“Taiwan Travelogue”, de Yáng Shuang-zi, vence Booker Internacional

O livro “Taiwan Travelogue”, de Yáng Shuang-zi, traduzido do mandarim por Lin King, venceu a edição deste ano do prémio literário Booker Internacional, anunciou a organização.

O livro, publicado pela editora britânica And Other Stories (que também foi responsável pelo vencedor de 2025), passa-se em 1938 e é uma “história agridoce do amor entre duas mulheres, acomodada numa habilidosa exploração de linguagem, história e poder”, segundo a sinopse do prémio.

Publicado originalmente em mandarim em 2020, o livro foi uma “sensação”, tendo vencido o prémio Golden Tripod, a que se seguiram, já na tradução para inglês, o National Book Award para literatura traduzida, nos Estados Unidos, e o primeiro prémio Baifang Schell da Asia Society. A obra torna-se na primeira escrita em mandarim a ser premiada com o Booker Internacional.

Mundo em letras

Para além de “Taiwan Travelogue”, os finalistas deste ano foram a tradução para inglês, por Padma Viswanathan, de “Assim na Terra como em baixo da Terra”, da escritora e argumentista brasileira Ana Paula Maia, “The Nights Are Quiet in Tehran”, da alemã Shida Bazyar, traduzido por Ruth Martin, “She Who Remains”, da búlgara Rene Karabash, traduzido por Izidora Angel, “The Director”, do alemão Daniel Kehlmann, traduzido por Ross Benjamin, e “The Witch”, da francesa Marie NDiaye, traduzido por Jordan Stump.

O prémio Booker Internacional distingue uma obra literária traduzida para inglês, publicada no Reino Unido ou na Irlanda.

As seis obras finalistas vão receber um prémio de cinco mil libras, a repartir entre autor e tradutor. O livro vencedor terá um prémio de 50 mil libras, igualmente dividido entre autor e tradutor. O vencedor da edição de 2025 do Prémio Booker Internacional foi o livro de contos “Heart Lamp”, da escritora indiana Banu Mushtaq, traduzido por Deepa Bashthi.

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