Manchete SociedadeMetro Ligeiro | Conselheiro quer mais comércio ligado à cultura Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 15 Set 2026 O membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários Si Iat defende que no planeamento das zonas comerciais do Metro Ligeiro se deve apostar no turismo cultural. O conselheiro defende a introdução de produtos dos países de língua portuguesa No planeamento dos espaços comerciais do Metro Ligeiro deve ser dada atenção à cultura e património, apostando-se em modelos de negócio que estabeleçam uma ligação com as zonas de Macau por onde passa este meio de transporte. A ideia foi defendida por Si Iat, conselheiro dos Serviços Comunitários, que, segundo o Jornal do Cidadão, sugeriu ao Governo os exemplos das cidades da Grande Baía ao combinar o transporte urbano com o turismo cultural. Em declarações ao jornal chinês, o conselheiro explicou que se deve apostar em negócios e espaços comerciais que promovam a cultura de cada bairro ou zona de Macau, revitalizando-se, desta forma, o ambiente comercial do Metro Ligeiro. Outra das sugestões de Si Iat passa pela atracção de marcas de Macau para as estações do Metro Ligeiro, além da aposta numa zona de exposição de produtos oriundos dos países de língua portuguesa. O responsável defendeu também que a entidade gestora deste meio de transporte, a Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, pode trabalhar com as autoridades no sentido de reservar algumas lojas com renda controlada para que os jovens locais possam desenvolver os seus negócios. Si Iat deu o exemplo da empresa gestora do metro de Hong Kong, a MTR Corporation Limited, que cobra a renda das lojas conforme as receitas obtidas, ao invés de cobrar um montante mensal fixo. Patacas nas fronteiras Tendo em conta as estações do Metro Ligeiro que vão estar perto dos postos fronteiriços das Portas do Cerco e Qingmao, o conselheiro disse que a aposta das autoridades deve ser em lojas de conveniência, tendo em conta o elevado número de visitantes. Si Iat considera que podiam ser abertas lojas de levantamento de mercadorias com isenção de impostos, lojas de lembranças turísticas ou ainda de venda de cartões de telemóvel, bem como de câmbio de moeda. A ideia é disponibilizar os serviços mais procurados pelos visitantes dentro das estações, ou nos percursos de ligação. Porém, Si Iat defende que o comércio nestes espaços do metro deve procurar dar resposta às necessidades dos moradores destas zonas que vão trabalhar ou que simplesmente usam o metro para se deslocar no dia-a-dia, com a abertura de supermercados, cafés, cabeleireiros ou lojas do Taobao. As estações do metro também poderiam acolher feiras aos fins-de-semana ou feriados, acrescentou, além de que algumas lojas poderiam ser alugadas a curto prazo para a apresentação de produtos da área das indústrias criativas. Por sua vez, Kuok Meng Chit, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, disse que a estação do Metro Ligeiro da Barra faz uma importante ligação entre meios de transporte, mas que as lojas que estão na estação não estão localizadas nas zonas que os passageiros têm de atravessar, o que afecta o interesse comercial destes espaços. Assim, o conselheiro disse que, o planeamento dos espaços comerciais do Metro Ligeiro deve dar atenção à localização das lojas, para que haja uma conjugação com os percursos feitos pelos passageiros.