Manchete SociedadeJLL | Apenas jogo e turismo têm bom desempenho económico João Santos Filipe - 4 Set 2026 A imobiliária prevê que no resto do ano o mercado de habitação vai continuar estagnado, uma vez que faltam factores de crescimento em todos os sectores, com excepção do jogo e do turismo. Nos primeiros meses, tanto na habitação como nos espaços comerciais, as rendas ficaram mais baixas A imobiliária JLL considera que em termos económicos apenas o jogo e do turismo apresentam um bom desempenho, enquanto todos os outros sectores, incluindo o imobiliário, apresentam uma falta de factores que impulsionem o crescimento. A situação vem descrita no mais recente relatório da JLL sobre o mercado imobiliário de Macau. “Com a excepção dos sectores do jogo e do turismo, que apresentaram um bom desempenho, todas as restantes indústrias em Macau continuaram a apresentar uma falta de factores de crescimento”, pode ler-se no texto divulgado ontem. Em relação ao mercado do imobiliário para a habitação, a JLL indica que a procura se manteve “fraca”, com as transacções a registarem uma “estagnação durante a primeira metade do ano”. Sobre os meses entre Janeiro e Março, a imobiliária reconhece que houve uma “breve recuperação”, que se deveu à redução das taxas de juro, isenções de imposto de selo e a maior facilidade no acesso ao crédito. Contudo, no segundo trimestre a situação apresentou uma alteração: “a procura limitada de habitação própria por parte dos residentes locais levou a uma desaceleração no volume de transacções”, foi explicado. Neste ambiente, e até ao final do ano, a JLL aponta que o mercado da habitação vai ficar estagnado: “Olhando para a segunda metade do ano, a crescente pressão inflacionista e a instabilidade económica externa poderão arrefecer o sentimento de compra. Prevê-se que o mercado imobiliário se mantenha estável/estagnado no segundo semestre do ano”, é previsto. Mais do mesmo Em termos do imobiliário comercial, como os escritórios e as lojas o ambiente não é muito diferente. “A JLL prevê que o mercado se mantenha cauteloso no segundo semestre do ano, com os preços dos escritórios e do comércio a retalho a continuarem sob a pressão de consolidação”, é indicado. A imobiliária indica que de acordo com os dados do seu índice, “o valor global das rendas de escritórios no primeiro semestre de 2026 diminuiu 1,1 por cento em comparação com o final do ano passado”. Também o valor dos escritórios apresentou uma redução, neste caso de 8,7 por cento, em comparação com os preços no final do ano passado. “Os valores de capital dos escritórios continuarão sob pressão devido ao fraco sentimento de investimento e ao número crescente de activos em incumprimento, tornando improvável uma recuperação a curto prazo”, foi explicado. O valor das rendas das lojas seguiu a tendência e apresentou uma redução de cerca de 3,9 por cento face ao final de 2025.