Hoje Macau SociedadeEconomia | PIB cresceu de 7,1% no primeiro trimestre No primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 108,01 mil milhões de patacas, o que significou um crescimento anual de 7,1 por cento, de acordo com os dados preliminares divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Segundo a DSEC, estes números mostram “um crescimento estável” porque “as exportações de serviços continuaram a subir a um ritmo acelerado, impulsionadas pelo aumento significativo do número de visitantes”. As exportações globais de serviços aumentaram 13,9 por cento no primeiro trimestre de 2026, visto que o número de entradas de visitantes na RAEM subiu 13,7 por cento, em termos homólogos. Em relação à procura interna, a despesa de consumo privado cresceu 2,8 por cento, em termos anuais, ao passo que a despesa de consumo final do Governo e a formação bruta de capital fixo desceram 4,8 por cento e 21,9 por cento, respectivamente. Segundo a mesma fonte, o PIB encontra-se ao nível de 90,3 por cento da economia do primeiro trimestre de 2019, antes da pandemia da covid-19.
Hoje Macau SociedadeMelco | Lucros mais do que duplicam até Março A operadora de jogo em Macau Melco Resorts and Entertainment anunciou lucros líquidos de 76,8 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, um aumento de 136 por cento em termos anuais. Em igual período de 2025, a Melco, com três casinos no território, registou lucros líquidos de 32,5 milhões de dólares, indicou a companhia, em comunicado divulgado na quinta-feira à noite. As receitas operacionais do grupo, no período em análise, foram de 1,37 mil milhões de dólares, subindo cerca de 11 por cento comparativamente ao primeiro trimestre do ano passado, quando registou 1,23 mil milhões de dólares, indicou a empresa liderada por Lawrence Ho, filho do magnata do jogo Stanley Ho. Os lucros operacionais entre Janeiro e Março deste ano alcançaram 179 milhões de dólares, representando uma subida de 23,5 por cento em relação ao mesmo período de 2025 (144,9 milhões de dólares), lê-se ainda no comunicado.
Hoje Macau SociedadeJogo | Lucros da MGM China descem 4% no primeiro trimestre A operadora de jogo MGM China anunciou que o primeiro trimestre deste ano ficou marcado por uma descida dos lucros, apesar da subida das receitas. A empresa reportou lucros operacionais de 273 milhões de dólares, menos 4 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Este resultado foi pressionado pelo aumento das despesas de licenciamento de marca, que duplicaram para 41 milhões de dólares, na sequência de um novo acordo de longo prazo entre a MGM China e a companhia mãe, a operadora de jogo norte-‑ americana MGM Resorts. O encargo adicional acabou por limitar a rentabilidade, mesmo com o crescimento das receitas líquidas, que subiram 9 por cento para 1,1 mil milhões de dólares. Mesmo assim, Bill Hornbuckle, presidente e CEO da MGM Resorts, afirmou que o grupo está “satisfeito por reportar receitas consolidadas recorde no primeiro trimestre, impulsionadas sobretudo pela MGM China e pela MGM Digital, bem como pelo crescimento da BetMGM na América do Norte”. No total, a MGM Resorts registou receitas de 4,5 mil milhões de dólares, um aumento de 4 por cento face ao período homólogo. Contudo, os lucros operacionais caíram para 580 milhões de dólares, contra 637 milhões de dólares no ano anterior.
Hoje Macau Manchete SociedadeJogo | Receitas de Abril foram as mais baixas dos últimos sete meses Nem tudo foram más notícias para a principal indústria de Macau. Apesar dos resultados mensais mais baixos desde Setembro, Abril trouxe um crescimento anual de 5,5 por cento das receitas brutas dos casinos As receitas do jogo registaram em Abril uma queda de 12 por cento, em termos mensais, alcançando o valor mais baixo dos últimos sete meses, de acordo com dados anunciados na sexta-feira. Os casinos arrecadaram 19,9 mil milhões de patacas em Abril, contra 22,6 mil milhões de patacas no mês anterior, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Trata-se do valor mais baixo desde Setembro de 2025, quando as receitas dos casinos totalizaram 18,3 mil milhões de patacas. No entanto, em termos homólogos, as receitas apresentaram um crescimento de 5,5 por cento, dado que em Abril do ano passado as receitas tinham alcançado 18,9 mil milhões de patacas. Em 2025, as receitas de 18,9 mil milhões de patacas foram as terceiras mais baixas desse ano, ficando apenas a cima do mês de Setembro, quando o valor foi de 18,3 mil milhões de patacas e do mês de Janeiro, que teve receitas de 18,2 mil milhões de patacas. Os número revelado na sexta-feira ainda está longe da realidade pré-pandemia. Em Abril de 2019, as receitas do jogo atingiram 23,6 mil milhões de patacas, uma diferença de 18,6 por cento ou 3,7 milhões de patacas. Carteira mais pesada Em termos de receita bruta acumulada, os primeiros quatro meses deste ano registaram uma subida de 12,1 por cento em relação ao ano anterior, com um total de 85,8 mil milhões de patacas contra 76,5 mil milhões de patacas entre Janeiro e Abril de 2025. Também neste aspecto os números estão distantes da realidade pré-covid-19. Em 2019, nos primeiros quatro meses do ano, as receitas do jogo atingiram 99,7 mil milhões de patacas, uma diferença de 23,2 mil milhões de patacas para os números mais recentes. Apesar disso, as receitas continuam a crescer ano após ano, com os primeiros quatro meses de 2026 a atingirem as maiores receitas desde a pandemia. Macau fechou o ano passado com receitas totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior (226,8 mil milhões de patacas).
Hoje Macau SociedadeTurismo | Hóspedes internacionais sobem 16% em três meses O número de hóspedes internacionais que ficaram em hotéis de Macau aumentou 16 por cento no primeiro trimestre deste ano para 338 mil, em comparação com mesmo período do ano passado. Segundo dados dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) do território, a maioria desses hóspedes veio da Coreia do Sul, cerca de 106 mil, mais 15,1 por cento que em 2025. Registaram-se aumentos também no número de hóspedes da Tailândia (28 mil, +61,3 por cento), da Malásia (22 mil, +1,2 por cento) e da Índia (19 mil, +51,0 por cento). Em contrapartida, o número de visitantes do Japão (25 mil) e da Indonésia (14 mil) registou quedas de 2,9 por cento e 18,2 por cento, respectivamente. As autoridades de turismo de Macau estão a tentar atrair mais turistas internacionais para a cidade, para reduzir a dependência do território dos turistas oriundos do Interior da China. Estes esforços têm incluído maior oferta de produtos turísticos, a organização de grandes eventos e actividades de promoção em diferentes países, incluindo Portugal. Mais de 3 milhões No total, os hotéis acolheram 3,67 milhões de hóspedes entre Janeiro e Março, mais 2,6 por cento em termos anuais. O Interior da China continua a representar a maior fatia do número total, com 2,74 milhões de visitantes, um aumento de apenas 0,6 por cento, com hóspedes de Hong Kong a aumentar 4,3 por cento até 390 mil. A taxa de ocupação média dos quartos fixou-se em 92,3 por cento, mais 2,1 pontos percentuais face ao primeiro trimestre de 2025. Existem actualmente 147 hotéis em Macau, que disponibilizam 45.400 quartos. Os hotéis de cinco estrelas registaram uma taxa de ocupação de 95,4 por cento, os de quatro estrelas 88,7 por cento e os de três estrelas 87,5 por cento. No mesmo período, o número de entradas de visitantes em excursões caiu 14 por cento, para 475 mil, com o número visitantes internacionais em excursões a crescer 16,1 por cento para 61 mil. As excursões provenientes do Interior da China (385 mil) diminuíram 20,4 por cento, com as autoridades de Macau a indicarem que mais turistas chineses estão a escolher viajar sozinhos.
Hoje Macau SociedadeBalança Comercial | Registado défice de 33 mil milhões O valor exportado de mercadorias no primeiro trimestre de 2026 situou-se em 4,18 mil milhões de patacas, mais 19,7 por cento do que no primeiro trimestre de 2025. Os valores da reexportação (3,78 mil milhões de patacas) e o da exportação doméstica (396 milhões de patacas) subiram 20,2 por cento e 14,7 por cento, respectivamente. No primeiro trimestre do corrente ano o valor importado de mercadorias foi de 37,26 mil milhões de patacas, mais 25,1 por cento, em termos anuais. Como resultado, o valor total do comércio externo de mercadorias no primeiro trimestre de 2026 correspondeu a 41,44 mil milhões de patacas e o défice da balança comercial cifrou-se em 33,08 mil milhões de patacas. O Interior (559 milhões de patacas), Hong Kong – RAEHK (2,88 mil milhões de patacas) e para a União Europeia (65 milhões de patacas) foram os principais destinos das exportações, com aumentos de 221,6 por cento, 7,1 por cento e 15,1 por cento, respectivamente, face ao trimestre homólogo do ano transacto.
Hoje Macau Manchete PolíticaDia do Trabalhador | Sétimo ano sem manifestações As manifestações do Dia do Trabalhador, que chegaram a reunir milhares de participantes em Macau, não se realizaram pelo sétimo ano consecutivo, de acordo com o Corpo de Polícia de Segurança Pública. Este ano, as autoridades não receberam avisos prévios de reunião ou manifestação As manifestações que durante anos foram uma tradição na celebração do Dia do Trabalhador, a 1 de Maio, desapareceram do panorama político de Macau. Segundo informações avançadas na véspera do feriado pelas autoridades policiais à Lusa, não foram recebidos avisos “prévios de reunião ou manifestação” para 1 de Maio, data que antes de 2020 registava regularmente iniciativas públicas. Segundo a Lei Básica de Macau, todos os residentes de Macau têm o “direito de se reunir, pacificamente e sem armas, em lugares públicos, abertos ao público ou particulares”. No entanto, é necessário entregar um aviso prévio ao Corpo de Polícia de Segurança Pública por qualquer entidade que planeie realizar uma demonstração, com qualquer recusa ou restrição a ter de ser justificada pelas autoridades policiais. Durante a pandemia de covid-19, as forças de segurança recusaram-se a aprovar o percurso de qualquer manifestação, invocando razões de “ordem e segurança” ou de saúde pública. Estas proibições chegaram ao Comité dos Direitos Humanos da ONU que, em 2022, avaliou “um crescente número de informações de restrições indevidas ao exercício da liberdade de manifestações pacíficas”. As autoridades levantaram as restrições antipandémicas no final de 2023, mas as manifestações não voltaram às ruas da cidade. Ruas só com turistas No ano passado, o grupo Poder Popular de Macau cancelou uma manifestação planeada para 1 de Maio, a exigir a redução do número de trabalhadores migrantes, devido à “pressão da polícia”, que alegou que o protesto poderia violar a lei de Segurança Nacional, reportou na altura o jornal All About Macau. O Governo indicou então que a realização de manifestações pode ameaçar a segurança da China, mas negou que a polícia tivesse pressionado a associação a cancelar a iniciativa. “As manifestações podem trazer conflitos à sociedade, à segurança de Estado”, defendeu o então secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, numa conferência de imprensa. Um homem que protestava contra o número de trabalhadores migrantes em Macau, viria a ser detido no 1 de Maio do ano passado, com as autoridades a invocarem uma violação da lei do Direito de Reunião e Manifestação. Este foi o primeiro protesto público no Dia do Trabalhador desde 1 de Maio de 2019, antes da pandemia da covid-19, quando duas associações organizaram acções. Em 2018, por exemplo, a Nova Associação dos Direitos de Trabalhadores da Indústria de Jogos levou cerca de três centenas de membros a percorrer as ruas de Macau, exigindo melhores condições laborais. ATFPM | 1 de Maio assinalado com eventos desportivos A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) organizou no Dia do Trabalhador, 1 de Maio, uma série de actividades desportivas. Segundo um comunicado da associação, a participação este ano bateu o recorde, com “mais de 1.000 funcionários públicos e seus familiares” a participarem no evento. As competições abrangeram desportos como atletismo, futebol de sete, ténis de mesa e badminton. Além dos funcionários de mais 28 serviços públicos, participaram também docentes e funcionários da Universidade de Macau e da Universidade Politécnica de Macau, bem como trabalhadores da Companhia de Electricidade de Macau. As provas desportivas realizaram-se no Estádio Olímpico e no Pavilhão Desportivo dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, e à noite realizou-se uma cerimónia de entrega de prémios.
Hoje Macau Manchete PolíticaCriminalidade | Jornal Ou Mun critica fim de conferências de imprensa O maior jornal diário em língua chinesa de Macau criticou as autoridades por “fecharem as portas ao público”, depois de o Governo ter terminado as conferências de imprensa trimestrais sobre relatórios de criminalidade. O Executivo acrescentou que o fim das conferências de imprensa tem como objectivo “aumentar a transparência” O jornal Ou Mun publicou um artigo de opinião onde critica o fim das conferências de imprensa, organizadas pela secretaria para a Segurança, de apresentação dos dados estatísticos da criminalidade em Macau. O relatório de criminalidade 2025 foi divulgado na passada terça-feira, apenas na página do gabinete do secretário para a Segurança, Chan Tsz King, na Internet, e sem a realização da habitual conferência de imprensa. Em comunicado, o gabinete confirmou que irá deixar de realizar conferências de imprensa trimestrais para apresentar os dados, “no intuito de aumentar a transparência das informações” e contribuir “para a paz e harmonia”. A divulgação regular dos dados estatísticos criminais vai passar a ser efectuada por “meios electrónicos” e apenas presencialmente quando “necessário”. Na edição de quinta-feira do jornal Ou Mun, um jornalista escreveu uma opinião, em que considerou que a “verdadeira transparência da informação não “significa simplesmente ‘colocar dados online de forma transparente’ mas “ter coragem para enfrentar as críticas e aceitar activamente a supervisão pública”. O mesmo jornalista afirmou que o ajuste “pode fechar uma das poucas janelas de diálogo que ainda restam” entre as autoridades do território e o público. “Quando um Governo escolhe fechar os canais de comunicação com os ‘media’ e reduzir a interacção directa com os jornalistas, pode parecer que evita o incómodo de lidar com perguntas difíceis, mas ao fazê-lo, também fecha voluntariamente a porta para resolver mal-entendidos e manter a credibilidade pública”, sublinhou o jornalista. Na mesma opinião, o jornalista aponta que, no passado, as conferências de imprensa “não eram apenas ocasiões para divulgar estatísticas criminais, mas também canais importantes através dos quais os cidadãos podiam comunicar com as autoridades através dos ‘media'”. “Durante as conferências, os responsáveis tinham de responder aos jornalistas em frente às câmaras, mesmo que as suas explicações nem sempre fossem satisfatórias, e pelo menos havia um diálogo aberto”, alertou o jornalista. Papel com poder Para o mesmo autor, “por mais detalhados que sejam os dados ou bem organizadas que estejam as tabelas” fornecidas ‘online’, “sem as perguntas de seguimento dos jornalistas, sem as respostas e esclarecimentos imediatos dos responsáveis, e sem um debate interactivo em tempo real” deixa de ser possível informar correctamente o público. Fundado em 1958 com o apoio do Partido Comunista Chinês, o jornal Ou Mun possui a maior tiragem do território, representando de 70 a 80 por cento da circulação de jornais da cidade. A publicação tem mantido desde sempre relações muito próximas com o poder político local e nacional. O histórico director da publicação, Lok Po foi membro de Macau no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) entre 2003 e 2008, e mais tarde representante de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN) entre 2008 e 2022. Antes da entrada nos dois principais órgãos consultivos e legislativos a nível nacional, Lok Po foi membro da CCPPC da província de Guangdong. Quando saiu do cargo na APN, foi substituído pelo director-geral do jornal Ou Mun, Wan Nang Hon. João Luz / Lusa
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Descobertos jazigos de petróleo com reservas estimadas em 100 milhões de toneladas A China anunciou a descoberta de vários jazigos de petróleo e gás de grande e média dimensão, com reservas de crude superiores a 100 milhões de toneladas, no âmbito de uma estratégia para reforçar a segurança energética. O ministério dos Recursos Naturais da China indicou que foram identificados 225 jazigos nas bacias de Tarim (noroeste), Ordos (norte) e na baía de Bohai (nordeste), segundo órgãos de comunicação locais. Desde o início desta nova ronda de exploração, Pequim deu prioridade ao petróleo e ao gás, com um investimento total próximo de 450 mil milhões de yuan, acrescentou um porta-voz. Entre as descobertas, incluem-se 13 campos petrolíferos com reservas superiores a 100 milhões de toneladas e 26 campos de gás com reservas acima de 100 mil milhões de metros cúbicos. O ministério destacou também avanços na exploração em profundidade, tanto em terra como no mar. Em terra, a China desenvolveu o seu primeiro poço de exploração até 10.000 metros de profundidade, denominado “Deep Earth Tak 1”, que permitiu detectar petróleo em camadas profundas. No mar, o campo de gás em águas ultraprofundas “Deep Sea One” entrou em fase de produção, colocando o país entre os mais avançados na exploração e extração de hidrocarbonetos em águas profundas, segundo as autoridades. O porta-voz sublinhou que os recursos de petróleo e gás são “cruciais” para a economia nacional, o bem-estar da população e a segurança energética.
Hoje Macau China / ÁsiaWuhan | Suspensas novas licenças para ‘robotáxis’ A China suspendeu a emissão de novas licenças para veículos autónomos após mais de uma centena de ‘robotáxis’ da gigante tecnológica Baidu ficarem imobilizados na cidade de Wuhan, informou ontem a agência Bloomberg. A medida impede as empresas de condução autónoma de acrescentarem novos veículos às frotas, iniciarem novos projectos-piloto ou expandirem-se para outras cidades, segundo a agência, que cita fontes com conhecimento do caso e não especifica a duração da suspensão. A medida ocorreu depois de as autoridades se mostrarem alarmadas com um incidente registado em 31 de Março em Wuhan, onde vários veículos do serviço Apollo Go, da Baidu, pararam subitamente, deixando passageiros temporariamente presos e perturbando o tráfego. A polícia de trânsito local indicou que o centro de emergências recebeu chamadas a reportar múltiplos veículos parados no meio da estrada, sem capacidade de se mover. Segundo investigações preliminares citadas pelas autoridades, o problema terá sido causado por um “erro de sistema”. Não foram registados acidentes nem feridos, e os passageiros conseguiram sair dos veículos em segurança. Após o incidente, três organismos, incluindo o ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, reuniram-se este mês com responsáveis de cidades com projcetos de ‘robotáxis’ ou testes de condução autónoma, de acordo com as fontes citadas pela Bloomberg. Os reguladores pediram aos governos locais uma revisão completa e o reforço da supervisão de segurança, para evitar episódios semelhantes. Em expansão O Apollo Go é o principal operador de ‘robotáxis’ na China, com centenas de veículos em mais de uma dezena de cidades, e anunciou em Agosto um acordo com a norte-americana Lyft para lançar este ano serviços na Europa, começando pelo Reino Unido e Alemanha. Um mês antes, a Baidu tinha também estabelecido uma parceria com a Uber para disponibilizar táxis autónomos noutras regiões da Ásia e no Médio Oriente. A empresa, frequentemente apelidada de “Google chinês” por operar um motor de busca dominante num país onde o acesso ao Google é bloqueado, vinha a expandir os testes do Apollo Go a um número crescente de cidades, com o objectivo de atingir cerca de 100 até 2030. Segundo previsões da própria Baidu, o mercado de ‘robotáxis’ na China poderá ultrapassar 1,3 biliões de yuan nos próximos anos.
Hoje Macau China / ÁsiaOrmuz | Japão considera passagem de petroleiro “sucesso diplomático” O Governo japonês classificou ontem a passagem pelo estreito de Ormuz de um navio ligado à empresa petroquímica nipónica Idemitsu Kosan, com dois milhões de barris de crude, como um “sucesso diplomático”, informou a emissora pública NHK. “A passagem de navios ligados ao Japão pelo estreito de Ormuz tem sido solicitada repetidamente”, referiu um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros – não identificado pela NHK -, notando que, para a diplomacia japonesa, “isto pode ser considerado um sucesso diplomático”. Uma outra fonte governamental citada pela NHK, também não identificada, recordou que outros navios ainda não podem atravessar livremente este estreito crucial. “Para garantir um abastecimento energético estável para o Japão, devemos continuar a exigir que todos os países garantam a liberdade de navegação e a segurança dos seus navios”, afirmou. Embora a empresa japonesa tenha recusado comentar a situação do navio por motivos de segurança, de acordo com um comunicado divulgado pela NHK, o portal de monitorização MarineTraffic indicou que o petroleiro Idemitsu Maru se encontrava ontem no golfo de Omã às 12:30, hora local, após ter atravessado o estreito de Ormuz, e espera-se que chegue à cidade japonesa de Nagoya em meados de Maio. A televisão estatal iraniana Press TV informou na terça-feira à noite sobre a travessia do Idemitsu Maru, um navio com bandeira panamenha gerido por uma filial da refinaria japonesa Idemitsu Kosan e carregado com petróleo bruto desde março passado na Arábia Saudita. “A passagem exigiu coordenação com Teerão”, indicou a Press TV. No entanto, fontes oficiais japonesas garantiram à NHK que Tóquio não pagou qualquer taxa ao Irão.
Hoje Macau China / ÁsiaHK | Multa ou prisão para posse ou consumo de cigarros electrónicos Uma nova lei em Hong Kong, que regula a posse de cigarros eletrónicos e que contempla penas de prisão, entrou ontem em vigor. O Governo do território pretende encerrar o mercado de dispositivos electrónicos de fumo, tabaco aquecido e cigarros sem tabaco, colocando a região semiautónoma na vanguarda das restrições globais contra os ‘vapes’. As novas normas visam produtos alternativos ao tabaco, proibindo a sua importação, fabrico, venda, promoção e, de forma inédita, posse e consumo em espaços públicos. A entrada destes artigos é proibida tanto por viajantes como através de mercadorias, com excepções técnicas em trânsito aeroportuário. As infrações por importação podem implicar multas até dois milhões de dólares de Hong Kong e penas de até sete anos de prisão. A produção, distribuição ou posse com fins comerciais é penalizada com até 50.000 dólares de Hong Kong e seis meses de prisão.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Defendido reforço da ONU para evitar que prevaleça “lei da selva” no mundo O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem o reforço das Nações Unidas e do multilateralismo num contexto de crescente instabilidade global, para evitar que prevaleça a “lei da selva”. Wang expressou esta posição durante um encontro em Pequim com a presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Perante um cenário internacional marcado por tensões crescentes e pela adoção de abordagens baseadas na força por alguns países, “é necessário manter o rumo correcto da unidade e da cooperação e não permitir que prevaleça a lei da selva”, afirmou Wang, citado no comunicado. O diplomata considerou que a organização e o multilateralismo enfrentam “sérios desafios” e alertou contra a hegemonia, a intimidação e a imposição da vontade do mais forte, defendendo antes um sistema baseado na equidade e na justiça. Wang descreveu a Assembleia Geral da ONU como a principal plataforma para a prática do multilateralismo e assegurou que a China continuará a defender este sistema internacional, promovendo o desenvolvimento comum e reforçando a governação global. Unidos venceremos Baerbock agradeceu o apoio da China às Nações Unidas e destacou o seu “papel fundamental” como membro fundador e permanente do Conselho de Segurança na defesa do direito internacional, segundo o mesmo comunicado. “Perante a crescente pressão sobre o multilateralismo e os ataques directos à Carta da ONU, os países devem unir-se mais do que nunca para apoiar a organização”, afirmou. Desde o início do conflito no Médio Oriente, Pequim tem apelado a uma solução negociada, apoiando iniciativas que contribuam para reduzir tensões, e defendendo que o Conselho de Segurança deve desempenhar um papel de desanuviamento e não “compactuar com actos de guerra ilegais”. A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.
Hoje Macau China / Ásia1 de Maio | Voos encarecem com subida das sobretaxas de combustível Os voos domésticos na China para o feriado de 1 de Maio registam este ano preços mais elevados do que em 2025 e antes da pandemia, pressionados pela subida dos custos energéticos ligada à guerra no Médio Oriente. O preço médio dos bilhetes em classe económica situava-se em 971 yuan em 27 de Abril, mais 12,9 por cento do que em 2025 e 23,2 por cento acima de 2019, segundo o portal de notícias Yicai. Os dados indicam ainda uma ligeira descida nos dias anteriores ao feriado, que decorre de 1 a 5 de Maio, com o valor médio a recuar de cerca de 1.000 yuan registados a 22 de Abril, numa tendência interpretada por alguns utilizadores como uma “queda” de preços em determinadas rotas. Contudo, fontes do sector citadas pelo mesmo meio referem que não se trata de uma descida generalizada, mas de ajustes normais em função da procura, após tarifas iniciais mais elevadas. O aumento dos preços surge depois da subida das sobretaxas de combustível aplicada desde o início de Abril, que fixam suplementos de 60 yuan para trajectos inferiores a 800 quilómetros e de 120 yuan para distâncias superiores. Apesar da pressão sobre os custos, o sector mantém previsões de “normalidade” na operação durante o feriado, com uma oferta de voos semelhante à do ano passado, indicou recentemente a Associação de Transporte Aéreo da China. A subida dos preços ocorre num contexto de impacto do conflito no Médio Oriente e das tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa das importações energéticas da China, aumentando a incerteza nos mercados. A guerra já encareceu directamente os custos energéticos e logísticos no país, obrigando as autoridades a intervir temporariamente para limitar a subida dos combustíveis.
Hoje Macau China / ÁsiaCuba | Pequim defende cooperação “legítima e transparente” em resposta a EUA A China defendeu ontem como “legítima e transparente” a cooperação com Cuba e rejeitou as acusações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre alegadas actividades de inteligência perto dos Estados Unidos. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou em conferência de imprensa que “a cooperação entre a China e Cuba é legítima e transparente”, quando questionado sobre se Pequim se considerava visada pelas declarações de Washington. Lin acrescentou que “fabricar pretextos, difundir rumores e difamar outros não pode servir de justificação” para o “bloqueio brutal e as sanções ilegais” impostas pelos Estados Unidos a Cuba. Segundo o responsável, essas medidas “não podem ocultar” que Washington “violou gravemente os direitos de sobrevivência e desenvolvimento” da ilha e “as normas básicas das relações internacionais”. O porta-voz reiterou que a China “apoiará firmemente Cuba na salvaguarda da sua soberania nacional e segurança” e instou os Estados Unidos a “pôr termo de imediato ao bloqueio, às sanções e a qualquer forma de coerção e pressão” contra o país. Rubio afirmou numa entrevista que os Estados Unidos “não permitirão” que países considerados adversários realizem operações de inteligência ou instalem bases militares perto do seu território. As declarações surgem num contexto de crescente pressão de Washington sobre Havana, que inclui sanções e advertências sobre possíveis medidas adicionais, bem como acusações recorrentes sobre a cooperação da ilha com outros países em áreas estratégicas. A China tem denunciado repetidamente o que classifica como “diplomacia coerciva” dos Estados Unidos em relação a Cuba e reiterado o seu apoio à ilha na defesa da soberania, opondo-se a sanções unilaterais e a qualquer forma de ingerência nos seus assuntos internos.
Hoje Macau SociedadeDSAL | Lançada nova edição de estágios para cinema A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita candidaturas para uma nova edição do “Plano de estágio de produção cinematográfica e televisiva em Hunan para os jovens de Macau”, a fim de apoiar “o desenvolvimento da carreira profissional dos jovens”. As candidaturas decorrem entre os dias 4 e 22 de Maio, sendo que o plano dura um mês e disponibiliza 30 vagas de estágios. O programa arranca a 7 de Julho na cidade Changsha, na província de Hunan, sendo que os estágios decorrem nas áreas de operação dos novos media, editor assistente, director assistente, editoração posterior, efeitos visuais (VFX) em embalagens, produção de AIGC e tradução de vídeo por inteligência artificial, descreve um comunicado do Instituto Cultural (IC). O programa decorre em parceria com várias entidades de media da província de Hunan, nomeadamente a Hunan TV World/International, a Hunan Shiyi Culture Technology Co., Ltd e o Malanshan Audio & Video Lab. Na primeira semana de estágio decorre um seminário e curso teórico para profissionais do sector, realizando-se depois o respectivo estágio. O IC diz que esta iniciativa vai permitir aos jovens de Macau “conhecerem o processo de produção cinematográfica e produção de televisão do Interior da China”, bem como o ambiente “dos meios de comunicação social”. Os estagiários terão acesso a alojamento e apoio básico, devendo os candidatos ser residentes da RAEM com idades até aos 35 anos. Devem ter licenciatura ou grau académico superior, com cursos de instituições de ensino superior sediadas em Macau ou no exterior, podendo também ser estudantes do terceiro ano ou superior das referidas instituições de ensino superior e possuírem os requisitos necessários para os postos de estágio. O subsídio atribuído é de cinco mil patacas, além de que o subsídio de deslocação de ida e volta e de seguro de viagem no valor de 1.500 patacas, de uma só vez.
Hoje Macau Manchete SociedadeCriminalidade | Abuso sexual de crianças aumentou 77,3% em 2025 As forças policiais registaram 39 casos de abuso sexual de crianças em 2025, mais 77,3 por cento do que no ano anterior. Os dados fazem parte do balanço da criminalidade em 2025, divulgado na terça-feira apenas na página do gabinete do secretário para a Segurança, Chan Tsz King, sem a realização da habitual conferência de imprensa. Num comunicado, o gabinete confirmou que irá deixar de realizar conferências de imprensa trimestrais para apresentar os dados, “no intuito de aumentar a transparência das informações” e contribuir “para a paz e harmonia”. Ainda assim, a nota admite que “os respectivos trabalhos de divulgação serão realizados, sempre que necessário, presencialmente”. O balanço revela ainda que o número de crimes de jogo ilícito em Macau mais que quadruplicou em comparação com 2024, atingindo 570. O documento não fornece qualquer explicação para o aumento dos delitos de jogo ilícito. As forças policiais deixaram também de divulgar dados sobre burla com recurso às telecomunicações e à Internet. O balanço menciona apenas uma queda de 19,5 por cento nas burlas em geral e de 42,7 por cento na criminalidade informática. No geral, as forças policiais registaram quase 13.500 delitos criminais em 2025, menos 5,9 por cento do que no ano anterior, sobretudo graças a uma queda de 10,5 por cento nos crimes contra o património, incluindo roubo, furto e burla.
Hoje Macau SociedadeMacau poderá beneficiar de diversificação da economia antes do previsto A agência de notação financeira Moody’s admitiu que, num “cenário positivo”, os esforços de diversificação da economia de Macau, altamente dependente dos casinos, poderão dar frutos mais cedo do que o previsto. Num relatório divulgado na terça-feira, a Moody’s afirma que “o perfil de crescimento de Macau poderá beneficiar de um progresso mais rápido no sentido da diversificação económica do que o actualmente previsto”. De acordo com dados oficiais, o benefício económico do jogo representou quase metade de todo o Produto Interno Bruto de Macau em 2025. Se aos casinos se juntar o turismo, então este sector reúne 74,1 por cento da economia local. A Moody’s defendeu que a “elevada dependência de um único sector” gera “uma volatilidade significativa no crescimento”, até porque o negócio dos casinos pode “diminuir gradualmente em conjunto com um crescimento económico mais fraco na China continental a longo prazo”. A agência indicou ainda que a diversificação da economia enfrenta obstáculos, incluindo a “escassez de mão-de-obra qualificada” e os desafios demográficos de Macau relacionados com o envelhecimento da população. Notação fica em Aa3 Num comunicado, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) sublinhou que a Moody’s manteve o ‘rating’ da região em ‘Aa3’, o quarto nível mais alto, e melhorou a perspectiva de ‘negativa’ para ‘estável’. A Moody’s lembrou que Macau é a única jurisdição sem qualquer dívida externa e que contava, no final de Janeiro, com uma reserva financeira no valor de 673,8 mil milhões de patacas. Além disso, a AMCM sublinhou “a estreita ligação económica” entre Macau e a China continental, onde “a robustez macroeconómica e a solidez das finanças públicas” têm demonstrado “elevada resiliência perante choques externos”. No entanto, a Moody’s apontou como um risco para o ‘rating’ da região “uma intensificação dos laços políticos e institucionais” com o Interior. Algo que “provavelmente reduziria a eficácia das políticas económicas ou fiscais em Macau, poderia também levar a uma descida da classificação” do território, explicou a agência.
Hoje Macau Manchete SociedadeDireito | Macau e Coimbra criam centro sobre IA A nova parceria entre a Universidade de Coimbra e a Universidade de Macau visa “promover a colaboração interdisciplinar na investigação e educação avançada” na ligação entre Direito e Inteligência Artificial. Nos últimos anos, as duas instituições têm promovido várias iniciativas conjuntas A Universidade de Macau (UM) anunciou ontem a criação de um centro conjunto com a Universidade de Coimbra (UC) sobre Direito e Inteligência Artificial (IA). Num comunicado, a UM indicou que o novo centro “irá promover a colaboração interdisciplinar na investigação e educação avançada” na ligação entre Direito e IA. A instituição deu como exemplo “projectos de investigação conjunta, formação de quadros, organização de conferências internacionais” e intercâmbio de professores e estudantes. A UM sublinha que a nova iniciativa representa “uma expansão significativa” da cooperação com a universidade portuguesa no domínio dos estudos jurídicos. Em Outubro de 2024, as duas instituições assinaram um acordo para a criação de um doutoramento em co-tutela na área da Saúde “e das Neurociências em especial”, disse na altura à Lusa o vice-reitor para as Relações Externas da UM, João Nuno Calvão da Silva. Um ano antes, a UC e a UM criaram um laboratório conjunto para estudar o envelhecimento cognitivo e responder às necessidades geradas pelo aumento da esperança de vida. O acordo para a criação do novo centro conjunto sobre Direito e IA foi assinado em 20 de Abril pelo reitor da UM, Song Yonghua, que esteve em Lisboa integrado na comitiva do líder do Governo, Sam Hou Fai. Acordo com a UL Na mesma ocasião, a UM assinou um acordo com a Universidade de Lisboa (ULisboa), que irá apoiar a criação da primeira faculdade de medicina publica da RAEM. Os finalistas do curso conjunto de licenciatura na futura Faculdade de Medicina da UM, com inauguração prevista para 2028, poderão fazer uma tese para completarem o mestrado integrado da ULisboa. A UM sublinhou ontem que os médicos assim formados poderão obter o reconhecimento e exercer medicina não apenas em Macau, Hong Kong, China continental e Portugal, mas também em toda a União Europeia. Ainda em Lisboa, a UM assinou um acordo com o IPLuso – Instituto Politécnico da Lusofonia e a Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Chengdu para “fomentar a cooperação educacional e de investigação em medicina chinesa”. A parceria irá usar os recursos das três instituições para formar profissionais de medicina tradicional chinesa, tirando partido “do papel único de Macau como ponte de ligação entre a China e Portugal”.
Hoje Macau PolíticaUTM | Chan Chak Mo presidente mais três anos O empresário e ex-deputado Chan Chak Mo vai continuar a ser durante mais três anos o presidente do Conselho Geral da Universidade de Turismo de Macau. A renovação do mandato foi publicada ontem no Boletim Oficial, num despacho assinado pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam. Além de Chan Chak Mo, a secretária também renovou o mandato de Francis Lui Yiu Tung, presidente da concessionária Galaxy, como vice-presidente, assim como dos outros membros: Rutger Eduard Louis Verschuren, Cheung Kin Chung, Irwin Poon Yiu Wing, Wong Fai, Yuan Jing e Kan Cheok Kuan. No entanto, O Lam fez entrar para o órgão que aprova as linhas gerais do desenvolvimento da instituição o deputado Ip Sio Kai e de Kan Cheok Kuan, gestor que ao longo dos anos acumulou cargos em empresas como a SEMAC, Heliporto de Macau ou CAM.
Hoje Macau SociedadeCCAC | Mulher tenta pagar a segurança para entrar em casino O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) encaminhou para o Ministério Público o caso de uma mulher que tentou subornar com 500 dólares de Hong Kong um segurança de um casino, para entrar no espaço de jogo. A informação foi divulgada ontem e a suspeita encontra-se actualmente proibida de entrar em espaços de jogo. “Segundo o que foi apurado, uma mulher que foi proibida de entrar nos casinos de uma empresa integrada de turismo e lazer, ofereceu 500 dólares de Hong Kong a um guarda de segurança em serviço, em troca de permissão da sua entrada no casino. No entanto, o guarda recusou imediatamente a oferta e apresentou denúncia”, foi revelado. “Após investigação, o CCAC considerou haver provas de que a referida mulher teria cometido o crime de corrupção activa no sector privado previsto na Lei de Prevenção e Repressão da Corrupção no Sector Privado, tendo o caso sido encaminhado para o Ministério Público”, foi acrescentado No comunicado o CCAC apela “ao público para ser íntegro e cumpridor da lei e incentiva o pessoal das entidades privadas a denunciar, sem hesitação e de imediato, ao CCAC quaisquer actos ilícitos, nomeadamente, envolvendo corrupção activa e passiva”.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Energia solar deve superar o carvão até ao final do ano A capacidade instalada de energia solar na China deverá superar pela primeira vez a do carvão em 2026 e, juntamente com a eólica, representar metade do total, segundo previsões do sector eléctrico. O Conselho de Electricidade da China (CEC) indicou num relatório divulgado ontem que o consumo de eletricidade no país deverá crescer entre 5 por cento e 6 por cento este ano, impulsionado por uma expansão estável da economia e pelo desenvolvimento de novas infraestruturas ligadas à inovação e modernização industrial. Segundo o documento, intitulado “Relatório de análise e previsão sobre a situação nacional da oferta e da procura de electricidade”, a capacidade instalada de energia solar deverá ultrapassar a do carvão pela primeira vez, enquanto a soma da energia eólica e solar deverá atingir cerca de metade da capacidade total instalada até ao final de 2026. No âmbito dos objectivos de “duplo carbono” – que prevêem atingir o pico das emissões antes de 2030 e a neutralidade carbónica até 2060 –, a incorporação de novas energias deverá manter um ritmo elevado. A nova capacidade instalada este ano deverá ultrapassar os 400 milhões de quilowatts, dos quais mais de 300 milhões corresponderão a fontes renováveis. Como resultado, a capacidade total instalada de geração eléctrica na China deverá atingir cerca de 4.300 milhões de quilowatts até ao final do ano, com aproximadamente 63 por cento proveniente de fontes não fósseis, enquanto o peso do carvão deverá recuar para cerca de 31 por cento. Organizações como a Greenpeace consideram que a China se encontra num ponto de inflexão na transição energética, com o rápido crescimento da energia eólica e solar a poder contribuir para antecipar o pico de emissões. Ainda assim, alertam que a expansão do uso do carvão continua e que o ritmo de instalação de renováveis começa a mostrar sinais de abrandamento.
Hoje Macau China / ÁsiaÍndia | Homem leva corpo da irmã a banco para levantar dinheiro Um homem de uma comunidade tribal no estado de Odisha, no leste da Índia, levou os restos mortais da sua irmã a uma agência bancária para levantar as suas poupanças, depois de o banco se ter recusado a conceder-lhe acesso aos fundos. “Fui ao banco várias vezes e as pessoas disseram-me para trazer a titular da conta para levantar o dinheiro depositado em nome dela. Mesmo dizendo que estava morta, não me ouviram e insistiram para que a trouxesse ao banco. Cavei a campa e retirei o seu esqueleto como prova da sua morte”, contou Jeetu Munda aos meios de comunicação social. O incidente ocorreu depois de o banco ter exigido a certidão de óbito da irmã de Munda, documento necessário para processar o levantamento legalmente. Quando os funcionários se recusaram a processar o levantamento sem a certidão, Munda, que o banco alegou estar embriagado, colocou os restos mortais da irmã em frente à agência para comprovar a sua morte. Segundo o comunicado de imprensa divulgado ontem pelo Indian Overseas Bank, o principal do banco rural do país, a intenção da instituição era proteger os fundos na conta desta mulher que pertencia a uma comunidade tribal pobre, sublinhando que “não houve nenhum caso de assédio”. Segundo a polícia, a irmã de Munda faleceu há dois meses e tinha aproximadamente 19.300 rupias indianas (cerca de 170 euros) na sua conta bancária. O homem, que as autoridades dizem ser analfabeto, está a receber auxílio da polícia com a documentação necessária para obter a certidão de óbito que lhe permitirá recuperar o dinheiro da sua família.
Hoje Macau DesportoKarting | Macau vai participar nas 24 horas de Genk Uma equipa de Macau vai participar nas 24 Horas de Genk, prova de karting na Bélgica. A prova está agendada para este fim-de-semana, decorre entre 2 e 3 de Maio, num circuito lendário por onde passaram vários pilotos de Fórmula 1 e onde se estreou o tetracampeão Max Verstappen. O território vai estar representado pela equipa ‘IXO Models Racing Team – Macau’, contando com seis residentes, entre eles o veterano Rui Valente, um dos pilotos mais experientes da RAEM, que tem somado presenças assíduas no Grande Prémio de Macau, assim como em várias provas no Interior. A equipa vai ser liderada por Jean Peres, empresário de Macau, também com ligações à modalidade, tendo competido no campeonato asiático de karting (Rotax Asia Challenge), tal como o irmão Eric Peres, outro dos membros da equipa. “Era um objectivo de longa data, mas só agora foi possível pôr este projecto em andamento. Vamos à experiência, mas queremos ser competitivos”, afirmou Jean Peres, gerente da PCT, grupo que detém a IXO Models, empresa de Macau que é uma das maiores fabricantes de miniaturas ‘diecast’ a nível mundial. Sérgio Lacerda, outro piloto com provas dadas no Circuito da Guia, também foi ‘recrutado’ para o desafio. A equipa conta ainda com dois aficcionados da modalidade: Duarte Machado, piloto de aviões radicado em Lisboa, e Pedro Maia, ex-jornalista. “É um grupo interessante, entre pilotos com maior experiência e outros que também já demonstraram talento em pista. Já nos conhecemos há algum tempo e sabemos o que cada um pode acrescentar à equipa. Uma corrida de 24 horas é muito exigente. Não só a nível físico como também a nível mental. Depois existe toda a parte que envolve a organização e a estratégia. Será um grande desafio”, considerou Jean Peres. Traçado com história As 24 Horas de Genk são consideradas uma das melhores corridas de endurance da modalidade, envolvendo normalmente entre 30 a 40 equipas. A prova decorre todos os anos no mítico Kartódromo de Genk, um traçado homologado pela FIA, por onde passaram alguns dos pilotos mais conhecidos do mundo, entre os quais Max Verstappen, Michael Schumacher, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Jenson Button. O regulamento da prova obriga a fazer 32 paragens obrigatórias na boxe durante as 24 horas, com reabastecimento de combustível. Nas paragens é possível efectuar a troca de pilotos. Os treinos livres estão agendados para sexta-feira, 1 de Maio. As sessões de qualificação decorrem durante a manhã de sábado. O arranque da corrida está marcado para as 15h, hora local, com o final previsto para a mesma hora de domingo.