Japão | Membro do regulador nuclear perde telemóvel na China

As autoridades japonesas estão a investigar a perda de um telemóvel profissional, alegadamente na China, que continha uma lista confidencial de contactos da Autoridade de Regulação Nuclear, segundo confirmou à France-Presse um responsável do organismo.

O incidente, tornado agora público, terá ocorrido no aeroporto de Xangai, em 03 de Novembro, quando o funcionário atravessava o controlo de segurança. A ausência do dispositivo só foi notada três dias depois, e, de acordo com a imprensa japonesa, não foi possível bloqueá-lo ou apagar remotamente os seus dados por já se encontrar fora de alcance.

Embora o telemóvel não contivesse acesso directo a dados nucleares, segundo o responsável citado – que não quis ser identificado – a lista incluía nomes e contactos de membros da divisão de segurança nuclear da entidade reguladora – informação que não é de acesso público devido à sensibilidade das funções.

A revelação surge num contexto de crescente tensão entre Pequim e Tóquio, após a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter sugerido em Novembro que o país poderia intervir militarmente em caso de agressão chinesa contra Taiwan.

Simultaneamente, a operadora Tokyo Electric Power (TEPCO) procura a aprovação final para reactivar a central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, encerrada após o desastre de Fukushima, em 2011. O Japão tem vindo a retomar gradualmente a energia nuclear, com 14 reactores já reactivados, no quadro de metas de neutralidade carbónica até 2050 e aumento da procura de eletricidade devido à inteligência artificial.

O telemóvel perdido foi reportado às autoridades japonesas de protecção de dados em novembro, de acordo com o regulador nuclear. O caso reacende preocupações sobre segurança da informação no sector da energia nuclear num momento delicado da política energética japonesa.

9 Jan 2026

Torre de Macau | Espectáculo celebra cultura sino-portuguesa

Um novo espectáculo teatral sobe ao palco amanhã para explorar como os 500 anos de contacto entre as culturas portuguesa e chinesa deram a Macau “uma identidade única”.

Na terceira edição da série “Macasaphis”, o grupo de teatro experimental Frost Ice Snow Creative junta música, teatro, moda, histórias orais e comédia ‘stand-up’ no auditório da Torre de Macau. A directora, Sileas Ko Weng Si, disse ontem à Lusa que, após uma pausa de dois anos devido à falta de financiamento, o grupo decidiu regressar com o tema “a cultura sino-portuguesa”.

“A cultura sino-portuguesa está por todo o lado, mas já nem nos apercebemos. As pessoas às tantas ficam confusas, sem compreender como isso influencia as nossas vidas”, explicou Sileas Ko. A primeira edição da “Macasahpis”, em 2022, já tinha sido dedicada a elementos particulares da região.

“A presença das línguas chinesas e portuguesa, os monumentos históricos, o facto de termos o maior número de feriados do mundo, tanto os budistas como os católicos”, disse Ko. O português é uma das duas línguas oficiais de Macau, pelo menos durante os primeiros 50 anos da nova região semiautónoma chinesa, segundo o acordo bilateral que permitiu a transição de administração, em Dezembro de 1999.

A edição de 2023 teve como convidados a Tuna Macaense, um grupo musical da comunidade euro-asiática, composta maioritariamente por lusodescendentes, que toca canções no dialecto crioulo, o patuá. Mas desta vez o grupo decidiu ir mais longe e celebrar como a influência portuguesa também se sente entre os chineses de Macau, disse à Lusa a produtora do espectáculo, Casta Lai Chit.

“Talvez as pessoas ainda sintam alguma vergonha de definir a nossa cultura e identidade, porque somos chineses, mas não somos iguais aos outros”, explicou Casta Lai, que tem nacionalidade portuguesa. “As pessoas têm orgulho na cultura de Macau, mas têm algum pudor em demonstrá-lo”, lamentou Sileas Ko. “A cultura sino-portuguesa torna a nossa cidade ainda mais especial. Sem ela, só haveria casinos”, acrescentou.

Poder cultural

Com uma área de apenas 33 quilómetros quadrados e menos de 680 mil habitantes, Macau “é um peixe minúsculo” no contexto da China, com uma população de 1,4 mil milhões, sublinhou Casta Lai. “Se não fosse a cultura sino-portuguesa, Macau não teria importância nenhuma”, defendeu a produtora.

O espectáculo inclui uma parte em que, de forma humorística, a população de Macau é tratada como “uma espécie em vias de extinção” e não apenas por a cidade ter a taxa de natalidade mais baixa do mundo, disse Sileas Ko. Casta Lai alertou que “talvez depois de 50 anos a cultura seja diferente. Se isso acontecer, se calhar as pessoas vão olhar em volta e sentir falta do que se perdeu”.

9 Jan 2026

Hong Kong | Zhipu AI lidera ronda de estreias em bolsa no valor de 1.030 ME

O interesse dos investidores no mercado tecnológico continua a dar frutos e leva cada vez mais empresas chinesas ligadas à Inteligência Artificial a entrar na bolsa de Hong Kong

A empresa chinesa de inteligência artificial Zhipu AI estreou-se ontem na bolsa de Hong Kong, num dia em que outras duas tecnológicas também entraram no mercado, angariando em conjunto 1.200 milhões de dólares. A Zhipu, oficialmente designada Knowledge Atlas Technology e que adopta o nome Z.ai nos mercados estrangeiros, registava uma tendência ascendente ao meio da sessão, com uma valorização de 11,19 por cento, após ter angariado cerca de 559 milhões de dólares.

Trata-se da primeira empresa chinesa especializada exclusivamente em modelos de linguagem de grande escala a ser cotada na Bolsa de Valores de Hong Kong. Segundo o seu cfundador e director executivo, Zhang Peng, a escolha desta praça financeira está relacionada com as ambições de internacionalização da companhia.

Zhang referiu que Hong Kong e o Sudeste Asiático serão os primeiros mercados a serem explorados, seguindo-se o Médio Oriente, a Europa e o chamado “Sul Global”. O responsável apontou os baixos custos como principal atractivo da Zhipu face a modelos concorrentes, no objectivo de conquistar novos utilizadores.

A tecnológica junta-se assim a outras empresas chinesas do sector que têm aproveitado o interesse dos investidores no crescimento da IA no país. Uma das principais concorrentes da Zhipu, a MiniMax – também rival da OpenAI (criadora do ChatGPT) e da Anthropic (desenvolvedora do Claude) – tem estreia marcada para sexta-feira na mesma bolsa.

Outras estreias

Ontem, também se estrearam em Hong Kong a fabricante de chips gráficos Shanghai Iluvatar CoreX Semiconductor, que abriu com ganhos de 31,5 por cento após angariar 473 milhões de dólares, e a produtora de robôs cirúrgicos Edge Medical, que subiu 36,4 por cento, arrecadando cerca de 154 milhões de dólares.

Na semana passada, a Biren Technology, especializada em chips de IA, valorizou-se quase 76 por cento no seu primeiro dia de negociação. Em Dezembro, outras duas empresas do sector, a Moore Threads e a MetaX, registaram subidas superiores a 100 por cento na bolsa de Xangai.

Apesar de admitir que os modelos chineses estão a reduzir a distância face aos norte-americanos, Zhang Peng reconheceu que ainda persistem lacunas em áreas como investigação, recursos e inovação. A Zhipu foi colocada numa lista negra comercial pelos Estados Unidos em 2025, o que dificulta o seu acesso a tecnologia norte-americana.

9 Jan 2026

Camboja liquida banco de magnata líder de rede de burlas

O Camboja anunciou ontem a liquidação imediata do Prince Bank, propriedade do magnata chinês Chen Zhi, detido esta semana e extraditado para a China, onde é investigado por liderar uma rede transnacional de fraude e tráfico de pessoas.

Numa resolução publicada pelo Banco Nacional do Camboja, a entidade ficou impedida de aceitar depósitos e conceder empréstimos, um dia após Phnom Penh confirmar a detenção e entrega de Chen a Pequim. A liquidação será supervisionada pela empresa Morisonkak MKA, que deverá garantir o levantamento dos depósitos pelos clientes e a continuação do pagamento dos créditos em curso.

O Prince Bank era uma das mais de 100 empresas do conglomerado Prince Group, fundado por Chen Zhi, que ao longo da última década expandiu-se em áreas como turismo, tecnologia, logística, alimentação e finanças. Várias dessas empresas foram identificadas por Washington como fachadas para esquemas de burla ‘online’ e redes de tráfico humano no Sudeste Asiático.

O ministério do Interior cambojano afirmou que a detenção de Chen, de 37 anos, ocorreu na terça-feira, “no âmbito da cooperação para combater o crime transnacional e a pedido das autoridades chinesas”. A operação incluiu também a captura dos cidadãos chineses Xu Ji Liang e Shao Ji Hui, igualmente extraditados.

Investigação conjunta

Phnom Penh revelou que Chen foi despojado da nacionalidade cambojana em Dezembro, por decreto real, meses depois de garantir que o empresário a tinha obtido legalmente. A detenção, segundo o comunicado, foi resultado de “meses de investigação conjunta” com a China.

Em Outubro passado, o Departamento de Justiça dos EUA acusou Chen de crimes financeiros ligados ao trabalho forçado. As autoridades norte-americanas alegam que o empresário liderava uma operação de burla ‘online’ “em escala industrial”, envolvendo centenas de vítimas mantidas sob coação em instalações semelhantes a prisões no Camboja. A justiça dos EUA confiscou 15 mil milhões de dólares em bitcoin ao grupo, na maior apreensão de criptomoedas na sua história.

No ano passado, o porta-voz do ministério do Interior do Camboja declarou que Chen não se encontrava no país e que nem ele nem a sua empresa enfrentavam acusações locais. A mudança de posição foi agora interpretada como sinal de maior alinhamento com Pequim no combate ao crime financeiro e às redes de burla transfronteiriça.

9 Jan 2026

Taça Davis | Tiago Pereira estreia-se pela selecção com a China

Tiago Pereira é a novidade da selecção nacional de ténis para o encontro da Taça Davis com a China, em 06 e 07 de Fevereiro, que inclui ainda Nuno Borges, Francisco Cabral, Jaime Faria e Henrique Rocha, foi ontem anunciado. “O Tiago Pereira tem vindo a evoluir bastante e, nos últimos meses, tem obtido bons resultados não só em singulares como em pares, o que faz dele uma opção para as duas variantes”, referiu o capitão Rui Machado sobre o estreante.

Além do algarvio, de 21 anos, classificado na 265.ª posição do ranking mundial, a aposta de Rui Machado recaiu em Nuno Borges (45.º) e Francisco Cabral (20.º), os melhores tenistas lusos da actualidade em singulares e pares, respectivamente, além de Henrique Rocha (157.º) e Jaime Faria (151.º).

Portugal não compete em casa desde Setembro de 2022, então frente ao Brasil, e a condição de visitante tem sido favorável, mas Rui Machado confia no grupo que vai levar para a China.

“Temos noção que vai ser uma eliminatória bastante difícil frente a uma equipa com jogadores experientes, com bastante potencial e que já provaram conseguir jogar a um nível muito alto”, considerou sem saber ainda os escolhidos do homólogo Di Wu. Portugal vai visitar a China no play-off do Grupo I da Taça Davis em ténis, no qual tentará evitar a descida ao Grupo II, onde não está desde 2015.

9 Jan 2026

EUA | Pequim condena intercepção de navio ligado à Rússia

Pequim denunciou ontem a apreensão por parte dos Estados Unidos de um petroleiro que navegava sob bandeira russa em águas internacionais, classificando a acção como “arbitrária” e uma violação do direito internacional. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a detenção de navios de outros países em alto-mar “contraria gravemente o direito internacional” e os princípios da Carta das Nações Unidas.

As declarações surgem após a Guarda Costeira dos EUA ter interceptado o petroleiro Marinera – anteriormente conhecido como Bella 1 – no Atlântico Norte, acusando-o de violar o regime de sanções imposto por Washington. Segundo os Estados Unidos, o navio tentava aceder a águas venezuelanas para carregar crude.

Moscovo já qualificou a operação como uma “intercepção ilegal” e exigiu um tratamento “humano e digno” para a tripulação. Pequim reiterou também a sua oposição às sanções unilaterais impostas por Washington sem respaldo das Nações Unidas, considerando que estas “carecem de base legal”.

Em resposta a notícias sobre um possível agravamento das sanções norte-americanas contra a Rússia – com advertências dirigidas a empresas de países como a China, Índia ou Brasil – Mao Ning sublinhou que a cooperação económica, comercial e energética entre Pequim e Moscovo é “normal” e “não visa terceiros”, pelo que “não deve ser interferida”.

A apreensão do Marinera insere-se na crescente pressão dos EUA sobre as exportações de petróleo da Rússia e da Venezuela. Washington anunciou recentemente novas medidas para confiscar navios ligados ao comércio de petróleo venezuelano e controlar indefinidamente as receitas associadas.

Segundo órgãos de comunicação norte-americanos, o Marinera fazia parte da chamada “frota fantasma” usada para contornar as sanções ocidentais, o que tem alimentado fricções diplomáticas entre Washington, Moscovo e agora também Pequim.

9 Jan 2026

Primeira retrospectiva da artista portuguesa Helena Almeida na Ásia inaugura dia 23

O Museu de Arte de Macau (MAM) vai inaugurar no dia 23 de Janeiro a primeira retrospectiva da artista portuguesa Helena Almeida (1934-2018) na Ásia, anunciou uma das curadoras da mostra.

A exposição “Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância” é “uma das mais abrangentes alguma vez apresentadas” e estará patente até 26 de Abril, disse nas redes sociais Margarida Saraiva. A curadora do MAM afirmou que a retrospectiva será dividida em cinco secções, “de forma cronológica e temática”, incluindo uma dedicada às primeiras pinturas e outra ao “corpo como escultura e o diálogo entre corpos”.

Saraiva apontou Helena Almeida como “uma das mais relevantes artistas portuguesas e europeias da sua geração”, que “transformou o acto de autorrepresentação numa exploração intensa do corpo, do espaço, da resiliência e da impermanência”.

“Os seus gestos performativos — captados apenas através da lente do seu estúdio — continuam a desafiar e expandir os limites da pintura, do desenho e da fotografia”, explicou a curadora. “Esta mostra é simultaneamente uma homenagem ao extraordinário legado de Helena Almeida e uma afirmação do poder da colaboração curatorial entre culturas”, defendeu Saraiva.

A retrospectiva tem como curador principal Delfim Sardo, professor da Universidade de Coimbra e autor do livro “Helena Almeida, Pés no Chão, Cabeça no Céu”, e como co-curador o chinês Song Zhen.

Dividir por dois

Em Dezembro, o Instituto Cultural de Macau indicou num comunicado que a mostra irá reunir cerca de 42 conjuntos compostos por 190 peças da artista portuguesa. Uma outra parte da mostra, “Ressonância – Corpo. Objecto. Reflexão”, já foi inaugurada em 19 de Dezembro, com peças de seis artistas de Macau e da China continental, convidados a interagir com a obra de Helena Almeida.

Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida criou, a partir dos anos 1960, uma obra multifacetada, dando origem a um trabalho que se destacou pela autorrepresentação, reflectindo sobre as relações de tensão entre o corpo, o espaço e a obra. Usou o seu corpo como suporte e objecto de criação, utilizando a pintura, a fotografia, a gravura, a instalação e o vídeo. Helena Almeida estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, começando a expor individualmente em 1967, na Galeria Buchholz.

A artista representou Portugal na Bienal de Veneza por duas ocasiões: em 1982 e em 2005, e em 2004 participou na Bienal de Sidney, tendo a sua obra sido exibida no âmbito de mostras individuais e colectivas em museus e galerias nacionais e internacionais.

Em 2015, apresentou uma exposição individual itinerante Corpus na Fundação de Serralves (2015), no Porto, em Paris (2016), em Bruxelas (2016) e Valência (2017). Apresentou igualmente, em 2017, uma exposição individual “Work is never finished” no Art Institute, em Chicago, nos Estados Unidos.

A sua obra está presente em colecções portuguesas e internacionais como: Colecção Berardo, Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação de Serralves, Porto; Hara Museum of Contemporary Art, Tóquio; Museu de Arte Contemporânea de Barcelona; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid; MUDAM – Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean, Luxemburgo; Tate Modern, Londres.

9 Jan 2026

IPIM | Recebidas 13 candidaturas a plano para empresas internacionais

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau anunciou que recebeu 13 candidaturas nos primeiros dois meses de um programa lançado para atrair empresas internacionais para a RAEM. Mais de 500 companhias pediram informações sobre o plano de apoio

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) revelou num comunicado, divulgado na quarta-feira, ter recebido 13 candidaturas ao “Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito do Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau”, aberto em Novembro do ano passado. A entidade acrescentou estar a analisar as candidaturas para conceder “apoios financeiros de acordo com a capacidade orçamental e o interesse público”.

O Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau fornece um apoio até um milhão de patacas. Para receber o apoio máximo, as empresas devem seguir alguns requisitos, como estabelecerem-se no NAPE, Areia Preta, Iao Hon, área de San Kio, Praia do Manduco, Fai Chi Kei, Doca do Lam Mau, Bairro de Tamagnini Barbosa ou Ilha Verde. Além disso, devem ter uma área mínima, assim como um determinado número de empregados locais contratados a tempo inteiro.

O IPIM sublinhou ainda que mais de 500 empresas pediram informações sobre o programa, que foi lançado em 1 de Novembro. O plano dura três anos e tem seis fases de candidatura, sendo que a primeira decorre até final de Janeiro. No fim de Novembro, o presidente do instituto, Che Weng Keong, disse na Assembleia Legislativa que entre as empresas que pediram mais informações sobre o plano estavam “marcas de Portugal”.

O IPIM recordou que “tomou a iniciativa” de contactar entidades da China continental, do Sudeste Asiático e dos países de língua portuguesa e espanhola.

Colher frutos

O programa, que tem o objectivo de “enriquecer o encanto turístico de Macau e dinamizar a economia comunitária”, foi apresentado em Lisboa e no Porto, no início de Outubro, por responsáveis do IPIM, que realizaram depois apresentações também na vizinha Espanha, em Madrid e Barcelona.

O IPIM prometeu continuar a divulgar o plano, incluindo através da participação em eventos de convenções e exposições, “incentivando a cooperação entre empresas de Macau e marcas estrangeiras, incluindo de países lusófonos”.

9 Jan 2026

Habitação | Chan Lai Kei alerta Governo para problemas de infiltrações

O deputado Chan Lai Kei alertou o Governo para as necessidades dos residentes que têm infiltrações em casa e não conseguem entrar em contacto com os vizinhos para resolver o problema. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita, em que o deputado indica que existem actualmente 1.700 edifícios em Macau que apresentam problemas de envelhecimento estrutural.

“À medida que tanto os residentes como os edifícios envelhecem, as infiltrações de água e os esgotos entupidos causados pelo envelhecimento dos sistemas de drenagem dos edifícios tornaram-se problemas persistentes que incomodam os residentes”, escreveu o deputado.

Face a esta situação, o deputado indica que o Centro de Interserviços para Tratamento de Infiltrações de Água nos Edifícios da Administração Pública recebeu mais de 1.900 pedidos de auxílio e informações entre Janeiro e 12 de Dezembro. “Quase 90 por cento foram resolvidos através de mediação, mas aproximadamente 152 casos ficaram por resolver, uma vez que os proprietários não cumpriram ou não cooperaram após a mediação”, revelou. “Os residentes que enfrentam problemas de infiltração de água deparam-se constantemente com três grandes dificuldades: obter acesso à propriedade, realizar inspecções e obter uma indemnização”, alertou.

O legislador pede assim ao Governo que promova uma campanha sobre a obrigação dos proprietários das fracções que recusam cooperar com os vizinhos para resolver infiltrações. O deputado pede ainda ao Executivo que tome medida “preventivas” para lidar com estes problemas.

9 Jan 2026

Grande Baía | Prometido alinhamento de sistemas de segurança social

Os governos de Guangdong e Macau reiteraram o compromisso de aprofundar a cooperação nas matérias laborais e de segurança social, num périplo de uma delegação da RAEM a Guangzhou, Jiangmen e Zhongshan. A delegação composta por representantes da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e do Fundo de Segurança Social participou em seminários e visitou centros de serviços públicos e de formação profissional.

Durante as visitas, os representantes da RAEM e as autoridades de Guangdong acordaram detalhes para implementar estágios profissionais para os jovens de Macau, assim como um mecanismo de partilha de dados em matéria de segurança social entre Guangdong e Macau. Foi também prometido o reconhecimento recíproco dos níveis de técnicas profissionais e de exames de “formação de quadros qualificados com competências técnicas na área de reabilitação por acidentes de trabalho”.

Em relação às visitas propriamente ditas, a delegação de Macau esteve no Centro dos Serviços Administrativos em Jiangmen para analisar o processo dos serviços de segurança social providenciados pelo Balcão Único aos residentes de Macau e projectos industriais montados na cidade.

Em Zhongshan, a delegação visitou o instituto de formação de técnicos, “onde observou a base nacional de formação de doçaria e pastelaria ocidental, conhecendo os trabalhos de formação dos referidos quadros qualificados”, indicou ontem a DSAL em comunicado.

9 Jan 2026

Aeroporto | Reconhecimento facial agiliza controlo de segurança

A empresa que gere o Aeroporto Internacional de Macau anunciou ontem a entrada em funcionamento do novo sistema de reconhecimento facial na área do controlo de segurança, depois de um período experimental de uma semana. A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau especificou que o sistema passou a permitir que os passageiros façam o controlo de segurança em dois minutos (sem necessidade de abrir a bagagem de mão ou revistas corporais).

Os passageiros com mais de 11 anos, que tenham documentos de viagem electrónicos, podem fazer o registo nos balcões de check-in, quiosques de auto-atendimento ou nos portões de segurança electrónicos. Feito o registo, o reconhecimento facial fica associado aos dados do passaporte e do cartão de embarque, permitindo prosseguir até ao avião sem mostrar documentos físicos ou o bilhete da viagem.

Foi acrescentado que, actualmente, todos as portas ligadas às portas de embargue ligadas a pontes para o avião estão “equipadas com sistemas de auto-embarque para conveniência dos passageiros. O sistema de reconhecimento facial faz parte do plano de modernização da área de segurança no aeroporto que implica um investimento de 43 milhões de patacas.

9 Jan 2026

Gronelândia | China apela ao respeito pela Carta da ONU

Pequim defendeu ontem que as relações entre países devem respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas, após declarações dos Estados Unidos sobre uma possível acção militar para assumir o controlo da Gronelândia.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning disse em conferência de imprensa que a posição de Pequim tem sido consistente ao defender que as relações entre Estados devem ser geridas de acordo com os objectivos e princípios da Carta da ONU, sem fazer mais comentários sobre o caso.

O tema surgiu após Washington ter sugerido novamente a possibilidade de utilizar meios militares na sua estratégia para adquirir ou influenciar o controlo da Groenlândia, uma questão que tem gerado oposição de países europeus e do próprio governo dinamarquês, que afirmam que o território só pode decidir o seu futuro soberanamente.

As declarações de Mao ocorrem num contexto de tensão internacional ampliado pela recente operação militar dos EUA na Venezuela, na qual as forças norteamericanas capturaram o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e que suscitou debate sobre a legalidade do uso da força e o respeito pela soberania de Estados.

A China tem intensificado apelos ao respeito pelo direito internacional e à soberania dos Estados na sequência das ações externas dos EUA, sublinhando que qualquer controlo de território soberano por outro país deve respeitar as normas e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

8 Jan 2026

Hong Kong | Nuno Borges segue para os quartos de final após bater Marin Cilic

O número um português Nuno Borges qualificou-se ontem para os quartos de final do Open de Hong Kong em ténis após bater o croata Marin Cilic em dois parciais.

O primeiro parcial foi mais equilibrado, com o jogador natural da Maia, 47.º do ranking ATP, a ser o primeiro a quebrar o serviço do veterano de 37 anos, número 70 do mundo. O vencedor do Open dos Estados Unidos em 2014 ainda respondeu na mesma moeda, mas Borges voltou a quebrar o jogo do veterano bósnio para conquistar o primeiro parcial por 7-5.

O português entrou melhor no segundo ‘set’, vencendo os três primeiros jogos, vantagem que manteve para fechar o parcial em 6-3 e vencer a partida ao fim de apenas 47 minutos. Nos quartos de final, Borges vai defrontar o vencedor do encontro entre o terceiro cabeça de série do torneio e 16.º mundo, o russo de 28 anos Andrey Rublev, e o chinês de 26 anos Wu Yibing, o número 179 do mundo, que veio da qualificação.

Borges é o oitavo cabeça de série do torneio da região chinesa, que serve também de preparação para o Open da Austrália – um dos quatro Grand Slam, os principais torneios do ténis mundial – que arranca a 12 de Janeiro.

Na temporada de 2025, o maiato bateu, pela primeira vez na carreira, um jogador do top 10, o número oito mundial, o norueguês Casper Ruud, na segunda ronda de Roland Garros, em Maio. Borges chegou também à quarta ronda no Open da Austrália, em Janeiro de 2025, e no Open dos Estados Unidos, em Agosto, sendo ainda o primeiro português a atingir os oitavos de final do Masters 1.000 de Xangai, na China, em Outubro.

8 Jan 2026

Comércio | Pequim anuncia nova medida contra o Japão

A China agravou ontem a tensão comercial com o Japão ao anunciar uma investigação ‘antidumping’ sobre importações dum gás químico usado na produção de semicondutores, depois de impor restrições à exportação de produtos de uso dual.

O ministério do Comércio chinês justificou a medida com base numa queixa da indústria doméstica, que alegou uma queda de 31 por cento nos preços das importações japonesas de dicloro silano entre 2022 e 2024. “O ‘dumping’ de produtos importados do Japão prejudicou a produção e as operações da nossa indústria nacional”, lê-se no comunicado.

A decisão surge após Pequim ter proibido na terça-feira a exportação para o Japão de bens considerados de uso dual – com possíveis fins civis e militares. As relações entre os dois países deterioraram-se nas últimas semanas, depois de a nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter sugerido que as Forças Armadas do Japão poderiam intervir caso a China tomasse medidas contra Taiwan.

As tensões aumentaram ainda mais na terça-feira, quando o deputado japonês Hei Seki – sancionado anteriormente por Pequim por “espalhar falsidades” sobre Taiwan – visitou a ilha e declarou que Taiwan é um país independente. “Vim a Taiwan para demonstrar isso e dizer ao mundo que Taiwan é um país independente”, afirmou, segundo a agência oficial de notícias de Taiwan, CNA.

Questionada sobre estas declarações, a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, respondeu: “Palavras odiosas de um vilão insignificante não merecem comentário”.

O director para os Assuntos da Ásia e Oceânia do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, Masaaki Kanai, apelou à China para levantar as restrições comerciais e classificou como “inaceitável” qualquer medida dirigida exclusivamente ao Japão e fora das práticas internacionais. Tóquio, no entanto, ainda não anunciou retaliações.

Trunfos raros

Cresce, entretanto, a especulação de que a China poderá impor restrições à exportação de terras raras para o Japão, à semelhança do que já fez com os Estados Unidos no contexto da guerra comercial entre os dois países. A China detém a maior parte da produção mundial de terras raras pesadas, essenciais para a produção de ímanes resistentes ao calor utilizados nas indústrias de defesa e veículos eléctricos.

Embora o ministério não tenha mencionado novas restrições neste sector, o jornal oficial China Daily citou fontes anónimas segundo as quais Pequim está a considerar limitar exportações de certos metais raros para o Japão – informação não confirmada de forma independente.

Enquanto as relações com o Japão se agravam, a China tem procurado estreitar laços com a Coreia do Sul. O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, concluiu ontem uma visita de quatro dias à China – a primeira desde que assumiu funções, em Junho – durante a qual se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping, e supervisionou a assinatura de acordos nas áreas da tecnologia, comércio, transportes e proteção ambiental.

Durante a visita, foram assinados 24 contratos de exportação, no valor total de 44 milhões de dólares, segundo o ministério sul-coreano do Comércio e Indústria. A imprensa chinesa assinalou ainda que, durante o feriado de Ano Novo, a Coreia do Sul ultrapassou o Japão como principal destino de voos internacionais a partir da China continental.

Pequim tem desaconselhado as viagens ao Japão, alegando que as declarações das autoridades japonesas sobre Taiwan representam “riscos significativos” para a segurança dos cidadãos chineses no país.

8 Jan 2026

Venezuela | Global Times adverte para “grave erosão” da ordem internacional

Um editorial de um jornal do Partido Comunista Chinês advertiu ontem que a operação militar dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente venezuelano, representa uma grave erosão da ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

O Global Times denuncia a “subversão dos princípios fundamentais do direito internacional”, incluindo a igualdade soberana, a não-ingerência nos assuntos internos dos Estados e a proibição do uso da força, ao permitir que “certos países decidam unilateralmente quem é culpado, quem deve ser punido e de que forma”.

“Se tais práticas forem toleradas, o direito internacional será reduzido a uma ferramenta aplicada selectivamente, e o mecanismo colectivo de segurança estabelecido pela Carta das Nações Unidas será esvaziado”, lê-se no editorial. O jornal sublinha que a detenção e transferência de um chefe de Estado em funções, sem mandado claro das Nações Unidas, não é apenas uma violação da soberania de um país, mas um ataque directo à previsibilidade e à autoridade do direito internacional.

“O que está em causa não é apenas a segurança da Venezuela, mas o futuro da ordem jurídica internacional”, escreve o jornal em língua inglesa, recordando que vários representantes expressaram preocupações semelhantes numa reunião do Conselho de Segurança da ONU.

O Global Times considera que a imposição da força sobre as regras multilaterais representa um retorno ao “estado de natureza” hobbesiano, onde os fortes ditam as regras. “A esmagadora maioria dos países não deseja regressar a uma selva internacional regida pela lei do mais forte”, afirma.

Fábrica de histórias

A publicação também critica o que classifica como “narrativas fabricadas” por Washington para justificar a operação, afirmando que substituir normas jurídicas por julgamentos políticos arbitrários apenas gera instabilidade global e enfraquece o sistema multilateral.

Pequim tem-se manifestado abertamente contra a captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, afirmou esta semana que os EUA “pisotearam de forma arbitrária a soberania, a segurança e os direitos e interesses legítimos da Venezuela”, apelando à libertação imediata de Maduro e da sua esposa.

Contra intimidação

O Governo chinês considerou ontem como um acto de intimidação a alegada exigência dos Estados Unidos à Venezuela para que esta rompa relações económicas com Pequim como condição para explorar e comercializar o seu petróleo.

Questionada em conferência de imprensa sobre a informação avançada pela cadeia de televisão norteamericana ABC News, Mao Ning declarou que a Venezuela “é um país soberano e goza de plena e permanente soberania sobre os seus recursos naturais e todas as actividades económicas no seu território”. Segundo a ABC News, a Administração do Presidente dos EUA, Donald Trump, terá exigido à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, o fim dos laços com China, Rússia, Irão e Cuba como précondição para reiniciar a produção e venda de crude.

Mao qualificou a alegada pressão como “uso descarado da força” e afirmou que a tentativa de condicionar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos a uma lógica de “Estados Unidos primeiro” constitui um “caso típico de intimidação” que “viola gravemente o direito internacional, infringe seriamente a soberania da Venezuela” e “prejudica os direitos do povo venezuelano”. Mao reiterou que Pequim defende a cooperação económica entre Estados soberanos e destacou que a China “sempre desenvolveu intercâmbios e cooperação com outros países com base no respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco”.

8 Jan 2026

Taiwan | Pequim acusa William Lai de “sabotar a paz”

A China acusou ontem o líder de Taiwan, William Lai, de “sabotar a paz”, após o seu discurso de Ano Novo, no qual alertou para o aumento da pressão de Pequim e apelou ao reforço da defesa da ilha.

A reacção partiu do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, cujo porta-voz, Chen Binhua, classificou a mensagem como “cheia de mentiras, hostilidade e malícia” e acusou Lai de repetir “falácias separatistas” sobre a independência de Taiwan e de “incitar à confrontação entre os dois lados do estreito”.

Segundo Pequim, Lai recorreu à retórica de “democracia contra autoritarismo” para “confundir os compatriotas taiwaneses e enganar a opinião pública internacional”, demonstrando uma postura “incorrigível” de apoio à independência da ilha. Chen Binhua foi mais longe ao descrever Lai como um “desestabilizador da paz”, “criador de crises” e “instigador da guerra”, argumentando que o líder taiwanês “intensificou deliberadamente as tensões” desde que assumiu o cargo e promove uma estratégia de “preparação para a guerra com o objectivo de alcançar a independência”.

“O fracasso da independência de Taiwan é inevitável”, lê-se no comunicado, que reitera que “Taiwan faz parte da China” e apela à população da ilha para “se opor firmemente ao separatismo e à interferência externa”.

8 Jan 2026

Hong Kong | Secretário cancela visita aos EUA

O secretário para a Inovação, Tecnologia e Indústria de Hong Kong, Sun Dong, cancelou, sem qualquer explicação, uma visita aos Estados Unidos, quatro horas depois da deslocação ter sido anunciada. Num comunicado divulgado às 12:00 de terça-feira, o Governo da região chinesa disse que Sun iria participar na Consumer Electronics Show (CES), uma das maiores feiras de tecnologia e electrónica de consumo do mundo, que está a decorrer em Las Vegas.

O secretário iria liderar a maior delegação de sempre de Hong Kong à CES, composta por 61 empresas, sublinhou o comunicado. A deslocação iria incluir uma passagem pela cidade de São Francisco, onde Sun iria visitar e “trocar também experiências com empresas de tecnologia locais e uma universidade na região de Silicon Valley”.

No entanto, num outro comunicado, publicado às 16:20, com apenas uma frase, o Governo anunciou que Sun tinha cancelado a visita aos Estados Unidos. O gabinete do secretário disse à imprensa de Hong Kong que o Governo realiza constantemente “avaliações dinâmicas” sobre a conveniência das viagens internacionais.

“Após uma avaliação, decidiu-se cancelar a viagem”, disse um porta-voz do gabinete. O Governo sublinhou que a delegação empresarial irá participar na feira de Las Vegas, liderada por dirigentes do Conselho para a Promoção do Comércio de Hong Kong.

O cancelamento da visita de Sun Dong aconteceu no mesmo dia em que a China acusou os Estados Unidos de colocarem a sua legislação interna acima do direito internacional, em reação à detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma operação militar norte-americana.

8 Jan 2026

Xangai | Anunciado investimento de 8,5 mil milhões de euros em alta tecnologia

A cidade chinesa de Xangai anunciou ontem um plano de investimento no valor de 10 mil milhões de dólares em sectores tecnológicos, no âmbito da estratégia de auto-suficiência delineada por Pequim.

Segundo o portal de notícias local Shanghai Eye, o distrito de Pudong – o maior e mais populoso da cidade – vai acolher cerca de 50 novos projectos, com um investimento total superior a 70 mil milhões de yuan, cujos acordos foram assinados esta semana. Grande parte dos projectos está concentrada em áreas consideradas estratégicas, como os semicondutores, inteligência artificial (IA), biofarmacêutica, veículos inteligentes e aviação.

Segundo o jornal South China Morning Post, Xangai junta-se assim a outras cidades chinesas que anunciaram planos ambiciosos para 2026, ano em que arranca o novo plano quinquenal (2026-2030), que tem como objectivo prioritário o reforço da capacidade tecnológica interna.

“O esforço da China para se equiparar aos Estados Unidos e consolidar a sua liderança emergente em tecnologias avançadas depende de que algumas cidades-chave, incluindo Xangai, consigam alcançar mais resultados e avanços”, afirmou Fu Weigang, presidente do ‘think tank’ Instituto de Finanças e Direito de Xangai.

O distrito de Pudong, situado na margem oriental do rio Huangpu, alberga a sede da principal fabricante chinesa de semicondutores, a SMIC, assim como outras empresas tecnológicas relevantes, como a Shanghai Micro Electronics Equipment (equipamentos de litografia) e a gigante de IA SenseTime.

8 Jan 2026

Creative Macau | Exposição “Flow”, de Alice Costa, apresentada hoje

A Creative Macau apresenta hoje ao público uma nova exposição. Trata-se de “Flow”, da artista local Alice Costa (Lili), uma série de trabalhos que apresenta “formas orgânicas e linhas fluidas que capturam a espontaneidade da natureza”. Nesta mostra, a artista “emprega técnicas como impasto, salpicos e camadas, para criar superfícies texturizadas que convidam ao envolvimento visual e táctil”, lê-se na nota divulgada pela galeria.

Alice Costa (Lilli) é uma pintora sediada em Macau, cujo trabalho explora a essência da natureza através da forma, textura e emoção. Nascida em Macau, filha de pai português e mãe chinesa, Alice Costa inicialmente seguiu a carreira de Direito, graduando-se pela Universidade de Macau em 1994 e actuando como juíza do Tribunal de Primeira Instância a partir de 1997.

Porém, “uma profunda vocação criativa levou-a à pintura há três anos”, dedicando-se agora totalmente ao estilo abstracto de pintura. Ainda segundo a Creative Macau, o trabalho da artista “é um diálogo entre o estruturado e o orgânico, traduzindo os ritmos do mundo natural, como florestas, oceanos, tempestades e luz, em formas não representacionais”.

“As pinturas de Alice Costa são experiências sensoriais. Elas pedem ao espectador não que reconheça, mas que sinta, que se conecte com as emoções invisíveis e os ritmos primitivos dentro do caos e da serenidade da natureza”, é ainda explicado.

8 Jan 2026

Palestra sobre império português e sentido de pertença hoje na FRC

A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje, a partir das 18h30, a sessão de apresentação “Cidadania Colonial: a Rota de Macau”, tendo por base o livro de MC Loureiro, professor adjunto na área do Direito na Universidade de Leicester, no Reino Unido, “Colonial Citizenship”

A sessão será conduzida por Ângelo Patrício Rafael, professor na Faculdade de Gestão e Direito da Universidade de São José (USJ).
Este livro vai ser publicado este ano pela editora Bristol University Press, sendo fruto do trabalho de MC Loureiro, que “tem vindo a desenvolver trabalho académico relacionado com Direito colonial, cidadania e teoria jurídica”, descreve uma nota da FRC.

A obra “Colonial Citizenship” centra-se, portanto, “no império português e nas formas como o direito da nacionalidade e da cidadania portuguesas foram moldados durante e após o domínio colonial”, tratando-se “da primeira obra jurídica a abordar de forma abrangente a pertença colonial, a assimilação e o acesso aos direitos no império português da Ásia e da África”.

“Tendo por base a análise da forma como a cidadania surgiu e se desenvolveu no contexto português, abrangendo um período entre o século XV e o presente pós-colonial, a monografia defende que a cidadania tem uma ligação fundamental com a colonialidade portuguesa, que continua a moldar a realidade jurídica portuguesa e o acesso à nacionalidade e à cidadania”, lê-se ainda.

Um “espaço privilegiado”

No caso de Macau, o território “ocupa nesta análise um espaço privilegiado”, por conter em si “particularidades demográficas, políticas, geográficas e jurídicas”, fazendo do território “uma peça estratégica na análise das condições jurídicas imperiais portuguesas”.

Apresenta-se, nesta investigação, “uma abordagem crítica da cidadania, uma visão matizada do império português e novas descobertas de arquivo”, levando-se à reflexão “sobre raça, pertença e direitos numa perspectiva contextualizada, pós-colonial e actual”.

MC Loureiro foi investigador na Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS) da Universidade de Londres e Universidade de Birmingham, além de investigador visitante no Robert Schuman Centre for Advanced Studies do Instituto Universitário Europeu, na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova de Lisboa.

8 Jan 2026

Droga | Mulher detida por tráfico de heroína

Uma mulher com 43 anos foi detida depois de ter sido interceptada com 0,83 gramas de heroína, avaliadas em 1.000 patacas, quando regressava de Hong Kong. O caso foi revelado ontem pela Polícia Judiciária e a investigação terá tido por base uma denúncia.

De acordo com a versão da PJ, a mulher é uma residente local, desempregada, que terá feito várias deslocações entre Macau e Hong Kong com o propósito de traficar e consumir estupefacientes.

Além das drogas, as autoridades apreenderam seringas, pacotes para guardar drogas e outros materiais para o consumo. Também uma busca à casa da mulher, em Coloane, resultou na apreensão de outros materiais para consumir estupefacientes. A detida foi ainda testada à urina que acusou positivo ao consumo de drogas. O caso foi entregue ao Ministério Público (MP).

Trocas ilegais | Dois casos levam à apreensão de 47.900 dólares de HK

As autoridades apreenderam 47.900 dólares de Hong Kong em fichas de jogo, que acreditaram ter sido utilizadas em trocas ilegais de dinheiro. A apreensão resultou de dois casos diferentes, levados a cabo pela Polícia Judiciária e pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública.

A primeira situação, envolveu um homem do Interior, de 40 anos, apanhado em flagrante a trocar dinheiro com um jogador. Este último confessou que anteriormente tinha trocado 300 renminbis por 300 dólares de Hong Kong em fichas, o que levou à primeira detenção e à apreensão de 28.500 mil dólares de Hong Kong, na posse do suspeito do crime.

Por sua vez, o primeiro detido afirmou ter tido lucros com as trocas de dinheiro de 7.000 dólares de Hong Kong. Também o segundo detido, igualmente no casino, foi interceptado em flagrante delito. O indivíduo também é do Interior e além de uma tentativa de troca de 6 mil dólares de Hong Kong por 6.000 renminbis, tinha na sua posse 19.400 mil dólares de Hong Kong.

8 Jan 2026

Igreja | Papa fecha 2025 com críticas ao consumismo e xenofobia

O Papa Leão XIV encerrou ontem o Ano Santo de 2025 no Vaticano condenando o consumismo e a xenofobia e convocou os cardeais para iniciarem na quarta-feira dois dias de reuniões sobre a governação da Igreja Católica.

O discurso serviu para fechar o Jubileu – um Ano Santo que acontece geralmente a cada 25 anos, proclamado pelo Papa como um tempo especial de perdão, reconciliação e renovação espiritual -, que levou cerca de 33 milhões de peregrinos a Roma e incluiu uma transição histórica de um pontífice americano para outro.

Na presença de cardeais e diplomatas de todo o mundo, Leão XIV ajoelhou-se em oração no chão de pedra no limiar da Porta Santa da Basílica de São Pedro, tendo depois fechado as duas portas, para completar simbolicamente o mais raro dos Jubileus, já que foi aberto pelo Papa Francisco, em Dezembro de 2024, e encerrado pelo sucessor, um ano depois.

Esta situação só se tinha verificado uma vez, em 1700. A cerimónia de ontem, no início da missa que celebra a festa da Epifania (quando os três Reis Magos ofereceram presentes ao recém nascido Jesus) terminou um ano vertiginoso de audiências especiais, missas e reuniões que dominaram os primeiros meses de Leão XIV como pontífice e colocaram a sua própria agenda em suspenso.

Para sinalizar que o seu pontificado pode agora começar de facto, o Papa convocou os cardeais de todo o mundo para o Vaticano, para reuniões na quarta e quinta-feira que visam debater a governação da Igreja Católica, com os seus 1,4 mil milhões de fiéis.

Para reflectir

Na homilia de ontem, Leão XIV disse que o ano jubilar convidou todos os cristãos a reflectirem sobre os ensinamentos bíblicos de acolher o estrangeiro e de resistir à “bajulação e sedução daqueles que detêm o poder”. “À nossa volta, uma economia distorcida tenta lucrar com tudo”, criticou, adiantando esperar que este ano seja possível reconhecer “um peregrino no visitante, um buscador no estrangeiro, um próximo no forasteiro e um companheiro de viagem naquele que é diferentes”.

Os Anos Santos abrangem habitualmente grandes projectos de obras públicas, como foi o caso da construção da Capela Sistina (encomendada pelo Papa Sisto IV para o Jubileu de 1475) e da grande garagem do Vaticano, onde estão estacionados os papamóveis e outros veículos (encomendada por João Paulo II para o Jubileu de 2000).

Algumas obras foram polémicas, como a construção da Via della Conciliazione, em 1950, que conduz à Praça de São Pedro e que implicou a demolição de um bairro inteiro. Leão XIV anunciou também que o próximo Jubileu será em 2033, para comemorar os 2000 anos do que as Escrituras assinalam como a morte e ressurreição de Jesus Cristo, em 33 d.C.

7 Jan 2026

Venetian Arena | Raymond Lam ao vivo a 17 de Janeiro

O actor e cantor de Hong Kong Raymond Lam vai actuar no Venetian Arena no dia 17 de Janeiro. O concerto, incluído na tournée “Go With The Flow”, começa às 20h, e é apresentado como um “reflexo da vida” do artista e da sua filosofia ao entrar na indústria do entretenimento: “avançar com calma e com uma mentalidade flexível, independentemente dos desafios que possam surgir”, descreve a organização. Além dos temas clássicos da vasta carreira de duas décadas, que vão conhecer nova “roupagem” sonora, o público será brindado com uma performance de dança que promete ficar na memória dos espectadores.

Natural de Xiamen, na província de Fujian, a família do artista mudou-se para Hong Kong em 1979, onde o pai de Raymond Lam, um empresário do ramo imobiliário, ganhou a alcunha de o “Li Ka-shing de Xiamen”.

Raymond Lam conta com uma dúzia de filmes no currículo, incluindo o filme “Back to the Past”, que estreou em Hong Kong no último dia de 2025, assim como dezenas de novelas e série de televisão. No campo musical, Lam tem uma dezena de discos lançados, além de ter cantado várias músicas de bandas sonoras de séries em que actuou.

7 Jan 2026

K-pop | Super Junior na Galaxy Arena de sexta a domingo

A popular banda de k-pop Super Junior tem três concertos marcados para sexta-feira (às 20h), sábado e domingo (às 19h) na Galaxy Arena, incluídos na tour de celebração do vigésimo aniversário da banda. Os bilhetes para os três espectáculos estão esgotados há algum tempo.

A boys band, composta por Leeteuk, Heechul, Yesung, Shindong, Sungmin, Eunhyuk, Siwon, Donghae, Ryeowook e Kyuhyun surgiu no panorama altamente rígido da pop coreana em 2005, como um colectivo rotativo de 12 elementos. As aparições televisivas iniciais apresentaram o primeiro elenco de performers ao público e o seu single “Twins (Knock Out)”, passados três meses saía o segundo single (Miracle), que faria parte do primeiro disco da banda. O segundo single chegou ao topo das vendas na Tailândia, com a banda a actuar em Março de 2006 no Pattaya Music Festival.

Porém, foi ao terceiro disco que os Super Junior atingiram o maior sucesso, com o disco “Sorry, Sorry”, movido pela popularidade do single com o mesmo nome. A banda tem várias “versões”, incluindo os Super Junior-M, a banda virada para o mercado chinês e para o mandopop, um dos sete sub-grupos.

7 Jan 2026