UE | China promete defender empresas visadas por novas sanções

A China prometeu ontem defender os interesses das suas empresas perante novas sanções da União Europeia contra entidades ligadas ao esforço de guerra russo, após Bruxelas confirmar que o próximo pacote incluirá companhias sediadas no país asiático.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian reiterou, em conferência de imprensa, que Pequim opõe-se “firmemente” a sanções unilaterais que não tenham base no direito internacional nem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Lin afirmou que a China apresentou, em diversas ocasiões, protestos junto da parte europeia e instou Bruxelas a “corrigir as suas práticas erradas” e a revogar as sanções, que classificou como “ilegais”. O responsável acrescentou que Pequim continuará a acompanhar de perto a evolução da situação e adoptará as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.

As declarações surgem depois de a Comissão Europeia ter apresentado, na terça-feira, o 21.º pacote de sanções contra a Rússia devido à guerra na Ucrânia, centrado nos sectores da energia, finanças e comércio.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, explicou que as novas medidas incluem restrições adicionais à chamada “frota fantasma” russa e visam manter a pressão sobre as fontes de receita de Moscovo.

A vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, indicou que o pacote incluirá também controlos às exportações e medidas contra cerca de cinquenta empresas de países terceiros, incluindo entidades sediadas na China, Turquia, Quirguistão, Cazaquistão, Emirados Árabes Unidos e Índia, que Bruxelas acusa de contribuírem para o complexo militar-industrial russo.

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