IC | Porto acolhe mostra “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”

A estação de São Bento do Metro do Porto acolhe até ao dia 12 de Setembro a exposição “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, uma iniciativa do Instituto Cultural e Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau. Pretende-se, com este projecto, estabelecer um “diálogo intercultural entre Portugal e China”

Desde o dia 28 de Setembro de 2023 que o jornal Diário de Notícias (DN) publica todas as semanas, em parceria com o jornal Macao Daily News (Ou Mun), uma página com o título “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”. Esta parceria editorial dá agora origem a uma exposição, patente até ao dia 12 de Setembro na estação de São Bento do Metro do Porto. A mostra tem o mesmo nome – “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, e é organizada pelo Instituto Cultural (IC) e Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau, celebrando “três anos de colaboração editorial” entre os dois jornais. Além disso, pretende-se promover “o diálogo intercultural entre Portugal e a China”.

Segundo um comunicado da organização, a curadoria está a cargo de Sara Neves, convidando-se o público “a descobrir tradições, histórias e curiosidades da cultura chinesa através das páginas publicadas ao longo deste período”.

Na estação de Metro há duas instalações que combinam “o processo tradicional de impressão de jornais com o uso de tecido — material que evoca os laços históricos e culturais entre a China e o resto do mundo, desde as sedas que cruzaram a Rota da Seda até às velas dos navios portugueses que aportaram em Macau”, pode ler-se.

Ao ser escolhida a estação para acolher a exposição, pretende-se “trazer o conteúdo ao dia-a-dia dos moradores e visitantes”. “Não implica uma deslocação propositada; pelo contrário, introduz a experiência cultural num momento que seria apenas utilitário, democratizando o acesso à informação e ao conteúdo”, é acrescentado.

Curiosidades múltiplas

Nestas instalações, há também “um percurso de curiosidades extraídas das edições especiais, organizado por temáticas e inspirado nos antigos Cabinets of Curiosity [do período] da Europa renascentista”, ou seja, armários que serviam para “guardar objectos raros trazidos de longas viagens para mostrar a amigos e visitas”.

“Macau surge como ponto de partida e de chegada, reafirmando o seu papel enquanto elo privilegiado entre o mundo lusófono e a China”, sendo objectivo “aproximar o público português de aspectos frequentemente desconhecidos da cultura chinesa, reforçando a importância da cooperação cultural e editorial entre instituições de ambos os territórios”.

Em três anos de publicação de conteúdos entre o DN e Ou Mun, foram publicados 150 artigos com “conteúdos em língua portuguesa que revelam aspectos variados da cultura chinesa — tradições, histórias, figuras, lugares, práticas, gastronomia, património”.

Na exposição, fez-se uma selecção dos conteúdos a partir dos textos publicados, tendo sido definidas “seis linhas temáticas fundamentais”: Macau — 25 anos como Região Administrativa Especial da China; Festivais, Figuras Históricas e Tradições; Lugares, Paisagens e Arquitectura; Arte, Artesanato e Património Imaterial; Gastronomia, Sabores e Culinária; e o Centro Histórico de Macau — 20 anos de Património Mundial.

O comunicado da organização dá ainda conta de que na exposição “era importante apresentar as páginas de jornal no seu formato original”, já que “a presença da estética do jornal relembra o meio que deu origem a esta iniciativa”, daí terem sido concebidas as instalações em tecido.

Recorde-se que a primeira apresentação deste projecto ocorreu em Abril, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa.

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