China / ÁsiaDiplomacia | Defendido reforço da ONU para evitar que prevaleça “lei da selva” no mundo Hoje Macau - 30 Abr 2026 O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem o reforço das Nações Unidas e do multilateralismo num contexto de crescente instabilidade global, para evitar que prevaleça a “lei da selva”. Wang expressou esta posição durante um encontro em Pequim com a presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Perante um cenário internacional marcado por tensões crescentes e pela adoção de abordagens baseadas na força por alguns países, “é necessário manter o rumo correcto da unidade e da cooperação e não permitir que prevaleça a lei da selva”, afirmou Wang, citado no comunicado. O diplomata considerou que a organização e o multilateralismo enfrentam “sérios desafios” e alertou contra a hegemonia, a intimidação e a imposição da vontade do mais forte, defendendo antes um sistema baseado na equidade e na justiça. Wang descreveu a Assembleia Geral da ONU como a principal plataforma para a prática do multilateralismo e assegurou que a China continuará a defender este sistema internacional, promovendo o desenvolvimento comum e reforçando a governação global. Unidos venceremos Baerbock agradeceu o apoio da China às Nações Unidas e destacou o seu “papel fundamental” como membro fundador e permanente do Conselho de Segurança na defesa do direito internacional, segundo o mesmo comunicado. “Perante a crescente pressão sobre o multilateralismo e os ataques directos à Carta da ONU, os países devem unir-se mais do que nunca para apoiar a organização”, afirmou. Desde o início do conflito no Médio Oriente, Pequim tem apelado a uma solução negociada, apoiando iniciativas que contribuam para reduzir tensões, e defendendo que o Conselho de Segurança deve desempenhar um papel de desanuviamento e não “compactuar com actos de guerra ilegais”. A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.