Manchete SociedadeHotelaria | Registada maior ocupação até Julho desde a pandemia Hoje Macau - 31 Ago 2026 Os estabelecimentos hoteleiros de Macau registaram a maior ocupação média para os primeiros sete meses do ano desde antes da pandemia de covid-19. O aumento da ocupação ocorre ao mesmo tempo que os preços dos quartos diminuíram, em especial nos hotéis de quatro estrelas A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) anunciou na sexta-feira que 90,6 por cento de todos os quartos dos hotéis e pensões de Macau estiveram reservados entre Janeiro e Julho. Além de representar um aumento de 1,2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, a ocupação média foi a mais elevada para os primeiros sete meses do ano desde 2019. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau já tinham fechado o ano passado com uma ocupação média de 89,4 por cento, o valor mais elevado desde antes do início da pandemia. Os hotéis e pensões do território estiveram mais cheios apesar de terem tido menos hóspedes entre Janeiro e Julho, 8,37 milhões, uma queda homóloga de 1,4 por cento. A redução sentiu-se, sobretudo, nos principais mercados de origem dos turistas – China continental e a vizinha região de Hong Kong – enquanto o número de hóspedes internacionais subiu 12,2 por cento para 753 mil. No final de Julho, Macau tinha 149 hotéis e pensões, um máximo histórico, disponibilizando cerca de 45.300 quartos, mais 100 do que um ano antes, referiu a DSEC. No entanto, no espaço de um ano, os estabelecimentos hoteleiros da cidade passaram a poder albergar apenas 118 mil hóspedes em simultâneo, menos 2.100 do que em Julho de 2025. No mês passado, a Direção dos Serviços de Solos e Construção Urbana de Macau disse que estava a ser construído um novo hotel, com um total de 131 quartos, e em fase de projecto mais 11, que poderão disponibilizar 1.369 quartos. Cortes ajudam Um factor que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte homólogo nos preços médios até Junho, de 2,7 por cento para 1.287 patacas, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais. Segundo o relatório da Direcção dos Serviços de Turismo, a maior redução registou-se nos hotéis de quatro estrelas, cujo preço médio caiu 5,1 por cento para 1.011 patacas. Em 2025, os estabelecimentos que fazem parte da Associação de Hotéis de Macau já tinham cortado em 3,5 por cento os preços médios. Macau recebeu nos primeiros sete meses 24,5 milhões de visitantes, mais 8 por cento do que no mesmo período de 2025. No entanto, 61,2 por cento dos visitantes (15 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 7,3 por cento em 2025, para duas mil patacas. Mas na primeira metade deste ano a despesa ‘per capita’ dos turistas não relacionada com o jogo subiu 7,8 por cento em termos anuais para 2.123 patacas.