EventosLivraria Portuguesa | AFA apresenta pinturas de Chan Man Kin Andreia Sofia Silva - 15 Set 2026 Chan Man Kin apresenta, a partir do dia 21 deste mês, “Vessel – Raging Waves”, uma mostra individual organizada pela AFA – Art for All Society. A exposição, com curadoria do arquitecto Andre Lui, pode ser vista na Livraria Portuguesa A AFA – Art for All Society tem apostado na exibição de trabalhos dos seus parceiros através da “Série de Exposições Individuais dos Novos Membros da AFA”. É neste contexto que se apresenta, entre 21 de Setembro e 22 de Outubro deste ano, na Livraria Portuguesa, a exposição “Vessel – Raging Waves” [Embarcações – Ondas Violentas], de Chan Man Kin, com curadoria do arquitecto Andre Lui. Segundo um comunicado da AFA, a exposição é composta por “uma selecção de obras representativas de diferentes períodos da carreira de Chan”. Desta forma, é traçada a sua “evolução artística desde o realismo figurativo, passando pela desconstrução de formas estabelecidas”, chegando-se a um “estado incessante de abstração pura”. Algumas destas obras são “Boxes” e “Peaches”, quadros que carregam em si “um significado interno” e que começaram a ser pensados e trabalhados a partir dos anos de pandemia. Segue-se a série de trabalhos intitulada “The Box”, onde “chamas misteriosas simbolizam o conflito interior e o transbordar das fronteiras”, descreve a organização. Já “Nuclear Fission” é uma obra que remete para um controlo que é “abandonado para abraçar forças primárias, através de processos que envolvem o corpo”. Por sua vez, em “Raging Waves”, onde a tela é “libertada de todos os objectos reconhecíveis, permitindo que o material se transforme através da gravidade e do acaso”. Desta forma, há uma “profunda passagem” entre “ver o objecto” e a fase de “contemplar a mente”. A AFA destaca como a exposição está muito ligada aos anos da pandemia, quando o artista sofreu uma espécie de transformação na forma de pintar e criar. Ao abrir, nos anos de confinamento, caixas de encomendas, o artista começou a reflectir sobre os “motivos visuais” desse objecto e de como podem representar “a ordem racional”. Chan Man Kin também olhou para diversas formas naturais, nomeadamente pêssegos, como símbolo de “vitalidade e perecibilidade”. Ao longo das obras do artistas, contrates e conceitos encontram um lugar de expressão artística através da pintura. “A imposição destes elementos fundamentalmente diferentes no mesmo campo de visão cria uma poderosa tensão psicológica, reflectindo as contradições interiores [do artista] não resolvidas entre razão e emoção, confinamento e liberdade”, destaca a AFA. Mescla de influências Chan Man Kin não é um artista com uma só linguagem artística. Segundo a AFA, o seu vocabulário visual “combina de forma magnífica as tradições artísticas orientais e ocidentais”. A sua obra é sinal da fusão da “pincelada vigorosa do expressionismo abstracto americano com as técnicas tradicionais ‘juam-shui’ e ‘juam-fan’ (infusão de água e pó) da Escola de Pintura de Lingnan”. Estas “práticas materiais que envolvem um envolvimento físico”, sendo que Chan Man Kin faz um “questionamento contínuo sobre os limites, mutação e libertação”. O público que visitar a mostra patente na Livraria Portuguesa é desafiado a seguir “o pincel desde uma cena estável de pintura observacional, passando por um labirinto de imagens de matéria em chamas e formas fragmentadas”. No final, acede-se a um “espaço espiritual formado por imensas ondas de abstração”.