EventosLisboa | Casa de Macau acolhe projecto de Cheong Kin Man e Marta Sala Andreia Sofia Silva - 5 Nov 2026 A exposição “As Espantosas e Curiosas Viagens”, já revelada a vários públicos pelos artistas Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man, volta a ver a luz do dia na Casa de Macau em Lisboa. A mostra integra o rol de apresentações artísticas do “Lisbon Art Weekend” e recebe visitas guiadas este fim-de-semana A Casa de Macau em Lisboa acolhe, entre hoje e domingo, a exposição “As Espantosas e Curiosas Viagens – Casa di Macau”, da dupla de artistas Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man. A exposição integra a programação do “Lisbon Art Weekend”, sendo inaugurada hoje entre as 16h e 18h, com possibilidades de visita amanhã e sábado, das 12h às 17h; e também este domingo com visitas guiadas pelos artistas entre as 14h e 17h. A exposição continua patente na Casa de Macau até ao dia 30 de Novembro. A curadoria está a cargo de Ricardo Barbosa Vicente, sendo esta mostra um cruzamento entre linguagens visuais, instalação e trabalho com tecidos, onde se revelam memórias em torno da comunidade macaense. Segundo uma nota da organização, “a dupla cruza arte e antropologia, explorando relações entre línguas, culturas e memórias”. Para este projecto, foram recolhidas histórias e retalhos de tecido junto da diáspora macaense, incluindo a que vive em Portugal, com “materiais do quotidiano a transformarem-se em obras têxteis, em imagens e línguas inventadas”. Marta Stanisława Sala, natural da Polónia, e Cheong Kin Man, de Macau, formam uma dupla de criação artística e investigação com actividade entre Berlim, Macau, Cracóvia, Katowice e Lisboa. Desde 2021, desenvolvem uma prática conjunta que cruza arte e antropologia, explorando a memória afectiva, a migração e as relações entre línguas e culturas. “As Espantosas e Curiosas Viagens” é uma exposição que já marcou presença no Museu do Centro Científico e Cultural de Macau, no ano passado. Esta série de exposições foi iniciada em 2024, já passou por Macau e Brasil, e “evoca a tradução alemã histórica da ‘Peregrinação’, de Fernão Mendes Pinto”. Artes pela cidade O Lisbon Art Weekend reúne 60 espaços com a promoção de 95 eventos distribuídos por vários espaços culturais da capital portuguesa, sendo esta a maior edição de sempre do encontro dedicado à divulgação da arte contemporânea, indica a organização. Segundo noticiou a Lusa, nesta oitava edição o evento mantém a entrada gratuita nos espaços participantes e propõe um programa que inclui exposições, visitas guiadas, conversas com artistas, performances, visitas a museus, galerias de arte, coleções privadas, estúdios de artistas, e oficinas para crianças e famílias. Entre as instituições participantes estarão o Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), o Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitectura do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC) e o Pavilhão Julião Sarmento. A programação inclui uma performance do artista português António Poppe no MNAC, que cruza artes visuais, poesia e performance, reflectindo a natureza interdisciplinar do seu trabalho, que tem apresentado desde 1996. No MAC/CCB, uma visita guiada à exposição “Here I Stand” dá a conhecer o trabalho da artista portuguesa Ângela Ferreira, com uma leitura das suas esculturas e instalações e das relações que estabelecem entre arquitetura, história colonial e poder político. Já no Pavilhão Julião Sarmento, a conversa “Encounters Between the Artist, the Work and the Public” propõe um encontro com a artista Iris Buchholz Chocolate, nascida na Alemanha e ligada a Angola desde 2003, com uma prática que cruza tradições ancestrais e artesanais angolanas com abordagens conceptuais europeias, incidindo em temas como memória, herança colonial e identidade. No CAM, estão previstas uma visita orientada por curadores à exposição “Lugares que se Desenham”, e uma oficina para famílias, enquanto o MAAT propõe a oficina “Estas Obras MAATam-me”, dirigida a crianças e adolescentes dos 8 aos 12 anos, que combina movimento, desenho e criação colectiva de narrativas a partir das obras. O Lisbon Art Weekend é uma organização sem fins lucrativos fundada por Merve Pakyürek e Marc Kean Paker, que se mudaram para Lisboa há uma década, e decidiram reunir espaços independentes e instituições culturais num circuito de acesso livre para reforçar a articulação entre os diferentes intervenientes da arte contemporânea e dar visibilidade à produção artística. Com Lusa