineses, uma medida que classificou como “uma quantia impressionante”. O líder norte-americano já tinha avisado, um dia antes, que Pequim enfrentaria “grandes problemas” nesse cenário. As declarações surgem após notícias de órgãos como a CNN indicarem que os serviços de informações dos Estados Unidos consideram que a China poderá estar a preparar o envio de equipamento militar para o Irão, numa altura em que Teerão procura reforçar as suas capacidades em plena guerra na região. Este cenário coincide com um período de elevada tensão no Médio Oriente, após semanas de confrontos entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, bem como com negociações em curso entre Washington e Teerão para tentar pôr fim ao conflito, iniciadas no fim de semana em Islamabade, sem avanços concretos. As advertências de Trump surgem também a poucas semanas de uma visita prevista a Pequim para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, num contexto marcado por tensões comerciais e tecnológicas entre as duas potências e pelo impacto global do conflito na segurança energética e nas cadeias de abastecimento.
Hoje Macau China / ÁsiaCombustíveis | Seul vai distribuir 3,5 mil milhões de euros para atenuar preços A Coreia do Sul anunciou sábado que distribuirá 6,1 biliões de wons (3,5 mil milhões de euros) em ajudas a 32,5 milhões de cidadãos, para atenuar o impacto do aumento dos preços do petróleo. Os fundos de ajuda destinam-se a “atenuar os elevados preços do petróleo” face ao “enorme impacto económico provocado pela guerra no Médio Oriente”, afirmou o ministro do Interior, Yoon Ho-joong, durante a apresentação do subsídio, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. A iniciativa implicará um desembolso entre 100.000 e 600.000 wons, dependendo do nível económico dos beneficiários, acrescentou a Yonhap, e os fundos começarão a ser distribuídos a partir de 27 de Abril. Os auxílios, que excluem os 30 por cento da população com rendimentos mais elevados, serão suportados por um orçamento suplementar de 26,2 biliões de wons (cerca de 14.870 milhões de euros) aprovado pelo Parlamento sul-coreano na sexta-feira. O orçamento visa atenuar o impacto no país asiático do aumento dos preços do petróleo devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Tal como outros países da Ásia, a Coreia do Sul está a ser fortemente afectada pelo encerramento do Estreito de Ormuz.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio insiste na deslocalização da base dos EUA na ilha japonesa de Okinawa O governo japonês pretende finalizar a devolução da base aérea norte-americana de Futenma, província de Okinawa, trinta anos depois de o acordo entre Washington e Tóquio ter estipulado a deslocalização para a zona sul da ilha. O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara disse sexta-feira em conferência de imprensa que o Executivo de Tóquio encara de forma “muito séria” o facto de, trinta anos depois, “a devolução ainda não se ter concretizado”. Kihara afirmou ainda que Tóquio defendeu a mudança da base militar para Henoko, também na ilha de Okinawa, como a única solução viável. Recentemente, Washington indicou que não devolveria Futenma a não ser que lhe fosse garantida uma pista de aterragem com o mesmo comprimento em Henoko, argumentando que as pistas planeadas, por serem mais curtas do que a atual, reduziriam a capacidade operacional do Corpo de Fuzileiros. No entanto, enquanto a pista de aterragem de Futenma, na cidade de Ginowan, tem 2.700 metros de comprimento, Henoko, em Nago, vai ser dotada de duas pistas dispostas em forma de V, cada uma com 1.800 metros de comprimento, segundo a estação de televisão japonesa NHK. Invasão americana O acordo inicial ocorreu nos anos 90 após pressão pública no sentido da redução da presença militar dos Estados Unidos na ilha, na sequência da violação de uma estudante local por um militar norte-americano e que desencadeou protestos em todo o país. A base de Futenma, uma herança da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), situa-se no centro de Ginowan, numa zona onde se registaram inúmeros incidentes e onde são frequentes protestos por parte da população local. As autoridades japonesas defenderam a transferência para uma zona menos povoada no norte da ilha. Aproximadamente um quinto da área da ilha principal de Okinawa é território militar dos Estados Unidos sendo que a região alberga quase dois terços dos cerca de 50 mil militares norte-americanos estacionados no Japão.
Hoje Macau China / Ásia MancheteTurismo | Preços do petróleo atingem sector de viagens A guerra lançada por americanos e israelitas no Médio Oriente está a gerar uma das maiores crises energéticas globais de sempre e leva os viajantes a procurar outros destinos e meios de transporte alternativos ao avião O sector de viagens e turismo da China está a sentir a pressão da escalada dos preços do petróleo desencadeada pela guerra no Médio Oriente, alertaram ontem representantes da indústria na 14.ª Exposição Internacional de Turismo de Macau (ver página 6). “O aumento do preço do petróleo tem um enorme impacto no turismo”, afirmou Lin Dan Gui, responsável pelo departamento de viagens ao exterior da China International Travel Service (Macao). “Por exemplo, temos pacotes de voo+hotel, muitos clientes perguntam por eles, mas a taxa de reservas é relativamente baixa, porque o preço total, incluindo voos e taxas, está muito acima do orçamento esperado pelos clientes, e em seguida ajustam as escolhas de destino depois de compararem preços”, explicou. A recente guerra lançada pelos Estados Unidos e Isrfael contra o Irão desencadeou uma das mais graves crises energéticas das últimas décadas, com o fecho do Estreito de Ormuz a perturbar os fornecimentos globais de petróleo e gás. Na China, companhias aéreas como a Xiamen Airlines, a China United Airlines, a Spring Airlines e a China Southern Airlines aplicaram sobretaxas de combustível, enquanto no Japão espera-se que a All Nippon Airways (ANA) e a Japan Airlines (JAL) as dupliquem em voos internacionais em Junho e Julho. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo, o combustível representa até 30 por cento dos custos operacionais das companhias aéreas, pelo que as flutuações significativas nos preços internacionais do petróleo afectam-nas substancialmente. Segundo Lin, a Air Macau poderá suspender alguns voos diretos para o Sudeste Asiático, incluindo Singapura e Malásia, devido ao custo do combustível. A companhia de bandeira do território indicou recentemente à Lusa que teve que cancelar vários voos e alterar rotas devido a “condições de mercado e ao aumento do preço dos combustíveis”. Candy Leng, directora-geral da agência Multinational Tourism Group, partilhou preocupações semelhantes, sublinhando as sobretaxas introduzidas pelas companhias aéreas. “Basicamente, todas as companhias adicionaram uma taxa de combustível, desde de 01 de Abril”, disse. Europa penalizada “Nas viagens de longo curso, os clientes podem ter de pagar mais 200 a 300 dólares de Hong Kong por pessoa, o que é um grande encargo. Como resultado, a vontade de viajar diminuiu”, disse. Leng destacou, por outro lado, que o impacto é particularmente severo para os viajantes com destino à Europa, muitos dos quais dependem de transportadoras do Médio Oriente. “A sobretaxa de combustível para a Europa pode ser quase dois a três mil dólares de Hong Kong adicionais”, afirmou. “Esses clientes não apenas se preocupam com a segurança como os preços do petróleo estão realmente altos. Assim, optam por viagens domésticas. As nossas rotas internas registam um aumento relativo”, acrescentou. Caminhos de ferro Em contrapartida, começa a assistir-se a mudanças nas preferências dos viajantes. Segundo Lin, as rotas de comboio de alta velocidade da China estão a beneficiar da conjuntura. “Actualmente, as rotas ferroviárias de alta velocidade estão a correr melhor, porque os preços não mudaram nada”, destacou. Pequim e Chengdu, por exemplo, destacam-se como destinos domésticos populares, a par de Fujian, Guilin e Guizhou, todos acessíveis por comboio de alta velocidade. No estrangeiro, disse ainda Lin, “a maioria prefere o Sudeste Asiático. A principal escolha é Taiwan, incluindo Taichung e Kaohsiung. Para viagens mais longas, escolhem Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Vietname”. Leng também observa uma tendência semelhante, mas distingue as províncias do norte do país, como Xinjiang e Harbin, entre as que ganharam tração no mercado interno. “Comparando com Pequim e Xangai, mais pessoas estão a ir para o nordeste e noroeste”, disse à Lusa. No exterior, Japão e Coreia do Sul mantêm-se fortes, enquanto a Europa regista uma queda acentuada. “Quem se especializou em viagens de longo curso não está a ter bons resultados”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaChang’e-7 | Iniciados preparativos para explorar o polo sul lunar A China deu início aos preparativos para o lançamento da missão lunar Chang’e-7, após a chegada desta sonda ao centro espacial de Wenchang, operação fundamental para analisar a presença de recursos como o gelo de água. De acordo com a Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (AEMT) na sexta-feira, todos os componentes da missão foram transferidos para o complexo de lançamento, onde terão início os testes e verificações prévias antes da partida, prevista para a segunda metade deste ano. A Chang’e-7 faz parte da estratégia chinesa para intensificar a exploração do polo sul lunar, uma região de especial interesse científico devido à possível presença de gelo em crateras permanentemente na sombra, o que, a confirmar-se, permite o acesso a água, um recurso fundamental para futuras missões de longa duração. A missão combinará diferentes operações, desde a órbita até à descida e deslocamento na superfície, com o objectivo de estudar o ambiente e os recursos dessa zona, bem como testar novas tecnologias para a exploração lunar. O programa Chang’e prevê continuar este roteiro com a missão Chang’e-8, prevista para 2029, que procurará avaliar a utilização dos recursos detetados e lançar as bases para uma futura presença humana na Lua. A China tem reforçado o seu programa espacial nos últimos anos, com missões como a alunagem da sonda Chang’e 4 na face oculta da Lua e a chegada a Marte com a Tianwen-1, além da construção da Tiangong, que poderá tornar-se a única plataforma habitada em órbita baixa quando a Estação Espacial Internacional concluir a sua retirada, prevista para 2032.
Hoje Macau China / ÁsiaCamboja | Pequim anuncia financiamento parcial de canal no rio Mekong A China anunciou sábado o financiamento parcial da construção de um canal de 180 quilómetros que ligará o rio Mekong, no Camboja, ao Golfo da Tailândia, orçamentado em 1,7 mil milhões de dólares. O embaixador da China no Camboja, Wang Wenbin, declarou durante uma cerimónia que empresas chinesas deterão 49 por cento da segunda secção da obra, a mais importante. O diplomata acrescentou que o Presidente chinês, Xi Jinping, que visitou o país aliado no ano passado, prometeu “apoiar” este vasto projecto, que deverá estar concluído em 2028. Por seu lado, o primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, reafirmou que este “projecto histórico” será uma bênção para o país, um dos mais pobres do Sudeste Asiático. Por ocasião do lançamento da segunda fase da obra, Hun Manet apelou à população para que a “apoie”, afirmando que os aldeões expropriados receberão compensações “adequadas”. O futuro canal Funan Techo deverá permitir que os barcos que navegam no Mekong cheguem ao Golfo da Tailândia sem terem de passar pelo Vietname, onde se encontra a foz do rio mais longo da região. Os benefícios económicos alardeados por Phnom Penh deparam-se, no entanto, com uma série de incertezas, nomeadamente quanto à utilização principal do canal, de capacidade limitada (100 metros de largura e 5,4 metros de profundidade). Os defensores do ambiente também estão preocupados com o impacto do projecto no caudal do Mekong, já sujeito à pressão da poluição, da extracção de areia e das alterações climáticas. O Vietname, cuja produção de arroz depende em metade do rio, solicitou esclarecimentos ao país vizinho. O canal é um dos projectos emblemáticos do antigo primeiro-ministro Hun Sen, que nele vê para o Camboja “um nariz para respirar”. Os analistas consideram que este grande empreendimento nacional tem o potencial de unificar o país e reforçar o apoio ao seu filho e sucessor, Hun Manet.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Eritreia e China anunciam vontade de aprofundar relações O Presidente da Eritreia reuniu-se sexta-feira com o enviado especial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China para o Corno de África, com o aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países na agenda, informou o Governo eritreu. Isaias Afwerki “reiterou a vontade da Eritreia em consolidar a sua cooperação construtiva com a República Popular da China e enfatizou a necessidade urgente de a China desempenhar um papel mais proeminente em várias questões globais e regionais nestes tempos turbulentos de crescente agitação e instabilidade”, declarou o ministro da Informação da Eritreia, Yemane G. Meskel, nas redes sociais. Durante o encontro em Asmara, o líder africano falou ainda sobre “os imensos recursos naturais e humanos de África e destacou o papel inestimável que se espera que a China desempenhe no desenvolvimento e utilização destes recursos”, explicou o ministro. Segundo Yemane, o enviado chinês manifestou a disponibilidade da China para trabalhar com a Eritreia para aprofundar a parceria estratégica bilateral existente para benefício mútuo. Afwerki “reiterou a vontade da Eritreia em consolidar a parceria estratégica bilateral existente para benefício mútuo”. Hub afirmou ainda que Pequim deseja “aproveitar estratégias de desenvolvimento sinérgicas para promover conjuntamente a paz e a estabilidade em todo o Corno de África”. A Eritreia e a China estabeleceram relações diplomáticas em 1993 e, nas últimas décadas, ambos os países têm demonstrado apoio mútuo em diversas questões. A Eritreia apoia o princípio de Uma Só China — segundo o qual Taiwan, autogovernado desde 1949, é uma “parte inalienável” da China — enquanto Pequim rejeitou as sanções unilaterais impostas à nação africana. Além disso, a China tem sido o maior parceiro comercial bilateral de África durante pelo menos 15 anos e construiu numerosos projectos de infraestruturas no continente.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreias | Seul vai reduzir militares na fronteira até 2040 As autoridades sul-coreanas vão reduzir gradualmente o destacamento militar ao longo da fronteira intercoreana até 2040, apesar das preocupações com a diminuição da presença de tropas num período de tempo muito curto. O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu Back, afirmou em conferência de imprensa que os planos incluem a redução do contingente nos postos de controlo fronteiriços com a Coreia do Norte para aproximadamente 5.000 soldados, face aos actuais 22.000. O plano é substituir a presença militar por sistemas de monitorização e vigilância que incorporarão inteligência artificial, uma medida que gerou controvérsia dentro das Forças Armadas, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. As suas declarações suscitaram acusações de uma possível redução das capacidades de vigilância militar nestas áreas. “Espera-se que este plano esteja concluído até 2040”, apesar de estar previsto que tenha revisões frequentes, explicou Ahn numa mensagem publicada nas redes sociais. “Isto não deve ser interpretado como uma medida que levará a uma redução significativa do número de militares amanhã”, observou, esclarecendo que o plano “será eficiente” e adaptado “às mudanças demográficas”, dado que o país se prepara para um declínio populacional. No entanto, o ministro sublinhou a importância de reforçar a estrutura militar através de sistemas de recrutamento selectivo para fazer face à diminuição de natalidade no futuro.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Restaurantes com cláusulas de segurança nacional Todas as licenças de restaurantes de Hong Kong vão incluir cláusulas de segurança nacional até Setembro, anunciaram as autoridades da região. O anúncio foi feito pelo secretário do Ambiente e da Ecologia de Hong Kong, Tse Chin-wan, quase um ano após o Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental (FEHD, na sigla em inglês) ter introduzido, em Maio, estas disposições nos processos de renovação de licenças, de acordo com a emissora pública de Hong Kong RTHK. “Com os restaurantes a renovar as licenças gradualmente, esperamos que, até Setembro deste ano, todas as licenças dos restaurantes contenham as cláusulas”, disse Tse numa entrevista na terça-feira. Essas cláusulas, acrescentou o dirigente, servem como um lembrete constante aos gerentes e funcionários dos restaurantes para que protejam a segurança nacional. Até hoje, não foram detectadas quaisquer violações das cláusulas de segurança nacional, referiu ainda Tse, ainda de acordo com a emissora pública de Hong Kong, cidade vizinha de Macau. Numa carta enviada no ano passado pelo FEHD a restaurantes, estabelecimentos de lazer e outros negócios, titulares de licenças e “pessoas relacionadas” que se envolvam em “condutas ofensivas” à segurança nacional ou ao interesse público podem ver as licenças revogadas, escreveu ontem o portal de notícias Hong Kong Free Press (HKFP). As “pessoas relacionadas”, explica-se na carta, incluem directores, gestores, empregados, agentes e subcontratados. Pontos de esclarecimento Este jornal ‘online’ referiu ainda declarações de proprietários de estabelecimentos de restauração ao jornal Ming Pao, no ano passado, que temiam que as novas condições fossem demasiado vagas e que pudessem perder as licenças devido a falsas acusações. No entanto, diz a HKFP, o Chefe do Executivo, John Lee, afirmou que a FEHD está obrigada por lei a salvaguardar a segurança nacional e que a “conduta ilícita” contra a segurança nacional está “claramente definida” nas condições. “Conduta ilícita significa qualquer ofensa que ponha em risco a segurança nacional, ou actos e eventos que sejam contrários à segurança nacional e ao interesse público em Hong Kong. É muito claro”, afirmou o líder do Governo da região em Junho. Ainda de acordo com o HKFP, o conselheiro do Governo Ronny Tong disse em entrevista ao HK01, no ano passado, que é “difícil dizer” se as novas condições visam as “lojas amarelas” (‘yellow shops’), um termo que se refere a negócios que expressaram posições pró-democracia. Pequim impôs uma lei de segurança nacional a Hong Kong em Junho de 2020, após um ano de protestos, por vezes violentos.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang confirma realização de vários testes com mísseis A Coreia do Norte reconheceu ontem ter realizado vários testes com mísseis nos últimos dias, incluindo um com um míssil balístico equipado com uma ogiva de fragmentação, confirmando as denúncias feitas anteriormente pela Coreia do Sul e Japão. Segundo a agência noticiosa estatal norte-coreana, KCNA, os testes foram realizados nos dias 06, 07 e 08 de Abril sob a direcção do general Kim Jong Sik, vice-director de departamento do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte. Um dos testes serviu para “avaliar as aplicações de combate” do míssil balístico Hwasongpho-11 Ka, equipado com uma ogiva de fragmentação. O armamento “pode reduzir a cinzas qualquer alvo que cubra uma área de 6,5 a 7 hectares com a potência máxima”, detalhou o meio de comunicação estatal norte-coreano. Além disso, as autoridades do regime norte-coreano testaram um “sistema de armamento electromagnético e bombas de fibra de carbono” e um sistema móvel de mísseis antiaéreos de curto alcance. Mar de enganos O Exército sul-coreano informou esta quarta-feira do lançamento de vários projécteis da Coreia do Norte em direção ao Mar do Japão, e afirmou que também foi registado um lançamento a partir da zona de Pionyang na terça-feira. Estes ensaios ocorreram depois de o primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Jang Kum-chol, ter minimizado o recente optimismo de Seul, na sequência dos elogios da liderança de Pionyang ao Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pelas suas palavras conciliatórias sobre as incursões de drones civis sul-coreanos em território norte-coreano entre Setembro de 2025 e janeiro de 2026. A Coreia do Sul tinha interpretado como um sinal positivo uma mensagem invulgar emitida esta semana por Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-un, na qual ela afirmava que o líder considerava que Lee demonstrou uma atitude “honesta e de mente aberta” ao expressar pesar pelas incursões dos drones. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano sublinhou, no entanto, que a mensagem de Kim Yo-jong não era conciliadora, mas sim um aviso para se evitar novas provocações. Antes do teste de terça-feira, o último lançamento de mísseis balísticos norte-coreanos ocorreu a 14 de Março, quando em simultâneo decorriam exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington.
Hoje Macau China / ÁsiaXangai | Aguiar-Branco sublinha convergência com a China na defesa do multilateralismo O presidente da Assembleia da República deu seguimento à sua visita à China com encontros em Pequim e Xangai, onde destacou a importância da visão de ambos os países sobre a ordem internacional O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, destacou ontem, em Xangai, a importância do multilateralismo e da cooperação internacional, sublinhando que Portugal e China partilham uma visão comum sobre o papel das instituições internacionais. Em declarações à agência Lusa, após um almoço com membros da comunidade portuguesa em Xangai, no segundo dia de uma visita oficial à República Popular da China, Aguiar-Branco afirmou que “há uma ideia comum da importância do multilateralismo” e da necessidade de respeitar o direito internacional na resolução de conflitos. “A nova ordem internacional que, eventualmente, possa querer ser construída com a desvalorização do papel da Organização das Nações Unidas, não deve acontecer”, disse, acrescentando que Portugal defende o reforço do papel da ONU como “plataforma multilateralista” para alcançar consensos. O presidente do parlamento português referiu ainda ter agradecido o apoio chinês à candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2027-2028. A visita decorre no âmbito da diplomacia parlamentar e inclui encontros institucionais e contactos com autoridades chinesas, sendo acompanhada pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – China, composto por deputados de cinco partidos. Segundo Aguiar-Branco, esta presença multipartidária demonstra “o reconhecimento da importância da relação de Portugal com a China”, que classificou como “uma relação que deve ser estimulada e desenvolvida em benefício de ambos”. O responsável sublinhou que os laços bilaterais têm vindo a consolidar-se nas últimas duas décadas, após a assinatura da parceria estratégica entre os dois países, com crescimento “brutal” das exportações e do investimento chinês em Portugal. Em 2025, o comércio bilateral atingiu 9,4 mil milhões de euros, representando um crescimento homólogo de 8,2 por cento. Até ao terceiro trimestre de 2025, a China foi o quinto maior país de origem do investimento estrangeiro em Portugal, com um investimento direto acumulado de 14,4 mil milhões de euros, desde 2012, segundo dados oficiais. Confiança reforçada Aguiar-Branco destacou também a relevância de Macau, considerando que o modelo “um país, dois sistemas” na região semiautónoma da China continua a ser reconhecido como uma base importante da relação bilateral. A 20 de Dezembro de 1999, a administração de Macau passou de Portugal para a China, sob o princípio “um país, dois sistemas”, que garante à região alto grau de autonomia, sistema jurídico próprio, moeda e passaporte próprios, distintos da China continental. “Senti, do lado chinês, uma grande confiança no que diz respeito às relações com Portugal”, afirmou Aguiar-Branco, referindo ainda a disponibilidade para aprofundar a cooperação parlamentar e económica, nomeadamente em áreas como a transição energética e as energias renováveis. Questionado sobre a posição chinesa face à guerra na Ucrânia, reiterou que a posição portuguesa é diferente da de Pequim, mantendo-se “inequívoca” desde o início do conflito. “Condenamos a invasão e a violação do direito internacional e defendemos o respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia”, disse, sublinhando que Portugal mantém essa posição “sem desvio de um milímetro”. Pequim tem defendido que é neutra no conflito, mas intensificou a sua relação política e económica com Moscovo, desde a invasão da Ucrânia. De Pequim a Macau A visita de Aguiar-Branco ocorre num contexto de retoma dos contactos políticos presenciais de Portugal com a China após a pandemia, incluindo recentes deslocações ao mais alto nível, como a do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que esteve em Pequim em Setembro passado. Em Pequim, Aguiar-Branco reuniu-se com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e com o Presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional da China, Zhao Leji. Ontem, em Xangai, Aguiar-Branco participou em encontros com autoridades locais e visitou instituições culturais e de planeamento urbano, seguindo depois para Macau e Hong Kong, para contactos com as comunidades portuguesas e autoridades locais.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Wang Yi de visita a Pyongyang O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, iniciou ontem uma visita de dois dias à Coreia do Norte, na mesma semana em que Pyongyang realizou vários testes com mísseis balísticos, incluindo um com uma ogiva de fragmentação. A visita de Wang “é um passo importante para que ambas as partes ajam conforme os entendimentos comuns entre os mais altos líderes dos dois partidos e dos dois países e para impulsionar o desenvolvimento” das relações, afirmou na quarta-feira a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning. Esta será a primeira visita de Wang à Coreia do Norte desde 2019, e ocorre a convite do ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, segundo informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, sem avançar detalhes sobre a agenda ou encontros previstos. A viagem tinha sido já anunciada pela agência estatal norte-coreana KCNA, que ontem revelou que Pyongyang realizou esta semana vários testes de mísseis (ver página 13). A visita ocorre também num contexto em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a intenção de voltar a tentar organizar uma reunião com Kim Jong-un, após a tentativa falhada do ano passado, o que aumentou as expectativas de que o líder norte-americano possa aproveitar a sua passagem pela China, prevista para meados de Maio, para uma cimeira bilateral. A visita de Wang surge após o reforço dos laços bilaterais resultante da cimeira entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e Kim, em Setembro de 2025, após a qual os países expandiram os seus intercâmbios comerciais e reativaram ligações ferroviárias e voos que ligam ambas as nações, depois de cerca de seis anos de encerramento.