China / ÁsiaFilipinas | Exigidas explicações à China após detenção de mais de 100 filipinos Hoje Macau - 17 Ago 2026 O ministro da Defesa filipino, Gilberto Teodoro Jr, exigiu explicações a Pequim sobre o alegado envolvimento de chineses em actividades ilegais nas Filipinas, bem como sobre a detenção na China de quase 100 filipinos. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China continua a esquivar-se à questão crucial”, afirmou Teodoro num comunicado de imprensa, citado pelo jornal filipino ‘The Inquirer’. “Estas pessoas [detidas nas Filipinas] estiveram envolvidas em actividades ilegais? A resposta, em síntese, é sim”, acrescentou, no sábado. O ministro referia-se aos 69 cidadãos chineses detidos em Maio, quando as autoridades invadiram uma fábrica de aço na cidade de Tagoloan, no sudoeste do país, sob a acusação de produzir bens de qualidade inferior, armazenar materiais radioactivos e poluir o ambiente com gases tóxicos e águas residuais não tratadas. Segundo Teodoro, as autoridades filipinas reuniram “provas irrefutáveis e legalmente admissíveis” através de mandados de busca válidos emitidos pelos tribunais locais. As declarações surgem depois de o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, ter defendido as acções das autoridades chinesas contra mais de 100 filipinos que viviam no país sem a documentação adequada. Guo afirmou que os estrangeiros têm o dever de cumprir as leis e regulamentos chineses e realçou que as medidas tomadas pelas autoridades de imigração “não são dirigidas a nenhum país em particular”. O porta-voz acusou ainda Teodoro de usar as forças armadas para “prender e deter” cidadãos chineses que, na visão de Pequim, trabalhavam legalmente nas Filipinas. As tensões entre os dois países voltaram a aumentar em Julho, quando o exército filipino acusou a guarda costeira chinesa de ter ferido um marinheiro filipino quando este se aproximava de um posto avançado numa zona disputada no mar do Sul da China, uma versão imediatamente desmentida por Pequim.