Andreia Sofia Silva EventosFotografia | “À distância de um braço” para ver na Galeria Lumina A título pessoal João Miguel Barros, advogado que se tem dedicado bastante à fotografia e curadoria nos últimos anos, tem também uma nova exposição. “À distância de um braço” pode ser vista na galeria Lumina, em Lisboa, sendo a terceira mostra que João Miguel Barros realiza em Portugal. “Esta exposição tem um conjunto de ‘short-stories’ retiradas maioritariamente do projecto ‘Zine Photo’, mas inclui também quadro imagens grandes retiradas do livro ‘The Incidental Moments’, o meu último livro de fotografia”, contou ao HM. A curadoria é do próprio João Miguel Barros, que sobre esta mostra descreve, no texto curatorial, que “quem percorre a exposição confronta-se com imagens que solicitam aproximação, pedem tempo e atenção demorada, mas resistem à apropriação imediata”. Desta forma, em “À distância de um braço”, a obra “está próxima, acessível ao olhar, porém nunca totalmente disponível, e é precisamente essa incompletude que a mantém viva, que preserva a possibilidade do regresso”. A mostra “propõe uma desaceleração” de tempos e modos de ver imagens, isto “num tempo em que estas circulam à velocidade do gesto que desliza sobre um ecrã”. Essa “desaceleração” surge “não como nostalgia, mas como método”, no sentido em que “demorar o olhar é uma forma de restituir à imagem a sua espessura, de a devolver ao corpo e ao tempo que a produziram”. Num texto intitulado “A memória da luz”, Manuel Falcão escreveu que “da prática de advogado, entre Lisboa e Macau, [João Miguel Barros] trouxe para a sua forma de fotografar o estudo, a preparação e a preocupação em analisar um caso, encontrar uma argumentação (visual, neste caso) e tomar uma posição”. Assim, “em cada uma das séries desta exposição, as fotografias são como que fotogramas de cenas de vários filmes que se vão desenrolando, fragmentos de histórias que se vão ligando umas às outras”, remata Manuel Falcão.
Andreia Sofia Silva EventosCCCM | Livro de João Miguel Barros apresentado hoje em Lisboa O Centro Científico e Cultural de Macau acolhe o lançamento, hoje, do livro “Impossible Truth”, da autoria de João Miguel Barros, sobre um dos mais conhecidos projectos artísticos da arte chinesa contemporânea, intitulado “To Add One Meter to the Anonymous Mountain”. Há também planos para apresentar a obra na Photo Shangai no próximo mês João Miguel Barros, fotógrafo e curador, apresenta hoje, dia 22, a partir das 17h30, o livro “The Impossible Truth”, sobre a performance artística “To Add One Meter to an Anonymous Mountain”, realizada por um grupo de dez artistas chineses em Maio de 1995, nos arredores de Pequim. O que se fez na altura foi um “gesto radical de empilhar corpos nus para alterar a paisagem”, algo que se transformou “num símbolo da vanguarda chinesa e um marco na arte performativa”, descreve a galeria Ochre Space no seu website. A exposição sobre esta performance aconteceu na Ochre Space, em Lisboa, entre Maio e Junho do ano passado, e foi nesse contexto que nasceu a publicação “The Impossible Truth”. João Miguel Barros, fundador da Ochre Space, foi o grande impulsionador desta iniciativa. Ao HM, o autor admitiu, “sem falsas modéstias”, tratar-se de um livro “importante no contexto da temática que aborda”, por se tratar de uma “famosa performance” sobre “o percurso de vários artistas que a fizeram durante a quase totalidade da década de 1990”. “Considero que o livro é importante porque reúne um conjunto alargado de depoimento de artistas, curadores e professores que abordam a arte chinesa daquela época, e está muito documentado com elementos recolhidos nos Arquivos da Bienal de Veneza que documentam as grandes tensões existentes entre os artistas durante o período que antecedeu e culminou com a realização da Bienal de Veneza de 1999”, descreveu ainda. Na sessão do CCCM estará Cláudia Ribeiro, autora e investigadora sobre cultura chinesa, e Filipe Figueiredo, professor no IADE – Universidade Europeia. João Miguel Barros disse ainda que “The Impossible Truth” tem tido “grande impacto em certos meios artísticos na China”, tratando-se de uma obra bilingue, em chinês e inglês. Na calha, está também a apresentação da obra na Photo Shangai, entre os dias 7 e 10 de Maio. Celebrar o Ano do Cavalo Entretanto, a galeria Ochre Space prepara-se para receber, este ano, novas mostras que celebram o Ano do Cavalo. Uma das exposições é “Mongolian Horse in North Wind”, com imagens de Wang Zhengping, um dos mais importantes fotógrafos chineses contemporâneos, conhecido pelo trabalho que faz a retratar os cavalos da Mongólia. A inauguração desta exposição está agendada para 16 de Junho. Para Julho, está programada “40ºC”, de A Yin, seguindo-se “Kamaitachi”, nome do conhecido livro do fotógrafo Hosoe Eikoh, entre os dias 15 de Setembro e 10 de Outubro; e ainda “Appearance and Abstraction”, de Li Gang, agendada para os dias 20 de Outubro a 14 de Novembro. “O Ano Novo Chinês do Cavalo é um bom motivo para mostrar a arte de grandes mestres chineses que têm dedicado a vida a registar a vida e os ciclos dos cavalos na China. As duas primeiras exposições – de Wang Zhengping e A Yin – focam-se no cavalo da Mongólia. E [a mostra de] Li Gang foca-se no cavalo de Henan. As exposições são de algum modo complementares, porque mostram abordagens distintas do cavalo. Mas são de um rigor estético e de uma beleza documental únicas, que só os grandes mestres conseguem mostrar”, descreve João Miguel Barros. A Ochre Space, com menos de dois anos de actividade, já faz parte da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea da DGArtes [Direcção-geral das Artes] do Governo português, planeando agora actividades de extensão, ou de uma “internacionalização dentro de portas”. “A Ochre é um projecto multidisciplinar”, assume João Miguel Barros, que quer agora apostar “numa maior divulgação das suas actividades através dos canais da DGArtes”, além de procurar ter “um potencial de colaboração com outras entidades para projectos comuns”. O plano inclui também a iniciativa “Ochre Kids, um projecto educacional que funciona desde Novembro de 2024 na Escola Básica Alexandre Herculano, na zona da Ajuda, em Lisboa. Neste contexto de uma maior interligação da galeria com outras entidades, João Miguel Barros diz desejar “estabelecer parcerias para a extensão das exposições”, sendo que “a próxima exposição do Wang Zhengping será um bom exemplo disso”.
Andreia Sofia Silva PolíticaSam Hou Fai reuniu com empresas chinesas em Portugal Num encontro não divulgado previamente aos jornalistas, Sam Hou Fai reuniu esta segunda-feira com membros da Associação de Sociedades Chinesas em Portugal, entidade criada em 2016. Segundo uma nota oficial divulgada posteriormente, esta associação destacou que trabalha “nos sectores da energia, finanças, seguros, saúde e telecomunicações”, prestando “serviços a mais de 90 por cento da população portuguesa”. Desta forma, o representante desta associação entende que têm sido feitas “contribuições para o desenvolvimento sócio-económico” de Portugal por parte das empresas chinesas, bem como “enormes trabalhos no apoio à expansão das empresas de capital chinês em Portugal e na promoção da cooperação económica e comercial entre a China e Portugal”. Sam Hou Fai fez-se acompanhar neste encontro pela delegação de empresários locais e da China que viajaram consigo até Lisboa e Madrid. O responsável pela Associação de Sociedades Chinesas em Portugal prometeu “alinhar-se e articular-se com a estratégia nacional da China, criando bases nas funções específicas de plataforma de Macau”. Ficou ainda a promessa do reforço da “colaboração com o Governo da RAEM” e no aproveitamento da relação com as empresas de Macau, a fim de “impulsionar a complementaridade de vantagens e a interligação de recursos”. Aprofundar cooperação No âmbito do mesmo encontro, Sam Hou Fai “incentivou as empresas de capital chinês e de Macau em Portugal a consolidarem a confiança de desenvolvimento”, nomeadamente a aproveitarem “as oportunidades produzidas pela Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, assim como as vantagens de diversificação de Macau”. Os empresários das empresas locais presentes “referiram que, com o forte impulso do Governo da RAEM, as empresas de Macau introduzem os produtos agrícolas de alta qualidade e vinhos portugueses nos mercados de Macau, Hong Kong, Interior da China e do Sudeste da Ásia, ao mesmo tempo, que promovem a influência internacional das marcas de Macau”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaSam Hou Fai em Lisboa | Macau é “ponte eficaz” para negócios, diz ministro A agenda do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, por Lisboa incluiu encontros com os ministros portugueses da Economia e da Justiça. Manuel Castro Almeida destacou Macau como “ponte eficaz, segura e facilitada” para negócios entre Portugal e China. Já Rita Júdice, foi convidada para visitar Macau A semana começou recheada de encontros para Sam Hou Fai, Chefe do Executivo da RAEM, que em Lisboa reuniu com alguns ministros do Governo português, nomeadamente com Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, e Rita Alarcão Júdice, ministra da Justiça. Ambos os encontros apenas tiveram direito a recolha de imagens, sem lugar a declarações aos jornalistas. Citado por uma nota oficial divulgada após o encontro, o ministro português declarou que “Macau também constitui uma ponte eficaz, segura e facilitada para as empresas chinesas entrarem nos países de língua portuguesa”, destacando que existem apoios “para profissionais de diversas áreas de Portugal se deslocarem a Macau”, a fim de procurarem e aproveitarem “as oportunidades de desenvolvimento”. Manuel Castro Almeida referiu também a “estabilidade social e prosperidade económica” de Macau graças ao princípio “Um país, dois sistemas”. O ministro entende que “graças a relações únicas e insubstituíveis entre Portugal e Macau a região dispõe de um vasto leque de quadros qualificados nas áreas jurídica e linguística, o que lhe permite manter uma ligação estreita com os países de língua portuguesa”. Destaque para o facto de o ministro da Economia ter frisado que “Portugal valoriza as relações amigáveis com a China” e que “já tinha defendido o ensino do chinês nas escolas primárias locais, a fim de aproveitar as oportunidades de desenvolvimento da China”. Ajuda lusa Por sua vez, Sam Hou Fai referiu as vantagens de Macau por estar cada vez mais integrado na região da Grande Baía, sobretudo devido à existência da Zona de Cooperação Guangdong-Macau em Hengqin. O Chefe do Executivo “agradeceu a Portugal o apoio constante ao desenvolvimento económico da RAEM”, tendo sublinhado que o território, “com as suas vantagens únicas”, nomeadamente “o bilinguismo (chinês e português) e o sistema jurídico continental europeu tornou-se uma ponte entre a China e os países de língua portuguesa para a cooperação económica e comercial”. Sam Hou Fai lembrou que o Executivo “está a acelerar o desenvolvimento da diversificação adequada da economia, promovendo de forma ordenada quatro projectos-chave”. Nestes projectos Portugal pode ajudar, pois possui “vantagens em sectores da inovação científica, educação, turismo, e convenções e exposições”. O governante máximo da RAEM espera, portanto, poder “reforçar o intercâmbio e a cooperação bilaterais nessas áreas” com Portugal. Sistema impecável No encontro com a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice deu os parabéns à RAEM, fazendo “um enorme elogio à implementação bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’ em Macau”, ficando a promessa de, no futuro, se dar “impulso à cooperação judiciária com Macau”. Rita Júdice “elogiou ainda o Governo da RAEM pelo seu empenho na protecção da multiculturalidade, sublinhando que a língua portuguesa e a cultura portuguesa têm sido bem preservadas em Macau”, segundo a mesma nota oficial. Sam Hou Fai deixou o repto a Rita Júdice para visitar Macau. O governante “manifestou que será bem-vinda uma futura visita da ministra Rita Alarcão Júdice a Macau, para reforçar ainda mais os laços com o Governo da RAEM, em particular com o secretário para a Administração e Justiça”.
Andreia Sofia Silva PolíticaCooperação | Da Inteligência Artificial em Direito ao turismo Esta segunda-feira, foi um dia profícuo na elaboração de acordos, não apenas entre o Governo da RAEM e entidades do ensino superior e económicas, como com entidades públicas portuguesas. Só no período da tarde foram assinados 18 acordos de cooperação, nomeadamente entre a Universidade de Macau e a Universidade de Coimbra para a “Criação do Centro Conjunto de Direito e Inteligência Artificial”. Segundo a apresentação, este memorando faz com que as duas instituições de ensino se coloquem “na vanguarda do ensino e investigação na área interdisciplinar do Direito”, sendo que “as duas partes irão estabelecer um centro conjunto para a formação de pessoal qualificado na organização de competências internacionais e na investigação científica, entre outras vertentes”. Outro acordo assinado, aqconteceu entre a Direcção dos Serviços de Turismo e a EGEAC Lisboa, empresa pública que gere os eventos culturais da Câmara Municipal de Lisboa, e ainda a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Este acordo quer proporcionar “assistência na organização de visitas promocionais de operadores e agentes de viagens” de forma recíproca, além de designar Macau como “Destino Preferido da APAVT 2026. Pretende-se ainda a continuação da presença de Macau nas tradicionais Festas de Santo António, “promovendo as tradições lisboetas em países estrangeiros, em particular com laços culturais relacionados com Portugal”, através da presença da RAEM nas Marchas Populares de Lisboa vencedoras em eventos relacionados ao Ano Novo Chinês em Macau.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaSam Hou Fai em Lisboa: AICEP pede investimento em “projectos concretos” Foi numa sala do MEO Arena, em Lisboa, que se assinaram dezenas de acordos de cooperação entre empresas portuguesas e chinesas e se apresentaram, esta segunda-feira, as vantagens económicas de Macau e Hengqin. Uma empresa chinesa, a Tenways, vai produzir bicicletas eléctricas em Aveiro. A AICEP pede investimento com impacto real Imagine-se que investir na RAEM é como aceder a um menu gastronómico, neste caso no tipicamente português Tromba Rija, em Macau. Há de tudo, desde novas tecnologias de ponta à medicina ou outras áreas da saúde, e não faltam robots a anunciar as vantagens de uma economia com baixos impostos e flexibilidade na criação de empresas. Este foi o conteúdo do vídeo visionado esta segunda-feira no MEO Arena, em Lisboa, na “Sessão de Promoção da Cooperação Económica e Comercial Macau-Portugal”, que acolheu dezenas de empresários de Portugal, Macau e China em sessões de negócio e assinatura de protocolos de cooperação. No período da manhã, foram assinados 20 acordos, à tarde 18 (ver texto secundário). Incluem-se nas parcerias e bolsas de contactos empresas como os grupos Nam Kwong e Bai Li, a OWLPlaces AI, a Teixeira Duarte ou o município de Sintra, sem esquecer associações e câmaras de comércio. No eclodir da manhã foram-se sentando alguns empresários nas mesas, seguindo-se apresentações sobre aquilo que Macau tem para oferecer em conjugação com Hengqin e o interior da China, e o que Portugal pode dar: entre a vontade de diversificar e o panorama de negócios em língua portuguesa, ficou a promessa de muitas vantagens que podem ser aproveitadas. À margem do evento, falou António Martins da Cruz, antigo embaixador que preside à Oeiras Valley Investment Agency (OVIA), uma entidade de captação de investimento para o município de Oeiras. Um dos projectos destacado por Martins da Cruz é a construção de um parque empresarial em Oeiras, anunciado em 2024 com um investimento de 400 milhões de euros. “Temos vários acordos assinados quer com instituições de Macau, quer de Hengqin. Dois dos nossos associados, a China State Construction Engineering, através da sociedade que está em Macau, e o grupo Teixeira Duarte, que é uma das grandes empresas de construção em Portugal, vão começar a construir, penso que no mês que vem, um enorme parque empresarial e habitacional em Oeiras. Entendemos que, quando estiver pronto, é o local ideal para as empresas chinesas que estão em Portugal ou que querem instalar-se em Portugal, incluindo as de Macau, Hengqin e Grande Baía. Uma das razões para a nossa ida para Macau é esta”, salientou. Sobre a visita de Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, a Portugal e Espanha, na qual se integrou a sessão de contactos empresariais, o presidente da OVIA destacou que “é muito importante para Macau e Portugal”, já que, actualmente, e além da ligação histórica existente, “Macau é a plataforma ideal para as relações políticas, económicas e culturais não apenas entre Portugal e a China, mas entre a China e os países de língua portuguesa”. Estabilidade no país Madalena Oliveira e Silva, presidente do conselho de administração da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), disse que Portugal tem hoje um “ambiente estável e previsível” em termos económicos, sendo importante que, no tocante ao papel de Macau como plataforma, haja “benefícios concretos para as empresas, em particular as portuguesas”. Isto porque, no seu entender, “continua a ser essencial facilitar o acesso ao mercado da China, nomeadamente através de soluções que permitam uma maior eficiência, previsibilidade e redução de custos no acesso a este mercado”. Para Madalena Oliveira e Silva, este “é um momento particularmente relevante para o aprofundamento da relação económica entre Portugal e a República Popular da China”, sendo que Portugal “reafirma a sua total disponibilidade para continuar a aprofundar a cooperação económica com Macau, reforçando os fluxos domésticos, de investimento e cooperação empresarial”. Neste contexto, “Portugal está plenamente aberto ao investimento da China, incluindo a agentes económicos sediados em Macau”, mas o que se procura é “investimento com impacto real, projectos produtivos e tecnológicos que sejam geradores de emprego qualificado e que contribuam para a transformação da nossa base económica” e ainda “valor a longo prazo”. A responsável da AICEP acrescentou no seu discurso que “Portugal posiciona-se como uma porta inteligente para a entrada na Europa”, sendo uma “base estratégica que permite a empresas aceder a um espaço económico de cerca de 450 milhões de consumidores no quadro da União Europeia”. Bicicletas em Aveiro Shawn Liang, fundador e director-geral da Tenways, empresa chinesa dedicada a meios de mobilidade amigos do ambiente, como é o caso das bicicletas eléctricas, anunciou no evento desta segunda-feira um investimento superior a mil milhões de renminbis numa fábrica em Aveiro. A produção será, essencialmente, de bicicletas eléctricas. “A minha empresa vai investir numa fábrica em Aveiro, com um investimento que ultrapassa os mil milhões [de renminbis] e depois a empresa vai fornecer produtos a toda a Europa. Estou confiante neste projecto.” Na visão deste empresário, “Portugal pode oferecer muitos recursos empresariais e governamentais”, referindo que persistem entraves de ordem prática. “A minha empresa já investiu em Portugal, mas o processo de estabelecimento da confiança entre empresas da China e Portugal é muito lento. Este evento pode ajudar a acelerar o processo para a criação de confiança entre duas empresas”, rematou.
Andreia Sofia Silva PolíticaSecretário de Estado destaca papel da comunidade portuguesa de Macau Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, destacou esta segunda-feira, em Lisboa, a importância da existência de uma comunidade lusa em Macau no contexto do relacionamento entre a região e Portugal. “A amizade entre Portugal e Macau traduz-se, antes de mais, nas pessoas. A importante comunidade portuguesa residente em Macau constitui um dos pilares fundamentais desta relação, sendo um elo vivo e permanente entre as nossas sociedades”, discursou no contexto da inauguração da mostra “Macau – Êxitos de ‘Um país, dois sistemas’ – Transmitir o legado de tradição da amizade sino-portuguesa e escrever um novo capítulo do princípio ‘Um país, dois sistemas'”, patente no MEO Arena até Junho. Na inauguração, não faltaram membros da comunidade macaense em Lisboa e dirigentes associativos. Emídio Sousa destacou também o facto de Sam Hou Fai ter escolhido Portugal para primeira paragem na sua viagem à Europa, que inclui passagens em Madrid, Bruxelas e Genebra. “Trata-se de uma escolha que honra o nosso país e reforça a natureza especial do nosso relacionamento.” O secretário de Estado disse esperar que a visita possa “ser concreta e orientada para o futuro, abrindo novas oportunidades de cooperação entre Portugal e Macau”. Na visão do governante, existem “áreas com elevado potencial de desenvolvimento conjunto onde podemos aprofundar parcerias, promover investimentos, incentivar a inovação e reforçar os contactos entre instituições, empresas e cidadãos”. Neste contexto, o “Governo de Portugal está fortemente empenhado em promover e desenvolver essas novas oportunidades de cooperação com Macau”, frisou. Fluxos acompanhados José Cesário, que ocupou durante vários anos o cargo agora detido por Emídio Sousa, esteve no evento na qualidade de presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas da Assembleia da República. E destacou “as especificidades e a relevância das comunidades portuguesas em Macau e na China”, sem esquecer “as comunidades de macaenses e chineses em Portugal”. Estas são, no seu entender, “questões que requerem um acompanhamento permanente, sendo essencial darmos passos no sentido de facilitarmos ainda mais o fluxo humano entre os nossos países e os nossos territórios”. Desta forma, adiantou Cesário, “a excelência da nossa relação com a China e com Macau sairá ainda mais reforçada dentro desta visita”.
Andreia Sofia Silva PolíticaExposição | Sam Hou Fai diz que direitos dos macaenses estão protegidos Na tarde desta segunda-feira foi inaugurada, numa sala do MEO Arena, uma exposição que conta o percurso da RAEM desde a transferência de administração portuguesa de Macau para a China. “Macau – Êxitos de ‘Um país, dois sistemas’ – Transmitir o legado de tradição da amizade sino-portuguesa e escrever um novo capítulo do princípio ‘Um país, dois sistemas'” é o nome dado à mostra que conta como o território foi evoluindo em termos económicos e sociais e onde não falta destaque às comunidades portuguesa e macaense. Nesse sentido, Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, frisou que “todos os direitos dos residentes de Macau, incluindo os macaenses de origem portuguesa, são efectivamente salvaguardados nos termos da lei”. De resto, o governante destacou feitos económicos, referindo que a economia local “apresenta uma tendência positiva de recuperação e desenvolvimento”. Isto porque, no ano passado, o Produto Interno Bruto foi de 418 mil milhões de patacas, “um crescimento real anual de 4,7 por cento”, enquanto “o número de visitantes atingiu 40,07 milhões, um recorde histórico”, destacou. Sam Hou Fai lembrou que, desta fatia, “2,76 milhões foram turistas internacionais, representando 6,9 por cento do total”. No que diz respeito à relação de Macau com Hengqin, “o potencial é ilimitado”, dando o Governo prioridade a “grandes projectos de infra-estrutura”, tais como a Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin ou a Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, entre outros. O governante disse ainda que está a ser “acelerada a criação do Fundo de Orientação Governamental e a promover o agrupamento e desenvolvimento de indústrias com características distintivas”. Sam Hou Fai acredita que, com todos estes ingredientes, “o desenvolvimento económico e social de Macau está gradualmente a entrar numa nova fase de crescimento de alta qualidade”.
Andreia Sofia Silva Eventos MancheteCCM | Obras de Xian Xinghai em concerto do Colégio Batista de Macau É hoje que o grande auditório do Centro Cultural de Macau acolhe o espectáculo “Remando em Frente, Pelo Amor à Pátria”, que não só dá destaque às composições de Xian Xinghai, nascido em Macau, como celebra os 70 anos do Colégio Batista de Macau. Um dos destaques será a apresentação de uma versão mais internacional de “Cantata do Rio Amarelo” O grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) recebe hoje, dia 21, a partir das 20h, o espectáculo “Remando em Frente, Pelo Amor à Pátria”, com foco nas composições de Xian Xinghai, compositor ligado a Macau. O concerto serve também para celebrar os 70 anos do Colégio Batista de Macau, contando com músicos locais, nomeadamente dois solistas, uma orquestra sinfónica de 60 músicos e o Coro Xinghai de Panuy, de Cantão, com cerca de uma centena de vozes. O maestro brasileiro Oswaldo Veiga Jardim, ligado à organização do espectáculo e ao currículo musical da escola, contou ao HM que alguns dos destaques musicais da noite são a “Cantata do Rio Amarelo”, apresentada na versão inglesa e chinesa, e ainda a “Sinfonia nº1”, composta por Xian Xinghai entre os anos de 1935 e 1941. O público pode assistir a “um concerto inteiramente dedicado à música de Xian Xinghai”, apresentando “o primeiro andamento da Sinfonia nº1 ‘Libertação Nacional’ Op.5”, disse Veiga Jardim. “Em 2025, quando o projecto ainda estava na fase inicial, pensámos em apresentar uma selecção de obras sinfónicas chinesas, incluindo a Rapsódia Chinesa, Op. 26, uma peça bastante interessante. Da minha parte, sonhava secretamente em apresentar a Cantata do Rio Amarelo, obra composta em 1939 durante a invasão japonesa, cuja versão para piano e orquestra tive a oportunidade de dirigir diversas vezes”, confessou. Porém, “as dificuldades inerentes à apresentação da cantata são enormes e desencorajadoras, sobretudo porque é uma obra longa que exige um grande coro, uma grande orquestra, actores, dois solistas de alto nível e um narrador, mais de 200 pessoas”, pelo que “Cantata do Rio Amarelo quase ficou de fora do programa. No entanto, quando Oswaldo Veiga Jardim descobriu a tese de doutoramento de Hong Xiang-tang, de 2009, intitulada “Performing the Yellow River Cantata”, percebeu que podia, afinal, incluir esta composição no programa. “O facto de Xian Xinghai, na sua correspondência com colegas e amigos, ter manifestado o desejo de ver suas obras executadas nos palcos internacionais, foi a faísca que acendeu o nosso entusiasmo para ultrapassar as dificuldades e pensar concretamente na apresentação desta obra em inglês, tendo em conta o público cosmopolita de Macau. A partir daí, tudo foi se encaixando de uma forma que beira o sobrenatural”, referiu. Sobre o grupo coral de Cantão que participa no concerto, Oswaldo Veiga Jardim diz ser composto “por entusiastas com vasta experiência na apresentação das obras corais de Xin Xinghai”, e que acompanha outro grupo coral ligado ao Colégio Batista de Macau. Sobre a apresentação de “Sinfonia nº1”, o maestro diz que “informações fidedignas sobre esta obra são bastante escassas”, não existindo, segundo o seu conhecimento, “qualquer gravação comercial da obra”. Desta forma, “o material de orquestra que vamos usar no concerto foi totalmente preparado por nós e é baseado na única versão da partitura disponível ao público: uma edição soviética de 1955, publicada pela Muzgiz, a editora estatal de música soviética que, na sequência da Revolução Russa de 1917, assumiu o controlo da antiga editora Jurgenson”. Oswaldo Veiga Jardim destaca, portanto, o “sentimento de orgulho” no facto de ser “um grupo de Macau a apresentar uma obra inédita de um compositor chinês nascido em Macau”. Para a História A realização deste concerto em homenagem a Xian Xinghai não surge por acaso, dado que no ano passado se celebraram os 80 anos da vitória na guerra de resistência contra a agressão japonesa e o fim da II Grande Guerra Mundial, destaca Oswaldo Veiga Jardim, que acrescenta o assinalar dos 80 anos da morte deste compositor, nascido em 1905 e falecido em 1945. Xian Xinghai foi “o mais célebre compositor chinês que deixou uma vasta obra que inclui sinfonias, bandas sonoras de filmes, centenas de canções patrióticas e a Cantata do Rio Amarelo, certamente a sua obra mais conhecida”. “Parece brincadeira dizer isso, mas como ele nasceu e morreu em anos terminados em cinco, Xian é um daqueles compositores que sempre merecem duplas homenagens, tanto pelo aniversário da morte quanto pelo do nascimento”, disse o consultor do currículo musical do Colégio Batista de Macau. “Cantata” internacional Oswaldo Veiga Jardim considera que a “Cantata do Rio Amarelo” é uma composição de “grande beleza e monumentalidade” que, no entanto, “nunca conseguiu se estabelecer na tradição coral ocidental devido principalmente às barreiras linguísticas impostas pelo texto em mandarim, que exige cantores que dominem o idioma, e aos desafios técnicos de incorporar elementos étnicos tradicionais às apresentações ocidentais”. Houve apenas uma apresentação americana em 1943 “com Paul Robeson e uma produção russa de meados da década de 1950 no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo”, recorda o maestro, mas é uma obra que “permanece amplamente associada à sua tradição em língua chinesa”. Desta forma, a apresentação de “Cantata do Rio Amarelo” no território “faz todo o sentido”, por Macau ser uma “cidade de vocação cosmopolita e local de nascimento de Xian Xinghai”. O que se fez com este concerto foi “tomar a dianteira na apresentação de uma versão ‘mais internacional’ da cantata e, atendendo às aspirações do próprio compositor, torná-la mais acessível ao grande público”. Também “Sinfonia nº1” nunca “mereceu a devida atenção”, aponta Oswaldo Veiga Jardim. “A mensagem mais importante [deste concerto] é a de reconectar, sob o ponto de vista musical, Xian Xinghai, o homem, às suas origens cosmopolitas de Macau”, nomeadamente na sua ligação “à colónia piscatória da Rua da Praia do Manduco, onde sua família vivia, valorizando uma ligação que certamente teve importância decisiva no futuro do pequeno Xian”. A escolha do repertório focou-se no “desejo de apresentar ao público de Macau dois lados distintos da personalidade musical do compositor”, nomeadamente “a cantata, de inspiração folclórica, como instrumento popular de resistência durante um período trágico da história da China”, e também a sinfonia. Esta última “como uma tentativa mais complexa e estruturalmente ambiciosa de reconciliar o ‘universo folclórico chinês’ com o academismo musical ocidental que Xian absorveu em Paris, tendo como pano de fundo a luta pela libertação nacional”. Numa nota biográfica divulgada pela organização do concerto, lê-se que Xian Xinghai viveu uma vida “marcada pela pobreza e dificuldades”, tendo nascido pobre numa família de Tanka, nome dado a habitantes em barcos, em Macau. O seu pai, Xian Xitai, morreu no mar antes do filho nascer, tendo este sido criado pela mãe, Huang Suyin, “cujas canções folclóricas e canções de embalar influenciaram, sem dúvida, a sua obra posterior”. Xian cresceu em Guangzhou, em Panyu, onde foi criado pelo avô materno, tendo a família ido depois para Singapura, em 1912, aquando da morte do avô e em busca de melhores condições de vida, tendo voltado depois a Guangzhou. Foi nessa altura que Xian teve os primeiros contactos com a música ocidental, nomeadamente no Lingnan College, onde aprendeu violino e clarinete e começou a estudar as obras de mestres como Bach e Beethoven. Depois de uma passagem por França onde estudou música, Xian regressou à China em 1935, tendo escrito canções para cinema, rádio e para o Movimento Nacional de Salvação da Canção, num “esforço patriótico que surgiu no final da década de 1930 para fomentar uma frente unida contra a invasão japonesa e pôr fim à guerra civil”. Foi assim que Xian Xinghai se envolveu no movimento comunista, “compondo ‘canções de massas’ e oferecendo aulas de música gratuitas a cadetes do Partido Comunista”. Em Maio de 1940 o Comité Central do Partido Comunista enviou Xian para a União Soviética numa missão de trabalho. Na sequência do início da II Guerra Mundial e da invasão alemã da URSS, o equipamento e o pessoal do estúdio foram evacuados para Almaty, no Cazaquistão. Xian passou lá os últimos anos de vida, a ensinar e a compor, vivendo na casa do colega e compositor Bakhytzhan Baikadamov. Após um período de saúde debilitada, Xian foi transferido para Moscovo, onde faleceu em 1945, aos 40 anos.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeBNU assina acordo com Manteigaria, do grupo Portugália O Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai assinar um protocolo com o grupo Portugália, que detém a marca “Manteigaria”, de produção de pastéis de nata. Recorde-se que a Manteigaria já está em Macau, onde a empresa fez um investimento de dois milhões de euros, e deverá chegar este ano a Hong Kong. “Vamos celebrar um protocolo entre o BNU e a Manteigaria numa lógica de desenvolvimento das suas operações em Macau, Hong Kong e outras cidades da Grande Baía, em que se utiliza Macau como plataforma”, disse Carlos Cid Álvares, CEO do BNU, aos jornalistas. O BNU faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco público português, e Carlos Cid Álvares explicou que, no contexto destes negócios portugueses que procuram a sua expansão, “a CGD estará aí para os apoiar”. “Que venham mais manteigarias, temos todo o gosto em fazer isso”, referindo-se a apoios bancários na expansão da marca. Em relação à visita de Sam Hou Fai a Lisboa e Madrid, Cid Álvares falou na existência de “uma vontade política enorme” para que haja um reforço de relações comerciais. “Esta comitiva de 120 pessoas demonstra isso. Há pessoas do sector público, privado, e acredito que com tantos protocolos a serem assinados, com uma comitiva desta dimensão e com a vinda do Chefe do Executivo, que visita as três principais figuras do Estado português, há uma vontade para que este intercâmbio aconteça, quer em termos de investimento, quer em termos de trading e volume de negócios.” Vistos a melhorar Carlos Cid Álvares defendeu ainda que “empresas dos países de língua portuguesa e latino-americanos terão todo o interesse em vir para Macau, que é completamente ‘friendly’ para os estrangeiros, sendo um dos sítios mais seguros do mundo, com a Ásia para se viajar e um bom sistema de ensino”. Porém, “há coisas a melhorar” para que os negócios floresçam, nomeadamente ao nível “do sistema de vistos de trabalho”. “Tem havido tentativas de melhoria por parte do Governo, para que [o sistema] possa ser menos burocrático e incerto e permita que as famílias dos CEO e CFO se juntem”, rematou. O CEO do BNU lembrou que os negócios de Portugal com Macau não passam apenas pelo vinho. Aliás, “o vinho ocupa uma percentagem ridícula das exportações portuguesas”. “Portugal tem empresas de primeira linha a competir no mercado internacional, sendo os melhores em seis ou sete sectores de actividade. Lembro-me do tomate, azeite, cortiça, café e dos moldes, ou até a pasta de papel. Estão habituadas a competir no mercado internacional e podem acrescentar valor com parcerias com empresas de Macau, num mercado como é o chinês, ou da Grande Baía, com cerca de 80 milhões de consumidores”, exemplificou.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaSam Hou Fai em Lisboa | Empresas e Governo, um modelo de “alto nível” Decorreu esta segunda-feira, em Lisboa, uma sessão de apresentação dos serviços profissionais de Macau como plataforma sino-lusófona, no âmbito da visita oficial de Sam Hou Fai a Portugal. O presidente do IPIM destacou que o modelo de juntar empresas e Governo nestas missões tem agora uma maior dimensão, “de alto nível”. O olhar está na lusofonia, mas também nas oportunidades que o mundo hispânico pode trazer É uma delegação com mais trabalho de casa feito aquela que está em Lisboa por estes dias – são 120 empresários de Macau ou do interior da China que acompanham o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, naquela que é a primeira viagem oficial à Europa no seu mandato. Esta segunda-feira decorreu, em Lisboa, a “Sessão de apresentação dos serviços profissionais de Macau como plataforma sino-lusófona e jantar de intercâmbio”, onde estiveram presentes alguns empresários de Macau, como Jorge Neto Valente ou Eduardo Ambrósio, presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos. Não faltaram ainda, na lista de oradores, Oriana Pun, secretária-geral da Associação dos Advogados de Macau, ou Tsui Wai Kwan, presidente do Centro de Arbitragem do World Trade Center de Macau. Discursos proferidos em mandarim foram palavra de ordem. À margem da sessão, que decorreu no Tivoli Oriente, Che Weng Keong, presidente do conselho administrativo do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), falou precisamente da maior preparação da delegação de empresários da RAEM e dos benefícios da conexão com as autoridades governamentais. Questionado sobre o modelo de associar várias empresas ao Governo, o responsável classificou-o como sendo, ao nível da sua dimensão, “de alto nível”. “Desta vez contamos com 120 pessoas e é um grupo muito grande, com representantes de empresas de Macau, interior da China e Hengqin. Há empresas [integrantes da comitiva] que fazem parte do ranking das 500 maiores do interior da China. Gostaríamos de, através desta missão, conseguir promover mais oportunidades para a criação de mais negócios”, declarou. Em relação às áreas de negócio inclui-se a “Big Health”, ou área da saúde, “tecnologia de ponta, negócios online e transfronteiriços, “bem como outros negócios e assuntos comerciais”. “Em relação ao mercado do interior da China, esta missão [a Lisboa] representa 40 por cento da área de ‘Big Health’ e tecnologias de ponta”, frisou. Destaca-se ainda o facto de este ano, do rol de empresas constarem “empresas de maior dimensão do interior da China, bem como muitas empresas cotadas em Bolsa”. Em relação a visitas oficiais realizadas anteriormente, Che Weng Keong destacou o plano de “maximizar a sua eficiência”, sendo que, desta vez, foi feito “muito trabalho” prévio. “Recolhemos projectos desenvolvidos por empresas do interior da China, para que empresas portuguesas e espanholas consigam antecipar os trabalhos preparativos” no que diz respeito ao intercâmbio e conhecimento do tipo de negócios. Desta forma, “podemos ver que para Portugal e Espanha já estamos preparados com dezenas de acordos para serem assinados durante esta missão”, disse o presidente do IPIM. Esta segunda-feira decorreu, por exemplo, uma cerimónia de assinatura de 17 acordos no MEO Arena, zona da Expo. Objectivos definidos Che Weng Keong não deixou de frisar que os mercados de língua portuguesa são importantes, mas também os de língua espanhola. Sempre que há questões sobre planos de futuro ou objectivos a cumprir com este tipo de missões empresariais, a resposta contém Espanha no horizonte. “Todos sabem que, por razões históricas, Macau tem um laço muito estreito com vários países de língua portuguesa. Também gostaríamos de ter alguma extensão até Espanha nesta visita. O nosso objectivo é desenvolver o mercado do interior da China com os países de língua portuguesa e espanhola, para que Macau sirva de plataforma para que estas regiões e países tenham oportunidade de encontrar parceiros de negócios.” Muitos desafios Nem tudo são rosas nesta história de fazer negócios. Ng In Cheong, directora-adjunta dos Serviços de Assuntos Jurídicos da Zona de Cooperação Guangdong e Macau em Hengqin, e uma das responsáveis pelo Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola (CECPS), falou de alguns desafios que é preciso enfrentar para que as empresas dos dois lados se conheçam. “A formação sobre línguas ou outros temas é algo complexo, porque a língua é o problema principal para a saída das empresas da China, causando obstáculos, o que não deveria acontecer. Por isso cooperamos com universidades para que se realizem formações, e procuramos também estudantes de espanhol e português. Mas além de falarem português, também têm de dominar outros conhecimentos”, declarou. Admitindo que o CECPS existe há menos de um ano e que ainda não há muito trabalho a mostrar, a verdade é que “já se alcançaram alguns resultados” deste serviço “one-stop” existente em Hengqin. “Ajudamos empresas que querem sair de Macau e que não sabem como o fazer, e ajudamos aquelas que querem sair da China. Damos formação às empresas para que formem os seus trabalhadores. Temos uma empresa que presta serviços como o E-bay e que já está a fazer negócios em Portugal”, adiantou Ng In Cheong. Nesta fase, o Centro já estabeleceu contactos “com mais de 200 empresas”, tendo sido “celebrados acordos de cooperação com muitas entidades”. “Só que o nosso centro ainda é muito recente”, frisou. Apesar do pouco tempo de existência, este centro de serviços deverá expandir-se a outros países. “O nosso centro tem uma presença em Hengqin, mas temos também centros situados em Xangai, Pequim e Shenzhen. Também vamos criar escritórios no Brasil, México e Espanha”, explicou Ng In Cheong. Frederico Ma, presidente da direcção da Associação Comercial de Macau e empresário, também demonstrou ter grandes expectativas com esta visita a Lisboa. “No ano passado realizamos um fórum para o nosso sector e gostaríamos de continuar a reforçar os laços com vários países. Esperamos que, com esta visita, possamos assinar mais acordos com países de língua espanhola. Visitei Portugal várias vezes e agradeço que o Governo da RAEM organize estas visitas, para que nós e empresas do interior da China possamos, em conjunto, ter esta visita a Portugal e Espanha.” Admitindo que a área da engenharia ou gestão de infra-estruturas constitui “uma das vantagens das empresas do interior da China”, Frederico Ma disse que o “ambiente de investimento em Portugal é muito positivo, não tendo sido gravemente afectado pela crise económica actual”. “Temos [em Macau] alguns centros de empreendedorismo para ajudar os jovens a criar negócios. O mercado de Portugal é bom, e há várias vantagens em se investir em Portugal através da plataforma de Macau”, acrescentou o também empresário.
Andreia Sofia Silva Eventos“Reflexos do Mar de Espelhos” | Sam Hou Fai inaugurou nova exposição Foi o pontapé de saída para a visita de Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, a Portugal: o governante esteve na inauguração, este sábado, de uma nova exposição patente no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). “Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau” visa “mostrar a herança cultural de Macau ao público” O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, já está em Lisboa para uma visita oficial, a primeira do seu mandato ao país, e inaugurou este sábado, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, uma exposição que visa “mostrar a herança cultural de Macau ao público português e internacional, bem como apresentar o intercâmbio e a aprendizagem mútua secular entre a China e Portugal”. Trata-se de “Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 Anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau”, patente no CCCM até ao dia 30 de Junho, organizada pelo CCCM e Instituto Cultural (IC). O que se pretende com esta iniciativa, segundo uma nota oficial, é “aprofundar o intercâmbio cultural entre Macau e Portugal e promover o rico património cultural de Macau”. Segundo a mesma nota, a mostra apresenta quatro temas, nomeadamente “A Transmissão da Arte de Artesanato”, “A Harmonia dos Costumes”, “O Sabor da Arte” e “Arte da Fusão”, revelando-se “uma interpretação multidimensional de Macau como ponto de encontro das civilizações chinesa e ocidental”. O público poderá ver “uma criteriosa selecção de bens do património cultural intangível de Macau, abrangendo actuações artísticas, artesanato tradicional, e festas e cerimónias”, tendo sido também organizados diversos workshops interactivos do património cultural intangível de Macau. Janela de ligação No discurso de inauguração da exposição, Carmen Amado Mendes, presidente do CCCM, destacou como “nos últimos 500 anos Portugal e Macau desenvolveram uma ligação única, marcada pelo encontro de culturas, pela partilha de conhecimento, pela aprendizagem mútua e pela convivência entre civilizações”. O CCCM é, na sua visão, “o espelho deste estreito relacionamento e dos laços de amizade que fomos construindo e nos unem, norteando a sua acção por preservar, valorizar e projectar para o futuro este caminho comum, mantendo viva e dinâmica a presença de Macau em Portugal e na Europa”. Leong Wai Man, presidente do IC, discursou em mandarim, buscando referências históricas que justificam a mostra, nomeadamente o facto de, “desde meados do século XVI, que as civilizações chinesa e ocidental se encontram e conhecem em Macau”. A responsável destacou ainda que “a chegada dos portugueses a Macau abriu uma importante janela de intercâmbio entre o Oriente e o Ocidente”, transformando-se o território num “entreposto fundamental da Rota da Seda Marítima” e uma “ponte para o intercâmbio cultural, científico e religioso”. Leong Wai Man deu exemplos de “inúmeros marcos pioneiros na China”, como a publicação do primeiro dicionário Inglês-Chinês “A Dictionary of the Chinese Language” e o primeiro jornal em língua estrangeira “A Abelha da China”. A presidente do IC acrescentou também que a exposição patente no CCCM “fundamenta-se nos elos da Rota da Seda Marítima para apresentar ao mundo, através de pinturas históricas, artefactos de exportação e peças do património cultural intangível, um diálogo profundo entre as civilizações chinesa e ocidental”. “Pretendemos que o mundo conheça melhor o estilo único e a conotação cultural desta ‘Pérola da China’, continuando Macau a ser um praticante fiel do diálogo duradouro e do respeito mútuo entre a China e Portugal, e entre as civilizações oriental e ocidental”, referiu Leong Wai Man.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaPlano Quinquenal | Consulta pública arranca em Maio O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, disse em Macau, antes de partir na sua visita oficial à Europa, que o terceiro plano quinquenal da RAEM está a ser preparado, devendo o documento de consulta pública estar pronto no próximo mês. O Governo vai ainda elaborar um “plano geral” sobre viagens ao exterior Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, declarou na sexta-feira, antes de partir na viagem oficial à Europa que inclui países como Portugal e Espanha, que o terceiro Plano Quinquenal da RAEM está a ser preparado. Segundo um comunicado oficial divulgado, o governante explicou que o documento de consulta deverá estar “pronto no próximo mês de Maio para consulta pública”, com duração de 40 dias. Sam Hou Fai disse ainda que a elaboração de mais um Plano Quinquenal, que traça as principais políticas em diversas áreas a implementar no território, “é a tarefa mais importante e prioritária do Governo da RAEM este ano”. O Plano Quinquenal da RAEM deverá estar em consonância com o 15.º Plano Quinquenal do país, encontrando-se o documento base “numa fase de aperfeiçoamento”, tendo o Governo “concluído basicamente” a sua redacção. Desta forma, Sam Hou Fai disse que foram realizados “estudos aprofundados de investigação preliminar”, pretendendo-se agora “auscultar amplamente as opiniões de diversos sectores da sociedade, nomeadamente académicos e associações”. Viagens programadas Na mesma conferência de imprensa, o Chefe do Executivo declarou também que após concluir esta viagem, que inclui também passagens por Bruxelas e Genebra, o Governo vai, no segundo semestre do corrente ano, “elaborar um plano geral sobre as visitas ao estrangeiro”. O governante afirmou que “o Governo deve aproveitar as próprias vantagens” do território e promover “a expansão e o reforço da cooperação e do intercâmbio com mais países”. Na calha, estão “visitas oficiais a países do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, bem como a possibilidade de visitar outros países de língua portuguesa e espanhola”. Sam Hou Fai “encorajou secretários e dirigentes a nível de direcção do Governo a liderarem delegações a visitas ao exterior”, acrescentou. Sobre a viagem à Europa, Sam Hou Fai falou de um “programa intenso, com conteúdos substanciais”, sendo que a escolha de Portugal como primeira paragem da visita “reflecte plenamente a importância que Macau atribui à continuação da amizade sino-portuguesa”. Com agenda marcada com o Presidente da República, António José Seguro, ou com o próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, Sam Hou Fai assegurou que “esta é a visita a Portugal, de entre todas as que já se realizaram, em que uma delegação oficial da RAEM reúne com o maior número de responsáveis políticos portugueses”, abrangendo “o leque mais vasto de áreas”. A visita da delegação da RAEM inclui um grupo de empresários e começa em Lisboa, onde Sam Hou Fai chegou este sábado, seguindo-se Madrid e depois Genebra, na Suíça, e Bruxelas, na Bélgica. O regresso a Macau está agendado para domingo, dia 26. Relativamente à comunicação política com o hemiciclo, o governante disse estar “a coordenar com o Presidente da Assembleia Legislativa” a presença “numa sessão plenária da Assembleia Legislativa a meio do ano para trocar ideias com os deputados sobre a governação e o desenvolvimento social, além de responder a perguntas dos deputados após a apresentação do Relatório das Linhas de Acção Governativa”.
Andreia Sofia Silva Eventos“Macau Antigo” | Revelados registos fotográficos do Convento e Igreja de S. Francisco Há 18 anos que o blogue “Macau Antigo” continua a desvendar pedaços da história de Macau pela mão do seu autor e criador, o jornalista João Botas. Com mais de quatro milhões de visualizações, o blogue traz agora uma novidade aos leitores: novos registos fotográficos do Convento e Igreja de S. Francisco, demolidos em 1860, sendo que uma das imagens poderá ser de Marciano Baptista Numa altura em que os blogues foram, há muito, ultrapassados pelas redes sociais e outro tipo de publicações ou criações de conteúdo, o “Macau Antigo”, alojado na plataforma “Blogspot”, permanece activo há 18 anos e está para durar, trazendo agora novidades aos leitores. Criado pelo jornalista e autor João Botas, o projecto prepara-se para mostrar na blogosfera novas imagens do antigo Convento e Igreja de S. Francisco, demolidos em meados de 1861. Segundo contou João Botas ao HM, até à data apenas se conhecia um registo fotográfico desse empreendimento religioso, da autoria de Jules Itier, datado de 1844, isto numa altura em que fotografar era algo bastante raro, com muitas das vezes a pintura a servir como registo para a posteridade de locais, pessoas e momentos. “Desde 2008 que, todos os dias, publico uma nova história e faço trabalho de pesquisa. Foi numa dessas pesquisas que ‘descobri’ uma referência ao antigo Convento e Igreja de S. Francisco que me despertou a atenção por se tratar de uma imagem”, começou por dizer. João Botas explicou que “existem vários registos iconográficos dos locais, mas a maioria são desenhos ou pinturas”, sendo que o conhecido pintor George Chinnery fez, por exemplo, quadros do convento e da igreja entre os anos de 1825 e 1852. “Tanto quanto sei, até agora só se conhecia um registo fotográfico do local, feito em 1844 por Jules Itier, ainda como daguerreótipo.” No lugar onde existiram este convento e igreja está hoje alojado o Quartel de S. Francisco. Origem da descoberta Uma das imagens encontradas por João Botas é de 1859 ou 1860, sendo da autoria de Marshall Milton Miller. “Foi publicada em 1863 pela empresa norte-americana E. & H. T. Anthony no suporte stereoviews (estereoscópio) feitos por Milton Miller na China, Macau e Japão. Na colecção ‘Anthony’s Stereoscopy Views’ há uma imagem com a legenda ‘View in Macao – showing fort on the Hill’ no stereoview n.º 25, e outra onde pode ver-se parte da Baía da Praia Grande, com o Convento e Forte de S. Francisco à direita e no topo a ermida e Fortaleza da Guia”, explicou. Na descoberta de João Botas consta ainda uma imagem publicada em 1868 editada pela publicação “The China Magazine”, que surge com a legenda “The Public Gardens Macao, and Convent of San Francisco”. A publicação era dirigida por C. Langdon Davies. “A impressão é de péssima qualidade e terá sido essa a razão pela qual a referida imagem ter passado despercebida até hoje”, adiantou o autor do blogue, que recorreu à inteligência artificial para restaurar e recuperar as imagens. No caso desta fotografia publicada na “The China Magazine”, “estamos perante o terceiro registo fotográfico do Convento de S. Francisco”, não existindo referência ao autor da fotografia. Porém, João Botas destaca “um dado que permite especular [quanto à autoria da mesma] com algum grau de certeza”. E esse nome é Marciano Baptista, pintor macaense. “Ainda que o escocês John Thomson tenha colaborado com [C. Langdon] Davies, a verdade é que só chegou a Hong Kong depois da demolição do convento [e igreja]. Assim, a hipótese mais provável é tratar-se do macaense Marciano Baptista (1826-1896) que já tinha estabelecido residência na então colónia britânica.” João Botas assume que a autoria da imagem será do macaense dado que na edição de “The Chronicle & Directory for China, Japan, Philippines etc”, de 1869, surge “o nome ‘M. Baptista referido como ‘the photographic printer for the China Magazine'”. O facto de surgirem registos fotográficos do antigo convento e igreja é algo importante, dado “a fotografia ser ainda incipiente naqueles tempos”. “Macau, Hong Kong e outros locais do Sul da China seriam amplamente fotografados por estrangeiros itinerantes como John Thomson, William Pryor Floyd, Milton Miller, mas só a partir do final da década de 1860”, disse ainda. Complexo imponente Segundo João Botas, o complexo do convento e da igreja, onde hoje existe o Quartel de S. Francisco, foi construído por “missionários espanhóis, liderados por frei Pedro de Alfaro, espanhol que foi das Filipinas para Macau em 1579”, tendo começado a funcionar a 2 de Fevereiro de 1580. “O complexo religioso era um dos mais imponentes da cidade, e ainda não existia a Igreja Mater Dei e o Colégio de São Paulo, situado na extremidade leste da península, junto à Praia Grande, onde também existia, contíguo, o Forte de S. Francisco”, recorda. João Botas diz-se “muito satisfeito” por ter conseguido ultrapassar a marca das quatro milhões de visualizações do seu projecto pessoal. “São números avassaladores. Ainda há apenas oito meses tinha atingido os três milhões, pelo que [o blogue conseguiu] mais de 125 mil visualizações a cada mês que passou”. “Num projecto com quase 20 anos de existência julgo ser uma prova do fulgor e importância do que vai sendo publicado todos os dias, e já são mais de 6.300 publicações, consolidando-se cada vez mais como o maior acervo documental online sobre a história de Macau, disponível 24 por dia em várias línguas e em todo o mundo”, rematou.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeIAM | Aberto concurso público para pavilhão infantil na Venceslau de Morais Está aberto o concurso público para a elaboração do projecto de obra do Pavilhão Infantil de Exploração na Avenida de Venceslau de Morais, disponível no primeiro e segundo andar do Edifício Mong Son, na Avenida de Venceslau de Morais. Segundo o despacho publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial (BO), o prazo de validade das propostas é de 90 dias, devendo ser entregue uma caução provisória de 60 mil patacas, com a caução definitiva a valer quatro por cento do preço global da adjudicação. As propostas devem ser submetidas junto do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) até ao dia 27 de Maio, pelas 17h, sendo que o acto público decorre no dia seguinte. Segundo é descrito no despacho, há duas partes a ter em conta na elaboração do projecto de obra, nomeadamente a “prestação de serviços de concepção e de assistência técnica, sendo o prazo total de concepção de 110 dias úteis”. O Governo vai ter em conta, para a adjudicação, critérios como a “remuneração total dos serviços”, o “preço global da obra” e a “proporção de trabalhadores residentes das empresas dos concorrentes”, sem esquecer a “experiência na concepção de projecto com itens similares”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadePreços | Prevista estabilidade em produtos vindos da China Ip Sio Man, presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau, prevê a estabilidade de preços dos produtos a curto prazo tendo em conta que a maioria é importada da China. Porém, nos produtos oriundos do estrangeiro poderá haver aumentos dentro de meses O dirigente da Associação da União de Fornecedores de Macau, Ip Sio Man, declarou ao jornal Ou Mun que não deverá haver um grande aumento de preços nos próximos meses nos produtos importados da China, tendo em conta que a taxa de câmbio continua a ser forte. Ip Sio Man explicou que o preço médio do câmbio atingiu o ponto mais alto do mercado em três anos, com 6,85 renminbis para um dólar americano. Tendo em conta que Macau importa mais produtos do interior da China, a associação defende que é limitado o impacto da taxa de câmbio. Na lista de exportadores de Macau surge, em segundo lugar, a região do Sudeste Asiático, enquanto mercadorias de média e alta qualidade são oriundas da Europa e EUA. Ip Sio Man afirmou que os preços dos produtos fabricados na China têm-se mantido estáveis, com a maioria dos importadores a optar por suportar os custos ao invés de aumentar os preços junto dos consumidores para aumentar as margens de lucro. O responsável defendeu ser cedo apresentar expectativas quanto a eventuais aumentos de preços, dizendo que a China tem reservas suficientes de petróleo, sendo generalizado o uso de transporte ferroviário e de veículos eléctricos. Além disso, os produtos frescos são oriundos de Guangdong e regiões próximas, pelo que Ip Sio Man acredita que é ainda possível controlar custos e evitar eventuais subidas de preços. No entanto, os produtos oriundos de fora da província de Guangdong poderão ficar mais caros por acarretar maiores distâncias no transporte. Depois de se fazerem os inventários dos produtos oriundos da Europa, dentro de dois a três meses, poderá haver um aumento de preços, acredita Ip Sio Man. Contentores mais caros No que diz respeito ao mercado internacional e preços praticados, em comparação com a valorização do renminbi, Ip Sio Man destacou que os preços internacionais dos combustíveis subiram, provocando o aumento de custos associados ao transporte e entrega, com maior impacto nos preços das mercadorias. Ip Sio Man falou do caso do transporte marítimo, cujo valor da tarifa por contentor, nas rotas do Sudeste Asiático, nomeadamente no caso da Tailândia, aumentou em cerca de 500 patacas. No caso das rotas europeias a situação é mais grave devido às tensões no Médio Oriente, tendo aumentado o tempo de trânsito de um mês para mais de três meses. Tal resulta num aumento significativo de custos financeiros e também de mais tempo gasto no transporte.
Andreia Sofia Silva SociedadeImobiliário | Empréstimos registam quebra Dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) relativos aos empréstimos de Fevereiro deste ano revelam uma quebra, em termos mensais, nos empréstimos concedidos para habitação e actividades actividades imobiliárias. No caso dos empréstimos para habitação, a quebra foi de 58,3 por cento, com um valor de 661,18 milhões de patacas, enquanto que no caso dos empréstimos para fins imobiliários a quebra foi de 12,7 por cento entre Janeiro e Fevereiro deste ano, registando-se o valor de 489,53 milhões de patacas. De Dezembro de 2025 a Fevereiro de 2026, o número médio mensal dos novos empréstimos à habitação atingiu o valor de 1,05 mil milhões de patacas, menos 15,8 por cento face aos meses de Novembro de 2025 a Janeiro deste ano.
Andreia Sofia Silva SociedadeGalerias técnicas | Governo assegura fiscalização financeira O Governo assegura que vai realizar uma “fiscalização rigorosa” relativamente às despesas de gestão e manutenção das galerias técnicas que incluem canalizações de serviços públicos a moradores. Numa resposta assinada por Ip Kuong Lam, director da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), à interpelação escrita do deputado Leong Hong Sai, é referido que “as obras de construção das galerias técnicas são da responsabilidade do Governo da RAEM, sendo as despesas de gestão e manutenção suportadas conjuntamente pelos utilizadores das canalizações, com base no princípio do ‘utilizador-pagador'”, e é neste contexto que as autoridades prometem uma fiscalização. Tudo para garantir que “os serviços de gestão prestados pela concessionária responsável pela prestação do serviço público e a respectiva cobrança de taxas cumprem o estipulado no Contrato de Concessão do Serviço Público de Gestão das Galerias Técnicas na RAEM”. Na mesma resposta, o responsável da DSPA explicou que “a construção de galerias técnicas é muito importante para reduzir as escavações nas vias e aprimorar a gestão urbana”, sendo que na Zona A dos Novos Aterros quase todas as canalizações ficam instaladas em galerias técnicas, “com excepção da canalização de gás natural e da rede de drenagem municipal”. A CEM já concluiu, nesta zona, a colocação de cabos eléctricos de alta tensão, enquanto a Macau Water iniciou, no terceiro trimestre de 2024, a obra de instalação de condutas de água. Por sua vez, a CTM e a MTEL procedem, desde o quarto trimestre de 2025, à colocação dos cabos de fibra óptica.
Andreia Sofia Silva EventosMGM Macau | Exposição “Silk Roads” apresenta um tapete persa e dois quadros italianos A mostra “Silk Roads Beyond Borders”, patente no Poly MGM Museum, no MGM Macau, acaba de receber novas peças que fazem a sua estreia na Ásia. Trata-se de uma “nova fase” de uma exposição que pretende mostrar a história da Rota Marítima da Seda e de como Macau foi importante nesse percurso comercial. Segundo uma nota do MGM, as novas peças adicionadas à exposição são “duas importantes obras do século XVIII de mestres da Escola Veneziana”, e que chegam ao território com o apoio do Consulado Geral de Itália em Hong Kong e Macau. São elas “O Molo do Bacino di San Marco”, de Canaletto, nome artístico de Giovanni Antonio Canal; e “Ca’ Foscari e Palazzo Balbi alla volta del Canal Grande”, de Michele Marieschi. Trata-se de um empréstimo da Fundação Paolo e Carolina Zani, sendo dois quadros pintados a óleo sobre tela que “captam a prosperidade de Veneza como um importante nó nas Rotas da Seda”. Assim, estas duas obras “apresentam a prosperidade de Veneza como porto de transbordo para as mercadorias da Rota da Seda que entravam na Europa”, sendo exibidas “ao lado da seda chinesa, porcelana e outros artefactos”, ilustrando, desta forma, “os processos históricos através dos quais as Rotas da Seda facilitaram o intercâmbio cultural”. Ao lado destes quadros apresenta-se “Golden City”, uma “representação moderna de Veneza” da autoria do artista franco-chinês Zao Wou-Ki. Vindo de Lisboa No rol das novidades disponíveis nesta exposição consta um tapete persa, nomeadamente o “Tapete Farahan com Padrão Herati”, proveniente do Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, Portugal, e que está exposto ao lado do “Tapete do Trono com Padrão de Dragão”, que já é propriedade do MGM. Desta forma, “ao comparar os materiais, motivos e técnicas de tecelagem destes dois tapetes, os visitantes obtêm uma compreensão intuitiva do fluxo bidirecional da arte têxtil ao longo das Rotas da Seda, e de como as tradições artesanais quotidianas refletem séculos de intercâmbio estético entre as civilizações chinesa e ocidental, enriquecendo ambas as tradições”. Outro destaque desta exposição, é a “Marco Polo VR Experience”, com recurso à realidade virtual, tratando-se de uma “viagem imersiva de dez minutos que transporta os visitantes a mais de 700 anos atrás, colocando-os nas pegadas de Marco Polo enquanto viajam de Veneza por locais-chave do intercâmbio cultural entre o Oriente e o Ocidente”. A mostra “Silk Roads Beyond Borders” está disponível para visita desde Outubro de 2025 e trata-se de uma exposição de cariz anual. Contém cerca de 200 peças do tempo da Dinastia Zhou até aos presentes dias, e que espelham todas as trocas comerciais existentes ao longo dos séculos entre a China, Macau e os países ligados à Rota Marítima da Seda.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaUCCLA | Sam Hou Fai promete expandir cooperação sino-lusófona Decorreu esta segunda-feira a 43.ª assembleia-geral da UCCLA – União de Cidades Capitais da Língua Portuguesa, com uma delegação a reunir com Sam Hou Fai. O Chefe do Executivo da RAEM disse, no encontro, que o Governo “irá continuar a expandir plataformas de intercâmbio e cooperação sino-lusófonas” com “influência internacional” A UCCLA – União de Cidades Capitais da Língua Portuguesa esteve em Macau para realizar a sua 43ª assembleia-geral, que decorreu esta segunda-feira no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Porém, no contexto deste encontro, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, reuniu com representantes da delegação da UCCLA. Citado por uma nota oficial, Sam Hou Fai disse ser “inquestionável o posicionamento [de Macau] enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer e a sua função como plataforma sino-lusófona”. Ficou ainda a promessa de que o Executivo “irá continuar a expandir as plataformas de intercâmbio e cooperação sino-lusófonas de influência internacional”, apostando em “cooperações pragmáticas com diversos países e regiões de língua portuguesa”. Esta foi a quarta vez que a UCCLA realizou uma assembleia-geral no território, tendo Sam Hou Fai destacado que Macau “foi um dos [territórios] fundadores desta organização”, mantendo “uma cooperação estreita com a UCCLA com vista a promover um desenvolvimento coordenado entre Macau e as diversas cidades de língua portuguesa”. Sam Hou Fai disse esperar que “os membros da União possam também comprovar os resultados significativos e as profundas mudanças que a RAEM alcançou nos últimos 26 anos desde o seu estabelecimento”. Rasaque Silvano Manhique, presidente da UCCLA, destacou “as vantagens particulares e contributos significativos de Macau na promoção de cooperação entre as cidades de língua portuguesa, na transmissão da multiculturalidade e no apoio para o intercâmbio e cooperação entre a China e os países de língua portuguesa”. O responsável adiantou que a UCCLA vai “continuar a aprofundar as relações de cooperação com o território”, esperando criar “uma rede de cooperação mais estreita entre cidades de língua portuguesa, através das suas funções de coordenação transregional e de cooperação externa de cidades”. Macau preside Na 43.ª assembleia-geral estiveram 35 representantes e empresários das cidades membros de países de língua portuguesa, designadamente, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, e São Tomé e Príncipe. Neste encontro, foram eleitos os novos órgãos sociais para o biénio 2026-2028, sendo que a RAEM foi eleita para a presidência da comissão executiva. Foram aprovadas as adesões da cidade de Calumbo, de Ícolo e Bengo, em Angola, e da cidade de Viseu, em Portugal, assim como o Plano de Actividades para este ano. A UCCLA é uma organização intermunicipal, sem fins lucrativos, que se dedica ao fomento do intercâmbio e da cooperação entre os seus membros em vários domínios. Constituída em 1985, tem entre as cidades fundadoras Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande. Actualmente, congrega 106 membros, entre os quais 24 efectivos, 44 associados, 28 apoiantes e 10 observadores. Segundo a agência Lusa, o secretário-geral da UCCLA, Luís Campos Ferreira, indicou que as cidades lusófonas têm “muito a aprender com a China”. “A República Popular da China deposita em Macau a sua plataforma para os países de língua portuguesa e, neste caso concreto, para as cidades de língua portuguesa. A China é muito útil e tem muito conhecimento a transmitir. Todos nós temos muito a aprender com a China também”, afirmou. O antigo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, entre 2013 e 2015, destacou também ser preciso melhorar a cooperação entre cidades lusófonas para além dos campos económicos e culturais. “O que sentimos é que há uma vontade de colaborar ainda mais, de as cidades partilharem conhecimento umas com as outras, para responder melhor às necessidades dos cidadãos”, afirmou Ferreira. O responsável destacou que a comunicação já existe em várias dimensões, “nomeadamente na cultural e na económica”, mas que precisa de ser reforçada. Com Lusa
Andreia Sofia Silva PolíticaElectricidade | Governo analisa novos fornecimentos de energia Ip Kuong Lam, director da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), garantiu, numa resposta à interpelação escrita da deputada Song Pek Kei, que “no futuro, e à medida que a cooperação entre Macau e Hengqin se for aprofundando, serão estudadas novas modalidades de fornecimento de energia eléctrica adequadas a Macau”. Actualmente, este fornecimento “ainda se baseia, principalmente, na importação de energia eléctrica do Interior da China, sendo complementado pela produção local”, disse o director, que acrescentou “estarem em curso estudos e o planeamento para a quarta interligação de transmissão de energia eléctrica”. Neste contexto, “não há planos para construção de novas unidades geradoras”. Song Pek Kei deixou questões sobre a construção de um sistema de energia eléctrica de baixo carbono, tendo Ip Kuong Lam dito que, de momento, “todas as centrais eléctricas locais operam com geradores a gás natural para a produção de electricidade”. “As unidades geradoras a fuelóleo existentes são apenas utilizadas em situações de emergência”. Desta forma, “o novo contrato de concessão de electricidade está em linha com o rumo definido na Estratégia de Descarbonização a Longo Prazo de Macau”.
Andreia Sofia Silva PolíticaAeroporto | Coutinho denuncia falta de estacionamento O deputado José Pereira Coutinho interpelou o Governo sobre a “crónica falta de lugares de estacionamento no Aeroporto Internacional de Macau”, tendo por base “as muitas opiniões recebidas regularmente” no seu gabinete de cidadãos. Segundo descreve o deputado na interpelação escrita, os veículos normais e também as viaturas de turismo “são quase sempre forçadas a estacionar temporariamente nas vias adjacentes ou nas entradas e acessos” ao aeroporto, o que causa “engarrafamentos e ocupação de uma das faixas rodoviárias, o que afecta a fluidez do tráfego”. O deputado entende que “residentes e turistas do interior do continente têm aproveitado as facilidades de transporte da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZMB), que proporciona um melhor acesso dos residentes ao Aeroporto Internacional de Hong Kong”. Desta forma, o deputado questiona “que medidas concretas e eficazes estão a ser implementadas para expandir a capacidade de estacionamento do aeroporto, designadamente através da ligação com o parque do Terminal de Pac On”.
Andreia Sofia Silva Eventos“Barra Slow Festival” | Segunda edição traz música e workshops aos Estaleiros Navais Decorre no fim-de-semana de 1 a 3 de Maio mais uma edição do “Barra Slow Festival”, que aposta no tema do chá como património para a realização de workshops, concertos e eventos culturais nos Estaleiros Navais. Em destaque, a criação de dois espaços em bambu pela mão da dupla de arquitectos João Ó e Rita Machado A zona da Barra, nomeadamente os Estaleiros Navais junto ao Templo de A-Má, voltam a acolher a segunda edição do “Barra Slow Festival”, uma iniciativa organizada pela União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM, ou Kaifong) e que acontece no fim-de-semana de 1 a 3 de Maio, das 12h às 20h, nos Estaleiros Navais nº 1 e 2. O tema deste ano é “Um Sorvo de Chá, Um Vislumbre do Património”, apresentando-se ao público, pela primeira vez dois mercados, nomeadamente o “Mercado da Cultura Asiática do Chá” e o “Mercado do Património Cultural Imaterial”. No que diz respeito a eventos culturais, destaca-se a realização do desfile de moda étnica da região de Guizhou, China, intitulado “Village T”, decorrendo depois a iniciativa “Espelho de Água: Cerimónia de Degustação de Chá” guiada por mestres do chá. O programa do festival inclui ainda “Infuse & Indulge: Cerimónia Culinária do Chá”, bem como duas instalações com bambu, onde se inclui o “Pavilhão do Chá” e o “Palco de Espectáculos do Chá”. O comunicado da organização dá ainda conta da realização, nesse fim-de-semana, de workshops, masterclasses, exposições de design e concertos com entrada gratuita, visando explorar o universo do chá como património. Nesta edição vão estar representadas “cerca de 40 marcas de chá de várias regiões”, disponibilizando-se ao público bebidas, cocktails e demais produtos ligados ao chá num mercado que decorre nos estaleiros navais. A ideia é mostrar “sabores tradicionais robustos” e “bebidas criativas”, revelando-se “o papel diversificado do chá na vida quotidiana”. Destaque para o facto de a primeira edição do “Barra Slow Festival” ter sido realizada em Novembro do ano passado, tendo obtido, segundo a organização, “uma resposta esmagadora”. Com cunho português Na segunda edição do “Barra Slow Festival” participa a dupla de arquitectos João Ó e Rita Machado com a criação de dois espaços feitos em bambu, nomeadamente o “Pavilhão do Chá” e o “Palco de Espectáculos do Chá”, a fim de “promover ainda mais o chá e o património cultural imaterial”. Desta forma, o ” Pavilhão do Chá” promete funcionar “como um espaço tranquilo onde os visitantes podem sentar-se e saborear chá”, dando lugar à iniciativa “Espelho de Água: Cerimónia de Degustação de Chá”. Nesta cerimónia “os convidados são servidos por três mestres de chá diferentes, que irão partilhar perspectivas sobre os chás seleccionados durante uma sessão de degustação de uma hora”. Irá ainda decorrer a “Infuse & Indulge: Cerimónia Culinária do Chá”, uma experiência culinária de dez pratos inspirada no chá e liderada pela chef local Maggie Chiang, formada pelo Le Cordon Bleu. Haverá uma sessão diária deste evento, que combina “a cultura do chá com uma refeição requintada, servida num ambiente envolvente”. Por sua vez, o “Palco de Apresentações do Chá” acolhe “uma série dinâmica de espectáculos e actividades experienciais”. Relativamente ao desfile de moda étnica, participam mais de 50 marcas locais, sendo que a “Village T” foi fundada GU-A-XIN (Yang Chunlin) em Julho de 2024, tendo já realizado mais de 500 desfiles com a marca, incluindo a participação na Gala do Festival da Primavera da Televisão Central da China (CCTV), a London Fashion Week e New York Fashion Week.
Andreia Sofia Silva EventosExposição de fotografia de Greg Girard para ver em Hong Kong Está patente na Galeria WKM, em Hong Kong, uma nova exposição de fotografia de Greg Girard, que viveu durante vários anos na região vizinha e que retratou, entre outras coisas, a antiga “Kowloon Walled City”, demolida em 1994. “HKG-TYO 1974-2023” é o nome da exposição individual do fotógrafo canadiano “conhecido pelas fotografias íntimas e cinematográficas de cenas nocturnas urbanas, paisagens urbanas e o quotidiano de trabalhadores e habitantes locais”, descreve a nota oficial sobre a exposição. Nesta mostra, apresentam-se imagens não apenas de Hong Kong mas de outra “casa” de Greg Girard, nomeadamente o Japão, revelando-se “a era de industrialização e crescimento” do país. Assim, “guiado por uma curiosidade investigativa inabalável e pela apreciação do que é ignorado, as composições exuberantes, encantadoras e, por vezes, melancólicas de Girard capturam a vulnerabilidade e a vitalidade de duas cidades em plena metamorfose”, é descrito. As fotografias que o público pode ver nesta exposição “oferecem um ponto de acesso à euforia e às dores de crescimento que acabaram por moldar Hong Kong e Tóquio tal como as conhecemos hoje, tornando-se cápsulas do tempo que apontam simultaneamente para o presente e para o futuro”. De Kowloon a Tóquio Greg Girard nasceu em Vancouver em 1955, tendo começado a fotografar quando era ainda um aluno do ensino secundário. Depois foi para Hong Kong, Japão e Xangai, tendo ficado “cativado pelas cidades chocantemente futuristas que encontrou”, documentando depois, ao longo da carreira, diversos locais da Ásia numa carreira de fotojornalista. Em “HKG-TYO 1974-2023” reúnem-se, pela primeira vez, as fotografias de Girard de Hong Kong e Tóquio dos anos 70 até aos dias de hoje, sendo que o primeiro contacto do fotógrafo com a região vizinha aconteceu em 1974. Depois chegou a vez de Tóquio, em 1976. A mesma nota dá conta de que “as fotografias desta exposição transportam-nos de volta à perspectiva de um descobridor deslumbrado a cartografar território inexplorado”, mostrando-se locais como Shibuya e Shinjuku, com os seus “letreiros intermináveis que deslumbram acima do pavimento húmido” e que servem de “complemento às calçadas repletas de carros do bairro dos bares de Hong Kong”. São “cidades que nunca dormem e que partilham muitas semelhanças” retratadas nestas fotografias. Não faltam ainda imagens da “fortaleza distópica” da “Cidade Muralhada de Kowloon”, em “Kowloon Walled City from SE Corner”, uma imagem de 1987, que se conjuga com “Platform Conductor, Ikebukuro”, de 1976, uma fotografia que “nos atinge como uma forte rajada de ar à medida que um comboio de metro vermelho reluzente passa a toda a velocidade”. Há ainda “fotografias mais recentes” da série “Snack Sakura”, tiradas entre 2017 e 2025, também relacionadas com estes anos.